Purple Light

26 Capítulo 25


Notas iniciais
Olá, minhas amoras!!! Sei que to bem sumidinha, mas essas ultimas semanas de facul foram pesadíssimas. Aqui tem um capitulo bem grandinho para vcs, espero que gostem e me digam o que acharam.

POV Nina

Acordei sozinha na enorme cama de Harry.

Ouvi uma conversa na cozinha, provavelmente Gemma.

Fui ao banheiro, escovei meus dentes com a minha escova que já ficava ali a um tempo. Fiquei intrigada com o que as meninas que Harry levava pra casa pensavam vendo minha linda escova roxa ali bem do lado da dele.

Jill devia saber que era minha, devia querer morrer por isso. Senti um sorriso querer se formar em meus lábios.

—Isso é uma oportunidade incrível pra mim. Não posso pedir para remarcar — Ouvi Gemma se explicava enquanto eu caminhava pelo corredor — Por favor, deixa eu falar com a mamãe.

—Sabe como ela fica, não quero que ela sofra mais do que o normal. — Harry parecia sentido logo cedo. Suspirou pesado — Vou com Bill.

—Claro que não! — Vi Gemma arregalando os olhos — Não vou deixar você fazer isso sozinho.

—Gem... — ele parecia já exausto. — Não vou desmarcar isso

—Eu vou com você. — Me intrometi sem me importar e Gemma sorriu pra mim, mas Harry nem se mexeu. — Onde vamos?

—Fizeram as pazes... — ela pareceu mais animada e eu sorri pra ela percebendo que continuava com suas feições preocupadas. — Harry tem que fazer uns exames...

—Gemma! — Harry a interrompeu e logo se voltou pra mim — Não precisa, posso fazer sozinho, ou Niall vai comigo. Não sei. Eu me viro.

—Vamos eu e Niall então. Vai ser uma ótima oportunidade para pedir desculpa por ter sido uma vaca. Layla merecia, mas ele não.

Harry não gostou da minha colocação sobre Layla, isso ficou nítido em seu rosto, o que me causou uma leve pontada de irritação, mas ignorei. Não queria voltar a discutir por causa dela.

—PERFEITO! — Gemma pareceu agradecida — Vou falar com Niall. Na sexta as nove horas, depois te mando o endereço do hospital.

—Combinado.

—Não sei nem porque continuo aqui — Harry reclamou — Vocês duas já resolveram minha vida, sem eu nem poder palpitar.

Segurei sua mão e talvez tenha sido só impressão, mas seus ombros pareceram relaxar com meu toque.

—Você devia agradecer por ter duas mulheres geniais e maravilhosas resolvendo sua vida — brinquei e consegui arrancar um sorriso dele

Antes que pudesse me responder ouvimos o maior barulho fora do apartamento.

Alguém batia em minha porta de uma forma extremamente brutal.

—O que é isso? — Harry se levantou preocupado

—NÃO TOQUE EM MIM!— ouvi Jimmy gritando do lado de fora. -NINA!

Soltei a mão de Harry indo em direção à porta.

—Nina, espera.. — ouvi Harry pedindo, mas estava curiosa com aquele escândalo.

Abri a porta e me deparei com Ronald, nosso porteiro, segurando no braço de um Jimmy nervoso. E Max, meu novo assistente observando-o surtar.

—Max? — Ronald tentava deter Jimmy, mas Max estava completamente avulso naquele cenário parecendo apenas uma dama assustada.

—Minha deusa... — ele suspirou exagerado. Max era um bom rapaz, mas nutrira uma obsessão no mínimo estranha por mim nas últimas semanas. — Finalmente!

Os olhos dos três pousaram em mim. Ronald parecia querer se desculpar, enquanto Jimmy correu seus olhos dos meus pés descalços até minha cabeça.

Eu estava apenas com uma blusa de Harry, meus cabelos presos em um coque bagunçado e isso poderia parecer muita coisa que não era.

Vi seus olhos azuis brilharem de raiva.

