Purple Light
31 CAPÍTulo 30
POV Harry
Eles realmente acordaram a todo vapor. Estavam com a corda toda exatamente as sete e meia da manhã. Pularam em mim e em Nina sem delicadeza alguma.
—Vamos dorminhocos, tá na hora de acordar! — Jaime montou em mim e bagunçou meu cabelo
—Ah, não — Nina resmungou ao meu lado
—Vamos, minhoca dorminhoca, você prometeu que faríamos um piquenique — ouvi Lydia que provavelmente também estava em cima de Nina
—Me chamou de minhoca dorminhoca? — Sua voz rouca era deliciosa
—Chamei — Lydia riu
—Sabe o que minhocas dorminhocas fazem quando acordam?
—Ah meu Deus — Jamie gritou ficando agitado
—O que?
—Ataque de cócegas!!! — o colchão se mexeu com um grito agudo de Lydia. Nina a tinha jogado na cama e suas gargalhadas alegravam todo o quarto.
Jamie batia palmas e foi pego de surpresa quando fiz o mesmo com ele. Sem perceber eu me divertia também.
De repente senti as mãos de Nina em mim
—Cócegas no tio Harry — gritou me agarrando e os dois pularam em mim
Eu gargalhava de doer a barriga
—Agora na Tia Nina! — Jamie se jogou em Nina e todo o peso que estava em mim sumiu. Me virei procurando Nina para fazer cócegas nela também
—NÃO! NAO! — ela pedia no meio das risadas — Chega!
Então paramos, os quatro ainda rindo jogados na cama. Alguém suspirou
—Tudo bem — Nina levantou — Vamos colocar as coisas na cesta, Lyd. — o colchão balançou — Nossa, você tá ficando pesada — Nina brincou provavelmente com Lydia no colo. Eu me levantei também.
—Vou tomar um banho e trocar de roupa
—Ta bom, esperamos você aqui — Sua voz estava ótima, era como se tivesse a certeza de que o dia seria maravilhoso e eu me senti bem por isso.
—Posso ir com você, tio Harry?
—Não, Jamie! — Nina foi mais rápida que eu — Deixa o Harry em paz um pouco, por favor
—E quando foi que eu tirei a paz dele? — Jamie respondeu indignado. Aquele garoto não podia ter só seis anos
—Jamie...
—Nina, tudo bem. — disse entre risos — Não vamos demorar
Ela pareceu vacilar
—Tá — ainda estava em dúvida — Vai se trocar e escovar os dentes primeiro — ouvi Jamie comemorando e quando pareceu tentar sair do quarto Nina o segurou — Me promete que vai se comportar?
—Como sempre, tia Nina — ela soltou um riso anasalado e os pequenos pés de Jamie saíram dali
Encontrei meus óculos no criado mudo e a bengala logo ao lado, parei ao seu lado com um sorriso tranquilo no rosto.
—Relaxa — beijei sua testa e sai
Jamie me esperava na porta do apartamento cheirando a gel de cabelo e pasta de dente tutti frutti.
Ele soltou minha mão quando chegamos ao meu quarto.
—Parece o da tia Nina — ele disse baixinho — Só que o seu é branco e azul
—E como é o dela? — ele demorou pra me responder. Uma coisa engraçada sobre crianças era que tudo no mundo parecia meio abstrato. Jamie e Lydia esqueciam várias vezes o que significava o fato de eu ser cego.
—Branco e roxo ué — apenas sorri. Claro que seria roxo.
—Vou tomar um banho, você vai ficar bem aí? — nada de resposta de novo. Nina tinha me dito que eles respondiam balançando a cabeça às vezes — Tudo bem, o controle da tv tá no criado mudo, pode fazer o que quiser.
Ouvi a tv ser ligada e quando voltei pro quarto Jamie parecia quieto demais.
Abri meu armário e ele começou:
—Você realmente não pode ver nada? — eu ri. Às vezes eles ficavam super curiosos
—Nadinha.
