Notas iniciais
Fala, ai, pessoal!!!!!!! Oie!!!! Estamos atrasadas, mas voltamos… Ah, uma informação, a música desse capitulo é "One and The Same" (coloquem a música pra carregar "http://www.dailymotion.com/video/x13fp87_selena-gomez-demi-lovato-one-and-the-same-hd_music") Ok… isso é tudo… e… Boa leitura

Pov Jessie

– A Thaty tá demorando, não é? — perguntei depois de um tempo
– É… Quanto tempo se leva para levar alguns pratos para a cozinha e fazer um brigadeiro?
– Ok… Eu vou atrás dela, vou ver se ela morreu… — ironizei
Desci as escadas quando cheguei ao meio dela vi o Luke e o Johnson sentados no sofá da sala, que é ao lado da mesma, eles estavam assistindo um filme de terror, não consegui identificar qual, não sou muito fã de filmes de terror, então adiantei os passos, porém ao estar a uns cinco degraus da base dela, eu parei ao ouvi a voz da Thaty…
– …Então, esse é o plano… Topa? — falou num sussurro audível
– Não sei, não… — ouvi a voz do Teddy
– Ah, fala serio! Vai dizer que você não está cansado, também, de ficar vendo eles dois por aí discutindo, sem trocar nenhuma palavra decente?
– É, mas…
– Eles já eram amigos, não deve ser tão difícil assim fazer eles se reconciliarem…
– Hum…
– Por favor… — a Thaty falou meiga
– Tá bom, eu ajudo no plano… — concordou meu irmão
Do que eles estão falando? Ah… É agora que eu vou descobrir… Desci mais um degrau decidida a entender que história era essa de plano de reconciliação, mas quando eu ia por o pé no degrau mais abaixo, a televisão fez um som muito estrondoso e eu olhei para a tela, vi um palhaço assustador com uma furadeira, levei um susto e acabei pisando em falso e caindo escada abaixo, sentada
– Jass! — disse o Johnson se levantando e correndo até mim seguido pelo Luke — Você está bem?! — perguntou preocupado
– Jessie… O que aconteceu? — perguntou a Thaty ladeada pelo pelo Teddy
– Nada… Eu só tropecei… — respondi tentando me levantar, mas meu tornozelo direito doeu e eu não consegui — Ai… — murmurei
– Você tá legal…? — questionou meu irmão em tom apreensivo se abaixando
– Tô… Acho que devo ter torcido meu tornozelo, só isso…
– Vem… Vem cá, que eu te levo lá pra cima… — ofereceu o Johnson estendendo os braços
– Não precisa… Eu consigo ir sozinha… — falei com um sorriso educado, me apoiei no corre-mão para me levantar, mas quando eu subi o primeiro degrau e pus meu peso na perna direita, perdi as forças e despenquei, porém antes de eu cair no chão alguém me segurou
– Tá vendo sua teimosa… Deixa eu te levar… — olhei nos olhos dele e vi que o Johnson iria persistir, então eu apenas assenti, ele me pegou direito e começou a subir
– Será qu… — começou meu irmão, o Johnson se virou, mas a Thaty segurou o braço do Teddy e lançou-lhe um olhar significativo
– O que foi? — perguntou o Johnson a ele
– Nada… — respondeu meu irmão
Então subimos quando chegamos no meu quarto logo a Sam perguntou
– O que aconteceu?
– Nada… Eu só cai. — falei
– É, mas parece que machucou o tornozelo… — completou ele me pondo sentada na cama
– Ai, meu deus, tá bom… Eu vou pegar um pouco de gelo… — saiu do quarto
– Bom… Então fique bem — falou ele simplesmente se virando
– Obrigada — falei sinceramente sorrindo de leve, ele se voltou de novo para mim e retribuiu com um sorriso de canto, piscou os olhos, assentindo de leve, e saiu
Segundos depois as meninas entraram comendo o brigadeiro e trazendo o saco de gelo, fiquei o pondo no meu tornozelo, assistimos mais alguns filmes, comemos todo o doce e fomos deitar, a Sam e a Thaty me obrigaram a dormir com a perna elevada por travesseiros, segundo elas iria aliviar, os meninos pegaram colchões do quarto de hospedes para eles e para elas, botaram dois no do Teddy e dois no meu e assim dormimos.
