Purgatory
8 Erro.
Notas iniciais
Sim pessoas, eu não estou morta. Depois do final da minha outra fanfic, Think Twice, eu apenas tive que dar uma pausa para a minha mente e para os meus feelings para que eu conseguisse continuar a escrever, e cá estou eu, trazendo um novo capítulo de Purgatory!
Que eu pessoalmente acho que ninguém vai ler, já que nunca comentam... mas tá.
Eu consegui voltar, gente. Isso que importa. Estou muito feliz de ter conseguido finalmente superar o final de uma fanfic minha para prosseguir com as outras.
Também não ajudava muito os vários trabalhos e tarefas que eu estava tendo para a escola, mas para isso tudo vai ter um jeito . Nunca deixarei de escrever fanfics, por mais que eu demore!
Eu não tenho nenhuma música específica para recomendar dessa vez. Podem ouvir qualquer rock ae. KLSFJDKLFDS
Boa leitura~
Deixem comentários, pufavô :< Se tiver algo errado ou ruim, não tem como eu fazer nada se vocês não disserem. Obrigado pela atenção ♥ q
Nós todos chegamos mais cedo no colégio na segunda-feira, trazendo nossos cartazes e placas para nosso protesto, que já havíamos terminado de planejar e divulgar o que iríamos fazer no site.
Já estava tudo combinado que, quando chegasse as 10 horas, todos iriam sair para o intervalo de suas salas, sentarem-se no pátio central e não sair quando o intervalo acabasse. Aquele horário foi combinado no fórum do site só no domingo, escolhido meramente pela aula que teriam – as tidas mais chatas. Foi, sim, uma decisão justa, e todos os que votaram estavam animados, passando aos amigos as informações, para termos o máximo de apoio possível.
Mesmo assim, ainda sentíamos um frio na barriga. Era uma das primeiras coisas importantes que fazíamos por nós mesmos e tendo em vista as consequências que poderíamos ter. Era um ato plenamente consciente e planejado – coisa que, cá entre nós, não é muito comum entre adolescentes.
Dava certo medo. Não sabíamos realmente se aquilo daria certo; se atingiríamos nosso objetivo, se não acabaríamos todos nos acovardando na hora H e ficando na sala, ou se apenas nós, os cabeças do protesto, saíssemos de nossos lugares, indo abaixo todo nosso plano. Só que queríamos nossos minutos de intervalo de volta, e a gente tinha que tentar. Afinal, como diz o ditado: o grande perdedor é aquele que não tenta.
Nós 6, acompanhados também do Kida – sabe, aquele amigo do Mikado que se ferrou também depois-, entramos num grupo compacto, bem juntos, vindo todos no mesmo ritmo de passo. Não dava para fingir normalidade, nem entre nós conseguíamos fingir que não iríamos fazer alguma coisa. Também era difícil pensar que vínhamos só para um dia de aula porque nossas mochilas estavam obviamente lotadas de coisas. Não seria um protesto grande pelos nossos minutos de intervalo, é claro, mas a gente havia trazido um monte de coisa pra comer e pra beber. Eu pensei nisso porque se meu pai ficasse muito bravo ele ia me expulsar de casa, e eu ia ter que dormir num banco de praça ou sei lá. Mas se não desse nada, a gente ia fazer um piquenique de consolação...
Enfim.
Entramos em nossas salas, sentamo-nos em nossas carteiras ao fundo e ficamos observando lentamente o relógio, vez ou outra olhando uns aos outros. Trocávamos sorrisos tentando nos encorajar, só que não dava muito certo. Eu tive, até, que tomar um antiácido por causa da ânsia que eu estava sentindo. Talvez o lanche de ontem também não tivesse caído bem, mas eu estava bem, beeem nervoso. Trocávamos sorrisos tentando manter nossa confiança alta, ou ao menos aumenta-la.
Só que, claro, sempre tem algo pra dificultar.
Nesse caso, foi o Izaya. Por algum motivo, ele ria, e ria alto. O professor parou a aula muitas vezes pra tentar saber porque ele ria, mas ele nunca respondia nada construtivo. Só dizia:
-Nada não, professor. Só estou imaginando tolices.
