Pânico Na Noite
2 Capítulo 2
Dean queria trucidar aquele anjo, neste momento lançou um olhar fulminante, mas Castiel permanecia da mesma forma, sem nenhuma alteração em seu semblante. Dean balançou a cabeça como um sinal de reprovação e um sorriso maroto nos lábios. Castiel era um anjo, mas além de tudo uma criança perdida e teimosa.
_Cass, obrigado por se preocupar comigo. Mas eu nem lembro do meu sonho, e são apenas pesadelos, quem não os têm?_ Disse levantando-se e batendo nos ombros do anjo.
_ Seria mais fácil para todos nós se você falasse um pouco do que se passa com você Dean, e não adianta me olhar torto. Pare de guardar segredos...
_Chega Sam! Eu estou bem ok? Por muito que você me conta também....Castiel você tem alguma pista sobre essas mortes aqui em Illinois?
Castiel percebeu que Dean havia encerrado o assunto, o melhor era não contrariar o amigo. Suspirou.
_ Você sabe...eu estou aqui a muito...muito tempo. Mesmo antes deste receptáculo, eu me lembro de muitas coisas e sinto a presença de forças malignas por trás destes acontecimentos, mas não estou com todos os meus poderes. Sinto por não poder ajudá-los.
_ Tudo bem Cass, daremos um jeito. Vamos interrogar os familiares e amigos. Talvez consigamos alguma pista. O que você me diz sobre isso Sammy?
_Ok, você interroga os amigos desta lista, e eu os familiares. Assim ganharemos tempo e reuniremos o quebra cabeças mais tarde.
Dean, concordou e Castiel desapareceu.
_Cara, isso sempre me dá nos nervos...ele parece o mestre dos magos.
Sam sorriu com a piada do irmão, pouco tiveram infância principalmente Dean que teve que cuidar dele desde cedo.
Após algumas horas Dean entrou em uma loja de acessórios femininos, lá dentro havia mulheres que faziam seu tipo, mas sentiu-se um pouco desconfortável no meio de tantas mulheres olhando-o. E não era para menos, Dean estava de terno preto e gravata vinho com listras brancas combinando com sua camisa. Sorriu de canto, e parou por alguns segundos olhando a calcinha minúscula que a morena analisava.
_ Hã...mais parece um harém esse lugar.
_Amigo, isso é o paraíso para os homens. _Disse o atendente ruivo. _Em que posso ajudá-lo?
Dean olhou mais uma vez ao redor, sorriu para a morena e voltou sua atenção ao real motivo de estar ali.
_Sim..hã. Só tenho umas perguntas sobre Robert Fill_e mostrou rapidamente seu distintivo FBI ao jovem atendente.
_Ah...sim. Pobre Robert. Já sabem como aconteceu? Não acredito que Mel tenha feito aquilo, ela é um doce._Falou o ruivo coçando um pedaço de barba rala.
_Mel?_Indagou Dean pegando uma caderneta preta do terno.
_Sim a cachorra, você deve saber que estão querendo sacrificar o pobre animal, mas Samira, irmã de Robert interpôs a favor da vida dela. Eu encontrei o corpo do meu amigo, ele estava....
_Prossiga.....
_Julius Rampfe. _Disse o ruivo cabisbaixo. A esta altura as mulheres estavam mais quietas que de costume, tentando escutarem o ocorrido e analisando o “gato” do FBI.
_Sinto muito fazer você passar por isso novamente, mas é necessário para podermos fechar o caso. Como você encontrou o Robert?
_Saí da loja, eram umas 23:45. Sempre vou pelo mesmo caminho, e passo na frente da casa de Robert, e normalmente ele está na varanda com a Mel. Mas não naquela noite, Mel estava latindo muito, quando me viu ficou mais nervosa ainda, parecia me chamar. Cheguei próximo a cerca e pude vê-la com as patas cobertas de sangue. Fiquei com medo, mandei-a para dentro e vagarosamente entrei chamando por Robert. Foi terrível, ele estava para todos os lados, havia pedaços dele... desculpe-me, não consigo mais...é torturante.
_Compreendo, e sinto muito. Ao que parece ele era uma boa pessoa.
_Sim, Robert era incrível. Um gênio da literatura, ganhou vários concursos e ganhou o prêmio Nobel por sua dedicação. Eu o admirava muito, ajudou várias entidades a recuperação de jovens carentes, dando a eles uma perspectiva de vida.
_Sei...e ele sempre foi desta forma, rico, inteligente ou mudou de repente...a uns dez anos atrás por exemplo.
_Conhecia Robert a muito tempo, e ele sempre foi assim. Não lembro de nenhuma mudança. E não compreendo porque esta pergunta.
_Limite-se a respondê-las, fazem parte da investigação. Lembra de alguma outra coisa?
_Não Senhor.
_Ok, fique com meu cartão caso lembrar-se de algo. E obrigado pelas informações Sr. Julius. – Disse Dean caminhando em direção a saída, e logo em seguida o burburinho ao redor do jovem atendente.
Sam saiu da mansão, interrogou o primo da vítima mas nada além do habitual, esperava que seu irmão tivesse mais sorte. Sam desceu os degraus e se não fosse pelos corrimões de apoio teria caído. A dor já conhecida fez o caçador ajoelhar-se, sons iam e vinham assim como imagens de pessoas desconhecidas em um borrão. Mas uma pessoa lhe chamou a atenção, focou-se nela e era Dean novamente banhado em sangue, seria dele? Tentou enxergar mais além, um monstro...uma criatura saindo da terra...dentes afiados em um corpo humano...pelo menos parecia. A dor tornou-se mais aguda, Sam pela primeira vez viu-se ajudando uma jovem mulher, ela estava ferida...e a visão apagou-se. Sam se recompôs, suas mãos estavam trêmulas, percebeu isto ao pegar o celular e ligar para Dean.
_Oi, Dean...sei...te encontro em vinte minutos. _Sam desligou passou a mão pelos cabelos em uma atitude de aliviar a tensão. Que raios seriam essas visões? E porque as teriam retornado depois de tanto tempo sem as tê-las? Muitas perguntas e poucas respostas assombravam o caçador. Todas suas visões tinham o alertado, teria que agir rápido, teria que pedir ajuda a Castiel. Não queria preocupar Dean, não sabia como estava seu irmão emocionalmente, já que Dean era um livro fechado e quase indecifrável, Bobby era o único a ler alguns trechos.
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