—E como você sabe o que vai vestir? — abri a outra porta do guarda roupa para que ele pudesse ver
—Minhas roupas são separadas em cores e tipos, com uma divisórias pra eu saber onde começa e onde termina.
—Sua mãe faz isso pra você?
—Não, eu tenho uma moça que vem fazer isso pra mim toda semana
—Legal — ele não parecia satisfeito. Vesti uma camiseta branca esperando que disse algo — Então...
Não continuou
—Então?
—Você e a tia Nina... — parou outra vez
—O que tem? — perguntei um pouco desconfiado
—O que exatamente vocês são, tio Harry? — Ok. Então eu estava ali sendo interrogado por um garoto de seis anos sobre minhas intenções com a tia dele.
Caminhei até a cama e me sentei ao lado dele. Como explicar isso a uma criança?
— Nina é minha melhor amiga, Jamie.
—Minha mãe é melhor amiga do meu pai também — ele parecia pensar sobre aquilo, como se as coisas se interligassem facilmente e eu só precisasse confirmar, mas eu definitivamente não sabia como agir ali. — Você pode se casar com ela também! — finalmente se animou e eu me levantei
—Um passo de cada vez, Jay Luck. Temos um piquenique pra fazer primeiro.
Assim que pisamos fora do apartamento meu telefone tocou
—Vá chamar sua tia e a Lyd — Ouvi Jamie saindo e atendi
LIGAÇÃO ON
—Oi, mãe — Eu estava tranquilo, mas de repente uma nostalgia me pegou.
—Oi, meu amor — ela não parecia tão bem. Minha mãe nunca tinha sido boa em esconder seus sentimentos — Como você está?
—Estou bem. — suspirei um pouco aliviado. Sua ligação me fez lembrar do ano passado e me senti orgulhoso.
Naquele mesmo dia eu estava completamente bêbado me lamentando pelo aniversário da maior tragédia da minha vida, jogado no chão do meu quarto imerso nos mais obscuros sentimentos que existiam em mim.
—Harry...
—Eu juro, mãe, não precisa se preocupar — Sorri pensando em Nina e nas crianças, eles me fizeram esquecer de tudo aquilo
—Nina está com você? — E claro, minha mãe tinha percebido tudo.
—Está — tentei demonstrar o mínimo de emoção possível, mas aquele dia mexia comigo, era difícil de disfarçar qualquer tipo de sentimento
—Que bom, querido. — ela estava emocionada — Essa menina te faz bem, não é?
—Faz — concordei sem querer. Admitir aquilo pra minha mãe era um caminho sem volta
—Venham pra casa almoçar comigo, filho? Gemma e Michal estão aqui, vão passar o final de semana. Vou fazer aquele pudim que você adora. Vamos, querido, é bom voltar pra casa, ficar com a família.
—Eu sei, mas ela está com os sobrinhos — expliquei — e ela não é minha namorada, mãe.
—Eu não pedi pra você por um nome nisso, filho. Com tanto que te faça bem não me importo em como chamam a relação de vocês. Tragam as crianças, quero vocês aqui. Quero você por perto, querido.
—Mãe, hoje não vai dar, amanhã peço pro Bill me levar ai.
—Bill? — a voz dela saiu estridente — Por que Nina não pode te trazer?
—Porque ela não é minha namorada, dona Anne! Isso complicaria as coisas.
—Ora, Harry, não seja bobo! Ela é sua amiga, seus amigos sempre vieram em casa, não tem nada pra se complicar.
Ouvi a porta abrir
“Todo mundo pronto?” — Nina continuava animada
—Mãe....... — suspirei — eu tenho que ir.
—Não, senhor! — minha mãe tagarelava algo que eu não prestava mais atenção
“É a sua, mãe?”— Nina tocou meu braço e fiz sim com a cabeça.