No dia seguinte meu tornozelo já estava 100%, não senti mais nenhuma dor, fizemos o café da manhã e eu vou dizer: nós 6 na cozinha não dá certo, depois de limparmos a bagunça que fizemos lá, acabamos esquecendo da aposta e saímos todos. Eu passei o dia com as meninas, a noite não sabíamos se iramos fazer aquela confusão de novo, mas como os meninos não quiseram ceder, acabamos indo dormir na casa da Thaty mesmo, foi divertido da mesma forma, só que sem brigas, golpes baixos e quedas.


O final de semana passou rápido, eu acabei esquecendo do que ouvi na cozinha. A semana se seguiu, meus pais tinham pedido folga no trabalho, por isso vão passar a semana toda na viajem e eu pude usar o carro, então não precisava mais acordar tão cedo, nem ficar esperando o Teddy sentir vontade de ir embora.
Estávamos na terça, depois do fim da aulas, nós três descemos e como sempre sentamos a sombra de uma árvore, como hoje todas nós podíamos ir quando quiséssemos, ficamos conversando um pouco
– Ah, não… — murmurou a Thaty olhando para a tela do celular
– O que foi? — perguntou a Sam
– Minha mãe me ligou e eu não vi…
– Retorna para ela… — sugeri o óbvio
– O meu celular vai descarregar… Jessie, você me empresta o seu? — olhou para mim
– Ham… Claro… — entreguei para ela, que o apanhou, se levantou, digitou alguma coisa, pôs ele no ouvido e ficou andando, girando a árvore.
Ela começou a murmurar coisas que eu não entendi, nem parecia estar falando com alguém, mas decidi ignorar, fiquei conversando com a Sam
– Espera aí! Cadê a Thaty…? — questionei após um tempo, olhando para os dois lados, quando percebi que não estava mais escutando sua voz
– É verdade… Ela estava aqui agora mesmo… — estranhou a Sam
– Onde será que aquela maluca se meteu com meu celular?
– Relaxa… Daqui a pouco ela aparece… — olhei para ela com uma cara "Você acha mesmo que eu vou confiar naquela pirada?!", já ia me levantar para ir atrás dela
– Oi, gente… — apareceu saltitando como uma gazela com meu celular na mão
– Aonde você foi, sua maluca? — perguntei me sentando de novo
– Ah… Aqui estava muito barulho e eu não estava conseguindo ouvir a minha mãe, então eu fui para o banheiro…
– Mas o banheiro é lá longe… — lembrou a Sam
– Por que você não foi para o estacionamento ou para lá trás? — apontei para a lateral do colégio
– Ah, sei lá — deu de ombros, o que eu achei suspeito — Isso me faz lembrar… Eu cruzei no corredor com o Sr. Frost e ele me falou que queria falar com você… — olhou para mim
– Comigo…? — estranhei
– Foi o que ele me falou, disse que te esperaria na sala dele…
– Tá bom… Vou ver o que ele quer — falei me levantando
– Seu celular… Valeu — me estendeu o celular
– De nada — peguei — Tchau, meninas, nos vemos depois…
Caminhei meio rápido pelos corredores. O que será que o professor quer comigo? A sala de química era no ultimo andar antes do terraço, perto da escada, subi correndo, no caminho ouvi o sinal para as aulas adicionais tocar. Quando cheguei, abri a porta que estava encostada, a fechando ao passar
– Sr. Frost…? — olhei os cantos da sala, caminhando até o fundo dela, quando cheguei atrás da última mesa, vi que ele não estava na sala, provavelmente ainda não tenha chegado, ao me virar novamente esbarrei num potinho com pinças de diferentes tamanhos e formas que estava sobre a mesa, o fazendo cair no chão
