Puro Veneno

1 A chegada de um estranho


Notas iniciais
"Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno."
(Chico Buarque)

"Sou Helena Hutercoff, loira dos olhos azuis, bom essa parte puxei bem do meu pai, tenho 17 anos e estou no ultimo ano do ensino médio, meus amigos são hilários seus nomes são Isabelle, Ana Clara, Henrique e Matthew eu os amo muito considero eles um presente divino, mas como toda felicidade acaba nesse exato momento estou acordando para ir à escola será que isso nunca vai acabar?"



Espreguicei-me em minha cama de casal super confortada, mas não posso continuar nela, porque se eu fizer minha querida mamãe voltar ao meu quarto ela me mata! Como de costume faço minha higiene pessoal, tomo banho e escovo meus dentes, para enfrentar mais uma vez a vida, visto meu uniforme faço um rabo de cavalo porque é bem mais pratico e desço as escadas correndo para poder desfrutar de um café da manhã glorioso ao lado de meu pai – como eu amo ele!

– Bom dia papai! Bom dia mãe! – como adoro essa conexão incrível que esse casal apaixonado tem, fico até boba olhando para eles, porque será que sou a única que não encontro alguém compatível comigo?

– Bom dia querida, dormiu bem? – ele me dá um beijo no rosto e volta a olhar encantando para minha mãe

– Sim papai eu tive uma ótima noite de sono, mas não queria ter acordado estava tão bom sonhando que eu estava voando ai ai bons sonhos!!!

Meu pai sorriu para minha mãe pareceu até que eles sabiam de algo e eu não, oh vida cruel! Mamãe me serviu ovos mexidos e bacon estava uma delicia por sinal, pois o cheiro era de dar água na boca, comi tudo e pedi para meu pai me levar para a escola. Nós já estávamos no carro quando meu pai me fez uma pergunta super estranha.

– Filha eu sei que você não é nem uma menininha, afinal tem 17 anos está no último ano da escola, mas como anda suas paqueras?-eu fiquei vermelha como um pimentão como meu pai poderia me fazer àquela pergunta, tudo bem que éramos super amigos eu conto tudo quer dizer quase tudo, mas minhas paqueras eram confidencial papo de amigas, eu olhei para ele respirei fundo e ele continuou falando- Eu perguntei por perguntar não que você precisa me responder é só que você nunca me escondeu nada então eu achei no direito de ti perguntar...

–Pai em primeiro lugar eu ti conto tudo bom, quase tudo, em segundo a respeito de paqueras, ficantes, namorados e pessoas do sexo oposto não é um assunto que eu me sinto à vontade para conversarmos, além do mais você é meu pai e mesmo sendo super liberal comigo eu quero um pai super protetor que fica vigiando a filha da sacada enquanto despedi-se do rapaz que levou ela pra tomar um sorvete entendeu?

Ele me olhou, mas pela primeira vez não vi aquele olhar doce e sim um olhar preocupado e pensativo como se eu dissesse algo que o machucasse me senti mal pelas palavras que eu falei, mas mantive nosso olhar.

–Você acha que como pai eu sou muito teu amigo?Que eu deveria ti dizer alguns nãos em vez de sempre dizer sim?Por favor, me responda, porque o jeito que você me disse que eu deveria ti vigiar mais, é verdade?

– Sim pai, você é sempre tão liberal lógico que eu amo saber que é só pedir e você deixa, mas me prender um pouco ajuda no meu crescimento e me falar sobre meus antepassados contar-me histórias sobre como era que o vovô ti corrigia eu gostaria de ser tratada como os pais das minhas amigas tratam elas- falar isso chocou tanto ele quanto eu, eu não posso imaginar que eu disse isso para ele, sempre me tratou como um anjo, uma princesa, só que sempre as coisas foram muito fáceis pra mim eu não queria me decepcionar no meu futuro- Pai eu amo o jeito que você me trata, só que vai chegar momentos na minha vida que não acontecerá o que eu quero meu destino nem sempre estará ao meu favor me entende?

–Sim meu anjo ti entendi então nada de papo sobre garotos e se tentarem chegar perto da minha princesinha eu corro com uma espingarda para cima do rapaz!- nós dois demos risadas dessa cena cômica mesmo depois de um clima tenso.

–É por isso que ti amo!- disse a ele dando muitas risadas eu me despedi dele e sai do carro eu ainda estava muito pensativa sobre o porquê do meu pai me fazer àquela pergunta, nisso eu trombei com um rapaz derrubado meu fichário e livros pelo pátio da escola.




Notas finais
Não deixem de comentar minhas fics quero saber o que vocês acharam dela e me dar algumas dicas essa é a primeira vez que escrevo uma fic então me ajudem pessoal estou contando com vocês!!! Beijos