“Deixa eu falar com ela”— Tirou o telefone de mim sem que eu pudesse protestar
“Oi, Anne, é a Nina. Tudo certo e por aí? Sabe que eu cuido. — Nina abaixou o tom e eu sabia que falavam de mim, só rezei pra minha mãe não soltar nada sobre a data — Hoje? Tenho que levar as crianças pra casa mais tarde e vou trabalhar amanhã. Pode ser então. Tudo bem, combinado. Vou passar pra ele. Beijinhos”— Nina puxou meu braço e colocou o celular de volta em minha mão. Coloquei no ouvido ainda besta com a intimidade que de repente as duas pareciam ter.
—Oi — disso bobo
—Nos vemos domingo, amor. Qualquer coisa promete que vai ligar pra mim?
—Prometo.
—Tudo bem. Mamãe te ama, filho.
—Também te amo
LIGAÇÃO OFF
—Tia Nina, a gente vai alimentar os patos — Jamie avisou
—Ta bom, mas fiquem desse lado, quero ver vocês o tempo todo.
—Ta bom — gritou enquanto já corriam, nos deixando sozinhos
—Não sabia que aqui tinha um lago com patos — eu ri
—Tem. Fica um pouco ali na frente. — a ouvi suspirar enquanto uma brisa batia em nós — É gostoso aqui
—Como o dia está? — perguntei curioso pela primeira vez a ela. Não perguntava muito esse tipo de coisa.
Durante muito tempo pensei que se eu não podia ver, então não precisava saber como estavam as coisas. Aquele pensamento me parecia ridículo hoje. O mundo era lindo e eu também merecia vê-lo mesmo que pelos olhos de outra pessoa.
—O sol está tímido se escondendo atrás das nuvens, mas esta ali com a promessa de um dia lindo — tive certeza de que sorria pra mim e fiz o mesmo pra ela. Talvez dali pra frente fizesse mais essa pergunta a ela.
Nina tinha seu jeito de ver o mundo, e assim ele parecia mais bonito, mesmo quando não estava.
—Desde quando você fala com a minha mãe?
—Desde sempre — seu tom de voz mudou drasticamente. Foi frio demais para a brincadeira que era e seu sorriso com certeza tinha sumido. Eu não entendi o porque, mas ignorei.
—As coisas estão começando a ficar estranhas — comentei mais sério também.
—Como assim?
—Você falando com a minha mãe, Jamie me interrogando...
—O que? — ela quase gritou sem acreditar
—Ele me perguntou o que exatamente nós somos — não consegui segurar a risada e ela gargalhou ao meu lado também
—O que você disse? — ela se mexeu agitada, estava sentada de frente pra mim agora
—Que a gente só transava às vezes — ela riu empurrando meu ombro — Eu disse que você era minha melhor amiga
—Boa resposta
—Aí ele disse que Haley era a melhor amiga de Nate, então deveríamos nos casar — ela gargalhou caindo de costas no chão se divertindo com aquilo.
—Essas crianças não existem! – ela ainda gargalhava – Acredita que Lydia disse a mesma coisa pra mim?
—Que devíamos nos casar?
—Uhum! Disse que combinávamos demais, que tínhamos que ficar juntos até estarmos tão velhinhos que eu não ia te ouvir e você ia precisar de um bengala pra andar. – ela continuou rindo e voltou a se sentar na minha frente.
—Eu já preciso de uma bengala
—O que você disse? – ela brincou não conseguindo parar de rir – Não te ouvi.
Ali, ouvindo aquela risada, naquele dia que antes me perturbava tanto eu finalmente percebi que só fui realmente feliz de novo depois que ela apareceu. Nina tinha mudado toda a minha vida pra muito melhor do que eu um dia podia imaginar que seria de novo. Ela me dava esperança de um futuro que antes eu nem me importava se ia existir ou não.
—Vem aqui – puxei sua nuca e colei nossos lábios sem me importar se deveríamos ou não estar fazendo aquilo, só a queria perto de mim. E ela me correspondeu da mesma forma, não tinha resistência nenhuma e isso parecia perfeito.
Ela ia ser minha, eu sentia isso em cada toque de nossas peles. Talvez ela ainda não soubesse, mas seria.
***
POV OFF
—Olá, coisinhas limpas e cheirosas — Hayle abraçou as crianças na porta da frente da casa — Quase morri de saudade de vocês.
