Notas iniciais
Oie, gente!!! Estamos aqui de novo!!!! Mais um capitulo para vocês… Boa leitura

– … Então… Entendeu, Hely…? — a voz do Fred vinha da sala de física, que tinha a porta entreaberta. Levei o dedo aos lábios fazendo sinal para as meninas fazerem silêncio
– Na verdade, não… — falou a Swift seguida de uma risada super irritante dela, o Fred deu um longo suspiro acompanhado de um riso falso
– Tudo bem… Vou explicar de novo… — falou parecendo esgotado, fiz sinal para a Sam e a Thaty para que continuássemos andando, seguimos nosso caminho até a sala de matemática
– Eu não acredito… É isso… — falei quando entramos nela — É nisso que ela está usando o Fred…
– Aulas…? — questionou a Sam
– É… Aulas extras… Não é óbvio…? Ela precisa de muitos pontos para conseguir passar de ano e a vagabunda não quer pagar um professor… Então resolveu usar o Fred, o aluno mais inteligente do terceiro ano… — expliquei
– Claro… Que vadia — a Thaty retrucava, enquanto eu pegava o livro de baixo da carteira e o punha na minha bolsa
– Desgraçada… — resmunguei — Mas é agora que eu acabo com a festinha dela… — peguei minha bolsa e ia saindo da sala
– Espera… Aonde você vai? — perguntou a Thaty segurando meu braço
– Vou contar ao Fred os planos dela…
– Não faz isso… — sugeriu a Sam
– Por quê?! Eu tenho que avisa-lo… Não posso deixar ele se machucar…
– Você já tentou alertá-lo sobre ela e o que aconteceu? VOCÊ se machucou, ele defendeu ela, preferiu não acreditar em você e confiar nela… — disse a Thaty — Por que você acha que só por você ter uma suposição ele te ouviria?
– Eu também acho, Jessie… Ele tá cego e não vai nem te escutar… Além do mais você não sabe se é esse mesmo o plano dela… Daz sentido, mas você não tem prova alguma… — concordei que elas estavam certas, decidi ficar na minha
Na sexta, a Thaty perguntou se eu não queria que ela me levasse para casa mas eu falei que não precisava, sentei embaixo de uma árvore pus os fones e fiquei viajando nos meus pensamentos, tentei ler um livro mas não deu muito certo. Não sei se foi por pena de me ver sozinha, o que não parece nem um pouco a cara dele, porém o caso é que não demorou muito e o Teddy já estava me chamando para irmos para casa.

Na semana seguinte, em plena quarta, eu, Maya e Thaty conversávamos, a Sam já tinha ido embora, pois não tinha mais nenhuma aula no dia. Estávamos esperando até dar o horário da nossa aula de fotografia e a aula de música da Thaty. Cinco minutos antes de tocar eu e a Maya resolvemos subir, chegando lá me deparei com a ótima cena da Swift agarrando o Fred, senti o fundo da minha garganta arder. Na aula recebemos as notas do trabalho, eu e o Johnson tiramos B-, é claro que ele me culpou dizendo que eu não tivesse perdido tempo teríamos tirado uma nota bem melhor, o resto da aula foi teoria, o professor deu dicas para melhorar o foco em imagens de objetos em movimento. Quando saí da sala avistei a Swift sentada no "murinho" diante da escada. Nem para aquele treco quebra e ela sair rolando escada abaixo, pensei.
– Fê…! — gritou assim que viu o Johnson — Fê, vamos estudar hoje, né? — falou se pendurando no braço dele — Fê, sabe que eu preciso dessas aulas, né? — ou de um cérebro novo… Desci rápido a escada para não ter que ouvi aquela palhaçada e acabar vomitando.

Um mês depois, passada a época de testes, em que eu tentei me dedicar aos estudos e deixar o resto de lado. No colégio, tentava ignorar o grude da Swift e do Johnson, apesar que quando cruzávamos nos corredores, eu e o Fred, lançávamos olhares tristonhos um ao outro, transparecendo um: "Como foi que uma amizade tão invejável acabou assim…?", algumas vezes nossos amigos ao notar isso, faziam de tudo para nos animar, por isso, me aproximei ainda mais das minhas amigas e me divertia com as brigas da Thaty e do Teddy.

