Purple Light

35 Capítulo 34


Notas iniciais
Olá, meus amores. Eu sei que provavelmente vcs estão me odiando muito já u prometi postar um capítulo por semana a dois meses atrás, e eu peço mil perdões por isso. Minha vida realmente virou uma loucura com trabalho/faculdade/relacionamentos complicados. E eu entendo completamente vocês me odiarem haha Eu leio fics e quer me ver puta é quando a maldita autora não atualiza, e o pior, quando some sem avisar. Em minha defesa, o Nyah é uma merda, pq não posso postar avisos já que é contra as regras e eu não queria que a fic fosse excluída. Juro que pensei em vc varias vezes e quis muito explicar as coisas. Mas o importante é que estou aqui agora pedindo desculpas de joelho com um capitulo IMENSO e todo amorzinho. Eu queria dizer que agora tudo vai dar certo e que vou postar frequentemente, mas eu estaria engando vocês e a mim mesma. Odeio prometer coisas e depois não conseguir cumprir. Então, leiam lá embaixo pra gente se resolver e ficar bom pra todo mundo Espero que gostem!!

POV Nina

— Tudo bem! — Max suspirou ao entrar em minha imensa suíte do Plaza — Os quartos são todos no mesmo andar como pedi, vou começar a montar um verdadeiro salão na sua sala e que Deus nos ajude a partir daqui

—Max... — tentei, mas ele estava muito agitado.

—Chegou um embrulho, deixei no sofá. O jantar de hoje vai ser magnífico. Cheio de mulheres maravilhosas e eu — ele gargalhou e eu segui para a sala atrás do tal embrulho — Já sabe o que vai usar?

Peguei o cartão, mas já sabia de quem era.

“Escolhido a tato especialmente pra você. Ansioso por esta noite. H.”

Soltei o cartão sorrindo e abri a caixa. Era um vestido bordô de tecido leve e rodado. Perfeito para aquela noite.

—Maravilhoso! — Max olhou o vestido boquiaberto e foi direto no cartão.

—Tato? — fez cara feia revirando os olhos – Previsível demais. Está noite, Nina? – me olhou com reprovação

—Esqueci de avisar — voltei ao quarto — Vou sair com Harry

—Mas vamos jantar com as modelos! — ele me lembrou incrédulo.

—Sim — o olhei com toda a calma que tinha — Depois vou sair com Harry.

Max suspirou indignado. Ele não suportava meu envolvimento com Harry.

–Vai mesmo fazer isso? Vai assumir esse cara...

–É só um encontro. — continuei calma — Mas qual seria o problema de assumi-lo se acontecer de ficarmos juntos?

–Querida! — Max estralou várias vezes os dedos — vocês estão juntos! Quanto mais cedo admitir pra si mesma, mais cedo vamos poder resolver essa situação. E o problema é que você merece mil vezes mais do que o Harry. O tempo dele já foi, o seu ainda está por vir e se continuar com isso ele vai te puxar pra trás.

–Eu não gosto do jeito como fala. – Talvez tenha dito mais a mim mesma do que a ele. – Age como se Harry fosse um invalido

–Não fica muito atrás – Max desdenhou e minha única reação foi ficar de boca aberta com tamanho preconceito.

Aquilo me machucou, demais.

Max tomou um lugar em minha vida que eu jamais imaginei que poderia existir. Ele não era só meu assistente, mas também meu amigo, conselheiro, parceiro de crimes e o colo que eu precisava quando algo dava errado. Ouvir alguém tão importante pra mim falar como ele falava de Harry me doía.

Ele pareceu perceber o quão infeliz tinha sido naquela frase. Meu olhar não escondia o quanto aquilo tinha me dado repulsa.

—Não foi o que eu quis dizer, eu só... – ele tropeçou nas próprias palavras e antes que dissesse mais alguma besteira me segurou pelos braços e fechou os olhos — O pai da minha prima teve catarata, você não tem ideia do inferno que ela passou e eu só quero o melhor pra você.

—O risco é meu, Max. Se é o melhor ou não, cabe a mim julgar — Meu tom ficou firme e fiz questão olhá-lo nos olhos para que entendesse que tinha passado de um limite perigoso. Me soltei dele e entrei no banheiro para colocar o vestido, quando sai ele não estava mais lá.

