Pushing Daisies - Final Alternativo

1 Episode 214: Figure It Out!


Notas iniciais
Essa é uma one-shot de um final alternativo da série Pushing Daisies. Parte imediatamente do último episódio da série.

Boa leitura!

Chuck's POV

Estava desesperada. Eu e Ned estávamos lá, cara a cara com minha tia Vivian e minha mãe Lily.

- Eu estou viva — acabara de dizer.

- Nós temos uma boa explicação para isso tudo — meu fazedor de tortas tentou começar a explicar.

Vivian e Lily se puseram estáticas. Por um momento, achei que uma delas poderia desmaiar. Mas não. Elas olhavam para mim, sem acreditar no que viam. Não pude culpá-las...

- Mãe, tia... Por favor, digam alguma coisa.

- Charlotte... — tia Vivian não conteve as lágrimas.

Dei as flores que segurava para Ned e as abracei, chorando. Também não contive minhas lágrimas.

Ned's POV

Me emocionei ao ver Chuck finalmente com suas tias amadas. Digo, tia e mãe.

Lily continuava imóvel e Vivian a agarrava como uma menininha agarra um urso de pelúcia.

- C-co-como isso é possível? — Lily gaguejou

Chuck me olhou, sorrindo. Eu sorri de volta.

- Podemos entrar? É uma longa história — eu disse.

- Infelizmente, um táxi está vindo para me buscar — Lily já tinha se recuperado do choque.

Neste instante, pudemos ouvir a buzina deste. Felizmente, outra família precisava, então, gentilmente, Vivian cedeu-o para os vizinhos.

- Entrem, entrem! — Vivian pediu, animada

The Narrator's POV

Enquanto Ned e a recém-descoberta-viva Chuck entravam na casa das Darling Mermaid Darlings', 131 milhas dali, Emerson Cod tinha assuntos a tratar. Não eram sobre dinheiro, pessoas mortas ou desaparecidas. Eram sobre...

- Penny!

O investigador particular abriu a porta imediatamente após ouvir uma menina ao lado de fora perguntar sobre um tal de "Emerson Cod".

- Penny! — ele disse, alegremente.

- Você é o Emerson Cod? Quer dizer, você é o meu pai?

Mr. Cod nunca sentiu tanta alegria na vida. A abraçou com um sorriso no rosto, pediu que entrasse. Mas depois, refletiu:

- Como você chegou até aqui?

- Assim que o seu livro foi publicado, eu comprei, li, mas não compreendi. Então reli muitas vezes e fui achando pistas. Minha mãe nunca me disse seu nome, mas, agora que eu te encontrei, devemos pôr o papo em dia, não?

Emerson se sentia feliz, e pôs-se a conversar com a pequena garotinha.

Chuck's POV

- Eu realmente preciso de uma bebida — Lily nunca mudara.

- Sentem-se, por favor, eu tenho tantas perguntas! — tia Vivian se animou

- Como você pode não estar morta?

- Bem, para começar, eu gostaria que isso ficasse entre nós — pedi. — Eu realmente morri, não fingi minha morte como a Olive pensa...

- OLIVE SABE QUE ESTÁ VIVA?? — disseram, em coro, espantadas.

- Sim. Ela acha que eu fingi minha morte. Agora, prestem atenção.

- Eu reanimo os mortos! — Ned desabafou, como se quisesse fazer isso há muito tempo.

Tia Vivian e minha mãe nos olhavam, espantadas. Não disseram uma palavra, então ele prosseguiu:

- Mas há consequências. Primeiro toque: vida. Segundo toque: morto, de novo, para sempre. E, se o que eu reanimar ficar vivo por mais de um minuto, outra criatura inocente morrerá em seu lugar.

- Então... Quando Ned veio me reanimar para saber quem me matou, um minuto se passara e eu continuava viva. Um dos irmãos donos da funerária, Lawrence Schatz, tomou meu lugar.

- Eu não faço muito isso! Antes que peguem má impressão de mim. Digby, meu cachorro, foi o primeiro ser que eu reanimei. Ele está vivo ainda por conta disso. E então veio Chuck... Digo, Charlotte. E eu a amo — ele declara, me olhando — tanto.

- Eu também te amo, piemaker.

Nós nos olhávamos, esquecendo de tia Vivian e Lily.

- Esperem um instante! — minha mãe interrompeu — Quer dizer que você reanima pessoas mortas. Deu de volta a vida de Charlotte. Isso quer dizer que vocês não podem se tocar!

- Sim, mãe. Infelizmente. Mas usamos recursos como luvas, plásticos... A gente dá um jeito!

