Pânico: The New Generation
9 Premonições
Notas iniciais
Dia 5 de outubro, quinta-feira, 19:25
Jason saiu do banheiro e foi se arrumar, ele ainda estava confuso sobre tudo que tinha acontecido de manhã, pois além do fato de dois de seus colegas terem morrido, ele havia recebido outra ameaça de morte e, pior ainda, o assassino ameaçou matar Megan e Stacy, caso ele contasse algo aos policiais.
Ele pegou uma camisa social azul e uma calça jeans que estavam em cima da cama, e foi se vestir. Ele não estava com a mínima vontade de sair, mas como era o aniversário de Jacob Doyle, o pai de Anna e também seu padrinho, ele sentiu que era ingratidão não ir. O aniversário iria ser em um restaurante francês que fica bem longe da casa de Jason, então ele pediu uma carona a Will.
Os pais de Will chegaram às 19:40, Jason trancou toda a casa e entrou no carro.
- Boa noite. – disse ele aos pais de Will.
- Boa. – Os pais de Will eram um pouco estranhos, sua mãe era arrogante e metida, sempre olhava os outros com cara de superioridade e seu pai só pensava em trabalho e sempre estava com seu celular nas mãos.
Os dois garotos se cumprimentaram e Jason notou que Will também estava bem desanimado. Eles não conversaram durante o trajeto, pois não havia muito a se falar, só a mãe de Will que reclamava de cinco em cinco minutos dizendo para o Sr. Stamp largar o celular e prestar atenção no tráfego. Jason assustou-se inicialmente, pois não queria sofrer um acidente de carro, mas após ver a tranqüilidade de Will, chegou a conclusão de que aquilo era normal.
Eles chegara às 20:00 e Jason agradeceu pela carona e junto com Will saiu do carro.
- Seus pais não vêm?
- Não, irão a um jantar de negócios, — o tom na voz de Will era de raiva, então Jason chegou achou que ele havia brigado com os pais ou algo do tipo... – e eles também não gostam muito da Anna, — Era difícil alguém não gostar da Anna, ela era tão meiga, tão prestativa...
Quando chegaram à área reservada, Jason cumprimentou todos e foi se sentar com Anna e Will.
- Oi Anna.
- Oi Jason, como vai sua mãe?
- Não sei e não queiro saber, — ele falou de uma forma meio dura, que assustou o casal. – o lugar onde ela está não pega celular e ela nem se preocupa em falar comigo, pois, se ela quisesse, iria à cidade mais próxima em que seu celular pegasse e me ligaria.
- Ah Jason, nunca se sabe né... o carro dela pode ter quebrado, imprevistos acontecem...
- Eu bem sei disso, há muitos imprevistos em minha família. – Anna e Will não entenderam o comentário de Jason, mais preferiram esquecer.
Todos ficaram em silêncio por um tempo até que Anna decidiu falar.
- Jason como você está se sentindo com tudo que está acontecendo?
- Garanto que bem não é. – disse Will que parecia incomodado com a pergunta dela, que realmente não era agradável...
- Eu estou com medo. – ele deu uma pausa. – não com medo de morrer, mais com medo de que alguém mais próximo á mim morra.
- Nós temos que tentar parar esse assassino, — Jason conseguia ver a raiva nos olhos de Will. – ou ele vai acabar matando todos nós.
- E ele já está conseguindo, pois essa tensão, esse medo de que podemos ser mortos a qualquer momento vai nos corroendo... – Anna estava visivelmente abatida com tudo que estava acontecendo.
- Eu tenho certeza que quem está fazendo isso estava dentro daquela sala. – Will se referia a sala de música em que eles entraram no dia seguinte a morte de Kathy.
- Mais como ele sabia quais pessoas iriam entrar naquela sala? Como ele saberia que alguém iria entrar naquela sala? – todos sabiam que Jason tinha razão, entrar naquela sala foi um impulso da Megan e dos outros que decidiram segui-la.