O jantar foi divertido. As modelos eram em sua grande maioria amigas e todas adoravam Max. Encheram a cara de sushi e saquê e tentaram arrancar de mim o motivo de Kendall não estar entre elas. Eu como uma verdadeira dama fui evasiva e discreta, sem deixar espaço para picuinhas. A verdade é que eu estava doida para sair dali, e quando meu celular tocou e aquela voz rouca e animada de Harry me perguntou se eu não poderia sair mais cedo, não pensei duas vezes.

Me despedi das meninas, deixei dinheiro suficiente para que Max pagasse a conta e sai mais do que depressa.

Na porta do restaurante Harry me esperava em um blazer preto e uma blusa regata por baixo que deixava a ponta de suas andorinhas de fora, completamente vestido de preto. Maravilhoso com meu sorriso sacana estampado no rosto. Caminhei até ele tão sorridente quanto e toquei seus ombros. No mesmo instante ele passou o braço por minha cintura me puxando para perto. Esfregou o nariz no meu pescoço de leve

—Meu perfume preferido — e se afastou ainda sorrindo. – Pronta pra ir?

—Me diz que nós vamos comer – implorei enquanto esperava que ele entrasse no carro

—Você não estava em um jantar?

—Você sabe que eu não como sushi – ele sorriu e não disse mais nada. Estava muito misterioso. – Vai me deixar curiosa? – ele riu e pousou a mão em minha cocha

—Há quanto tempo não come um hambúrguer? – pensei por alguns instantes

—Desde que Max decidiu que eu tinha que entrar em um manequim 36 – gargalhei

—Ridículo – Harry murmurou virando a cabeça para o outro lado — Vamos comer o melhor hambúrguer de Nova York.

***

—Hmmm!! — gemi enquanto mastigava a primeira mordida que dei no enorme lanche — HUMMM!!

—Eu sei — Harry sorriu com a boca cheia — É muito bom!

—HUMMMM! — Eu não conseguia falar. Dei um gole na minha cerveja estupidamente gelada e observei à noite.

Estávamos sentados em uma mesinha de madeira de um food truck comendo hambúrguer e tomando cerveja em roupas caras, eu maquiada e de salto. Ele penteado e bem arrumado.

A lua estava inteira e imensa no céu.

Preferia mil vezes aquilo do que um restaurante fino qualquer em que outro cara provavelmente me levaria, mas Harry não. Harry sabia como eu era, e sabia me dar o que eu queria, mesmo quando eu ainda não sabia ao certo das coisas.

Nós terminamos nosso jantar entre risadas. Eu nunca poderia negar a química que tínhamos. Era uma coisa louca, ouso dizer que quase cósmica. Mexia com todas as partes do meu corpo e me deixava extremamente vulnerável. Me fazia querer viver aquilo intensamente.

Caminhamos pela noite até o Central Park conversando sobre coisas aleatórias, sem muita importância, mas que acabavam nos tornando íntimos. Podíamos falar sobre qualquer coisa, sempre.

—Tá ouvindo isso? — Harry levantou a cabeça procurando o som que vinha de algum lugar

Era uma música conhecida. Uma música que fazia meu coração se iluminar.

Vamos combinar, qualquer música do Ed tinha esse efeitinho sobre mim. Eu venerava o cara, e Harry parecia compartilhar do meu gosto.

Então, alguém dentro do Central Park tocava Ed Sheeran e nem a pau que íamos perder aquilo.

—Tá vindo de onde? — Harry parecia ler meus pensamentos.

Pude enxergar distante de nós algumas luzes onde um pessoal tinha se juntado com um cara, um violão e uma mini banda.

—Vem — apertei o braço de Harry para que ele entendesse que iríamos em outra direção.

Fomos nos aproximando e eu comecei a notar certas semelhanças naquele cara com violão. Apertei com mais força o braço de Harry sem perceber e ele riu.

Sabia o que eu estava vendo.

—Harry... — minha voz sumiu quando o rapaz de cabelos ruivos cobertos por um boné olhou pra mim e sorriu

Harry riu de novo.

–Vocês demoraram — o rapaz disse no microfone olhando na nossa direção — Até que enfim, Nina.

ELE DISSE MEU NOME!

—HARRY!!!! — tampei a boca incrédula ficando estática — MEU DEUS, HARRY! — Olhei para Harry e de novo para o cara pra ter certeza do que eu estava vendo. Dei um mini pulo pra não parecerem tão patética enquanto ele ria de mim.

Ele me afastou enquanto eu ainda olhava Ed passada. Estendeu a mão para mim enquanto guardava Berta no bolso de trás.

–Dança comigo? — Segurei sua mão e ele me puxou para perto, hesitando por alguns segundos – Talvez eu pise no seu pé – sussurrou em meu ouvido um pouco preocupado.