– Ah, droga… — murmurei, me abaixei e me enfiei debaixo da mesa para catá-las
Ouvi a porta se abrindo, logo depois se fechando e alguns passos
– Oi…? — ouvi uma voz masculina conhecida, mas quando levantei a cabeça, não era o Sr. Frost, era o Johnson — O que você está fazendo aqui? — questionou
– A Thaty falou que o Sr. Frost quer falar comigo… — respondi me levantando e repondo o pote na mesa
– Ah… Ele estava me procurando também — falou, ficamos alguns segundos apenas olhando um para a cara do outro sem falar nada
– Ok… Acho que vou ver se encontro ele… — anunciei atravessando a sala, cheguei diante da porta, mas ao girar a maçaneta e puxar a porta, notei que ela não queria abrir — Ah, não… A porta não quer abrir… — reclamei para ele
– Ah, vai… Sai daí deixa que eu abro… — sai da frente dela, ele tentou, tentou mas também não conseguiu — Está trancada… — se afastou
– Ah, não, não, não, não… — fiquei balançando a porta na esperança que ela abrisse
– Ei… Pode parar de tentar… Você não vai conseguir, ela está trancada — anunciou serio
– Você tem alguma ideia genial para sugerir? Se tiver estou ouvindo… — ele examinou toda a sala com cara de pensativo
– Você pode pular pela janela… — apontou para as janelinhas no alto, do outro lado da sala, fiz cara de tédio
– Sério?
– Anham
– Estamos no terceiro andar…
– Ah, é… Eu posso te dar um impulso — brincou maroto
– Fica quieto… — reclamei
– Ok, ok… — fez cara de pensativo novamente — Ah… Já sei… Vamos ligar para alguém e pedir ajuda… — pôs a mão no seu bolso e começou a tatear pelos outros — Ah, não… Eu perdi meu celular… — fez cara de espanto
– Meu deus… Como você é burro! Você perdeu o celular?!
– Ah, então, por que você não liga?
– Boa ideia… — desbloqueei o meu, mas… verifiquei e foi confirmado — Pera, onde tá meu chip…?
– Ah… Você perde o chip e eu que sou burro?!
– Eu não perdi meu chip, idiota!
– Então, cadê ele? — ai que eu me toquei
– Não acredito... THATY!!! EU VOU TE MATAR... ME TIRA DAQUI!!! — voei na porta e comecei a esmurrá-la. Só podia ser… Ela vivia me perguntando se não tinha chance de nós dois voltarmos a sermos amigos, era um plano dela, estava na cara.
– Ela não vai te escu... Pera... Teddy! Só podia ser esse filho de uma…
– Ei, ei, ei! Olha como fala da minha mãe…! — o ameacei
– Eu não falei nada da sua mãe…
– Falou, sim
– Não falei
– Falou
– Não falei!
– Falou, sim!
– Não fa...
– CALA A BOCA! EU DISSE QUE VOCÊ FALOU, ENTÃO VOCÊ FALOU! — retruquei
– E SÓ PORQUE VOCÊ DISSE, EU TENHO QUE TER FALADO?!
– IDIOTA… — resmunguei girando os olhos — NATHASHA ROWLING, SE VOCÊ NÃO ME TIRAR DAQUI, AGORA, EU VOU MATAR ELE E DEPOIS MATO VOCÊ! E TEDDY, MANINHO, EU NÃO ESQUECI DE VOCÊ!!! ME TIREM DAQUI!!!
– Não vai adiantar... Eles não vão abrir… — falou o Johnson suspirando e se sentando no chão
– FICA QUIETO E NÃO FALA COMIGO...!!!
Fiquei gritando com a porta por uns quinze minutos e surpreendentemente ela não respondeu
– Desiste, vai… — pediu ele
– Ok… Tá bom… Cansei — sento ao lado dele no chão
Um segundo depois…
– Eu não aguento mais…! — ele se levanta num salto — Seus desgraçados, me tirem daqui! — me assustei com o surto dele
– Que foi? Já tá louco para voltar pra namoradinha…? — provoquei e ele me encarou com uma sobrancelha erguida
– Ciúmes?