—Eu sabia. — Sua voz saiu baixa demais. Eu tinha saído da porta errada, com a roupa de outro cara. Também pensaria merda se fosse ele.

—Não é o que você tá pensando. — comecei ignorando o fato dele estar dando o maior escândalo no meu prédio.

—PORRA! — ele gritou — Fiquei te esperando feito um trouxa e o tempo todo você estava com esse cego de merda, me traindo.

Senti meu sangue ferver ao escuta-lo se referindo a Harry daquela maneira. Eu poderia negar, explicar tudo, mas não devia satisfações a ele.

—Hey! Primeiro olha como fala. — chamei sua atenção — Segundo, não temos nada, Jimmy. Você NÃO É meu namorado!

—MAS EU TE AMO, PORRA!— ele gritou ficando próximo demais.

Suas palavras pareciam cacos de vidro voando contra mim e eu não tinha nada que me protegesse.

Ele continuou me olhando ofegante com os alhos azuis mais vivos do que nunca esperando ansiosamente por uma resposta positiva minha, mas eu apenas sustentei seu olhar sem ser capaz de responder como ele merecia.

Ele se afastou e seus olhos quase vacilaram por alguns segundos.

—Que se dane! — Me deu as gostas e desceu pelas escadas.

—Meu Deus! — Max arregalou os olhos passado

—Sinto muito, Senhorita Scott, eu não consegui segura-lo lá em baixo. — Ronald parecia apavorado com a possibilidade de eu me zangar com ele

—Não se preocupe. A culpa não foi sua — tentei sorrir e olhei para Max — Entra aqui.

Voltei para o apartamento de Harry e Max me seguiu obediente. Gemma e Harry pareciam ansiosos.

—Você se esqueceu, não foi? — Max finalmente começou a dizer o motivo de estar ali. E o pior era que eu não só realmente tinha esquecido, como não sabia o que tinha esquecido.

—Hmm... — mordi o canto da boca

—Você perdeu a reunião com o empreiteiro do abrigo, e com certeza vai se atrasar pra entrevista com a jornalista da vogue já que, apesar de linda, está vestida só com uma camiseta.

—Aí que droga! — coloquei a mão na cabeça. Eu não gostei quando Layla sugeriu que eu contratasse alguém pra cuidar da minha agenda, mas Max andava fazendo milagres por mim.

—Nina. — Harry se fez presente um pouco vacilante, ainda não sabia da existência de Max — Você tá bem?

—Não foi ela quem se declarou e recebeu um silêncio em troca, Harry — Gemma riu sozinha e eu me senti um pouco culpada por Jimmy.

—Eu to bem. — respondi um pouco fria demais — Hmm. -Pensei por alguns segundos — Harry, Gemma. Esse é o Max meu assistente.

—Ah, esse é o famoso Harry — Max o olhou de cima a baixo fazendo bico, parecia enciumado — Responsável por ter desmarcado seu dia inteiro antes de ontem causando um verdadeiro caos.

Dei uma risadinha sem graça revirando os olhos, Max era muito dramático.

—O próprio. Alias, na sexta você desmarca tudo o que tinha planejado — pedi e ele abriu o iPad e começou a mexer

—Não faça isso, Max — Harry pediu rápido e ele parou — Não precisa perder mais um dia de compromissos por mim, posso me virar. De verdade. — parecia sincero, mas eu queria estar com ele naquele dia.

—Não seja bobo. Max, faça. — mandei

—Não faça, Max. — ele insistiu

—Eu sou sua chefe, Max. Faça isso agora — Fiquei na frente de Max que parecia completamente confuso. Não sabia o que fazer.

—Eu sou a pessoa que está pensando no MELHOR para Nina, Max! -Os olhos de Max brilharam. Harry como sempre muito esperto tinha notado a loucura de Max comigo e se aproveitou daquilo.

—PUTA MERDA! — Tirei o IPad da mão de Max e comecei a mexer na agenda — Teimoso!

—Você é teimosa! — Harry se aproximou e assim que limpei minha agenda segurei em seu braço.

—Está feito, sexta as nove.