Eu sabia que ele não pisaria, então apenas beijei sua bochecha com o carinho que eu sentia sair por todos os meus poros.

(Coloquem “Dive — Ed Sheeran”)

Eu queria olhar para Ed cantando uma das minhas músicas preferidas, mas eu só conseguia pensar em como Harry era bom naquilo.

Meu coração transbordava felicidade de um jeito que eu jamais achei que pudesse sentir de novo. E aquele sorriso em seu rosto tornava tudo mais eterno. Ele estava realizado com a minha reação, sabia que tinha acertado. Eu estava sem fala, completamente boba. E então aconteceu.

As pessoas que estavam em volta de Ed antes tinham em algum momento que eu não percebi saído dali, e agora voltavam com velas acesas nas mãos. Se posicionaram em volta de nós formando um coração. Deixaram as velas no chão e saíram outra vez.

Eu gargalhei sem acreditar.

—Meu Deus! — descansei minha cabeça no ombro de Harry.

Naquele momento eu entrei em um completo estado de demência. Estava nas nuvens pelo simples fato de estar nos braços dele. O tempo tinha parado, mas a nossa eternidade acontecia ali.

Eu quase já não ouvia a música, foi então que me dei conta de que talvez não estivesse completamente pronta para a complexidade e magnitude que aquilo tomava na minha vida, mas estava finalmente me vendo totalmente disposta a me entregar de vez.

Então eu o beijei. Com cuidado e calma. O beijei com amor e todo o carinho que ele me fazia sentir. O beijei devagar, saboreando cada segundo que seus lindos lábios tocavam os meus.

Quando finalmente nos soltamos o olhei de novo incrédula e ele me perguntou:

—O que foi?

Sorri boba antes de conseguir responder. Imaginei todo um lindo futuro ao seu lado e meus olhos foram tomados por lágrimas. Nunca sonhei em voltar a imaginar um futuro com alguém, mas lá estava eu toda desarmada e exposta.

—Você é fantástico

Harry sorriu de lado um pouco envergonhado

—Talvez — deu de ombros e eu só pude beija-lo de novo

Estávamos tão distraídos que não percebemos quando Ed terminou a música, ele precisou chamar nossa atenção.

—Será que eu posso conhecer a garota que não só conseguiu tirar Harry Styles da toca, mas também me implorar por uma serenata em pleno Central Park?

—Ele implorou? — continuei pendurada em Harry, mas arqueei a sobrancelha sorrindo para Ed como se já fôssemos super íntimos

—Ele gosta de ser dramático — Harry me afastou um pouco ainda com a mão em minha cintura para que ficássemos de frente para Ed

—Um pouco — Ed sorriu, dando uma piscadinha pra mim. Eu apertei o ombro de Harry. Queria surtar, e ele sabia porque riu com meu gesto.

—Essa é Nina Scott — Harry abaixou a cabeça e o tom de voz — E ela já sabe quem você é.

Ri nervosa. Bem filho da puta.

Ed me abraçou, foi um fofo com a gente e no final ainda nos pediu para que fôssemos a um pub com ele. Harry não recusaria, ele sabia que aquilo me faria extremamente feliz. Mas no final da noite eu estava louca para voltar para o hotel e ficar só com ele.

Assisti o sol nascer pelo rosto de Harry, quando os primeiros raios entraram pela janela e seus olhos verdes insensíveis à luz brilharam forte.

Eu estava deitada debruço e ele acariciava minhas costas com as pontas dos dedos. Peguei no sono depois de fazermos amor à noite toda olhando atentamente cada traço de seu rosto.

Voltei a despertar com ele me puxando até seu peito e mergulhando o nariz em meus cabelos desgrenhados. O abracei de volta sem conseguir imaginar um jeito melhor de ser acordada.

— O café chegou — sussurrou em meu ouvido e se levantou ficando sentado na beirada da cama

—Pediu café? — sorri me levantando um pouco para olhá-lo

—Serviço completo de primeiro encontro, meu bem. — tirou sarro enquanto tateava o criado mudo a procura de Berta. Me estiquei e puxei-a do canto até onde sua mão pudesse encontrá-la — Obrigado. — abriu a bengala e respirou fundo antes de se levantar.

Harry sempre fazia isso. Era como se tomasse coragem para enfrentar todo o seu mundo de inseguranças que muitas vezes se tornavam maiores que ele. Mas ele sempre se levantava.

Seguiu cuidadoso até o banheiro.

