— Não vamos ligar para o meu pai.

A voz de Violette saiu mais firme do que ela pretendia, mas isso pareceu ter finalmente causado o efeito dos restantes na sala prestarem atenção às suas palavras. Vio tinha voltado para seu escritório/ateliê (que ela carinhosamente apelidou de “escritoliê”), e estava sentada no mesmo lugar em que tinha estado quando viu a luz branca caindo do céu; a vista para o jardim estava obstruída, contudo, já que as portas da varanda tinham sido trancadas e as cortinas abaixadas.

— Seria prudente ao menos avisar a polícia, srta. Delvis. — Jean, um dos três seguranças da mansão e o mais velho de todos, a encarava com olhos castanhos confusos, sem entender a relutância de Violette em registrar um boletim de invasão de propriedade. A bem da verdade, nem mesmo a moça sabia o motivo dessa relutância; ela definitivamente não queria avisar o pai pois sabia que isso iria afetá-lo enquanto estava em sua viagem de negócios. Preocupado como era, muito provavelmente ele anteciparia seu retorno à França e pegaria o próximo avião para Paris, deixando trabalho pendente para trás a fim de conferir com os próprios olhos a integridade da filha. Violette não queria de forma alguma atrapalhar os negócios do pai, então o avisaria do episódio apenas quando ele retornasse com tudo terminado.

E quanto à polícia, bem... Parecia idiotice fazer os policiais perderem tempo com uma queixa infundada. A parte de invasão de propriedade de fato tinha acontecido, mas ninguém tinha dado falta de objeto algum na casa e, agora que estava lúcida novamente, tinha se dado conta de que o homem que havia visto sequer parecia ser ameaçador. Com certeza era um estranho e talvez estivesse machucado, mas não estava armado; visto a expressão de horror e pânico que ele tinha expressado ao ver ela, Violette tinha concluído que ele podia ter entrado no terreno da mansão enquanto estava fugindo de alguém ou, quem sabe, estivesse drogado naquele momento. Não, ela não queria chamar a polícia por um caso como aquele, que não tinha lhe causado prejuízos; Vio pensava que isso tornaria mais forte a imagem de riquinha indefesa e assustada que ela detestava carregar.

— Meu pai contratou sua companhia de segurança justamente para manter a segurança da casa, não foi? Não queremos envolvimento de terceiros, seria prejudicial à imagem corporativa dele. — Violette argumentou (embora fosse mentira), enquanto encarava o chão (como ocorria sempre que ela mentia). O argumento pareceu convencê-lo e ele concordou relutantemente, saindo do escritório para verificar novamente as câmeras de segurança ao mesmo tempo em que a Sra. Shermansky adentrava o escritoliê às pressas, os cabelos grisalhos escapando do coque feito apressadamente.

— Ah, minha querida! Me ligaram e fiquei sabendo sobre o que aconteceu. Como você está? Já avisaram seu pai? E a polícia?? — A idosa deu um abraço breve e apertado em Violette, antes de se afastar e encará-la com expectativa. A Sra. Shermansky era governanta da mansão desde os tempos de infância de Vio e atuava muitas vezes como uma figura quase maternal para a moça.

Violette passou os próximos vinte minutos explicando sobre sua decisão de lidar com aquele incidente sozinha e, depois do que pareceram mil reclamações e repreensões vindas da mulher mais velha, finalmente sua vontade de manter sigilo sobre o ocorrido foi acatada pela governanta.

— Não gosto nada disso, você sabe. É uma moça tão bonita, vivendo sozinha nessa casa enorme... — Sra. Shermansky fez uma careta provavelmente devido às possibilidades ruins que apareceram em sua mente quando combinou os elementos de sua frase. Tecnicamente, o pai de Violette também morava ali, mas passava tanto tempo fora que era fácil se esquecer desse pequeno detalhe adicional.

— A senhora poderia mudar para cá. Já tivemos essa conversa antes, e há quartos demais sobrando aqui. — Violette abriu um sorriso tímido na direção da outra mulher. Sra. Shermansky nunca tinha se casado e morava sozinha em uma casa pequenina a cerca de quinze minutos da mansão; para cumprir ativamente com sua função de governante, ela dirigia até ali todos os dias no mínimo duas vezes, o que Vio achava ser desnecessário, visto a quantidade de quartos vagos na mansão.

— Bom, não sei... Tenho meu Totó e a Branca, e você é alérgica... — Sra. Shermansky remexeu as mãos no colo nervosamente, como se estivesse de fato cogitando a possibilidade. Violette abriu um sorriso maior; seria ótimo ter companheiros de quatro patas por aí, ainda que chegar a menos de um metro de um gato lhe fizesse espirrar como uma maluca. Era por isso que seu pai nunca tinha permitido que ela tivesse um animal de estimação e provavelmente também era a causa das negativas da governanta de se mudar para a mansão. A invasão do homem desconhecido nos jardins deveria tê-la preocupado muito, para começar a cogitar passar as noites acompanhando Violette na grande casa vazia.