Jamie e Lydia contaram sobre o piquenique e a divertida tarde na piscina e entraram correndo.
—O que estão esperando? — Hayle perguntou e os dois não entenderam — Vamos entrem! O pessoal esta lá fora, podem ir lá, vou pegar o númeto da pizza.
Haley sumiu na cozinha.
—O pessoal? — Harry perguntou
—Eu não sei — Nina deu de ombros.
Eles seguiram para fora e assim que chegaram na churrasqueira fez-se a maior gritaria.
Estavam todos lá. Niall e Lay, Sophia e Liam, Els e Louis, Zayn e Perrie.
— O que estão fazendo aqui? — Nina perguntou quando finalmente chegaram até eles
—Fomos até o Harry e vocês não estavam lá — Liam exlicou
—O porteiro disse que saíram com duas crianças, então eu sabia que estavam com Jaime e Lydia — Layla continuou
—Ela ligou pra mim — Nate sorriu para Nina da churrasqueira — E mandei eles vierem pra cá.
—Vocês são loucos — Harry riu
—Como você tá, cara? — Louis apertou o ombro do amigo
—Ótimo! — ele abriu seu melhor sorriso para que não restassem dúvidas e ninguém mais perguntar aquilo.
—Perfeito! — Nate gritou — Porque hoje nós vamos nos divertir.
Harry ouviu o coro de risos a sua volta
—Mais ou menos — Hayle apareceu com uma cara nada boa — A cerveja acabou.
—Nós vamos buscar mais — Louis se ofereceu
—De jeito nenhum! — Nate arrancou o avental — Vocês são convidados, nós pagamos a cerveja
—Caralho, Nathan Scott vai pagar nossa cerveja! — Liam não conteve a emoção e todos riram dele
—Liam, pelo amor de Deus — Sophia sorriu envergonhada
—Não somos convidados, Nate, aparecemos do nada — Louis sorriu sensato
—Óbvio que não — Haley estendeu a chave do carro pra ele — Volto rápido
—Vamos com você então — Niall decidiu e todo os rapazes se levantaram para acompanhar.
Eles foram até a loja de conveniência mais próxima e apesar de uma imensa discussão sobre quem ia pagar a cerveja conseguiram completar a missão com sucesso.
Quando estavam no caminho de volta pra casa Nate parou em um cruzamento e olhou para um lado.
—Tem algum carro vindo? — os meninos no banco de trás conversavam distraídos
—Eu não vejo nenhum carro — Harry no banco da frente respondeu segurando a risada, mas Nate começou a andar. — Nate! — chamou ao perceber e os meninos voltaram a prestar atenção
Nathan atravessou o cruzamento
—Você é louco? — Zayn perguntou
—Caralho, só podia ser irmão da Nina — Niall começou a gargalhar
—O que? Por que? — Nate ainda não tinha entendido, então olhou para Harry ao seu lado — Caralho! — caiu na gargalhada e os outros o seguiram — Cara, como você faz isso? — ele queria parar, não sabia se aquilo magoaria Harry, mas ele estava rindo mais do que qualquer um no carro.
—Não foi minha culpa — Harry sentia a barriga doer
—Porra, a gente podia ter morrido — Louis arregalou os olhos, mas voltou a rir em segundos.
Quando chegaram em casa ainda riam. Nate abriu a porta e deu passagem para os garotos. Quando Harry ia passar junto com Louis ele o segurou.
—Sente falta? — Harry arqueou a sobrancelha sem entender — De dirigir?