—Querida — Max chamou minha atenção enquanto eu admirava o rosto incomodado de Harry — A entrevista.

Voltei a mim. Dei um beijo na bochecha de Harry.

—Não se preocupe, Gem, eu cuido de tudo — ela assentiu enquanto eu abria a porta e saia com Max.

***

Sexta eu acordei bem cedo.

Queria estar pronta pra qualquer coisa. Gemma me deu o endereço, mas não grandes informações sobre o que aqueles exames eram e Harry não parecia nenhum pouco à vontade com aquilo. Então eu ficava preocupada.

As oito eu já estava pronta então resolvi descer para pegar as cartas e quando ia subir vi a oportunidade que precisava.

Niall estava parado na frente do elevador.

Eu não tinha visto nem ele nem Layla depois daquele dia no bar.

Não tentei ligar pra ela e nem ela veio atrás de mim. Graças a Max, todas as vezes que fui no abrigo ela não estava lá. E eu ainda estava com raiva, então continuaria assim.

Mas Niall nunca teve culpa de nada e acabou sendo um dano colateral do meu veneno.

—Niall! — Chamei e ele se virou surpreso.

—Ah. Oi, Nina. — Pra minha surpresa ele me deu sorriso e eu retribui mais tranquila

—Eu te devo desculpas. — seu rosto ficou sério, como se ele finalmente se lembrasse do que tinha acontecido — Eu estava com raiva e com ciúmes. — confessei. Aquilo ficava mais fácil a cada vez que eu repetia — Queria atingir a Layla e sabia que você seria a melhor forma de fazer isso.

—Tudo bem — ele fez um gesto com as mãos para que deixássemos isso pra lá, mas eu vi que aquilo o tinha incomodado. Óbvio.

—Niall, ela te ama pra caralho. — então entreguei minha amiga sem pensar de novo, queria que tudo se resolvesse — Layla nunca precisou ser fiel, ela nunca deixou que ninguém se aproximasse pra que pudesse pensar nisso, mas a primeira coisa que ela fez depois que vcs transaram naquela primeira noite no bar do Joe, foi não sair com mais ninguém. Ali ela já era sua, Niall. E ali eu soube que você era o cara. — os olhos de Niall se iluminaram com minhas palavras, assim como o sorriso discreto que surgiu em seus lábios — Por favor, não deixe que o meu ato egoísta atrapalhe vocês.

Ele sorriu largo

—Vem cá, Nix. — abriu os braços e eu o abracei forte — Vocês precisam conversar, Lay fica insuportável sem você. — ele riu e pela primeira vez senti saudade dela.

Me soltei ficando irritada, não queria saber dela.

—Eu vou pegar o carro, você pega o Harry.

O sorriso de Niall sumiu e meu coração ficou apertado, aquilo era tão sério quanto eu imaginei.

Estava distraída, quando ouvi alguém batendo no vidro do carro.

Destravei a porta e Niall a abriu. Passou Harry em sua frente o ajudou a subir.

Harry estava de jeans e uma blusa de lã cinza. Seus óculos como sempre escondiam seus lindos olhos.

Ele estava abatido e parecia cansado.

—Bom dia, mon amour — tentei parecer o menos preocupada possível

—Oi — Sua voz saiu tão fraca quanto sua aparência

Niall entrou no carro e parti. Íamos ao St. Mary Hospital que ficava a uns 20 minutos de casa, eu tentei ao máximo ignorar aquele silêncio terrível.

Parecia que estávamos indo a um enterro.

Então liguei o rádio, e pra minha felicidade começou a tocar uma música que eu e Harry adorávamos.

—UHUUUL! — Gritei, aumentando o som. — Não acredito!

POV Harry

—She played the fiddle in an Irish band but she fell in love with an English man!!— Nina cantou feliz — Qual é, eu sei que você ama essa música.

Sim. Eu amava aquela música, amava mais ainda o fato de Nina cantá-la com tanta animação, mas não estava no clima.

Eu sabia o que ela estava fazendo, sabia que provavelmente minha aparência estava um lixo e ela estava preocupa.