— Eles terão um espaço enorme para passear, nem vamos nos encontrar direito. Pense melhor sobre isso. Vou me sentir bem mais segura com mais três moradores. — Vio deu de ombros e se levantou da cadeira, cansada por todo o tempo que tinha passado dando explicações para os outros após ter se deparado com o invasor. Cerca de três horas já tinham se passado desde aquele episódio e, apesar de Violette estar com as costas eretas e o queixo erguido enquanto andava pelo escritôlie tentando emanar calmaria, seu coração acelerava toda vez que se lembrava de mais cedo. Ela tinha ficado muito assustada, obviamente, mas agora uma curiosidade peculiar estava se inserindo por entre a sensação de susto e insegurança. Os muros da propriedade eram altos e havia câmeras nas entradas da propriedade. Como o homem tinha entrado e saído sem ninguém o perceber? Por que tinha parecido tão perturbado e machucado se era ele o invasor? Que raios eram aquelas marcas na pele que pareciam estar se fechando sozinhas?

“Certo, essa parte eu devo ter imaginado”. Violette suspirou e procurou em um dos armários o caderno com folhas de alta gramatura, usado para pinturas em aquarela. Apesar do horário passar da meia-noite, ela se sentia completamente indisposta a deitar e dormir. Tendo o material em mãos, a moça voltou para a mesa e começou a esboçar o desenho de uma das carpas coloridas que viviam no laguinho artificial de seu jardim. Era uma atividade introspectiva e terapêutica para ela e, após pouco tempo, a Sra. Shermansky percebeu que sua presença no cômodo para acalmar Violette não seria mais necessária. A jovem foi deixada sozinha (ainda que sendo vigiada constantemente) com seus pensamentos e o silêncio de sua carpa de papel.

...

Violette cochilou naquela noite por cima da mesa, a pintura da carpa laranja quase finalizada. Depois de comer qualquer coisa e trocar de roupa, Vio saiu para os jardins; à luz do sol da manhã, o lugar transmitia tanta tranquilidade e paz que era difícil imaginar que qualquer acontecimento suspeito tivesse ocorrido na noite passada. Como os seguranças já tinham monitorado todo o perímetro e reportado que tudo estava em ordem, a jovem se sentia segura em voltar para o mesmo local onde tinha encontrado o homem estranho. Enquanto caminhava, Violette refletiu sobre a bizarrice de sentir medo de algo mesmo estando dentro de casa; os lares deveriam ser locais de descanso e segurança para uma família. Olhando os muros que circundavam a propriedade da mansão ao longe, ela também se deu conta de quão estranho era ter que se prender no próprio lar para haver segurança, tal qual pássaros em uma gaiola. Provavelmente, esse tipo de reflexão devia ter sido feito antes por diversas pessoas, mas as boas condições de berço de Violette sempre a mantiveram distante de determinadas preocupações. Talvez ela devesse pensar em uma pintura sobre o tema depois.

Os pés de Vio a levaram rumo ao início do belo jardim que enfeitava parte do quintal da propriedade. Apesar de ser grande, ela queria que fosse ainda maior; a área ao entorno da mansão era predominantemente um campo verdejante vazio, com grama constantemente aparada e bem cuidada. O jardim se encontrava apenas ao dar a volta no casarão, como uma surpresa bem guardada. Seria agradável poder apreciar aquela vista através das janelas de todos os cômodos, não apenas dos seus.

— Oh, que saco… Me esqueci de trazer um pãozinho pra vocês. — Ela resmungou em voz alta para as carpas, que se moviam preguiçosamente pela água do laguinho artificial. Se ajoelhando na borda do lago, Vio estendeu a mão e a deixou planando sobre a água, sentindo o leve roçar das carpas mais curiosas em seus dedos, vindo lhe cumprimentar. A árvore na qual tinha encontrado o homem na última noite estava a poucos metros dali, os galhos recheados de folhas muito verdes projetando uma sombra enorme e fresca. Passado o susto daquele episódio e com os raios de sol aquecendo a pele, ali era um lugar muito pacífico.

Inesperadamente, a brisa agitou as folhas daquela árvore e um feixe de luz do sol atingiu o chão, iluminando algo escuro que chamou a atenção de Violette. Não havia folhas secas e escuras naquela época do ano. Franzindo a testa, ela se levantou e enxugou os dedos molhados na bainha da blusa, enquanto se encaminhava para investigar o objeto estranho: uma pena preta.

