Qualquer baboseira ou afins
8 Meu erro favorito
Comecei a planejar um futuro com coisas que não estavam ao meu alcance, considerando que poderia futuramente conseguir as realizar com um pouquinho de esforço que outrora eu não tentei quando tudo estava tão acessível, na ponta de minhas mãos.
Quando eu lhe contei à respeito, você demonstrou aquele sorriso travesso que eu tanto gostava quando você fazia direcionado à mim. Porém, naquele momento, justamente naquele momento, eu acho que foi o momento que eu comecei a odiar, detestar ele.
— Você não muda mesmo — dizia e dava o sorriso que eu tanto amava ver em você.
Ao ouvir aquilo de você, foi como um estalo em minha mente, e em meu coração, me mostrando o que eu não queria perceber, e notar, que ultimamente você dizia essa mesma frase para mim, com quaisquer questões que eu gostava de compartilhar com você.
Em algum momento, você começou a me tratar como se eu estivesse sempre errando, falhando. Sendo constante em meus erros.
Como se por acaso eu gostasse de cometê-los.
Como se por acaso eu gostasse de falhar.
Errando.
Falhando.
Todas as vezes.
Naquele momento, eu comecei a perceber que talvez o principal erro que eu persistia em manter e continuar, era deixar você ao meu lado.
— Talvez, algum dia eu consiga mudar — eu disse olhando em seus olhos, percebendo que minha mão estava entrelaçando a dele, sorrindo com aquilo, apenas disse para mim mesma que futuramente, eu conseguisse me libertar dos meus erros constantes, e principalmente de você. — Talvez, eu realmente mude. — dessa vez eu disse olhando para o outro lado, dizendo a frase em voz alta para mim mesma, e olhando em seguida para ele, que parecia considerar as minhas palavras, sem imaginar que eu estava incluindo ele, nas coisas que eu deveria finalmente me libertar, desamarrar e deixar.
O meu primeiro erro, com um sorriso travesso, que passei a deixar de amar.
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