Percebi pelo jeito que sua respiração mudou assim que entrei no carro, mas hoje... Hoje era um dia terrível.

Ela aumentou o volume da música, mas não muito. Sabia que música alta me incomodava um pouco.

Ouvi a risada de Niall no banco de traz e pelos movimentos ao meu lado sabia que ela estava dançando.

A voz de Ed fazia maravilhas com ela.

— You know she beat me at darts and then she beat me at pool,and then she kissed me like there was nobody else in the room.

As last orders were called was when she stood on the stool after dancing to Cèilidh singing to trad tunes.

I never heard Carrickfergus ever sang so sweet, a capella in the bar using her feet for a beat. Oh, I could have that voice playing on repeat for a week and in this packed out room swear she was singing to me.

“Vamos, Harry, sei que quer se render a isso!” — ela brincou comigo

“SHE PLAYED THE FIDDLE IN AN IRISH BAN, BUT SHE FELL IN LOVE WITH AN ENGLISH MAN. KISSSE HER ON THE NECK AND THEN I TOOK HER BY THE HAND AND SAID “BABY, I JUST WANT TO DANCE” MY PRETTY LITTLE GALWAY GIRL!!!!” — ela gritou com a música e meu ouvido doeu.

Ela não tinha afinação nenhuma, o tempo estava completamente diferente do da música e tudo isso parecia pra mim extremamente adorável ao nível de arrancar um sorriso dos meus lábios sem que eu nem percebesse.

—Você canta muito mal — brinquei com ela

—Ainda bem que eu não dependo disso pra sobreviver — ela gargalhou e continuo cantando, sabia a música inteira.

Suspirou quando a música acabou e de repente a batida mudou. Ainda era Ed, mas agora a música que toca era Shape of You

—AH NÃO! — ela ficou mais animada — AGORA VOCÊ NÃO VAI AGUENTAR!

“The club isn't the best place to find a lover so the bar is where I go.

Me and my friends at the table doing shots drinking faster and then we talk slow.

Come over and start up a conversation with just me and trust me I'll give it a chance now take my hand stop put Van The Man on the jukebox and then we start to dance. And now I'm singing like

Girl, you know I want your love
Your love was handmade for somebody like me
Come on now, follow my lead
I may be crazy, don't mind me
Say: Boy, let's not talk too much
Grab on my waist and put that body on me
Come on now, follow my lead
Come, come on now, follow my lead

Talvez, só talvez ela estivesse certa, Nina me contagiava.

I'm in love with the shape of you
We push and pull like a magnet do
Although my heart is falling too
I'm in love with your body
And last night you were in my room
And now my bedsheets smell like you
Every day discovering something brand new
I'm in love with your body

E ela estava certa. Eu não ia me aguentar, não com aquela animação.

—One week in we let the story begin, we're going out on our first date. You and me are thrifty so go all you can eat fill up your bag and I fill up a plate. We talk for hours and hours about the sweet and the sour and how your family is doing okay. — ela imitava o sotaque de Ed perfeitamente e eu sorria feito uma besta.— Leave and get in a taxi, then kiss in the backseat, tell the driver make the radio play... Vai, Harry!

—Girl, you know I want your love. Your love was handmade for somebody like me. Come on now, follow my lead, I may be crazy, don't mind me.

E ela continuou com a parte dela:

—Boy, let's not talk too much. Grab on my waist and put that body on me. Come on now, follow my lead! Come, come on now, follow my lead!

Caímos os dois na gargalhada enquanto a música continuava. Minha dor de cabeça não era tão forte agora e, mesmo que só por alguns segundos, eu esqueci do porque estávamos ali.

Nina tornava minha vida mais leve. Tornava tudo melhor e eu a amava tanto por isso.

O som de sua risada satisfeita por ter me tirado daquele estado de merda era o melhor som que eu poderia ouvir.

Ouvi palmas acompanhando a música.

—Niall, pelo amor de Deus me diz que é você — sabia que não era

Niall gargalhou junto com Nina

—Ela é doida, Harry!

Senti o carro virando mais algumas vezes e antes que a música terminasse nos paramos.