Era uma terça, eu estava levando a Thaty até seu carro e esperaria meu irmão me chamar para irmos, a Sam estava na sua aula de artes.
No estacionamento, avisto a mãe do Johnson apoiada na porta do carro dela aparentemente esperando alguém, provavelmente o filho
– Sra. Johnson…! — ela levantou a cabeça que estava apontada para o celular
– Jessie… Oi! — falou sorrindo
– Thaty, eu vejo você depois — falei para ela
– Ok… Tchau, Sra. Johnson — falou e seguiu o seu caminho
– Tchau, querida… — fui caminhando até ela
– Como a senhora está? — perguntei sorrindo
– Vou bem! Mas e você? Nunca mais foi lá em casa, já faz um bom tempo que não a vejo…
– Pois é, me desculpe, tanta coisa… Mas… Então a senhora está esperando o Johns… o Fred? — engoli em ceco
– É vim buscá-lo… Ele deixou o carro em casa… Esqueceu de abastecer e hoje de manhã não quis ligar… Sabe como ele é… Como estávamos atrasados pela manhã, eu deixei para abastecer depois, já enchi o tanque mas tive que vim pegá-lo
– Ah…
– Ele não te contou? — estranhou
– Não... Deve ter esquecido…
– Oh, querida, já que você está aqui, pode procurá-lo para mim…?
– Ham… Claro… Mas por que a senhora não manda uma mensagem? — sugeri
– Já tentei, ele não responde…
– Ah… Eu vou, então… — disse temerosa, ela olhou para o celular, que acabara de apitar, indicando que uma mensagem foi recebida
– Espere, um pouco, querida… Ah… Aparentemente ele não vai voltar agora para casa — digitava alguma coisa em resposta para o filho, depois olhou para mim — Jessie…?
– Oi…?
– O que você acha de ir lanchar lá em casa, agora? Preparei um lanchinho para o Fred, mas…
– Desculpe, Sra. Johnson, eu queria muito, mas agora eu…
– Não aceito um "não" como resposta! — me interrompeu com um sorriso
– Sra. Johnson, sério, agora tenho umas coisas para fazer…
– Por favor, Jessie, só uns minutinhos… — pensei: "Se o Johnson não estaria lá, então não vejo problema"
– Tudo bem — o sorriso dela aumentou — Eu aceito o convite…
– Então entre, querida! — me sentei no banco passageiro da frente, fomos conversando o caminho inteiro até sua casa e mandei uma mensagem para o meu irmão dizendo para que ele não me esperasse.
Chegando lá, fomos direto para a cozinha, a Sra. Johnson me serviu alguns bolinhos, estavam deliciosos. A única que consegue competir com a minha mãe na cozinha é ela e admito que iria ser uma disputa acirrada e muito difícil saber quem ganharia.
– Hum… Estão uma delicia, Sra. Johnson!
– Ah, obrigada, Jessie, gentil como sempre — falou sentando-se, sorri — Mas, então, querida, por que desapareceu? — congelei, eu imaginava que ela fosse fazer essa pergunta, mas achei que já teria uma resposta apropriada
– Bem… Não sei… Estou me dedicando muito aos estudos ultimamente… Sabe, não é? Não posso deixar as notas caírem — menti, não podia dizer que me afastei, porque não queria ver uma vadia partir o coração do filho dela, acho que não seria uma boa conversa…
– Muito bem…! Tem que ser esforçada assim mesmo! Você acredita que as notas do Fred estão abaixando? Provavelmente, está brincando demais e acabou desleixando — balançou a cabeça negativamente em sinal de reprovação.
Claro, que eu sabia que a suas notas estava diminuindo, não por está brincando muito, mas, sim, por gastar muito tempo com aquela vagabunda e não estudar direto, conversando com ela ou pensando nela. Esse pensamento fez uma raiva subir pelo meu corpo e eu tive que cravar minhas unhas nas palmas, para tentar disfarçar, atrás de um sorriso.
– Deve ser por isso mesmo! — menti ainda mais descaradamente
– Bem… E você? Como está na escola, as notas…?
– Estão normais…
– Então devem estar excelentes, não é? — ri de leve, a Sra. Johnson era sempre tão exagerada, ela sempre gostou de mim, nunca entendi o porque
Ficamos um tempo conversando sobre o que eu, o Fred e meu irmão já aprontamos juntos, ri muito, foram cada coisa… Mas confesso que por trás do sorriso escondia uma tristeza e o início de uma depressão, falar daquilo tudo me lembrou que eu não posso mais viver coisas como essa com ele de novo, pelo menos não agora.
– Você lembra daquela vez que você e as meninas vieram tomar banho de piscina aqui em casa e os garotos inventaram de passar um trote em vocês…
– Claro que lembro — ri

