Notas iniciais
É o primeiro e único capítulo, então, espero que gostem.

É fevereiro, o que significa que o sol hoje vai estar mais alto do que nunca. Aproveitei para pegar minha barraca e convidar alguns amigos para acampar em uma floresta que tem perto da minha casa no lago.

É uma floresta densa, mas o lugar onde eu geralmente fico é uma clareira no meio da parte mais alta da mata. É grande, e descreve um círculo com no mínimo cinquenta metros de diâmetro.

Todos os verões, no mês de fevereiro, eu passo alguns dias lá, desde que eu me entendo por gente. Meu nome vem de lá: Florence Poolwolf. Bem, o sobrenome é do meu pai, mas o nome foi minha mãe que escolheu. Quando ela se casou, passou a lua de mel aqui, onde acredita ter engravidado. Por acaso, meus pais decidiram me fazer em cima de um campo de flores que fica a alguns metros da clareira.

Hoje em dia acho isto interessante, mas, antigamente, eu achava isso realmente estranho.

Bem, por sorte, este sábado, dia 15, foi o dia mais quente do ano, e nós decidimos vir para cá, eu e meus amigos. A viagem durou cerca de duas horas, mas vale a pena, já que a paisagem é no mínimo maravilhosa.

Mas, no meio dessa viagem, nem tudo são rosas. Eu me perdi. Tudo bem, tudo bem, parece idiotice se perder num lugar que você conhece desde que nasceu, mas este lugar é muito maior do que se pode imaginar.

Eu saí pra ir tomar banho no lago com meu namorado. Chegamos lá e ele mergulhou na hora, completamente nu. Decidi que ia entrar também, a exemplo dele, como vim ao mundo.

Vendo meu namorado lá, completamente despido, com seu corpo no mínimo escultural, eu admito, fiquei com desejos mórbidos. Me virei para tirar a roupa, mais fazendo um strip tease do que tirando a roupa, e, quando me virei de volta, não havia mais Luca lá, somente o lago, completamente vazio. Tudo bem, isto foi estranho.

Decidi voltar para o acampamento, para ver se ele não havia me abandonado lá para fazer uma pegadinha. Porém, para meu desagrado, já era noite. A floresta estava escura, e a única fonte de luz que eu possuía era a lua cheia no céu, mas, neste momento, não havia mais como me guiar. Sai por ai, andando, para ver se encontrava Luca, mas nem sinal dele.

No meio do caminho havia uma cabana. Era velha, abandonada, mas era tão grande quanto um galpão, e tão aparentemente aconchegante quanto um chalé nas montanhas. Bati na porta uma vez, mas não houve resposta.

Talvez eu possa entrar, pensei. Bati mais uma vez. Nenhum sinal de vida humana. Decidi invadir. Entrei na casa sem receios, e quando entrei, me surpreendi com o que vi. Era uma morada comum, com uma cama, um fogão a lenha tão grande que serviria até mesmo como lareira, uma mesinha num canto, e, o que mais me surpreendeu, umas pinturas colocadas lado a lado, formando visões macabras. Eram somente quadros, eu sei, mas seu realismos os tornava assustadores.

Minha primeira impressão foi boa, então decidi entrar, acender o fogão a lenha com uns fósforos que estavam sobre a mesa, pois a noite ficara repentinamente muito fria, e deitar-me na cama, esperando pelo nascer do sol, e, após isso, sair a procura de seu acampamento.

Deitei-me na cama extremamente confortável da cabana, e adormeci quase imediatamente.

Pela manhã, quando acordei. Senti uma claridade que não deveria existir no quarto, pois, mesmo que eu não houvesse notado na noite anterior, não havia janelas no local, mas, olhando bem, notei que haviam janelas.

Sentei-me na mesinha e decidi organizar meus pensamentos. Eu ainda estava nua, mas não sentia medo. Algo naquele lugar estava fazendo falta, algo que vira na noite passada, mas agora não estava mais lá.

Então lembrei-me dos quadros. Eram tão realísticos que até achei ver um ou outro piscarem seus olhos negros e esbugalhados.

Olhei para os lados, mas, no lugar dos quadros, não estavam mais eles, e, agora, pensando bem, não eram quadros que vira.

Eram janelas.

Notas finais
Espero que tenham gostado, mandem comentários, por favor *u*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!