—Chagamos. — A voz de Nina continuava a mesma, mas eu senti o mundo cair sobre mim de novo.

Procurei seu braço em desespero, não queria sair dali sem ela, não queria voltar a essa realidade.

—Fica comigo! — implorei me dando conta do quanto era dependente de toda a luz que Nina emitia.

Alguns segundos de silêncio se seguiram e pareceram uma eternidade.

—Eu estaciono — Ouvi Niall antes de sentir Nina se livrando de meu toque para sair do carro.

Ela não demorou para abrir a minha porta. Tocou em meu braço, eu segurei nela como se minha vida dependesse disso e ela me guiou perfeitamente como sempre.

Eu estava tenso, era difícil de respirar a cada passo e quando eu pensei que as coisas não podiam piorar escutei um voz conhecida.

—Fazemos o que podemos, não é mesmo? Somos mães! — a voz fez uma pausa — Ah, você chegou, querido! — Senti os braços de minha mãe me envolvendo. — Achou mesmo que ia conseguir me excluir de mais isso?

Minha mãe era maravilhosa. Era a mulher mais forte e mais incrível do mundo, e nós sempre fomos muito ligados.

Aí o acidente aconteceu.

Ela continuou sendo ela, me levou a todos os especialistas e quando não tinha mais esperança nenhuma ela acreditou com todas as forças que superaríamos tudo.

Mas eu me tornei um fardo, uma merda incapaz de fazer coisas simples como achar o banheiro sozinho ou cortar a própria comida do prato. Ela fazia tudo por mim e vê-la sofrendo pela porcaria que eu havia me tornado me matava aos poucos.

Depois de cada dia da minha vida de merda podia ouvi-la chorar por uma pessoa que não existia mais. Não aguentava ficar ouvindo ela sofrer por um filho que dentro de mim estava morto.

Eu a amava da forma mais genuína que se podia amar uma pessoa nessa vida e por isso me afastei.

Conquistei certa independência, aprendi a me virar da melhor forma que podia e me mudei, tentando fazer com que participasse o menos possível da minha vida para que não sofresse por uma causa que já era perdida.

Mas, claro, sempre haviam ocasiões como essa.

Malditos exames de rotina que alimentavam uma esperança ilusória dentro dela.

Eu tinha a plena consciência de que nada mudaria, mas ela não. E sofria mais um pouco a cada "não" que levávamos.

—Pedi pra Gemma não fazer isso. — eu disse um pouco frio demais prevendo suas lágrimas no final desse dia torturante.

—Ela não fez. — ela explicou firme — Vocês dois só me deixam de fora das coisas porque eu deixo, querido. — então seu tom se suavizou — E você é?

Eu tinha me esquecido completamente de Nina.

—Nina — Sua voz saiu estranha e pra mim era óbvio o motivo. Digamos que conhecer mães não era o forte de Nina, mas então algo me surpreendeu — Anne, não é? Acho que já nos conhecemos — minha mãe pela primeira vez na vida ficou sem palavras e isso era mais estranho do que o fato das duas já se conhecerem — Você adotou Frank — Nina explicou — No meu abrigo.

—Aaaaaaah, mas é claro! — minha mãe exagerou na animação, estava desconfortável. — É verdade!

—Senhora Twist. — outra voz feminina invadiu o espaço — Já está tudo pronto. Vocês ficam no quarto 473B, o doutor Hamilton já foi avisado e estará lá logo.

—Obrigada. Nina, pode deixar que eu assumo daqui — minha mãe pegou no meu braço livre e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa Nina o fez por mim

—Na verdade, eu vou ficar com vocês. — ela continuou segurando meu braço e eu conhecia bem aquele tom. Nina não tinha exatamente simpatizado com a minha mãe.

Notas finais
O que acharam, amoras? As coisas vão ficar tensas entre Anne e Nina? hahaha Prometo fortes emoções nos próximos capítulos e até alguns beijinhos, só não vou contar de quem. Me deixem uns comentários, isso ajuda bastante. Nos vemos no próximo! Beijinhos