- Vai ver o assassino tinha planejado matar algumas pessoas e mudou seus planos depois que todos entraram naquela maldita sala...
Jason achou Will muito certo das coisas, como se já tivesse todas as respostas na ponta da língua, mas, para Jason, Will não podia ser o assassino, ele o conhecia há muito tempo e não tinha nenhum motivo para duvidar da sanidade de Will.
Eles foram interrompidos pelo chegado de Carter, que era vizinho de Anna.
- Oi pessoal.
- Oi Carter.
Os três haviam respondido sem nenhuma animação, o que intrigou Carter.
- Nossa, que animação é essa? Vocês estão parecendo minha tia-avó Holly na hora de tomar banho. – todos riram com o comentário sobre a tia-avó Holly. – É sério ela começa a chorar pedindo para não tomar banho, uma vez ela começou a arremessar suas calcinhas sujas em qualquer um que tentasse levá-la ao banheiro, foi nojento.
- Já vi a quem você puxou Carter... – brincou Will.
- Will, você é um cara tão engraçado... – disse Carter rindo ironicamente. – Vocês estavam falando sobre o que?
- Sobre o que está acontecendo conosco, as ameaças, as mortes...
- Eu tenho tentado ignorar o fato, fingir que nada irá acontecer comigo, mas depois do que houve com Ben e a Li, eu estou realmente assustado.
- Nós temos que contar para a polícia. – Will parecia muito decidido.
- Não podemos, — Jason estava olhando os outros convidados, conversando, rindo... Tão alegres e sorridentes, Jason sentia uma certa inveja dessas pessoas, pois havia dias desde a ultima vez que ele se sentiu feliz de verdade. Só então notou que os outros estavam esperando ele terminar de falar. – o assassino me ligou e disse que se eu tentasse contar a qualquer pessoa sobre o que está havendo, ele mataria a Megan e a Stacy.
- Eu recebi uma mensagem onde ele dizia que se eu contasse a alguém ele matava a Anna,
- Eu também recebi. – Carter e Anna disseram ao mesmo tempo.
- Na minha ele disse que ia matar o Will. – Anna olhou para Will com uma cara de sofrimento, como se perde-lo fosse a pior coisa que poderia lhe acontecer. — E a sua Carter?
- A minha o que?
- Sua mensagem, ela dizia o que?
- Que... ele ia matar... o Jason e o Joe. – Will e Anna estranharam o fato dele ter demorado para responder, como se estivesse criando a mensagem naquele momento, mas Jason entendeu que, na verdade, o assassino havia dito que mataria Emily, a paixão secreta de Carter.
- Ta vendo, ele esta querendo assustar a todos nós, temos que fazer alguma coisa. – disse Will.
Jason ficou completamente confuso, o assassino havia ameaçado Anna de morte e mesmo assim Will queria contar tudo à polícia? Isso fez Jason voltar a desconfiar de Will.
- Você não tem medo que ele tente matar a Anna?
- Ele só está blefando
- Se eu fosse você não teria tanta certeza disso...
Nesse exato momento o pai da Anna se aproximou e eles mudaram de assunto rapidamente, ele chamou Anna e Will e ambos levantaram e foram em direção a uma outra mesa, deixando Jason e Carter sozinhos.
- Carter, a mensagem dizia que se você contasse algo, ele ia matar a Emily, não é?
- É. – Carter detestava o fato de que Emily não dava a mínima para ele.
- Fez o que hoje?
- Depois do colégio eu tive que ir fazer compras com minha mãe...
- Hum... Foi fazer comprinhas? Comprou muitas bolsas para você?
- Jason você é muito idiota. — Jason ficou rindo de sua piadinha pelos dois minutos seguintes e só depois disso Carter conseguiu falar novamente. – Lá no shopping eu encontrei a Nina e foi muito estranho, eu estava naquela livraria que sempre esqueço o nome e eu encontrei ela lendo um livro que fala sobre um assassino em série, ai foi muito estranho, ela ficou tentando esconder o livro de mim... Será que a Nina pode ser a assassino?
