Purple Light

4 Capítulo 3


Notas iniciais
E ai, gatinhas? Tudo bem? Aqui vão mais dois caps na nossa história. Espero que alguém esteja gostando, ainda tem bastante coisa.

—Já estou indo. — Nina ouvi a voz de Anne quase na porta, mas mesmo assim continuou batendo. Estava com ódio. — O que é isso?

Anne abriu a porta e ela entrou como um raio. Louis e Gemma vinham atrás de Anne e deram de cara com as feições de Nina totalmente perturbada.

—Você não tinha o direito! — apontou o dedo na cara de Anne enquanto ela fechava a porta atrás de si

—Oow! — Louis se colocou entre as duas — Que tal irmos com calma?

—Ela é louca! — disse com todo seu desprezo por ela, mas Anne como de costume continuava com o rosto calmo e sereno

—Nina....... — Gemma se aproximou em uma tentativa de acalma-la, mas de nada adiantou.

—Eu disse que faria essa merda nos meus termos, quando estivesse prepara. E você me arma uma dessa?

—Não sei do que você está falando, Nina. — Anne finalmente se pronunciou com uma calma que fazia o cérebro de Nina querer explodir.

Poucos minutos depois Niall abriu a porta sem demonstrar nenhuma surpresa em ver Nina ali.

—O que foi aquilo? — ele perguntou ainda sem entender nada

—Pergunte a ela! — Nina apontou para Anne

—Alguém pode explicar do que estamos falando? — Louis pediu

—Estávamos no parque com Harry. Liam e eu. — Niall parecia afobado — Então Nina esbarrou nele e... — ele fez uma pausa olhando para ela.

—E o que? — Gemma não fez nenhuma questão de esconder toda sua expectativa

—Podemos dizer que não nos demos muito bem. — Nina respondeu com os olhos marejados — Mas essa não é a questão. Eu não estava pronta!

—Eu não diria isso. — Niall sorriu e todos o fitaram — Ele ficou... Intrigado.

No momento em que Niall terminou de falar Nina puxou todo o ar que podia para dentro de seus pulmões, as lágrimas em seus olhos a muito freadas por raiva agora tomavam forma para escorrer por seu rosto. E ela tinha certeza de que logo não conseguiria conte-las. Tinha esperança de que aquilo fosse só um pesadelo, algo que nunca precisaria começar. Mas agora percebia o quanto já estava enterrada em tudo.

—Eu não tive nada a ver com isso. — Anne se defendeu com um sorriso no rosto. Estava satisfeita apesar de nada ter sido planejado

—Intrigado é uma coisa boa, não? — Gemma não tinha certeza.

—Eu acho que sim! — Niall também sorriu e Nina cruzou os braços fitando o chão.

—E o que fazemos agora? — Louis se dirigiu a Anne.

—Está tudo pronto. — Anne encarou os olhos cheios de dúvidas de Nina e as duas seguraram o olhar uma da outra determinadas.


Flashback — 3 semana atrás

—Oi — Gemma sentou-se do lado da mãe que estava totalmente distraída. — Mãe? — Anne observava uma garota que brincava com duas crianças perto dali. -Alôo!! Quer que eu pegue o telefone dela pra você? — Gemma riu tirando sarro.

—Não. Eu já tenho o telefone dela. — Anne sorriu esperta

—O que? Mas... — Gemma fingiu pavor — Mas e o Robin?

—Ora, Gemma, não seja ridícula. — Anne revirou os olhos e as duas riram juntas, até o rosto de Anne tomar uma feição pesada de preocupação

—Como ele está?

—Do mesmo jeito — Gemma deu de ombros e Anne suspirou. — Ele aprendeu a andar no apartamento, não esbarra tanto nas coisas e... Nesse sentido melhor. No outro, você sabe, mesmo jeito.

—Eu sei — Anne suspirou aflita — Meu coração fica apertado em pensar nele sozinho lá.

—É o que ele quer, mãe. Temos que apoia-lo.

—É — Anne engoliu em seco — Mas eu preciso lutar por ele, Gem. Não posso deixar... — ela engoliu em seco — Enfim, esse é um dos motivos pelo qual eu tenho o telefone dela. — ela aponto para a garota com a cabeça

—O que quer dizer? — Gemma perguntou receosa.

—Eu sei que vai parecer loucura...

—Já parece!

—Harry nunca foi o mesmo depois do acidente — Gemma concordou com a cabeça — Seu irmão precisa se apaixonar, lembrar o quanto é bom viver. Precisa de alguém que o faça sentir que a vida valha a pena — Anne voltou a olhar a garota — Ele precisa se apaixonar por ela.

—MÃE!! — Gemma arregalou os olhos incrédula — Me diz que você não ta perseguindo essa garota.

Anne se endireitou no banco

—"Perseguindo" não é a palavra. — Gemma estava pronta para responder, mas a mãe abriu a bolsa pegando alguns desenhos e ela viu algo se mexer lá dentro — Olha...

—O que é isso dentro da bolsa?