“Caramba! De que pássaro veio isso?” Era a maior pena que Violette já havia visto; segurando-a entre as mãos, notou que era quase duas vezes o tamanho de sua palma. Ela sequer conseguia imaginar a dimensão das asas que tinham aquilo como componente. Um urubu bem grande, talvez? Vio não se lembrava de já ter visto esse tipo de pássaro rondando as proximidades da mansão, mas quem sabe algum não tenha sido atraído por algo que o invasor de seu quintal carregava…

“Ah, deve ter sido isso então!” Violette se lembrou da expressão de pânico do homem na outra noite e das inúmeras cicatrizes que ele carregava em seu dorso e tronco. A explicação à qual a pintora chegou foi a de que ele tinha sido atacado por algum abutre e procurara refúgio entre as árvores do jardim da mansão. Não era a melhor explicação do mundo e ainda deixava algumas brechas de fora da história (tipo, como diabos as feridas dele tinham visivelmente cicatrizado sob os olhos dela?), mas era justificativa o suficiente para Violette encerrar aquele assunto consigo mesma e com os empregados da casa.

A jovem levou a pena consigo, deixando-a cuidadosamente sobre a mesa do “escritoliê”. Planejava pesquisar mais sobre o passarinho dono daquilo, mas no momento sentia apenas uma vontade formidável de desenhar a pena. Como artista há muitos anos, Vio sabia que era importante aproveitar as oportunidades; quando a inspiração bate à porta, quem não a atende está sendo tolo ou pretensioso demais. Devia ser sempre uma visita bem-vinda.

A próxima hora passou rápido, com Violette deixando a mão talentosa voar com o lápis sobre o papel, o barulho dos traços como música de fundo. A pena era incrivelmente macia, tanto que Vio precisou afagá-la no rosto para saciar a vontade de avaliar melhor aquela textura suave; mais tarde, quando se deu conta de que deveria ser a pena de um urubu, percebeu que não tinha sido a melhor das ideias fazer isso. O fato curioso era que a pena não emanava nenhum odor ruim, como era o esperado para uma ave necrófaga; além disso, a cor preta era diferente, quase como uma tonalidade lustrosa, o que não era o esperado para uma ave necrófaga. Violette passou um bom tempo analisando a grande pena, primeiro para coletar os detalhes que colocaria no desenho e, depois, por estar simplesmente encantada por ter encontrado aquele item curioso e bonito.

...

A semana transcorreu sem outros incidentes; apesar da vigilância com os muros e portões da propriedade ter aumentado, a inquietação com relação ao episódio de invasão foi diminuindo. Violette estava tão ocupada com a papelada e a arrumação das obras para a próxima exposição que por vezes se esquecia do que havia acontecido; em meio ao preenchimento de documentos, revisão dos direitos autorais e uma ou outra ajeitada em alguma pintura, Vio só se recordava do invasor quando abria a gaveta da escrivaninha e dava de cara com a pena preta e sua réplica em grafite no desenho que tinha feito. A adrenalina do último domingo estava dando lugar à adrenalina de outro domingo; faltava agora pouco mais de uma semana para a exposição.

Na sexta-feira, Violette decidiu que iria às compras de roupas novas para aparecer no evento; ainda que não fosse reconhecida como a pintora e esculturista estreante, ela gostaria de estar bonita para tirar fotos com as esculturas da mãe, que também estrearia postumamente sob pseudônimo. Assim, foi marcado que Lynn e Rosalya estariam aguardando Vio no final do horário comercial, quando o movimento estaria baixo e logo elas teriam passe livre desimpedido por toda a loja.

— Ai, finalmente! Achei que teríamos que te arrastar até aqui. Francamente, Violette… — Lynn lhe lançou uma cara feia assim que a jovem cruzou a porta de entrada, fazendo soar o sininho. Rosalya, que atendia a única outra cliente na seção de casacos, abriu um sorriso dos grandes e indicou com a mão que estaria ali em um minuto.

— Ahnn… Bom, o que importa é que estou aqui, não é? — Violette abriu um sorriso sem graça para Lynn, um pouco encabulada pelo próprio comportamento esquivo das compras. — Onde está Leigh? — Vio mudou rápido de assunto, antes que a amiga voltasse a lhe despejar broncas.

— Ah, ele saiu mais cedo hoje para ir ficar com a Thia em casa. Venha, vamos ver os vestidos. Tem alguns bem bonitos que acho que a cor vai combinar com seus cabelos… — Lynn segurou o braço de Violette de forma decidida e começou a marchar pela loja, não dando escolha à outra a não ser segui-la.

— E por que não trouxeram a Thia junto? Eu iria gostar de passar um tempinho com ela…

— A Rosa queria a loja só para nós três. Também vou aproveitar para arrumar uma outra roupa nova para o evento do dia 17. Como será próximo da sua exposição, não quero usar as mesmas coisas, então… — Lynn desatou a falar e Violette respirou fundo como que para reabastecer sua paciência e ânimo; elas estavam apenas no começo.