- Carter, eu suspeito de todo mundo que estava naquela sala, inclusive você, — Carter se assustou com o comentário de Jason. – para falar a verdade, eu suspeito até de mim mesmo.
- É Jason, eu acho que você está ficando maluco.
- Eu já tenho certeza disso há muito tempo...
O resto do aniversário foi normal, eles comeram conversaram... Mas a mesma questão ficava martelando na cabeça de todos eles, quem será o assassino....
Dia 5 de outubro, quinta-feira, 18:28
- Piper, a campainha tocou, — disse Megan batendo na porta do banheiro.
- Pode atender. – Megan foi atender a porta o mais rápido que pode, pois a pessoa que estava tocando a companhia ou estava morrendo, ou era a Emily no auge de sua impaciência. Ela finalmente abriu a porta e viu que era a segunda alternativa. – Oi Emily.
- Oi lerda, que demora para abrir a porta, eu quase derrubo... Cadê a Piper?
- Tomando banho.
- E seu irmão, como está?
- Está bem, foi só um machucado...
- Você é bem insensível, seu irmão machucado e você vem dormir na casa de sua amiga.
- Insensível é você!
- Ta... Cadê a mãe da Piper?
- Está na cozinha preparando o jantar.
Quando elas chegaram no quarto de Piper, ela já havia saído do banheiro e estava botando a roupa.
- Oi Emily.
- Oi.
Elas se sentaram na cama de Piper, pegaram pipoca e refrigerante e foram assistir a um filme chamado Os Estranhos. Depois de quatorze minutos de filme, a mãe de Piper foi ao quarto falar com elas.
- Meninas, vocês estão comendo pipoca? Sinto-lhes informar que todas irão jantar, então parem de comer porcaria. – ela não as deixou responder e continuou falando. – Tenho que comprar algumas coisas no mercado, daqui a meia hora e volto.
- Ta bom mãe, tenha cuidado.
A mãe de Piper saiu do quarto e desceu a escada.
- Ai gente, não quero ficar aqui sozinha com vocês, vai que o assassino aparece...
- Que nada Emily, nós te protegemos. – disse Piper
- Até parece, você vai bater nele com seus gambitos é? – disse Emily, fazendo Megan rir descontroladamente.
- Emily, você é ridícula.
- Obrigado. – Piper já ia apertar o play quando o telefone tocou.
-Megan, atende aí, por favor.
- Alô.
- Oi Megan, como está você? – o coração de Megan começou a bater mais forte, pois quem estava falando tinha uma voz muito grossa e estranha.
- Quem é?
- Eu sou a pessoa que quase matou seu irmãozinho hoje. – a única reação que ela teve foi de desligar o telefone na cara do assassino.
- Era ele.
- Ele quem, louca? – perguntou Emily.
- O assassino.
- O Ghostface? – depois que descobriram a pessoa que atacou o Bobby, estava vestido de Ghostface, a informação vazou rapidinho para impressa e em minutos, todos da cidade já sabiam.
- Acho que sim.
Então o telefone tocou de novo.
- Eu não vou atender. – Megan estava tremendo de medo.
- Atende Megan. – ela respirou fundo e pegou o telefone.
- Alô.
- Quem você pensa que é para bater o telefone na minha cara? – ela ficou nervosa e jogou o telefone no colo de Piper
- Fale com ele você Piper. – Piper o pegou e atendeu.
- Alô.
- Oi Piper, a Megan ficou com medo de mim foi? Não sei por que eu causo essa impressão às pessoas.
- O que você quer? Fale logo e nos deixe em paz.
- Bom, não sei se vai ser possível deixá-las em paz, sabe por que Piper? – ele deu uma pausa mais ela não respondeu. – por que eu estou em baixo de sua cama.