—É só o Frank — Anne não deu muita importância

—E por que Frank, o chiuaua, está na sua bolsa? — Gemma o levantou

—Ele não é chiuaua, talvez chiuaua com alguma coisa, não sei. Mas eu o adotei — ela respondeu e Gemma olhou desconfiada — Ela trabalha em um abrigo de cães, como eu ia me aproximar?

—Tá legal! — Gemma soltou Frank — Eu estava preocupada com Harry, mas você conseguiu passar na frente dele.

Anne rolou os olhos e levantou os desenhos

—O que acha?

—Ah, meu Deus. SÃO INCRÍVEIS! — Gemma olhava abismada — São dela? — Anne respondeu que sim com a cabeça

—Lou mostrou para um amigo que mostrou para outro amigo que, por acaso, é editor da Vogue. E ele não só gostou como quer que ela crie uma coleção de primavera para lançar a marca na próxima estação.

—Meu Deus! — Gemma tampou a boca ao perceber as intenções da mãe — Você é doente, mulher!

—Gemma Anne Styles, não fale assim comigo. Está na hora de tomar medidas extremas. — então ela suspirou — eu só quero meu Harry de volta.

Gemma ia começar a falar sobre o quanto aquilo era errado em inúmeros gêneros e graus, mas entendia a mãe.

Assistir uma pessoa que você ama definhar emocionalmente aos poucos é doloroso demais, ainda mais quando não se pode salvá-la.

Então deu uma olhada na garota.

Era bonita, mas nada excepcional.

Estava de shorts jeans, camiseta e os pés descalços.Os cabelos loiros escuro, que passava dos ombros, escondiam uma mecha roxa na parte de trás. Um garotinho loiro correu até ela que o pegou nos braços virou-o de ponta cabeça, logo colocando no chão de novo para que fugisse. Tinha uns 20 anos, mas se divertia como se ainda tivesse 5 e de baixo de seus cabelos desgrenhados que caiam no rosto encontrava-se um sorriso iluminado. "Harry ia gostar dela" — ela sorriu sem perceber, mas logo balançou a cabeça voltando a si.

—Mas por que ela? E por que ela aceitaria fazer uma coisa dessas? — ela perguntou forçando-se a lembrar que era para um bem maior, mas Anne não respondeu.

Sabia os meios certos de conseguir o que queria, mesmo que esses passassem por tudo o que um dia julgara mais sagrado no mundo.

Por Harry ela faria tudo.


Flashback OFF

—Eu não sei se... — Nina abaixou o olhar de novo e Anne foi até ela segurando seus braços

—Você vai! — Seus olhares se mantiveram outra vez



***



Nina entrou em seu pequeno apartamento e passou seus olhos por tudo.

O lugar tinha uma cozinha não muito grande com um balcão onde geralmente fazia suas refeições, já que ao se mudar teve que escolher entre colar uma mesa de jantar ou o sofá da sala de TV. A sala, e seu quarto.

O único momento em que desejava algo maior era quando não encontrava mais lugares disponíveis para os cães que conseguiam resgatar. Se pudesse traria-os para morar com ela, mas provavelmente seria expulsa do prédio. E de repente ela se viu pronta para largar aquele lugar e se mudar para um apartamento duplex em um prédio de luxo na parte mais rica da cidade.

Layla abriu a porta do banheiro só de toalha, Nina estava tão anestesiada com toda a reviravolta que sua vida estava dando nas últimas semanas que nem ouviu o chuveiro ligado.

—Já tava ficando preocupada — A morena prendeu a toalha em volta do corpo

—Você não tem casa? — Nina perguntou sem dar-lhe muita atenção enquanto se jogava em seu velho sofá

—Tenho, mas você apareceu no abrigo parecendo uma louca, largou dois cachorros e duas crianças na minha mão e sumiu sem dizer nada. Nate pediu pra você ligar pra ele, falando nisso. — Nina nem se deu o trabalho de olhar para ela. — O que aconteceu?

Nina suspirou tão profundamente que Layla poderia jurar que aquilo havia doido.

—Eu o vi hoje. — Layla levantou suas pernas para sentar-se no sofá junto com ela

—E ai? — perguntou extremamente animada — Como ele é? Bonitão? Magricelo?

Nina riu da amiga. Com tantas coisa erradas nessa situação Layla se preocupava com a aparência de Harry. Então se lembrou dele. Usava uma camisa branca e um jeans meio surrado, nada demais. Mas aquele meio sorriso que dera enquanto tentava anima-la a deixou intrigada também. Ele parecia ter tão mais a mostrar naqueles lindos lábios que até dava uma pontadinha de determinação em Nina. Queria ver direito aquele sorriso.

—Ele é perturbadoramente bonito. — ela sorriu e Layla riu

—Ora, então pare de se lamentar agora, garota! Nem tudo vai ser de todo ruim afinal.

Nina riu junto com a amiga. Layla tinha razão, nem tudo precisaria ser ruim. Talvez ela à sua maneira pudesse, de algum jeito, tirar algo bom dessa situação.

Notas finais
E então, o que acharam? Até os próximos! Beijinhos