- E o sexo? — chegada a hora da tia Vivian

- VIVIAN! — Ned e eu dissemos, em coro.

- Espere. Você sabe sobre a Lily ser sua mãe?

- Claro que sei. Olive me contou. Na verdade, Lily contou para Olive, Ned descobriu e me contou. Aliás, ela tem sido uma ponte entre mim e vocês — expliquei, antes que houvessem julgamentos em cima da nossa pequena ajudante. — Mas o que eu peço é que guardem segredo. Ned se prejudicará.

- E como você pretende viver uma vida ao lado de quem não pode tocar? Isso não enjoa? — minha mãe tocou num ponto fraco.

Ned's POV

O que eu queria fazer era correr como se não houvesse amanhã!

Então apenas disse:

- Que tal conversarmos outra hora, hein? The Pie Hole está sem ninguém e eu preciso contratar uma garçonete. Não sei se Olive contou a vocês, mas ela abriu um restaurante chamado Intrepid Cow com o Randy Mann.

Abri um sorriso amarelo. Chuck queria ficar, eu sabia.

- Você quer ficar? Eu posso resolver isso sozinho, se preferir — completei.

- Não, você precisa da minha ajuda. Tia Vivian, mãe... Isso não significa que eu vou voltar a morar com vocês, ok? Posso sempre visitá-las, mas agora eu moro com o Ned.

Fiquei feliz ao ouvir isso. Nos despedimos e fomos de volta ao Pie Hole.

Mas antes de contratar garçonetes, eu precisava resolver coisas... Com uma.

Olive's POV

Estava realizada no Intrepid Cow. Bem, quase realizada. A cada dia que passava eu ficava mais próxima e mais apaixonada pelo Randy Mann... Mas decidimos ir devagar.

Nesse momento, ouvi alguém entrando no nosso estabelecimento.

- Estamos fechados! — eu disse, me virando, surpreendida por quem estava ali — Ned!

O abracei, notei que trazia uma torta. Normal.

- Que torta você está amando hoje? — ele perguntou com um sorriso encantador, que eu deixara para Chuck.

- Rhubarb! — eu respondi, ao abrir a caixa.

- Olhe, Olive... Eu tenho uma coisa importante para te dizer.

O olhei, prestando atenção. E claro, comendo minha torta.

- Sabe o segredo que só eu, Emerson e Chuck sabemos? E não te contamos para sua própria segurança? — afirmei com a cabeça, então ele prosseguiu — Estou pronto para te contar.

Parei até de comer. E Ned continuou:

- Eu posso tocar seres mortos e trazê-los de volta a vida. Mas... Primeiro toque: vida. Segundo toque: morto, de novo, para sempre. É por isso que eu não posso tocar em Chuck. Ela realmente morreu, não fingiu sua morte.

Comecei a rir, não acreditando no que acabara de ouvir.

- Você está brincando comigo? — não conseguia parar de rir.

- Eu sabia sobre essa reação — pegou uma caixa pequena em seu bolso. — Aqui está.

A caixa continha um morango podre. Ele o tocou. E voltou. Voltou... V-O-L-T-O-U A VIDA!!!

Eu olhei, espantada. Ele o tocou de novo. Voltou a morte.

- Agora acredita em mim?

- S-sim, eu acredito.

- Olhe, isso precisa ficar entre nós. Chuck e eu já fomos visitar Lily e Vivian e contamos para elas. Eu precisava que você soubesse.

Eu fiquei satisfeita. Dei um beijo na bochecha dele, agradecida, dizendo:

- Seu segredo está seguro comigo.

Observei ele caminhando até a porta. Antes de ir embora, perguntou:

- O que acha de eu pedir Chuck em casamento?

- Se vocês se amam o bastante para viverem uma vida sem se tocar... — dei um sorriso encorajador.

Ele sorriu de volta. E foi embora.

The Narrator's POV

Emerson Cod levou Penny ao Pie Hole e a apresentou a Charlotte e Ned.

O piemaker pediu a atenção de todos e pôs luvas de lavar louça, pegou na mão da garota morta e disse, cauteloso:

- Talvez essa seja a maior loucura da minha vida. Mas... — ele se ajoelhou — Charlotte Charles, você aceitaria se casar comigo?

Mr. Cod olhou espantado, mas deu apoio, dando um leve sorriso.

A garota morta, a.k.a Charlotte Charles agarrou o plástico mais perto e tascou um beijo no fazedor de tortas.

Penny logo retrucou:

- Eles sempre fazem isso?

Emerson Cod apenas sorriu.

- Sempre.

~musiquinha tema~

fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!