– Vai encher outro, Johnson… — girei os olhos
– Não dá, eu to trancado aqui com você…! — bufei — Ah… Vai dizer que você não quer voltar para o Luke? — perguntou desdenhoso
– Como é que é?!
– Você pode fingir pra outro, eu consigo ver…
– Ver o que?! Somos só amigos!
– Ah… Eu vi essa AMIZADE na festa da semana passada… — falou irônico
– deu pra controlar minha vida, agora, foi?! Eu já disse que somos SÓ AMIGOS! E mesmo que fossemos algo mais, você não teria NADA a ver com isso!
– EU… — começou
– Além do mais… — o interrompi — Você não tem direito nenhum de falar de mim… Vive por ai agarrando a Swift, mesmo sabendo a vadia que ela é… Você merece mesmo é sofrer! — cuspi as palavras
– Vai começar com essa DROGA, de novo?! Então vamos lá…!
Ficamos uns vinte minutos no bate-boca
– DEIXA DE SER IRRITANTE! — gritei
– Não dá, eu nasci assim… E olha quem fala, VOCÊ É A PESSOA MAIS MARRENTA QUE EU JÁ CONHECI!
– ENTÃO, SE EU SOU TÃO INSUPORTÁVEL… POR QUE VOCÊ ERA MEU AMIGO?! — as palavras saltaram da minha boca no meio da discussão
– BOA PERGUNTA… NÃO SEI… É UMA DAS COISAS QUE EU MAIS ME ARREPENDO! — eu parei com a frase dele. Como ele pode falar aquilo? Tudo bem que eu não deveria ter perguntado, mas…
Fiquei o encarando, até que ouvi alguns passos apressados vindos do corredor e o eco de alguém descendo correndo as escadas, depois o barulho de passos arrastados e rodas rangendo, olhei para a porta e alguém a destrancava
– Mas por que a porta…? — era o Sr. Gilbert, o zelador, ele ergueu a cabeça e nos avistou — O que vocês dois estão fazendo trancados aqui dentro? — perguntou, não respondi, apenas andei até a porta e parei diante dele
– Obrigada, Sr. Gilbert… — falei gentil, ele acenou a cabeça confuso e eu segui meu caminho, comecei a descer as escadas e o sinal tocou, quando cheguei no primeiro andar…
– Jessie… — me virei, era a Sam
– Oi… Você viu a Thaty?
– Não… Acho que a essas horas ela já deve ter ido embora…
– Duvido — murmurei
– Está tudo bem…? — me questionou
– Tá… Eu só acho que ela vai morrer hoje…
– O que?!
– Tchau, Sam… — dei as costas e continuei descendo as escadas, quando cheguei lá embaixo procurei ela pelos corredores mas não estava, fui para o jardim, dei uma olhadinha e avistei ela meio distante conversando com o Teddy, quando cheguei um pouco mais perto vi que ela estava segurando alguma coisa, os dois estavam analisando… um chip, o MEU chip. Fui andando apresada até eles, puxei o chip de sua mão, os dois tomaram um susto, dei as costas e atravessei o jardim até o estacionamento a passos largos
– Jessie…! — ouvi a voz dela me chamando, olhei e ela corria em minha direção, me virei, destravei o carro da minha mãe e entrei, sem dar a chance dela me alcançar, dei a partida no carro e segui. Eu estava com muita raiva, ela era a pessoa que mais sabia dos meus motivos de estar brigada com o Johnson e eu achei que ela entendesse, mas pelo jeito ela não pensou neles quando nos trancou naquela sala. Cheguei em casa e me tranquei no quarto, mais tarde ela ficou me mandando mensagens como: "Você está brava comigo?"; "Me responde"; "Por favor, não fica chateada…"; "Fala comigo"; "Minhas intenções eram as melhores"; "Você vai mesmo ficar me ignorando?", não respondi nenhuma. O Teddy também veio bater na porta do meu quarto, mas eu pus o fone e não falei uma palavra.


