Notas iniciais
Esta é somente a parte introdutória da história. Espero que gostem.

Em uma cidadezinha no estado de Krepl, em um país chamado de Turlanda, vivia uma mãe solteira, Kathy, que tinha quase 50 anos, e sua filha, Meg, que era ainda uma criança de 11 anos. Elas se mudaram pra lá após o pai de Meg largar Kathy, depois de tantos anos vivendo juntos. Kathy estava passando pela pior fase de sua vida.

Dois anos depois, Kathy virou vítima de uma depressão fortíssima, devido a constante tristeza que sentia desde a sua separação. Ela já não podia fazer nada em casa, e só vivia em uma cama, a base de remédios. Foi um período muito difícil para Meg–que não podia deixar sua mãe mais só do que já estava—e fez de tudo para prolongar a vida de sua mãe.

Mas não havia nada para ser feito por sua pobre e infeliz mãe. Sua sentença estava selada desde o dia em que seu fiel marido a abandonou. Dois meses depois de completar dois anos desde que elas começaram a viver lá, Kathy veio a falecer. Foi aí que Meg se viu completamente sozinha no mundo, e pior, incapaz de manter sua mãe viva, ao seu lado. Ela não conseguia parar de chorar, e se trancafiou no seu quarto por dias, após o enterro de sua mãe.

Sua vizinha, Marly, que era solteira e sem filhos, foi quem decidiu ajudar a pobre menina neste período difícil de sua vida. Ela sentia pena de Meg, e decidira cuidar da menina, como se fosse sua mãe. Sem opções, Meg aceitou a proposta de Marly, e passou a morar com ela. Seus anos na casa de Marly não foram ruins, mas foram solitários, uma vez que Marly trabalhava das 6h até as 20h. Meg passava das 7h até as 14h na escola, e após estar liberada, voltava para casa, e ficava chorando pelo menos meia hora por dia.

Por que sua mãe tinha de morrer? E o que fez seu pai largar ambas para sempre, sem se importar se algo de ruim viesse a acontecer com elas? Por que o mundo era tão cruel com ela, sendo que não havia feito nada contra ele? Foi em uma dessas tarde que Meg, que agora tinha dezesseis anos, começou a transformar toda sua tristeza em raiva do mundo—e de todos que nele habitavam.

Entretanto, essa mudança não foi tão repentina. Aos poucos, Meg estava se tornando uma pessoa fria, que não se importava com os outros, e só consigo mesmo. Até com Marly ela mudara; não demonstrava tanto carinho como costumava fazer anos atrás.

Na escola, Meg se envolveu com um menino da sua idade, cujo apelido era ‘Diabo’. Os dois se envolveram, e enquanto Felipe estava realmente apaixonado por Meg, esta por sua vez, só queria usá-lo. Usou-o para criar uma reputação na escola, para deixar de ser a esquisita da turma.

Um ano depois de começar seu namoro com Felipe, Meg descobriu que estava grávida. Primeiramente, reagiu mal, se culpando por ter tido esse descuido, que geraria um filho em uma idade tão precoce. Conforme o tempo passara, foi começando a aceitar sua gravidez. Quando sua barriga estava de fato começando a crescer, decidira contar a Marly. Não estava nervosa, mas preferiu fingir, para deixar sua segunda mãe comovida.

Após ouvir uma história muito bem criada, Marly o fato de Meg estar grávida, e disse que iria tentar criar essa criança da melhor maneira possível. Mas Meg sabia que não seria capaz de criar um bebê sendo tão jovem—não iria dar certo—como ela mesma pensara. Entretanto, o fato de Marly estar animada com sua gravidez não agradava em nada Meg. Certamente ela não a deixaria se livrar da criança, e por isso, talvez tivesse de ser eliminada primeiro.

Finalmente Meg teve a criança, e Marly estava mais feliz que a própria mãe do bebê, que deram o nome de Milton. Milton tinha olhos verdes como os de Meg, mas era bem parecido com Felipe também.

Meg terminou a escola, e arranjou um emprego, em um restaurante. Em menos de um mês de trabalho, ela fora demitida por não seguir as regras do trabalho. Não conseguira ficar em um emprego por um longo tempo, pois não sabia obedecer às regras. Logo percebeu que não era pra ela trabalhar. Continuara com o relacionamento com Felipe, e Milton havia completado um ano.

Marly tinha se apegado muito a ele. Bem mais do que seus próprios pais, na verdade. Mas Meg já havia se decidido: precisara tirar a criança do seu caminho, pois ela só a atrapalharia. Marly nunca deixaria que nada acontecesse a criança, por isso, teria de ser eliminada antes. Depois de Felipe e Meg armarem tudo, decidiram botar seu plano em prática.

Era uma noite de inverno, e Marly já estava deitada, e finalmente conseguira dormir. Meg entrou em seu quarto, sem fazer barulho nenhum, mas Marly acabou acordando ao ouvir uma janela abrindo. Marly estranhou ver Meg em seu quarto, e deu-lhe um beijo na testa e disse boa noite.

Mas Meg permaneceu lá. Esperou Marly dormir, quando finalmente chamou Felipe, que carregava uma seringa em suas mãos. Sem fazer barulho, Felipe se aproximou da cama de Marly, e enfiou a seringa em seu pescoço. A pobre moça que acolhera Meg, que agora já estava mais velha, acordou e olhou para os dois. Não pode falar nada, só derramou lágrimas e encarou Meg, até que sua morte chegara.

Com Marly morta, Meg estava livre para viver sua vida da forma que desejasse. Era hora de tomar providências que ela desejara há muito tempo.



Notas finais
Em breve sairá o capítulo 1.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.