Ele sorriu
—Não, Nate! — Niall falou preocupado
—De jeito nenhum! — Louis se meteu também
***
—Péssima ideia! — Niall riu de nervoso de novo no banco de trás
—Cala a boca — Louis mandou
—Lembra como fazer, não é? — Nate perguntou e Harry apertou o volante acenando a cabeça — Tá. A rua tá quase deserta
—Quase? — Harry quase gritou
—Vai logo — Louis riu
Harry acelerou e o carro começou a andar
—Tudo bem, mantenha em linha reta. Não, um pouco pra esquerda. — Harry foi até o final da rua — Isso, agora vamos fazer a volta. Esquerda, esquerda. Ai, ops! — O carro subiu um pouco na guia, algumas pessoas que caminhavam até se afastaram. Nate abriu a janela — Desculpem, o garoto tá aprendendo a dirigir, vamos trabalhar nisso — Niall e Louis gargalhavam no banco de trás
—Ainda sou bom nisso — Harry brincou aproveitando cada minuto daquilo. Se sentia ótimo.
—Ah, merda, merda — ouviu Nate ficar tenso
—O que?
—Nina e Haley ali na frente, a sua esquerda. Vai parando.
Harry abaixou o vidro e parou exatamente do lado delas
—Hey, gatinha, quase não te vejo ai — piscou para Nina e ela e Haley na mesma hora caíram na gargalhada junto com o meninos dentro do carro.
Eles deixaram o carro e voltaram para a casa.
Em meio as risadas e conversas Harry percebeu que não era só Nina que melhorava as coisas, tudo era um conjunto. E finalmente entendeu que depois do acidente não tinha se tornado outra pessoa, apenas teve que se acostumar com as mudanças que ele causou, mas afinal a vida era isso, não? Pessoas lidando com constantes mudanças, boas ou ruins. E para sua sorte tudo que era mais importante continuava ali, no mesmo lugar e até melhor.
Estava rodeado de pessoas fantásticas e se sentia vivo como nunca, energizado, iluminado. A verdade é que tinha muita sorte.
Aquela definitivamente não era vida que ele imaginava, mas era uma boa vida e ele a viveria da melhor forma possível.
***
POV Harry
Eu estava encostado na parede do elevador da mesma forma que Nina do outro lado.
—Como você está? — ela quebrou o silêncio e eu arquei a sobrancelha
—Fantástico — respondi sorrindo largo — e exausto.
Ela riu
—Imaginei mesmo, não parou um segundo.
—É — sorri bobo lembrando do dia — Foi um bom dia
—Melhor que o ano passado? — pelo seu tom soube que estava com um sorriso discreto nos lábios.
—Você sabe... — abaixei a cabeça derrotado e senti Nina tocando meus braços
—Claro que eu sei — ela quase sussurrou e e envolvi sua cintura — Queria que você fosse feliz hoje, mais do que em qualquer outro dia.
Sorri emocionado com toda a gratidão que tinha em meu coração. Nina sabia que abordar o assunto não ajudaria em nada, então agiu naturalmente, como teria feito em um dia normal, e aquilo significou o mundo para mim.
Por mais que nada fosse apenas sobre ela, tinha sido Nina que havia começado toda aquela mudança em mim, em meu jeito de ver as coisas, de sentir todo o meu mundo.
—Eu estou feliz, o dia não podia ter sido melhor. — beijei sua testa enquanto o elevador abria
—Ainda não acabou — ela pegou minha mão e me puxou até seu banheiro.
Não disse nada, mas eu pude ouvir o barulho de água escorrendo e o cheiro de sais de banho. Esperei obediente até que ela vir até mim de novo. Tirou minha camiseta e desabotoou minha calça. Me abraçou completamente nua, beijando meu peito com todo o carinho que eu jamais tinha sentido. Deslizou as mãos por meu corpo como eu fazia com ela.
Nina me ajudou a entrar na banheira e nos sentamos um de frente para o outro na água quente e aconchegante. Nos encaixávamos perfeitamente, e ali pela primeira vez desde que começamos aquela loucura não foi só sexo. Nós fizemos amor.
Eu senti Nina se encaixar em mim naquela noite como jamais sentiria outra mulher, nossas almas se pertenciam e eu não tinha ideia de que aquilo seria meu maior martírio.
Ela se entregou a mim pela primeira vez por inteiro, coração e alma interligados de uma forma impossível de se descrever. Era mágico e completo. E eu a amava mais a cada segundo. Não imaginava mais uma vida sem Nina Scott.
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