No dia seguinte, acordei com meu despertador tocando, conferi as horas e eram 6:50, como eu já disse, eu não estava indo com meu irmão, então não precisava acordar tão cedo, enrolei uns cinco minutos, até decidir levantar. Tomei meu banho, vesti uma roupa, arrumei o cabelo e me maquiei, depois desci para tomar o café da manhã. Mas ao chegar na base da escada, me deparo com o Teddy, encostado na entrada da cozinha me encarando, resolvi ignorar e seguir meu caminho, mas quando eu ia entrar na cozinha ele se pôs na minha frente
– Licença — falei fria
– Jessie, você tá mesmo zangada com a gente? Eu, sinceramente, não sei o motivo… A Thaty me ligou ontem desesperada dizendo que você não respondia as mensagens dela, que a culpa é toda dela, que ela estragou a amizade de vocês…
– Eu não tenho culpa… Eu nunca pedir pra vocês armarem nada…
– Eu sei, mas ela só queria ajudar…
– Eu não queria ajuda, ela sabe muito bem o porque de eu e o Johnson estarmos brigados e eu creio que você também…
– Nos desculpa, Jessie… — deu um passo na minha direção, não respondi, apenas dei a volta nele e entrei na cozinha, ouvi ele bufar e sair, batendo a porta da frente.
Tomei meu café pensando em tudo que acontecera no dia anterior, quando terminei lavei os pratos que sujei, subi, escovei os dentes e parti para o colégio.
Ao chegar lá, estacionei o carro e quando eu bati a porta
– Jessie…! — ouvi a Thaty que corria na minha direção, subi na calçada e virei as costas começando a andar — Jessie, qual é…? Por favor, fala comigo… — chegou ao meu lado
– Olha… Eu não tô muito a fim… — acelerei o passo
– Jessie, me desculpa, tá legal? Eu não fiz por mal, eu só estava tentando ajudar… — parei e dei um risinho sem graça
– Foi o que o Teddy disse — me virei, a encarando — Escuta, acho que você é a pessoa que mais sabe os meus motivos para ter deixado de falar com ele… E eu achava que você tinha me entendido…
– E entendi… Eu, assim como todo mundo, estava cansada de tanto ver vocês discutindo e se ignorando, eu não suportava mais…
– E você acha que eu também não estou cansada disso? Mas fica tranquila, eu nunca mais vou falar com ele, então não vamos mais discutir…
– O que? Por quê?!
– Vocês ouviram a discussão de ontem…
– Não, eu…
– Confessa, eu sei que vocês estavam na porta ouvindo tudo…
– Tá bom… Estávamos escutando…
– Então… Você escutou o que ele falou pra mim…
– Que parte?
– Quando ele disse que se arrependia de ter sido meu amigo… — meus olhos queriam se encher de lágrimas mas eu as conti — Sabe como isso me doeu…? De uns tempos para cá eu tenho o considerado o meu melhor amigo, mas foi bom, abriu meus olhos… — dei um sorriso desanimado
– Jessie, me desculpa…
– Sabe… Eu achava mesmo que você me entendia, sempre achei que você era a pessoa que conseguia saber exatamente o que eu estava sentindo, sem mesmo fazer nenhuma pergunta… Acho que me enganei.
