Pós Batalha - Um Novo Começo
6 A Homenagem de Grifinória
Harry, Rony e Hermione foram indo em direção as escadarias de mármore quando notaram a aglomeração de alunos na sala onde estava as homenagens às vidas perdidas na Batalha, então decidiram voltar pela manhã cedo, e continuaram subindo em direção ao quadro da Mulher Gorda. Quando então, Harry se lembrara que a última vez que estivera em Hogwarts foi para destruir a última Horcrux de Riddle, e pensou em todos aqueles que ainda poderiam estar vivos, Fred, Lupin, Tonks, Snape, Colin, se ele ao menos tivesse feito tudo sozinho, se ao menos não tivesse sido visto. A cada parede intacta que passavam enquanto andavam, lembrara dos arrombos que antes estivera ali por conta dos feitiços e maldições lançadas. Quando de repente ele foi tirado, novamente, de seu devaneio por Hermione.
— Harry, ta tudo bem? Você está meio pálido? — Disse a garota com cara de preocupada para o amigo e Rony ao seu lado aguardando a sua resposta.
— Ah, nada eu só estou um pouco cansado, eu acho. — Respondeu Harry e os dois amigos pareceram não acreditar, mas não quiseram perguntar mais nada a ele, quando se encontraram de frente para o Quadro da Mulher Gorda.
— Senha? — Perguntou a mulher.
— Vixi, alguém aqui sabe? — Perguntou Rony se dirigindo aos amigos, mas que tão pouco sabiam.
— Fred Lupin Creevey. — Neville vinha subindo as escadas em direção aos amigos.
— Exatamente. — Respondeu a Mulher Gorda abrindo passagem para os quatro entrarem, os quais estavam perplexos e confusos com o que acabara de ocorrer. Quando estavam dentro do Salão Comunal da Grifinória e Neville reparara nos rostos dos amigos.
— Fred Lupin Creevey é a senha. Uma homenagem da Grifinória para os três, por eles terem... Bem, vocês sabem. — Disse o garoto corando ao reparar na expressão do amigo Rony.
— Brilhante. — Disse Harry baixinho, mas o suficiente para os três amigos ouvirem e concordarem com a cabeça. Todos ficaram em silêncio, absorvendo a informação e Hermione com os olhos lacrimejados.
— Bem, eu vou me deitar, noite. — Disse Neville quebrando o silêncio e se dirigindo para o dormitório.
Os três ficaram em silêncio, quando se deram conta que o Salão estava cheio, com novatos jogando Snap Explosivo, e outros conversando e dando risadas. Gina vinha em direção a eles e entrelaçou suas mãos na de Harry.
— Legal, não é mesmo? A senha, Fred teria gostado, mas não é só isso, venham. — Disse a garota levando Harry ainda com as mãos entrelaçadas e fazendo sinal para os outros dois amigos para acompanha-la. Andaram até a lareira onde em cima se podia ver um mural de veludo vermelho com moldura e letras dourados, e três rostos sorrindo para os quatro amigos, onde se lia:
"Aos alunos/professor Remo João Lupin, Fred Weasley e Colin Creevey, por sua bravura e coragem."
Embaixo de cada foto sorridente, encontravam-se os devidos nomes. Harry e Rony sorriam e escorria lagrímas por seus rostos, Gina e Hermione choravam com uma curva tímida em seus lábios, formando um sorriso. Todos ficaram ali, olhando para o mural em silêncio por um momento.
— Pode se imaginar Fred vendo isso não é mesmo? — Disse Gina em meio as lágrimas, quando os quatro começaram a rir e imaginaram a reação que o amigo e irmão teria se visse um mural com seu rosto e nome, em sua homenagem. Hermione passou os braços em volta de Rony e aconchegou sua cabeça no ombro do amigo. A garota levantou a cabeça e começou a enxugar suas bochechas com as costas de suas mãos.
— Ham.. eu vou indo me deitar, noite. — Disse Hermione caminhando para as escadas do dormitório.
— É, eu também. — Disse Rony em seguida, e notando as mãos de Harry e Gina entrelaçadas, fez um aceno com a cabeça de compreensão. — A gente se fala depois então, Harry. — E saiu deixando os dois sozinhos.
Harry logo notara que a garota encarava o mural ainda chorando, então puxou sua cabeça para o seu peito, acariciava seus cabelos e com a mão disponível deslisava nas costas da namorada. Conseguia ouvir seus soluços em meio ao seu abraço apertado. Era bom ter ela ali, em seus braços, e tudo que queria era consola-la.
— Eu estou bem sabe. Só algumas vezes não tem como segurar, entende?. — Disse Gina se acalmando.
— Entendo. — Respondeu Harry, que sabia o que a garota sentia, pois se sentia assim todas as noites antes de dormir.
Quando Gina se afastou um pouco, ficou de frente para ele e entrelaçou seus braços no seu pescoço. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, seu rosto molhado, então antes que Harry pudesse fazer, Gina lhe beijou. Aquele beijo que ele tanto gostava, doce, suave, aconchegante. Sentia que quanto mais beijava, mais queria que o momento não acabasse, adorava a sensação dos dois juntos, como se fossem um só. Era nesses momentos em que ele conseguia bloquear qualquer pensamento, apenas viver o momento com ela. Quando se separaram, ele deu um beijo na testa da namorada.
— Obrigada, por estar aqui comigo. — Disse Gina enxugando seu rosto e dando um selinho no garoto. — Eu vou dormir. Boa-noite Harry.
A garota já estava nas escadas quando Harry reparou que não havia mais ninguém no Salão e notara que já devia ser tarde e foi se deitar. Chegando no dormitório, todos estavam dormindo, inclusive Rony. Vestiu seu pijama, deitou em sua cama e logo adormeceu.
Harry estava em um lugar escuro, não sabia onde era. Andava para achar uma saída, uma luz. Quanto mais ele andava mais perdido ele se sentia, quando então, viu três pessoas paradas a sua frente com manchas de sangue e sujeira. Não sabia se era o certe se aproximar, estava com medo, mas foi chegando mais perto.
— É tudo culpa sua Harry, estamos mortos por sua causa. — Disse a primeira voz, Fred Weasley. — Minha família sempre o tratou como se fosse parte também, mas você foi egoísta, deixou que isso acontecesse.
— Por que Harry? — Disse a segunda voz, Remo Lupin. — Poderia ter resolvido tudo sozinho, poderia ter poupado vidas, mas preferiu nos matar. Meu filho vai crescer sem conhecer o pai...
— Eu nunca quis que isso acontecesse, EU JURO. — Disse Harry desesperado em meio as lágrimas.
— Olha o que aconteceu comigo por te venerar, por te apoiar. — Disse a terceira voz, Colin Creevey. — Você poderia ter evitado, Harry, você nos matou.
Harry se sentiu tonto, recuando dos amigos, quando escutou alguma coisa e de repente acordou em sua cama, seus colegas ainda dormindo, já amanhecendo, quando notara que algo realmente tinha feito barulho, sua varinha tinha caído e o despertara do pesadelo.
Fale com o autor