Deitei a cabeça no travesseiro querendo ficar ali por mais tempo. Me levantei assim que o vi voltando, fui até ele e o abracei, não estava pronta para que aquilo terminasse.

Harry me acariciou de novo e enterrou o rosto em meu pescoço abraçando minha cintura.

—Amo seu cheiro — sorriu sereno se afastando com os olhos fechados, sem sentir o peso que aquelas palavras um dia poderia ter tido. Ali não existia peso algum.

Segurei seu rosto delicadamente. O sol batia em nossos corpos

—Abra os olhos pra mim — pedi desejando vê- los em contraste com a luz outra vez. Harry pareceu confuso e não o fez — Por favor, Harry, abra pra mim — Ele franziu o cenho talvez até incomodado com meu pedido, mas abriu os olhos devagar. Eles ficavam ligeiramente inquietos quando Harry os mantinha por muito tempo fechados, mas logo voltavam a sua posição normal. Fixos, mas sem foco algum. Ainda assim maravilhosos, de um verde único. — Amo seus olhos — sorri sentindo toda a sua insegurança pairar no ar.

Harry franziu as sobrancelhas de novo em uma cara de surpresa.

—Meus olhos... — engoliu em seco e eu beijei sua bochecha — São estranhos e... — sua voz pareceu mais amarga

—São lindos — o interrompi segurando suas mãos e entrelaçando nossos dedos — não quero nunca que os esconda de mim.

Ele parou por alguns segundos tentando assimilar o que eu tinha acabado de dizer.

—Você é... — perdeu a fala mais uma vez. — Maravilhosa — parecia sem folego

—Serviço completo de primeiro encontro — dei de ombros tentando deixar as coisas mais leves e o puxei de volta para cama.

Acabamos dormindo de novo enquanto conversávamos e fomos despertados por batidas na porta do quarto de Harry. Eu sabia quem era e sabia o porque do desespero, mesmo assim me encontrava em um estado completo de plenitude.

Eu abri a porta com um sorriso bobo de orelha a orelha.

—Você é louca! – Max esbravejou quando me viu enrolada em apenas um lençol. E eu só dei risada – Tem ideia da hora?

—Tudo bem – eu ainda ria totalmente embriagada pela noite de amor maravilhosa que Harry tinha me proporcionado.

—Você esta loucamente atrasada. Eu não consigo pensar em um momento em que esteve tão atrasada e você sempre se atrasa, Nina.

—Vai dar tudo certo – disse enquanto ele me puxava para que fossemos logo a nossos compromissos

—Você ta bêbada a essa hora? — eram quase 13h

—Só se for de amor – sussurrei, mas Max pode ouvir e sua cara foi impagável. Ele como eu entendeu que aquilo finalmente não tinha como ser mais real.

—Você definitivamente esta louca

—Hey! – Harry chamou na porta quando estávamos na metade do corredor e eu não pensei por um segundo, corri e me atirei em seus braços. Nos beijamos como se aquele fosse nosso primeiro beijo, cheio de desejo e vontade. Eu passaria o resto do dia na cama como ele como fiz outras vezes e como faria uma vida toda se pudesse.

–MISERICÓRDIA! — Max gritou atrás — Harry, você é impossível!

—Nós vemos a noite — sussurrei para ele com nossas testas coladas um pouco antes de Max segurar minha mão e voltar a me puxar. Harry segurou a outra até que nosso dedos se soltassem sorrindo feito idiota assim como eu.

***

Meu vestido tinha sido confeccionado exclusivamente por mim mesma.

Eu precisava de algo suficientemente escandaloso para o tapete vermelho, mas que me fornecesse a praticidade que eu precisaria para trabalhar na correria dos bastidores.

Então optei por um top trançado na frente, passava nas costelas e davam um laço nas costas, uma saia longa de cintura alta, solta e rodada para o tapete vermelho e uma pantalona com fendas dos lados para o backstage. Tudo isso em um lindo e perfeito tom de roxo que acabaria se tornando minha marca registrada.

Tudo foi rápido demais depois que Max me arrastou pelos corredores do hotel.

O tapete vermelho foi uma experiência um pouco impactante, entendia perfeitamente o porque de Harry não querer passar por ele. Mas tudo no backstage correu magicamente bem. Sem imprevistos, sem erros. Minha iniciação naquele mundo não poderia ter sido mais perfeita. Aquele mundo parecia simplesmente feito para mim.

Subi na passarela com o peito estufado, cheia de orgulho do meu trabalho. Agradeci as palmas que soavam por mim com meu melhor sorriso, firme apesar de tanta emoção. Até enxergar a primeira fileira do meu lado direito.