Todos os ossos de Piper fraquejaram, ela teve uma momentânea sensação de desmaio, mas decidiu enfrentar o assassino.
- Então eu vou me juntar a você.
- Se juntar onde. – a expressão de Emily era de desespero e muito medo.
- Ele disse que está embaixo da cama.
Megan e Emily levantaram a perna no mesmo instante, com medo de que ele pudesse pega-las.
- Nós não temos como sair daqui sem que ele nos pegue. – Emily estava praticamente chorando.
- Ele não está em baixo da cama, é mentira dele e eu vou provar. – Piper respirou fundo, desceu da cama e com muita calma foi levantando o forro.
Ela se sentiu profundamente arrependida de fazer aquilo, pois se o assassino estivesse, realmente embaixo da cama, a primeira coisa que ele iria fazer é matá-la. Ela estava tremendo de medo e, em um súbito ataque de coragem, levantou todo o forro de uma vez só.
— Mentiroso. – um profundo alívio a atingiu, pois em baixo da cama só tinha algumas caixas velhas.
- Ficou nervosinha Piper, — ele deu uma risadinha. – então olhe dentro do closet.
Aí ela ficou nervosa de verdade, se ele estivesse em baixo da cama, elas teriam escutado a voz dele, mas no closet era algo totalmente diferente, pois lá era amplo e ficava depois de uma porta, que podia muito bem abafar o som.
- Eu não tenho medo de você. – a voz dela estava cheia de coragem e superioridade, mas na verdade, ela estava se pelando de medo.
Piper andou em direção ao closet enquanto Megan e Emily ficaram de pé, em cima da cama. Ela girou a maçaneta e não viu nada além de suas roupas e sapatos lá dentro.
- Chega, você não passa de um idiota querendo nos assustar.
- Não, agora é sério. Olhe lá no banheiro do quarto de sua mãe.
Piper se virou para as outras duas garotas.
- Desçam da minha cama, vocês estão sujando o forro.
- Ele disse que está onde? – perguntou Megan nervosa.
- No banheiro de minha mãe.
- Vamos sair correndo daqui, vamos chamar a polícia e sumir da cidade. – Emily estava quase saindo do quarto quando Piper gritou:
- Não tem ninguém aqui em casa além de nós e eu vou provar.
Ela agarrou a mão de Emily e de Megan, sem soltar o telefone, e foi para o quarto da mãe. Chegando lá as soltou e abriu a porta do banheiro. Para alívio de todas elas, não tinha ninguém dentro do banheiro.
- Viu? Ele é um idiota.
- Idiota são vocês que caíram em minha isca. – ele desligou o telefone e então do nada, alguém fantasiado de Ghostface, entrou no quarto se trancou com elas.
Todas as três começaram a gritar, então ele agarrou Megan e colocou a faca no pescoço dela. Piper entendeu aquilo muito bem, pois ele queria dizer que se elas não parassem de gritar ele matava a Megan. Emily continuou a gritar e a bater nas janelas para ver se alguém as ouvia, então coube a Piper mandar ela calar a boca.
Com a mãe que estava desocupada, o assassino pegou um pedaço de papel e jogou no chão em frente a Piper, era um papel impresso onde estava escrito o que elas deveriam fazer. Piper o pegou e começou a lê-lo.
- “Garotas, vamos fazer um jogo. Eu irei fazer uma pergunta para vocês, se acertarem, eu as deixo vivas, se errarem, eu mato todas as três.
A pergunta é: quantas pessoas foram salvas da morte em todos os cinco Premonição?”
- Ótimo, pode nos matar logo seu miserável, enfia a faca em minha cabeça logo vai. – Emily estava visivelmente descontrolada.
O comentário de Emily estressou o assassino e ele a deu um chute na barriga. Ela caiu no chão e Piper a ajudou a levantar.
- Seu desgraçado, não ouse tocar nela de novo.
Ele continuava a segurar a faca no pescoço de Megan, que tentava ficar tranqüila.
