Quando Eu Te Encontrar
2 Capítulo 01
Notas iniciais
Havia se passado três anos desde que Pedro foi embora. Tinha se mudado para São Paulo com seu pai depois que seus pais se separaram quando Delma descobriu a traição do marido. Marcelo decidiu que era melhor ficar longe de Delma, ele dizia não suportar o fato de não poder mais toca-la, de não ser mais sua esposa. Pedro claro que sofreu bastante com a mudança repentina de cidade, não apoiava o que o pai tinha feito, mas não queria deixar ele sozinho e então não se queixou quando eles entraram em um acordo para cada um ficar com um dos filhos. E ele foi o escolhido para ficar com o pai por saber lidar melhor com a situação.
Com o tempo que passaram em SP, Marcelo se casou novamente e estava feliz com a nova esposa. Então Pedro decidiu voltar a morar com a mãe e sua irmã Tomtom. Ele sentia saudades de tudo, da sua família, do bairro, dos seus amigos, da Ribalta, e principalmente da Esquentadinha.
– Filho – disse Delma que observava o garoto da porta do quarto e acabou despertando Pedro que estava com o pensamento longe – você não sabe como é bom ver você se volta no seu quarto, você está tão bonito – disse emocionada, quase chorando.
Pedro se levantou sorrindo foi até sua mãe e a abraçou.
– É muito bom tá aqui de volta mesmo – beijou o rosto da sua mãe que começou a chorar só de pensar em algum dia seu filho ir para longe dela de novo. E como se estivesse lendo seus pensamentos Pedro disse – a não dona Delma, sem drama, eu nunca mais vou pra longe da senhora e da Tomtom, ok? – sorriu e Delma sorriu de volta limpando as lágrimas.
– O que você acha de um café feito por sua mãe? – disse animada.
– Eu acharia ótimo. Seu café é o melhor mãe – respondeu sorrindo.
– Ok, então vai se arrumando pra faculdade enquanto faço o café. Você não quer se atrasar no primeiro dia não é – foi dizendo enquanto saia do quarto em direção à cozinha.
– Tá dona Delma, já vou me arrumar – sentou na cama e começou a pensar novamente em como era bom estar ali de novo, naquele lugar onde ele já passou momentos inesquecíveis. Seu pensamento foi longe recordando um desses momentos.
(Flashback on)
– Esquentadinha, o que você acharia se a gente fizesse uma coisa mais interessante do que assistir filminho ? – perguntou olhando para Karina com um sorriso safado no rosto.
– Deixa de ser tarado moleque. A gente não pode ficar sozinhos e você já vem querendo me agarrar – disse Karina enquanto sentava na cama do músico.
– Não sou tarado – disse se aproximando e a agarrando por trás pela cintura – sou apenas um cara louco de amor por uma garota linda, porém muito Esquentadinha – disse a ultima palavra sussurrando no ouvido de Karina que se arrepiou.
– Sei – foi tudo que Karina conseguiu falar porque Pedro a virou de frente para ele a deitando na cama indo por cima dela e logo em seguida a beijando. Assim que seus lábios se tocaram seus corpos vibraram. Se beijavam intensamente, suas línguas estavam na boca do outro sem perder os movimentos. Pedro acariciava e apertava a cintura de Karina com uma mão enquanto apoiava a outra do lado da cabeça da garota. Karina tinha suas mãos no pescoço de Pedro. E de uma vez Karina o virou ficando por cima do garoto olhando pra ele e sorrindo – olha o que você me faz fazer moleque – dito isso logo em seguida tirou sua blusa.
– Eu só faço você fazer coisa boa – disse observando o corpo da lutadora com um sorriso que ela amava. Ela sorriu e tirou a camisa do musico que ficou meio sentado e a puxou pelo pescoço começando a beijar o pescoço da garota e a dá mordidinhas na orelha, o que fazia o corpo dela todo vibrar a cada toque dos seus lábios em seu pescoço. As mãos de Karina percorriam todo o abdômen e as costas de Pedro o acariciando, o que fazia o garoto ficar todo arrepiado e cheio de tesão, e ainda mais com a respiração ofegante da lutadora perto de sua orelha. E de repente Karina parou e seu corpo ficou tenso – o que foi ? – perguntou Pedro.
– Silêncio – Karina ordenou em um sussurro, ele obedeceu, e assim escutaram os pais de Pedro falando.
– Ferrou! – falou Pedro se levantando logo depois que Karina saiu de cima dele. Os dois se vestiam e se arrumavam rapidamente.
– Você não disse que eles iriam demorar?! – reclamou o olhando com um pouco de raiva e vergonha.