Nate estava abraçado ao meu pai, aos prantos com Lydia nos braços, Hayle tinha o olhar terno e radiante. Jamie em cima de uma das cadeiras gritando por mim e logo ao lado Harry também de pé me aplaudindo com seu sorriso mais maravilhoso. Lay sussurrou algo em seu ouvido e o sorriso se alargou mais.

No final tudo se resumia aquelas cadeiras na primeira fileira, e meu coração se aqueceu com ternura. Decidi que era hora de ir até eles, mas ainda tinham as fotos antes que eu fosse liberada para a festa. Me apressei.

Quando cheguei na festa Nate foi o primeiro a me ver. Fiquei um tempo com eles e então encontrei com Lay, mas ela percebeu que não era ela quem eu tanto procurava.

—Eu o vi no bar com Ed a pouco tempo — piscou para mim rapidamente

No caminho até o bar e esbarrei com Ed assaltando uma bandeja de champanhe.

—Hey — sorri corando quando ele me olhou de volta. Talvez eu nunca me acostumasse com isso.

—Foi maravilhoso! — ele me abraçou e meu coração quase saiu pela boca. Nunca mais lavaria aquela roupa.

—Obrigada — sorri de novo tentando disfarçar meu choque — Cadê o Harry? — Ed contorceu a boca de leve e pegou uma taça para mim.

—Acho que ainda no bar. Estávamos de boa lá, mas aí... — virou o copo sem esboçar nenhuma reação.

—Aí? — perguntei um pouco ansiosa. Ed se limitou a apontar com a cabeça para o lado.

Meu coração falhou uma batida quando finalmente meus olhos encontraram Harry. E Kendall.

Tínhamos dispensado seus serviços de modelo no desfile, mas a regra da boa etiqueta não permitia retirar o convite de uma festa, mas eu realmente não acreditei que ela apareceria. Claro que eu não tinha ideia com o que estava lidando.

Fechei a cara na mesma hora e respirei fundo

—Vai com tudo, garota — ouvi Ed de longe quando sai

POV HARRY

—Há quanto tempo se conhecem? — Ed me perguntou enquanto pedia nossas bebidas

—Uns oito meses, acho

—Que beleza — apertou meu ombro parecendo satisfeito — não podia ter acontecido coisa melhor. Ela parece ótima.

Sorri lembrando da noite passada

—Ela é. — Sorri tonto. Ed puxou minha mão que estava sobre o balcão e colocou o copo.

Foi então que alguém chamou por mim:

—Harry? Oh, meu Deus! — a voz da moça parecia extremamente surpresa, seu perfume forte tomou conta do ambiente e eu senti um frio no estômago, mas não entendi o porque. — Sou eu, Kendall.

Aquelas três palavras me deram um choque profundo. Não tinha me preparado pra esse encontro, por algum motivo estupido, não cheguei nem a imaginar que poderia acontecer. Uma baita estupidez.

—Kendall. — Disse seu nome sentido o amargor da nostalgia em minha boca. E o frio no estômago sumiu rapidamente quando ele se retorceu por inteiro dentro de mim. Senti uma mão em meu ombro pequena demais para ser de Ed.

—Harry, você está ótimo. — Aquela frase me fez sentir náusea. O toque dela só piorou. Eu podia lembrar de tudo o que passamos, do quanto a amei e de como me abandonou.

A verdade é que a raiva tinha me corroído nos últimos dois anos por Kendall ter me abandonado.

Sorri sarcástico como já não fazia a um tempo e respondi:

—Achou que eu ia passar o resto da vida numa cama? — ri frio — Perdi a visão, não virei um vegetal.

Ed pigarreou provavelmente por minha indelicadeza.

—Com licença, vou ao banheiro — desejei piamente que ele não fosse, mas não pediria isso.

Ouvi alguns ruídos. Provavelmente Kendall começando a dizer algo, mas não haviam palavras que pudesse resolver aquilo que se alastrava entre nós. A banqueta de Ed foi arrastada, e então ela disse:

—Eu sinto muito — com tanta sinceridade que me fez duvidar de tudo que acreditei um dia. Colocou a mão na minha e eu me senti preso — Não soube lidar com a situação, mas não teve um dia em que não pensei em você.

Seu perfume entrava em minha cabeça. Era o mesmo que sempre tinha usado, não sei como não reconheci. As lembranças voltavam com força e eu não queria ter nenhuma delas. Suas palavras não podiam ser verdadeiras. Alguém que sentia o que ela dizia sentir não agia da forma que agiu nos últimos anos, mas ela ainda me tocava e isso me destruía.

