Quando A Nasa Descobre O Pó Magico

3 Perseguição de bicicleta


Notas iniciais
Ooooi gente demorou um pouquinho,pelo menos a lu acha, + ficou bem grande.Espero q gostem >< ficou meio parecido com a história do Aladin...agora que eu notei '-'

POV. Bianca

‘‘...E então, Julieta deita ao lado de Romeu, e segura sua mão enquanto sua alma se esvai aos poucos, para se juntar a dele. ’’

Abraço o livro e suspiro. Isso não existe na vida real.

Ainda mais na minha.

Mas também... Tem lá suas razões. Eu sou filha do cara mais odiado de toda a Treah, já que é por culpa dele que todos os habitantes originais dessa terra foram escravizados e tiveram seu bem mais precioso roubado. Não acho justo o que meu pai fez. Acho horrível, e acho as fadas criaturas fascinantes, que tem o direito de serem livres tanto quanto os humanos. Mas não devia esperar outra coisa, já que os humanos escravizaram até sua própria raça, que acham tão superior a tudo e todos, porque não escravizariam uma raça que julgam inferior, apenas por ser diferente?

Mas quem acreditaria se eu dissese que não penso assim também?

Esse é o meu destino. Ser eternamente amaldiçoada por ser fruto de um amor forçado, de um cara terrível. Tenho dó do Stephen, filho do vice-presidente, também odiado. Meu prometido, aliás, mas eu o amo como a um irmão, e é isso que ele é pra mim, o irmão carinhoso e gentil que meu verdadeiro irmão Connor nunca foi.Lembrei que ele iria se casar por agora.Tenho dó da sua noiva.Tive que atura-lo desde um ano até meus 16,e não sei como consegui.Voltando ao assunto,o engraçado é que, quando as pessoas acham que você é uma pessoa ruim, você passa a acreditar nisso.

Mas eu descobri uma solução.Uma vez no dia, eu deixo de ser eu.

Abro a gaveta e pego minha peruca castanha escura. Coloco, e me olho no espelho. Sorrio. Dessa versão de mim, é possível gostar. Assim, não sou Bianca, a filha do cara que escravizou toda uma raça. Sou apenas Bianca, uma fada em meio às outras.

Coloco o travesseiro em baixo do cobertor e passo as pernas pra fora da janela. Sinto o vento frio em meu rosto e sorrio. Desço escalando as paredes da torre onde fico trancada por não concordar com meu pai.

Chego ao portão e faço surgir minhas asas. Essa é uma vantagem de ser filha de um humano e uma fada.

Saio do castelo, por pouco o guarda não me vê. É nessa hora, em que o Sol já está se pondo em um tom de vermelho igual o do meu cabelo, que meu dia realmente começa.

Pego minha bicicleta, que sempre deixo escondida do lado de fora, e começo minha volta pela cidade. A essa hora a cidade é incrível, pois é a hora em que a claridade se esvai aos poucos,e a cidade vai ficando iluminada.Hoje vai ter uma feira, e isso eu não posso perder. Vou pedalando pela cidade até chegar à área da feira. É lindo, e, como explicar?Simplesmente mágico igual a tudo desse povo. A feira era lotada de coisas interessantes, e simplesmente cheia da cultura original. Eu estava ali, olhando tudo, e foi nessa hora que o conflito começou. Vi um movimento leve, e em seguida alguém gritou ‘’ladrão, ladrão!’’. Vi um elfo sair correndo, e peguei minha bicicleta para segui-lo. Ele foi andando, e se embrenhando cada vez mais em becos e esquinas que me fizeram ter calafrios e pensar seriamente em voltar. Até que finalmente chegou em uma casa abandonada, e entrou. Espiei pela janela, e vi que lá havia três criançinhas fadas, e que ele estava entregando uma caixa de morangos pra elas. Quando entendi, entrei. Ele viu que alguém entrava e já pegou uma faca, então levantei as mãos num sinal de paz. Levei uma delas á minha bolsa, que pus no chão, e despejei todo o seu conteúdo de moedas de ouro, junto com o lanche que tinha trago pra mais tarde. As crianças correram até lá, e pegaram as coisas. Eu me abaixei para ficar do tamanho delas.

–Oi!Como vão?

Uma delas olhou pra mim, de boca cheia, e respondeu com um sorriso:

–Muito bem agora, obrigada. Você e o tio Jonny são muito legais.

–Ok crianças, hora de dormir, não acham?-‘’Jonny’’ disse.

–Aaaah!-disse o coro de vozinhas.

–Nada de ‘’aaaah’’. Já está tarde.

Elas desistiram de argumentar e seguiram em fila pro cômodo ao lado, pelo visto o quarto. Ele foi lá, cobriu cada uma delas e deu um beijo de boa noite antes de voltar.

–Oi.-ele deu um sorriso e estendeu a mão. -sou Jonathan, e você?

–Sou Bianca,prazer tio Jonny- apertei a mão dele.

Ele sorriu–Nunca te vi por aqui... De onde você é?

Meu coração deu um pulo, e em seguida pesou sobre mim. Eu teria que mentir. É claro.

–Sou de um vilarejo, do outro lado daquelas montanhas, mas fugi de casa.

–Sério?E onde você está morando?

Não podia contar que vivia no castelo.

–Em lugar nenhum. Não tenho casa.

Ele pareceu surpreso.

–E você, onde mora?-perguntei, tentando fazer meu rosto para de esquentar.

–Logo ali, no andar de cima.

Minha vez de ficar surpresa.

–Por quê?

–Essa era a casa da minha mãe, antes dela ser escravizada. Serve de moradia para gente como eles também, que os pais foram presos como minha mãe. -ele se virou pra mim, com as bochechas levemente coradas- Se você quiser, também pode morar aqui com a gente.

–Não posso ainda. Tenho muitas questões da minha antiga vida pra resolver. — Pelo menos isso era verdade. — Mas prometo que virei aqui toda noite. Quero ajudar essas crianças também. E, quando conseguir resolver tudo... Virei pra cá.

Ele sorriu. -Combinado.

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Estava em cima da árvore, em meu ponto favorito da montanha, para ver o sol nascer. Esse foi um dia realmente estranho.Não sei exatamente o por que de ter me deixado tão feliz. Estava ali,pensando nisso, e foi quando ouvi o som de passos.


Notas finais
q tal???comentem viu?bjoos até o próximo capitulo