Cerca de quinze minutos depois de começarem a analisar os vestidos, Rosa se juntou às duas amigas, feliz por ter encerrado o dia comercial com uma última boa venda. A porta de entrada principal da loja tinha sido trancada e as luzes parcialmente apagadas, estando iluminada apenas a seção traseira do estabelecimento, onde se encontravam os provadores. As garotas tinham levado cerca de uma dúzia de vestidos e trajes sociais de cores diversas, a fim de encontrar algo que agradasse Violette. Depois de cansar os braços de tanto se despir e se vestir novamente, Vio finalmente decidiu o que levaria: um vestido vintage em tons arroxeados como seu cabelo. Rosalya insistiu que ela pareceria muito monocromática apenas com aquelas cores, então Vio acabou aceitando a sugestão de levar um xale e sapatos azul-marinho para terminar a composição. No fundo, ela não achava que precisava se produzir tanto, mas também não queria recusar e estragar a empolgação das amigas que só queriam ajudá-la a ficar mais arrumada.

Escolhido o próprio traje, Violette ainda tentou alguns palpites na intenção de ajudar Lynn a encontrar uma roupa que servisse para seu outro evento no café-galeria. Como dona do estabelecimento, era importante que Lynn mantivesse uma boa aparência; aparentemente, o senso de moda de Vio não andava muito afinado, pois todas as sugestões de “que tal esse casaco?” ou “uma saia verde cairia bem com isso” foram descartadas por Rosa e por Lynn. Desistindo da consultoria de moda, Violette resolveu deixá-las nos provadores e passear pela loja; talvez encontrasse alguma coisa bacana.

O primeiro sinal de que havia algo estranho veio com o barulho na porta da frente; o sininho tocava toda vez que alguém entrava. Vio franziu a testa, achando em um primeiro momento que a tagarelice das garotas nos fundos tinha sido a fonte do barulho. Espiando por entre uma arara recheada de blusas, ela passou os olhos pelo interior escuro da loja; a luz dos provadores que chegava até ali era fraca e vinha de suas costas, o que não ajudava muito a iluminar o espaço à frente.

Um farfalhar de roupa chamou a atenção de Violette, que agora estava muito atenta. Seria Leigh? Não deveria haver mais ninguém na loja àquela hora. O barulho continuou e Vio prendeu a respiração enquanto esticava o pescoço e arrastava os pés, forçando os olhos por entre as araras e o ambiente mal iluminado para ver o que estava acontecendo; poderia ser apenas um cachorro procurando abrigo, não poderia? Foi então que ela viu… ele. O invasor de sua casa.

O homem estava de costas, mas o vislumbre da pele nua, embora agora totalmente lisa e sem cicatrizes, e os cabelos claros era como um déjà vu daquela fatídica noite. O coração de Violette deu um salto e ela sentiu perfeitamente quando a adrenalina começou a correr em ondas por seu sangue, como se tivesse sido injetada na veia por um médico. Que diabos era aquilo? Ou melhor, quem diabos era aquele cara? O que ele estava fazendo era claro: por entre cabides vazios e decotes de vestidos pendurados, Vio conseguiu perceber que o homem remexia em uma das prateleiras com roupas dobradas, provavelmente procurando por alguma camisa que lhe servisse. A calça que usava era jeans e estava nova, com uma grande etiqueta branca pendurada se destacando de um dos passadores de cinto. Ela não conseguiu ver seus pés.

Violette voltou à realidade da situação quando um barulho alto de risadas femininas veio dos provadores, no fundo da loja. O rapaz também ouviu o estardalhaço, ficando imóvel por um instante antes de começar a se vestir com uma camisa escura com movimentos mais apressados. Violette não sabia como reagir; estava assistindo a um furto! Queria impedi-lo, é claro, mas estava assustada com a possibilidade do homem portar uma arma. Além disso, se sentia levemente atônita por encontrar a mesma pessoa invadindo o mesmo local onde ela estava pela segunda vez; aquilo significava alguma coisa? Alguém tinha descoberto sua carreira como Aster e estava lhe perseguindo? Parecia algo improvável, visto que ela é quem tinha encontrado o invasor em ambas as vezes, mas a coincidência desses encontros era, no mínimo, muito estranha.

— Violette!! Onde você se meteu? Venha ver como a Lynn ficou linda!… — O grito de Rosalya fez Vio ter um sobressalto e esbarrar em dois cabides de acrílico. O barulho foi o suficiente para entregar ao ladrão e invasor sua localização na sala; ela viu por entre as araras quando a cabeça loira se virou em sua direção e sentiu mais do que viu os olhos dele sobre si. Tomando um fôlego profundo, Vio se virou e desatou a correr para os provadores, onde suas amigas estavam, e gritou a plenos pulmões para alertá-las do perigo:

— Invadiram a loja! Há um ladrão aqui!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.