Queria que ela não tivesse significado nada pra mim.

—Não sinta. — respondi quase sufocado, rezando para que isso a fizesse se afastar — Está tudo bem.

—Fico tão feliz de saber que está bem e forte — sua voz era alegre, mas trêmula. Cheia de culpa.

Então mãos acariciaram meus ombros com a leveza de uma brisa de verão.

—Harry! Estava te procurando!

—E eu esperando você me achar — acredito que o alívio em sentir Nina tão perto de mim tenha sido notado de cara. Ela beijou meu rosto delicadamente e eu sorri sincero.

—Nina Scott — a voz de Kendall ficou levemente irritada ao pronunciar o nome de Nina. Era engraçado pois eu sabia exatamente a cara que devia estar fazendo.

—Kendall Jenner — Nina não se intimidou, e respondeu completamente descontraída — Não sabia que viria

—Eu não perderia por nada seu grande lançamento — a falsidade na conversa era quase palpável. — Eu não sabia que se conheciam.

Nina soltou uma risada sínica e assustadora

—Ah, meu bem, eu ando tentando manter essa parte pessoal sob controle. Não quero que minha vida vire um reality show ou algo do tipo.

OUT! Nina tinha acertado um ponto fraco, e Kendall precisou de alguns segundos pra não se descontrolar, tenho certeza.

—Que bom que esteja tomando esse cuidado. — mais uma pausa e eu queria muito poder enxergar o que estava acontecendo — Harry te contou que foi meu namorado? — Kendall perguntou mais provocativa impossível

—Namorados? Sério? — Nina podia ser uma excelente atriz — Nunca me disse nada. Mas todos nós tivemos namoricos antigos, não é? — riu de novo e Kendall a acompanhou. Eu sabia que ela estava possessa.

—Então estão juntos?

Um grande silêncio esmagador. Meu peito parecia que ia explodir.

Então Nina passou o braço dela pelo meu.

—Estamos nos conhecendo — a pergunta a deixou desconfortável — Bom, querida, fico feliz que tenha vindo, mas preciso cumprimentar mais algumas pessoas. Vem comigo, Harry?

—Claro — me levantei sorrindo e saímos juntos daquele ambiente sufocante. — Tudo bem — suspirei aliviado depois de alguns passos — Pode me deixar do outro lado do bar, preciso encher a cara depois dessa merda toda.

Eu ri sentindo meu peito ainda pesado. Eu tinha amado Kendall com tudo de mim em um passado que parecia distante demais, mas que se tornava presente em um piscar de olhos, em um toque suave. Isso era assustador.

—Você tá bem? — A voz de Nina era carregada por preocupação e algo que eu não soube identificar.

—Vou ficar — levantei meu queixo um pouco incerto daquilo. Ela soltou um suspiro pesado

—Sinto muito, eu nem pensei...

—Não se preocupe com isso — sorri sincero — Hoje à noite é sua, e pelo que ouvi você está maravilhosa.

Ela riu pelo nariz um pouco mais tranquila e depositou um beijo rápido em meus lábios enquanto passava os braços por meu meu pescoço. Estávamos em um ambiente aberto cheio de gente em volta que com certeza nos veriam, mas Nina não pareceu se importar com aquilo.

—Preciso confessar que apesar de querer estar bonita na minha grande estreia, eu só fiquei maravilhosa pra você. — ela sussurrou brincalhona.

Eu estava mais seguro de mim e conformado, mas suas palavras vieram como uma adaga em meu coração. Não tinha nada nesse mundo que eu quisesse enxergar mais do que Nina Scott. Que fosse em um vestido de festa, em minha camiseta azul ou nua, eu desejava do fundo da minha alma poder vê-la um dia.

—Eu daria tudo para poder te ver hoje — minha voz falhou e Nina me beijou de novo

—Gosto do jeito que me vê — senti o riso em seus lábios — Não trocaria por nenhum olhar.

E de repente todos os sentimentos antigos que Kendall tinha despertado em mim voaram pra longe. Nina me fazia sentir suficiente com o que tinha me tornado. Ela me trouxe inúmeros sentimentos novos e inusitados. Eu não sabia quanto tempo aquela Nina duraria, então decidi que aproveitaria cada segundo.

Fomos ao outro lado do bar pegar algumas bebidas e assim que brindamos outra pessoa, de um passado não tão distante fez-se presente também

—Posso participar desse brinde?