Flashback on

Estávamos em frente a porta da casa do Fred, levávamos bolsas com toalhas, uma muda de roupa, shampoo e essas coisas. Mais cedo, o Johnson me mandou uma mensagem nos convidando para tomarmos banho de piscina com os meninos. Sam estava com uma blusinha branca e um short vermelho sobre o biquíni, a Thaty com uma blusa preta e short jeans e eu com um short claro acompanhado de uma blusinha também preta.
Tocamos a campainha, depois algum minutos a porta se abre, revelando o Johnson, em dois segundos, atrás dele surgem o Luke e meu irmão, todos os três sem camisa... E que tanquinhos…
– Entrem meninas… — falou o Fred com um sorriso safado, nos dando passagem. Entramos, tiramos das bolsas apenas os protetores e as toalhas e fomos em direção a piscina.
– Fiquem a vontade, garotas — disse o Fred ainda sorrindo, ele foi até o quiosque, ligou o som, eu e as meninas passamos o protetor solar e nós seis pulamos na piscina, ficamos uns minutos conversando e rindo, o Johnson saia de vez em quando para verificar o churrasco
– Nossa… Eu tô morrendo de sede… Tem alguma coisa pra beber? — perguntou a Thaty que estava com os braços apoiados numa bóia e batia os pés dentro d'água
– Claro, princesa — respondeu o Teddy sorrindo e fazendo um leve reverência — Vamos, rapazes, pegar bebidas para as nossas musas… — falou tentando esconder um sorriso maroto, os três saíram da piscina e entraram em casa
– Só eu que achei isso muito suspeito…? — perguntou a Sam
– Com certeza não — falei saindo da piscina
– Aonde você vai? — perguntou a Thaty
– Supervisionar a eficácia dele… — pisque e caminhei silenciosamente até a casa
– Tem certeza que isso não vai fazer mal algum…? — ouvi a voz do Luke — Elas nos matariam se isso der alguma reação alérgica…
– Acredite, meu caro amigo, elas vão matar a gente de qualquer jeito — respondeu o Fred com um tom maroto, pus a cabeça pela porta e vi os meninos abaixados pondo alguma coisa nos nossos frascos de shampoo
– Mas, sério, gente, não vai fazer mal a elas não, né? — insistiu o Luke
– Relaxa… — respondeu o Teddy — Eu pesquisei, não tem nenhum produto tóxico… Só vai ser uma surpresinha para elas… — sorriu safado
– E por quanto tempo os cabelos delas ficaram colorido…? — questionou o Luke
– Dependendo da quantidade que elas usarem, uma semana… — uma raiva e um sentimento de vingança cresceu dentro de mim, as pestes estavam pondo tinta nos nossos shampoos…?! Ah… mas eles vão ver só a surpresinha…
– Vocês tem nossão das caras que elas vão fazer…? Vai ser hilário… — ouvi meu irmão comentar enquanto eu voltava silenciosamente para a piscina
– Iaí? Descobriu o que eles estão aprontando? — perguntou a Thaty quando eu me aproximei
– Claro… — respondi me sentando na borda da piscina com um sorriso vingativo
– E o que é…? — perguntou a Sam curiosa
– Eles estão pondo tinta nos nossos shampoos para ficarmos com cabelos coloridos… — falei calmamente
– Ah… Mas eu vou matar aqueles… — resmungou a Thaty fazendo menção a sair da piscina
– Não…! Espera… Eu sei exatamente como nos vingar… — a impedi
– Como…? — perguntaram curiosas
– Se eles querem cabelos coloridos… Vão ter cabelos coloridos! — sorri maleficamente — É o seguinte… Quando eles voltarem vou da uma desculpa e sair, Thaty, você vem comigo e a Sam fica aqui e enrola eles, se algum deles tentar nos seguir vocês finge que desmaiou, que tá se afogando… Não importa, não deixa em hipótese alguma eles entrarem…
– Tá bom… Continua — incentivou a Sam
– Ok… Vamos entrar e trocar os conteúdos dos frascos… Eles vão ter uma bela surpresinha quando os cabelos secarem — sorri marota, nós três caímos na gargalhada
– Do que as mocinhas estão falando… — ouvi a voz do Teddy, eu olhei para trás, sorri para eles e escorreguei para dentro da piscina, mergulhei e emergir apoiando meus braços na borda
– Fred… Onde está a Sra. Johnson…? — mudei de assunto sorrindo
– Ah… Ela saiu com as amigas, só volta a noite…
– Legal… Mas as meninas ainda não responderam minha pergunta… Do que estavam falando…? — insistiu o Teddy
– Ah… Vocês trouxeram nossas bebidas… Meus heróis… — a Thaty fez pose de princesinha indefesa e todos nós caímos na gargalhada e graças aos céus eles esqueceram o interesse sobre o que falávamos.
Teddy deu um dos dois copos que ele segurava para a Thaty, o Fred me deu um dos dele e o Luke para a Sam. Sentamos na borda da piscina e tomamos os refrigerantes.
– Hum, eu tenho que ir ao banheiro… — falei após um tempo
– Ah… Eu também vou… — se pronunciou a Thaty
Deixamos nossos copos no chão, nos enrolamos nas nossas toalhas e entramos. Corremos, eu peguei alguns potes na cozinha, enquanto a Thaty pegava os frascos das mochilas, pusemos os shampoos deles nos potes e o conteúdo dos nossos nos deles, passamos uma água nos potes da Sam e da Thaty e despejamos o líquido dos potes nos delas, só faltava o meu, subimos correndo as escadas em direção ao banheiro do Fred, trocamos também os conteúdos dos frascos, descemos correndo e eu lavei os potes o mais depressa possível enquanto a Thaty reguardava os frascos em suas determinadas mochilas, ela enxugou e guardamos os potes, fomos correndo de volta para a piscina, tentando parecer o mais inocente possíveis, quando chegamos perto, o Luke carregava a Sam que tossia da forma mais falsa possível e os outros meninos assistiam perplexos a cena
– O que aconteceu…? — perguntei me aproximando correndo, quando o Luke botava a Sam deitada no chão
– Não sei… Do nada ela caiu na piscina… — o Teddy falou com os olhos arregalados, tentando deixar transparecer que ela consegue ser tão louca quanto nós
– Sam, você está legal…? — perguntou o Luke preocupado, ela ainda tossia de um jeito nada verdadeiro
– Tô… Valeu, Luke… — respirou fundo, é… Definitivamente ela não dá pra ser atriz
– Tudo bem… Mas por que você do nada caiu na piscina e começou a se afogar…? — ele fez uma cara de "Você está mentalmente estável?" Que eu e a Thaty nos olhamos e tivemos que nos segurar para não rir, a Sam é péssima com fingimentos.