- Eu sei a reposta da sua pergunta. – disse Piper surpreendendo a todos, inclusive o assassino. Ela começou a contar mentalmente e então respondeu: — no primeiro foram sete pessoas que escaparam da morte. – o assassino apenas confirmou com a cabeça. – no segundo foram... – ela contou novamente. – foram doze, contando com os colegas dela que foram mortos no mesmo local só que de forma diferente e contando com o garoto que foi salvo do atropelamento durante o filme. – o assassino parou para pensar e, com muita raiva, confirmou novamente. – no terceiro foram dez, certo? – ele confirmou. – no quarto, que é meu preferido, foram dez. – ele confirmou e torceu para que ela errasse desta vez, pois já estava no ultimo filme. – no quinto, foram sete que se salvaram. – o assassino empurrou Megan no chão e deu um tapa na cara de Piper. – você não pode nós matar, eu acertei a pergunta.
Uma súbita raiva atingiu a assassino, ele realmente não podia matá-las, pois elas tinham acertado todas as perguntas. Ele se aproximou de Piper e deu um chute em sua coxa, depois se abaixou e tomou os celulares de todas elas e, antes de sair, digitou a seguinte frase no computador. “Eu voltarei, suas desgraçadas”. As três garotas apenas o observou sair do quarto.
Megan correu e trancou a porta do quarto da mãe de Piper.
- Nós temos que chamar a polícia. – disse Megan pegando o telefone em cima da cama, ela agarrou o braço das duas outras e juntas se trancaram dentro do banheiro.
- Não podemos, ele me mandou uma mensagem, mais cedo, dizendo que se eu contasse algo ele matava o Bobby. – disse Piper, que estava parada olhando para parede como se estivesse em transe.
- Eu também recebi, — Emily estava ofegante e com algumas lágrimas nos olhos. – ele disse que ia matar o Tom.
- Todas nós recebemos uma mensagem dessas mais cedo, mas nós temos que fazer alguma coisa, não podemos ficar sentadas vendo todos morrerem.
- Megan não faça isso, — Emily tomou o telefone da mão de Megan. – eu não posso viver com a culpa de que o assassino matou o Tom porque nós três contamos tudo à polícia.
Megan se virou e viu Piper atônita, olhando para as paredes.
- Piper, você está bem?
- Não, — ela respirou ofegante. – foi horrível saber que as nossas vidas estavam em minhas mãos, saber que se eu dissesse alguma coisa errada poderia matar nós três.
- Calma Piper, vai ficar tudo bem. – as três se abraçaram e ficaram assim por um tempo.
- Vocês acham que ele já foi? – perguntou Emily
- Acho que já, por quê?
- Nós temos que sair daqui, imagine a reação da mãe da Piper ao nos encontrar trancadas dentro do banheiro. – Emily geralmente só falava coisas sem sentido, mas desta vez ela estava coberta de razão.
Elas saíram do banheiro e se trancaram no quarto de Piper, só saíram de lá quando a mãe dela voltou. Depois do acontecido, nenhuma delas conseguiu dormir direito, com medo de que ele voltasse e terminasse o trabalho, mas, nada aconteceu.
Dia 6 de outubro, sexta-feira, 16:03
- Mãe, eu e o Jason já terminamos de lavar os pratos. – disse Joe.
- OK filho.
Joe entrou no quarto e se sentou ao lado de Jason, enfrente ao computador. Jason estava cansado de esperar a mãe voltar e com medo de ficar sozinho em sua casa grande, então decidiu ir passar o final de semana na casa de Joe.
- Então, ta a fim de jogar Guitar Hero?
- Pode ser. – ultimamente Jason não estava muito animado para fazer as coisas que antes gostava.
Joe pegou dois refrigerantes e eles se sentaram no chão para jogar. Dez minutos depois Joe escutou sua mãe o chamando.
- Meu Deus! Minha mãe deve amar meu nome, tudo é Joe pra cá, Joe pra lá...