—Jimmy! — A voz de Nina estava mais surpresa do que a de Kendall ao me ver.

—Eu recebi o convite. — parecia um pouco sem graça, envergonhado por estar ali — Falou tanto dessa noite que... — silêncio torturante. Me sentia um espectador ali — Não podia perder.

—Fez muito bem — ela estava sorrindo e isso me deu raiva. Houve algum tipo de movimentação, acho que os dois se abraçaram.

—Nina! — então a voz irritante de Max surgiu estridente. — Temos um probleminha!

—Max, eu...

—É rápido!

—Mas, Max... — ela não queria sair e me deixar sozinho com Jimmy

—Eu realmente preciso de você.

—Volto logo — cedeu e ouvi seus saltos se afastando de mim. Que noite! Já estava exausto de surpresas.

Pensei em sair também, mas me locomover pelo salão com a quantidade de gente que tinha ali seria complicado.

—Quer uma cerveja? — Jimmy perguntou e eu me vi incapaz de recusar

—Tá aqui... hmmm. Na sua frente — Jimmy parecia inseguro. Não sabia como lidar com a situação e eu estava tentando entender o porque tinha caído nessa.

Cerveja? Com aquele cara? Puta merda!

—Obrigado — fui educado, procurando com cuidado a cerveja a minha frente.

Ambos demos um gole na cerveja e o silêncio tomou conta do bar, que daquele lado não parecia ter muita gente.

—Vocês... — pigarreou — Estão juntos?

-Não. — não menti. Não realmente estávamos juntos, e eu não queria apresar uma coisa que estava tão boa, tinha medo dela se afastar, então até ela decidir o contrário seriamos amigos. — Somos só amigos

—Ah, Harry, puta merda! — Jimmy soltou uma risadinha sínica que me deixou irritado — Tudo bem. Não sei porque achei que seria mais sincero que ela. — e de repente aquilo me pareceu uma súplica

—O que você quer ouvir? — Perguntei sem esconder minha irritação — Que eu sou louco por ela? Que eu estou completamente apaixonado? Pois bem, Jimmy. É isso mesmo! Mas ela não quer nada comigo, assim como não quis nada com você. Então sim, somos SÓ amigos.

POV OFF

O silêncio pesou mais uma vez.

Jimmy queria a sinceridade de Harry. Mas nem de longe estava realmente pronto para aquilo.

Ele sabia. Sabia que todas as brigas não haviam sido pura implicância. Sabia que tudo o que via em Nina eram sinais. Sabia que tudo era uma questão de tempo.

E de repente se viu derrotado. Ele a amava a meses e ela lhe tinha deixado claro que o sentimento não era recíproco e essa era diferença entre ele e Harry. Ele tinha percebido via desde o começo.

Ele a amava, e ela....

Bom, digamos que tinha entrado em uma luta que já estava perdida pra ele. Jimmy só não quis acreditar antes. E Harry estava ali. Se conformando com a mentiras mal contadas de Nina. Isso não parecia certo.

—Tem ideia do quanto ela é maravilhosa? E eu não falo do físico. — Jimmy tomou um gole da cerveja, mas não foi fácil de engolir. Se via falando, mas sem entender ao certo porque. — Ela tem um espírito que me deixa sem fala. Tem gestos e milhões de olhares. Eu passaria o resto da minha vida tentando desvendar aqueles olhares.

Harry tomou sua cerveja também, tentando se acalmar. Tentando a todo custo relaxar. Seu maxilar estava rígido, estava se segurando o quando podia para não gritar de tanta inveja que tinha daquele cara.

—Se você pudesse... — a voz de Jimmy tremeu — Se pudesse ver o jeito que ela olha pra você, ia parar de tentar ser SÓ seu amigo. — De repente, Harry percebeu que não era o único a sentir inveja ali — Eu daria TUDO que eu tenho pra que ela me olhasse assim uma vez. Só uma vez.

Harry não tinha o que falar. Ele sabia de seus sentimentos por Nina e acreditava que talvez os dela também fossem os mesmo, mas nunca teria certeza pois ela fazia questão de afastá-lo a cada momento de fraqueza.

As palavras de Jimmy o atingiram como uma onda energética. Não podia mais continuar naquele jogo.

Ouviu a banqueta se arrastar.

—Nina tem o péssimo hábito de se alto sabotar, Harry. Não deixe ela fazer isso com o que vocês têm.

***

Harry e Nina se beijavam entre risadas na porta do quarto dele outra vez.

