Pânico Na Noite
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Lá vai mais alguns devaneios...espero que apreciem!
Com muita insistência tiraram Sam de lá, precisavam ficar unidos e não deixar os seres maléficos prevalecerem. Bobby estava visivelmente preocupado, por mais que tentasse não transparecer o receio de que Dean não conseguisse se safar desta vez. Olhou para Castiel que certamente sabia muito bem qual era o medo de todos naquele momento.
_Ele vai ficar bem..._resmungou Sam._ Dean é um Winchester! Vamos nos apressar! Os três correram até o veículo capotado de Bobby, pegaram corda e resto de munição e adentraram na maldita casa. E para desespero de todos o buraco estava fechado, sem vestígios de nada além do sangue do irmão mais velho. _Desgraçados!_explodiu Sam. _Vamos ter que traçar um plano...teremos que pegar um deles. _Cass, qual é, você pode nos levar até ele, por favor! _Sinto muito Sam, mas eu não tenho essa força ainda. Usei o que pude naquele raio de luz, sinto muito mesmo. _Tudo bem, Castiel. Estamos todos com os nervos a flor da pele, temos que esfriar nossas cacholas e pô-las em prática. Não adiantará nada nos descontrolarmos, isso só atrapalhará nossos planos de resgatar Dean. Sam vamos para cidade, devemos pesquisar tudo sobre esses seres híbridos e falar com todos os outros caçadores, precisamos de ajuda. Conheça seus inimigos e suas fraquezas, só assim venceremos a guerra. _Ok, Bobby. Apenas rezo a Deus que não seja tarde e que estamos fazendo a coisa certa. _Acredite, filho. É o certo. _Bem eu farei o possível para encontrar algo, comunico vocês assim que tiver algum sucesso. _Obrigado, Cass...e desculpa meu desabafo, ok! Castiel podia sentir o sofrimento de Sam e a apreensão de Bobby, acenou e desapareceu. A noite chegou, nenhum dos dois caçadores estavam afim de dormir. Livros e recortes de jornais estavam espalhados pela mesa do motel onde se hospedaram. Horas se passaram e o cansaço os venceu, com cochilos e pesadelos relaxaram o corpo. Em outro lugar úmido e escuro Dean recobrava a consciência, estava muito machucado. Respirou fundo. Onde estava? O que havia acontecido consigo? Onde estava a luz? Sammy, Bobby, Castiel o que aconteceu com eles? Desespero. Fechou os olhos. Abertos ou fechados tudo era escuridão. Não conseguia nem mesmo flexionar os dedos das mãos, estavam atadas havia perdido a sensibilidade dos dedos. Dor no corpo, cabeça e a tosse agravou ainda mais a dor. Talvez estivesse com alguma costela quebrada já que a respiração parecia agulhas em seu peito. A garganta ressequida e uma fome imensa. Um pouco de água era tudo que desejava naquele momento. Precisava achar uma forma de se safar, lembrou de ter sido atacado e depois uma profunda dor o engoliu seguida da escuridão. Olhou ao redor, era muito escuro e também estava com dificuldade de tentar focar a visão em um ponto. Tentou levantar, estava muito debilitado e caiu logo em seguida. Tentou achar a melhor posição possível, para amenizar a dor. Apurou os ouvidos, um ruído. Um gemido. Não estava sozinho! Tentou sem sucesso focar novamente a visão...só borrão escuro. _Você também foi pego, não é? _Quem é você? Que lugar é esse?_tentando desesperadamente se situar de onde vinha aquela voz feminina. _Me chamo Carla, essas criaturas me raptaram, juntamente com outros caçadores. _Outros caçadores? Você é caçadora? Porque nos deixaram aqui? _Nossa, quantas perguntas. Olha só amigo, também estou enrascada, sobrou só nós três aqui nesse fim de mundo. Não vejo a luz há dias, esses desgraçados nos mantém vivos para servimos de fonte de alimentação a eles. Precisam de nosso sangue para se manterem vivos e outras criaturas ainda aparecem para nos devorar. Os outros cincos foram mortos aos poucos, um de cada vez. _Está muito escuro, não consigo vê-la. Cadê o terceiro? ¬_Está catatônico eu acho, ouço a respiração dele mas não consigo enxergar tanto quanto você. _Como veio parar aqui?_Dean tentou inutilmente manter-se sentado, estava muito ferrado. _Pelo jeito você está muito machucado, vou tentar chegar até você. Fale para me guiar. _E porque eu deveria confiar em você? _Tem alguma outra escolha? Se tiver me avise, ok. _Adoro mulher com senso de humor, me deixam extasiado...ai..droga! _Além de estar todo ferrado é um idiota galanteador. Era só que me faltava. Ah, te achei. _Hei...meus olhos cuidado aí. _Foi mal. _Carla sentiu o sangue do rapaz em suas mãos, ela sentiu os cortes na vertical na cabeça e no abdômen. Ele realmente estava muito mal. _E então doutora, qual é o diagnóstico?_Dean esforçava-se para falar, mas não perdia seu tom de ironia. _Pelo menos você acertou em uma coisa...sou médica para sua sorte. E você está bem encrencado. Vou tentar achar alguma pedra pontiaguda para cortar esses nós. _Bem...posso dizer que...hey..isso dói! _Desculpa, fica difícil cortar essas cordas sem enxergá-las direito. Você é caçador?
_É, sou sim. E como uma médica vira caçadora? _Longa história. _Bom acho que tempo não nos falta, concorda? _Você sabe ser chato. Meus pais eram caçadores, não queriam essa vida para mim, porém o destino se encarregou de que eu continuasse a seguir esse caminho. Eu havia abandonado tudo e estudei nas melhores faculdades, me formei. Mês passado fui surpreendida por um pedido de meu amigo, ele trouxe amostras de sangue de uma criatura que ele chamou de lobisomem. Não me espantei, afinal lobisomens existem. Mas qual foi minha surpresa, havia enxofre e uma gosma negra junto. Isso chamou minha atenção e fui pesquisar. _Ah, deixe-me adivinhar...uma cruza de demônios com os malditos leviatãs._Se Dean pudesse ver a fisionomia de Carla perceberia seu espanto. _Como você sabe? _Ah, instinto de caçador...e..droga! _O que houve?_Carla sentiu que ele estava perdendo os sentidos, parecia esforçar-se o máximo para manter-se acordado. _Hei, não desmaia agora, é feio deixar uma moça sozinha. _Carla elevou a voz para que Dean mantivesse a consciência. Foi neste momento que os sentidos da médica ficaram mais aguçados, a criatura da noite estava chegando para sugar suas vítimas, ela puxou o corpo semi acordado de Dean para perto do seu, e pediu silêncio total a ele. Mesmo estando envolto a dor e tonturas, o rapaz percebeu de imediato o que estava prestes a acontecer. Balançou a cabeça em uma tentativa de espantar o sono que lhe invadia a mente. A criatura estava farejando, via-se apenas o reflexo dos olhos vermelhos e pelo jeito não era tão evoluído quanto a outra criatura que o seqüestrou, teve a impressão de ter ouvido a criatura falar enquanto estava semi-consciente. Eles ouviram os gritos de um homem, provavelmente o terceiro entre eles. O mastigar e os gritos eram assustadores, e nada podiam fazer. Apenas mantiveram-se calados para não chamarem a atenção da besta.
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