O dia passou e falamos pros meninos que iríamos tomar banho logo enquanto eles arrumavam as coisas, já que demorávamos mais, tomamos banho no banheiro da Sra. Johnson e eles se arrumariam no quarto do Fred, quando estávamos prontas. Saímos com os cabelos enrolados nas toalhas para não corrermos o risco dos meninos nos encontrarem e estranharem por não estarmos de cabelos coloridos. Mas por sorte quando saímos do quarto da Sra. Johnson ouvimos o barulho do chuveiro então eles já estavam se arrumando no quarto do Fred, descemos e como eu já era de casa, sentamos no sofá e eu liguei a TV, estávamos eu e a Thaty no sofá grande de frente pra televisão e a Sam na poltrona de costas para a escada, até que do nada ouvimos gritos
– Ahhhh — eram do Teddy e do Luke
– O que foi? O que foi? — o Fred gritou assustado
– Fred seu cabelo tá VERDE — urrou o Teddy
– Ahhh — dessa vez foi o Fred que gritou, nós três caimos na gargalhada
Logo ouvimos alguém descer correndo a escada
– Não, Fred, espera… — ouvi a voz do meu irmão
Segundos depois Fred estava diante de nós na frente da TV, só tinha um pequeno detalhe, ele estava só com uma cueca box azul escura quase preta e possuía uma cara de fúria, ele olhava de uma cara a outra
– OLHA O QUE VOCÊS FIZERAM…! — brandia ele
– O que foi… Freduco…? — tentava esbanjar inocência
– O QUE FOI?! VOCÊS TINGIRAM MEU CABELO DE VERDE!!! — sacudia as mão com raiva
– Ficou uma gracinha! — provocou a Thaty
– FRED…!!! — ouvi a voz do meu irmão entrando na sala, logo ele voou até atrás de mim e da Thaty e usou cada mão para tampar os nossos olhos, o Luke fez o mesmo com a Sam
– O QUE FOI?! — perguntou o Fred confuso
– VOCÊ ESTÁ SÓ DE CUECA, SEU IDIOTA…! — bufou meu irmão
– Ah… — ouvi os passos do Fred apressado para sair da sala
– Adorei a cueca, Fred…! — gritei brincalhona e nós três gargalhamos alto.
Quando os meninos tiraram as mãos dos nossos olhos vimos que o Teddy estava com o cabelo rosa e o Luke com um tom bem forte de azul.

Flashback off

– Quando eu cheguei vocês tavam discutindo de quem era a culpa… — relembrou a Sra. Johnson
– Eu sei… Eles ficaram com os cabelos coloridos quase duas semanas e eles passaram esse tempo todo só indo pro colégio com tocas… — me recordei
Rimos alto com lembrança da cena, aos poucos fomos cessando as gargalhadas, a Sra. Johnson limpava as lágrimas que escorriam dos seus olhos de tanto rir, já eu peguei o copo d'agua e bebi um grande gole para tentar me acalmar.
De repente, ouço a porta de entrada se abrindo
– Mãe…? — escuto a voz de Fred ecoando pela casa e congelo com a boca cheia de água

Notas finais
Esperamos que tenham gostado e novamente pedimos para que vocês comentem e nos dêem uma mãozinha… ;) Até logo!