—Vamos, fique comigo — ele implorou mais uma vez

—Lay e Max estão me esperando — ela o lembrou, Harry fez um bico imenso de garoto mimado e Nina gargalhou beijando outra vez — Eu venho tomar café com você logo cedo — o beijou de novo, virando seus corpos e o colocando para dentro do quarto — Eu prometo.

—Vou te espera — ele sorriu e ganhou mais um beijo de Nina que fechou a porta logo depois. Ela parou um instante antes de voltar a seu quarto. Sorriu boba e mordeu o lábio inferior sem conseguir acreditar em como a vida estava boa.

Quando voltou a si outra vez percebeu que estava sendo observada.

Louis estava encostado em uma das paredes a encarando o tempo todo com uma cara de poucos amigos.

—Tem ideia do quanto é egoísta? — ele começou e ela não respondeu, apenas franziu a testa sabendo que aquilo não acabaria bem — Ele esta bem, finalmente voltou a ser um pouco do que era, esta feliz e você tem três meses. — ele respirou fundo como se aquilo o sufocasse, seus olhos estavam marejados

—Louis, a noite foi incrível pra mim e eu não vou deixar que..

—Três meses, Nina. Três meses pra se afastar e deixar que ele encontre uma garota que o ame de verdade, que o faça realmente feliz e que seja merecedora do amor dele. Uma garota real e não alguém que esta sendo paga pela mãe dele, por Deus. — Louis tampou a boca e desviou o olhar. Estava sofrendo de verdade — Invés de ajuda-lo nisso você se aproxima, cria falsas esperanças que vão destruí-lo — ele se aproximou dela com raiva — Porque você vai embora. Vai deixa-lo com tudo isso. — seu tom de voz abaixou e lágrimas escorreram por seus olhos. — Tem ideia do quão egoísta isso é?

Os dois se encararam com tanta intensidade que quase sentiram a dor um do outro. Lágrimas rolaram, mas nenhuma palavra foi dita.

Nina se afastou e sumiu no corredor enquanto louis precisou se apoiar nos joelhos arfando.

—O que exatamente acha que esta fazendo? — Eleanor apareceu atras dele incrédula com toda a cena que tinha visto.

Lou se endireitou devagar e a olhou acabado

—Ela...

—Ela o ama, Louis! — Els estava com raiva dele, dessa vez tinha passado de todos os limites

—Que tipo de pessoa aceita...

—Que tipo de pessoa oferece um contrato desse, Louis? — Els cruzou os braços se aproximando dele — Você se sente horrível por ter compactuado com o plano de Anne, não aceita que Nina realmente conseguiu tudo o que VOCÊS pediram. — Els empurrou-o com o dedo — E acho que o que mais te mata é que isso só aconteceu por ela não ser uma pessoa ruim.

—Els... — ele ia tentar cuspir alguma desculpa, mas sabia que tudo o que ela dizia era verdade.

—Era tão mais fácil odiá-la, não é? Colocar toda a culpa nela e se um dia merda fosse parar no ventilador a maior sacana seria ela, mas Lou, Nina é tão vitima quanto Harry. E é humana também. Ela o ama e sofre por esse maldito contrato. Então vamos fazer o seguinte, você vai lidar com as suas coisas sozinho daqui pra frente, porque descontar o desprezo que tem de si mesmo nela só vai fazer com que Harry sofra mais.

Els deu as costas para Louis e ele a viu sumir quando as portas do elevador se fecharam, ficando sozinho e se sentindo o maior miserável da face da terra.

Notas finais
LOOOOUCURA NÉ NON? E essas pessoas aparecendo loucamente? Será que vieram pra ficar? Será que vão aprontar bem agora? O que vcs acham que vai acontecer agora? Não esqueçam dos meus comentários, bebêzinhas!!! ENTÃO! SOBRE FUTURAS POSTAGENS Vamos ficar combinadas assim, vou me esforçar pra caralho pra conseguir postar o quanto antes, mas pra quem realmente acompanha e sofre entrando aqui o tempo todo pra ver se eu postei, faremos o seguinte, meu twitter é @LonelyHoranGirl então me mandem uma dm pra eu saber quem são e assim que eu postar um capítulo aviso vcs na mesma horinha. Se preferirem podem me mandar seus whats, faces, instas..... O que preferirem, podemos até bater um papinho, olha que lindo! Me digam o que acharam e o que esperam! Amo vocês, amoras, e não se preocupem NÃO VOU DESISTIR da fic! Por favor, não desistam de nós também!! Beijinhos