- Pelo menos você tem uma mãe para ficar te chamando.
- Ah Jason, para com isso, você está me dando depressão. Se sua mãe ainda não te ligou foi porque ela não pode.
- Ela disse que voltaria amanhã, se ela não me ligar depois disso eu nunca mais falo com ela.
- JOE. – gritou a mãe dele novamente,
- Já vai mulher, parece que ta morrendo. – Ele saiu do quarto e voltou rapidamente. – É a Megan, ela está subindo.
Os dois garotos correram e saíram pegando tudo que estava espalhado no quarto; roupas, livros, jogos...
- Oi meninos. – ela se assustou com a bagunça do quarto e riu ao ver Joe jogar uma camisa em baixo da cama.
- Oi. – responderam os dois ao mesmo tempo.
- O que você está fazendo aqui? – Jason não fazia a mínima da razão que a levou até a casa de Joe.
- Eu precisava falar uma coisa muito séria com você Jason. – Ela se sentou em uma das cadeiras enquanto Jason e Joe sentaram-se na cama.
- To saindo...
- Não precisa sair Joe, você também está envolvido nisso tudo. – Joe parou e a observou.
- Nisso o que?
- Nos assassinatos, você também estava na sala de música naquele dia. – tudo ficou em silêncio por um tempo, ninguém dali se orgulhava de estar naquela sala. – Ontem o assassino invadiu a casa da Piper.
- O que? – Jason se levantou na mesma hora. – Ela está bem? Ele a machucou?
- Ele não fez nada com ela. – ela sentiu uma certa pontada de ciúme e pensou se ele teria a mesma reação se o assassino tivesse invadido a casa dela. – Eu e a Emily estávamos lá também. – Ambos garotos a olharam de cima a baixo procurando alguma facada, algum arranhão...
- E o que aconteceu? – Jason sentou novamente para ouvi-la falar.
- Ele nos fez uma pergunta sobre Premonição...
- Adoro esse filme. – disse Joe interrompendo-a.
- Ela acertou a pergunta e por isso ele não nos matou, foi horrível, pensei que ia morrer. – Jason levantou e a abraçou, ele não pensou no que estava fazendo, só fez. Eles dois ficaram um tempo abraçados o que foi meio constrangedor para Joe. – Mas foi bem estranho o fato de Piper saber todas as respostas. – disse ela se desvencilhando de Jason.
- Você está suspeitando da Piper?
- Sim, eu sei que é ingratidão da minha parte, se não fosse por ela eu estaria morta, mas ela pode ter armado tudo aquilo.
- Para que ninguém suspeitasse dela. – concordou Joe.
- Eu não acho que ela seria capaz de fazer isso tudo.
- Eu também não, mas... tudo está ficando cada vez pior, a contagem de corpos só vai aumentando...
Nesse instante, Joe recebeu uma mensagem no Facebook. Ele se assustou ao ver que a mensagem era de Jason.
“Estão fazendo um menage a trois? Eu decidi ir brincar também... Ontem eu não me diverti muito com as três idiotas então decidi brincar novamente, só que como elas responderam minha pergunta corretamente, as próximas vítimas não vão ter direito a pergunta nenhuma... Aí vai uma dica da minha próxima vítima: qual é o nome da atriz principal que fez o filme Contos dos Dias das Bruxas?”
- Vocês sabem qual é o nome dela?
- Eu sei. – Jason saiu que nem uma flecha do quarto e começou a descer as escadas.
- O que foi Jason? – gritou Joe enquanto ele e Megan seguiam-no.
- A atriz que fez Contos dos Dias das Bruxas é a mesma que fez Vampira de X-Men. – disse Jason
- O meu Deus. – a expressão de Joe só piorou a tensão de Megan.
- O que foi? Qual é o nome dela?
Jason a olhou, sem parar de correr e disse:
- O nome dela é Anna Paquin.
Todos os ossos de Megan tremeram, a próxima vítima era Anna.
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