– Foi o que eles me disseram Esquentadinha, não me olha como se a culpa fosse minha! Você acha que eu queria eles chegando logo agora?! – se defendeu.
– PEDRO, VOCÊ TA AÍ MEU FILHO? – gritou Delma interrompendo a discursão.
– TO MÃE – respondeu se levantando e indo em direção à porta com Karina logo atrás dele.
Quando saíram Delma olhou para Karina e foi logo falando.
– Oi Karina, não sabia que você estava aqui. O que vocês estavam fazendo? – perguntou olhando pros dois. Karina corou com a lembrança do que eles estavam fazendo quando os pais de Pedro chegaram.
– A gente tava assistindo um filme, mas agora eu vou levar a Esquentadinha pra casa – Pedro respondeu calmamente e sua mãe pareceu se convencer de que eles estavam apenas assistindo um filme.
– Tudo bem. Cuidado viu! Tchau Karina – disse dando um beijinho no rosto da garota.
– Até mais – disse Karina para os pais de Pedro enquanto sorria ainda meio envergonhada.
Os dois caminharam até a porta de mãos dadas e quando saíram começaram a rir da situação que acabaram de passar. Pedro colocou o braço pelo ombro de Karina.
– Vamo Esquentadinha – e foram andando até a casa da garota. Agarradinhos. Os dois ainda sorrindo.
(Flashback off)
Pedro sorria com a lembrança. Ele estava morrendo de saudades da Esquentadinha, mas não sabia como seria quando a encontrasse de novo depois de tanto tempo. Tinha medo de pensar que ela poderia ter esquecido ele. Ele jamais se esqueceu dela durante o tempo que passou fora, “nem por um segundo” ele pensou. Ele a amava e tinha certeza disso.
– Vem filho o café tá pronto! – gritou Delma da cozinha.
Depois de se arrumar rapidamente ele foi se juntar a sua mãe e sua irmã para tomarem café juntos depois de muito tempo.
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Quando Karina chegou à cozinha viu que Gael e Dandara já haviam saído. Eles tinham se casado há uns dois anos, se mudaram para o apartamento dela, porque era maior e tinha um quarto a mais. Sua casa antiga agora era ocupada por Bete e Sol. Gael ofereceu e elas aceitaram na hora, era mais perto do trabalho e da Ribalta, facilitou muita a vida das duas. Bianca estava morando com Duca, que agora era seu noivo. Ele ainda trabalhava na academia de Gael e em outra, ainda dando aulas. Bianca estava estagiando na Ribalta para poder ensinar novos artistas futuramente, e também estava atuando em uma peça, o que lhe rendia um bom dinheiro.
Karina sentou e começou a tomar o café que eles já tinham deixado pronto. Quando escutou a porta abrir olhou e viu que João tinha chegado da casa do pai. Ele tinha ido passar a ultima semana livre antes de começar as aulas, agora eles se davam muito bem.
– Iai maluca, cadê a mamãe e o Gael? – perguntou João assim que viu Karina sozinha na mesa.
– Já saíram – respondeu de mau humor.
Sentou-se na frente da menina e começou a comer também.
– Tá assim porque vai começar as aulas ou é porque o Pedrinho tá de volta? – Karina o olhou com a cara fechada.
– Você sabia? – perguntou ainda o olhando com a cara fechada.
– Lógico. Ele é meu melhor amigo né – respondeu sem olhar para a garota continuando a comer.
– Desde quando você sabia?
– É um interrogatório agora? – olhou para ela que ainda o olhava – sei lá, um mês? Não tenho certeza – disse por fim.
– UM MÊS?! – gritou Karina se levantando da mesa – porque você não me falou nada seu idiota?! – ela o fuzilava com os olhos.
– Ué, pensei que todo mundo tava proibido de falar sobre ele pra você ou perto de você, ou não tava? – perguntou ironicamente não ligando para a reação da garota, ou com a possibilidade dela acabar com ele ali mesmo.
Ela realmente tinha proibido o assunto Pedro perto, ou com ela.
– Isso é diferente né ô seu babaca! – falou irritada.
– Diferente como? É sobre o Pedro! – colocou a mão no queixo como se estivesse pensando – Já sei! Queria tempo pra se preparar pra não ter uma recaída né? – sorriu e olhou para ela vendo ela o olhar furiosamente.
– Olha eu só não te mato agora mesmo garoto porque eu sei que sua mãe iria sofrer e eu gosto muito dela – o encarava.
– A verdade dói né Karina? – provocou e abriu mais o sorriso.
– Vai se ferrar moleque! Você e seu amiguinho! – pegou suas coisas e saiu bufando de raiva batendo a porta enquanto João ria.
– Imagina quando ela encontrar ele na faculdade – falou se divertindo ao imaginar a cena.
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