Nem eu entendi essa, isso porque eu o conheço há muito tempo. Não dá pra saber o que se passa na cabeça dele, mas eu tinha a impressão de que tinha algo a ver com nosso protesto. Só que eu ficava repetindo na minha cabeça: Calma, Shinra. Calma. Não deve ser nada demais. Mas eu sabia que não dava pra manter a calma.
No fundo, eu tinha certeza de que ele estava debochando do meu plano. Só queria saber se ele estava debochando exatamente daquilo que eu pensei ou de que eu realmente resolvi agir. Mas eu estava ficando realmente muito bravo.
Ele já havia dito para mim que faria aquilo por ser meu amigo, não por achar aquilo importante pessoalmente. Que achava idiotice confiar nos nossos colegas. Não tem nenhuma fé na humanidade, não? Eu perguntei a ele aquele dia no chat e ele simplesmente não me respondeu. Imaginei que aquilo fosse um sim.
Estava realmente bravo com ele aquela hora. Diz-se meu amigo, mas na hora que mais preciso de uma moral, ele fica ali, rindo. Que ódio. Ele vai se ver comigo.
Quando fui ver, faltavam 10 minutos para o horário combinado. Eu estava com o coração na boca. Comecei a ficar com muito medo mesmo. E o Izaya continuava a gargalhar. Achei que eu ia vomitar. Apenas me acalmei um pouco quando senti uma mão pousar sobre a minha mesa, eu olhei ao lado e era a Celty tentando me acalmar. Foi meio confuso, mas eu segurei a mão dela de volta.
“Estamos nessa juntos” era o que seu olhar me dizia.
Bateu as 10 horas. Eu fechei meus olhos, respirei fundo e me ergui da carteira, levando Celty junto comigo. Meus amigos, companheiros (ou não), se ergueram também, e saímos juntos da sala, levando nossas mochilas, já indo ao corredor. Começamos a andar e não ouvíamos mais nenhum passo além dos nossos pelo corredor.
Estávamos na porta que dava para o pátio quando ouvimos as portas das outras salas se abrindo, e os alunos saindo, fazendo barulho. Eu sorri. Nós sorrimos. Olhamos para trás e todos atrás de nós sorriam. Estava dando certo, estava dando certo! Eu parecia uma criança em dia de Natal de tão feliz.
Mas mesmo no paraíso o sol se põe.
Não demorou muito quando, sentado no pátio, segurando meu cartaz, percebi o quanto eu havia sido tolo.
Pessoas mexendo no celular, jogando bolinhas de papel, brincando, brigando, conversando alto sobre o namoradinho do fim de semana. Eu olhei para o Izaya e eu entendi porque ele não tinha fé nos nossos colegas. Eu também não deveria ter. Eles não estavam realmente envolvidos, estavam lá só pela algazarra, pela rebeldia grátis.
-Shinra... –Celty me olhou preocupada quando eu suspirei e abaixei a cabeça. Ela estava triste também.
-Malditos... –Shizuo grunhiu com raiva, amassando seu pôster em suas mãos.
Os monitores logo chegaram para pôr a ordem. Todos acabamos indo para a sala com a certeza de que ficaríamos uma hora a mais tendo aula depois daquela ‘arte’. Meu pai fez questão de nos escoltar de volta para a sala, rindo do nosso esforço infantil. Foi humilhante. Pior de tudo foi que na saída, uns garotos de uma gangue vieram e me bateram.
Foi uma merda.
-Eu não falei? ~ — Izaya disse em tom de deboche enquanto voltava comigo para casa da nossa ida ao pronto-socorro. Eu acabei de braço quebrado. – Isso não ia dar certo. Foi um Erro achar que isso iria dar certo.
-Sim, você disse... –eu suspirei, abrindo a porta – Poderia parar de esfregar essa humilhação na minha cara?
-Já parei, meu caro~ Agora venha, tenho que decorar esse seu gesso!
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