– Jessie…
– E você ainda envolveu meu irmão nisso… Não podia chamar o Luke ou o Logan…?! — suspirei — Eu não precisava que vocês me ajudassem… Eu não queria nenhum empurrãozinho… Eu estava bem…
– Jessie, por favor, me perdoa… — os olhos dela já estavam começando a se encher de lágrimas
– Eu não vou deixar de ser sua amiga… — ela me olhou com esperança — Eu só… Estou brava, você não devia ter feito isso comigo… Logo você! — dei as costas, cruzei os braços e fiquei olhando para o nada

(Deem play na música)

– Jessie… — parou — You come from here/ I come from there/ You rock out in your room/ I rock the world premiere… — começou a cantar, me virei, era a nossa música, me olhou de um jeito que pedia para eu cantar com ela, mas como viu que eu não faria isso, continuou sozinha — We are more alike/ Then anybody could ever tell/ Friday we're cool/ Monday we're freaks… — cantava com um sorriso maroto de canto, me encarando esperançosa — Sometimes we rule/ Sometimes we can't even speak/ But we kick it out/ And let loose and lol…/ It may seems cliché/ For me to wanna say/ That you're not alone/ And you can call me uncool/ But it's a simple fact/ I've got you're back/ 'Cause we're one and the same/ We're anything but ordinary/ One and the same/ I think we're almost legendary…/ You and me/ The perfect team/ Chasing down the dream/ One and the same… — parou e me olhou quase implorando, girei os olhos, quando olhei para ela, ela ainda me olhava, um sorriso foi nascendo no meu rosto
– I'm kinda like you/ You're kind like me/ We're in the same song/ In a different key… — cantei — It's got a rhythm/ That you and me can get along…
– Get along… — fez vocal
– And it may seems cliché/ For me to wanna say/ That you're not alone…
– Here I go again… — repetiu — And you can call me uncool/ But that's a simple fact/ I still got you back/ I still got you back… — continuou
– 'Cause one and the same/ We're anything but ordinary/ One and the same/ I think we're almost legendary/ You and me/ The perfect team/ Shaking at the scene/ One and the same… — cantamos juntas
– 'Cause we're one and the same — cantei
– We're anything but ordinary — continuou
– One and the same
– We're something more than momentary
– Cause we're one... — alonguei
– Yeah, yeah, yeah, yeah
– Cause we're one...
– We're anything but ordinary
– You and me/ The perfect team/ Chasing down the dream… — cantamos juntas de novo — You and me/ The perfect team/ Shaking up the scene/ One and the same… — terminamos, nos olhamos e caimos na risada
– Então… Você me perdoa…? — desfez o riso e me encarou preocupada
– É… Fazer o que… — girei os olhos e sorri marota
– Wow… Eu também não vivo sem você! — abriu os braços, dei um passo e a abracei. De todos, eu e a Thaty somos as que têm maior tempo de amizade, não sei mesmo como seria minha vida sem ela…
– Olha… Vejo um abraço! — ouço a voz do meu irmão se aproximando, nos separamos — Já são amigas novamente? Sem mais dramas?
– Somos! — confirmei sorrindo
– Que bom… E o irmãozinho aqui está perdoado? — fez cara de cachorinho
– Está, sim… O que eu faria sem vocês? — giro os olhos
– Ah, maninha, também te amo… — veio para o meio da gente e puxou as duas para um abraço — Minhas pequenas… — zoou, eu e a Thaty fizemos cara de tédio, tudo bem que ele é mais alto que a gente… mas tinha que esfregar?
– Ok, ok… — falei e ele nos soltou — Mas só um aviso… Se vocês dois fizerem algo parecido com aquilo de novo eu taco fogo nos dois — fiz cara de psicopatia
– Sim, senhorita… — o Teddy pôs os dois dedos na testa e os afastou dela, em sinal de continência, piscando um olhos, nós duas caímos na risada
– Nossa… Eu estou vendo que voltaram a ser amigas… E aí, Thaty? O drama passou? — perguntou a Sam se aproximando junto com o Luke, a Maya e o Logan
– Você ligou pra todo mundo? — olhei para a Thaty que deu um sorriso amarelo
– Foi mal, meio que eu estava em desespero ontem…
– Relaxa… Eu não entendi nada mesmo, ela só sabia chorar e gritar que você estava odiando ela… — comentou a Sam
– Mas afinal o que aconteceu…? — perguntou o Logan
– Nada que mereça ser lembrado… — respondi mas sem perder o humor
Ficamos todos conversando até o sinal tocar.
Mais tarde na aula de fotografia eu nem olhei para a cara do Johnson e é óbvio que não trocamos nenhuma palavra, mas até que ocorreu bem.

Notas finais
Esperamos que tenham gostado!!! E até logo mais :)