Pura magia
1 Capítulo 1 Sem Expectativas.
A sala de aula estava iluminada por grandes gandelabros pensos em cada canto do enorme salão. O artifício não permitiu que a jovem Hermione notasse a presença soturna parada no canto direito, próximo à estante que contem todos os ingredientes de poções jamais imaginados por pessoas comuns. Ele procurava uma erva especifica para seu mais novo experimento quando a viu entrar. Ficou a observar, quieto e curioso.
A jovem caminhou até o fundo do salão, onde a enorme mesa de madeira antiga ocupava seu lugar, imponente. Pilhas de pergaminhos pendiam dos cantos do móvel. Uma pena de escrever suja de tinta manchava o papel posto no centro da mesa de forma irreversível. Ele havia sido descuidado. Hermione pensou que isto era sinal de que algo mais importante lhe tomou o interesse e fê-lo largar a escrita pela metade.
Estava absorta nessas divagações, quando uma voz lhe tomou de assalto e lhe causou um frio inesperado na espinha. "Senhorita'Sabe-tudo' Granger! O que faz bisbilhotando a minha mesa?!".
De um pulo, ela virou-se e encarou a figura em preto que agora lhe mandava um olhar cortante. A distancia era mínima, dois passos separavam aluna e professor.
Hermione desviou os olhos para seus pés e cruzou as mãos a sua frente. Não ousava responder. Ademais, o medo tomou-lhe conta e lhe tirou qualquer iniciativa de verbalizar uma explicação. "Responda!!!", a ordem veio imperativa e rouca, fazendo-a despertar do temor que vinha enfrentando.
"Professor Snape... me... me desculpe! Eu não estava bisbilhotando... Eu queria apenas saber se o senhor já aprovou o projeto de pesquisa que encaminhei a fim de complementar minha nota do semestre".
"Como vc é petulante! Por acaso estava pedindo informações a minha pena esferográfica? Por acaso não viu que eu não estava sentado à mesa? Responda agora!”
Mas Hermione não pôde responder. Lágrimas já obstruíam sua visão e embargavam sua voz. Ela trouxe as mãos para cobrir o rosto, envergonhada diante do mestre. Ele achou ter ouvido um breve soluçar e por um momento lamentou tê-la causado isso. Porém, tão rápido quanto ele girava sua capa, Snape passou por ela e ocupou seu lugar atrás da mesa. “Pára com isso. Está chorando por que?”.
Hermione enxugou o rosto com a palma da mão e virou-se de costas. Não queria ter que olhar dentro daqueles olhos negros. Tinha medo que ele decifrasse o que se passava com ela sem nem ao menos usar de um feitiço para isso. “Desculpe! Eu não devia ter vindo...”. Ela já se apressava pra sair, quando o comando dele a fez parar.
“JÁ QUE VEIO...”, ela virou-se para ele outra vez, seu rosto ainda molhado, e seguiu seu gesto para que se aproximasse. “...Eu ia esperar até depois da aula para lhe dá uma resposta, mas a Senhorita parece que não sabe o significado da palavra ‘paciência’...”. Ela abaixou as vistas. “Eu aprovei seu projeto e...”, ela suspendeu o olhar na direção dele. Seus olhos brilhavam de encantamento. Ele continuou como se não tivesse notado. “E vou sugerir à Minerva que libere você depois do jantar para observar o preparo de algumas porções. Você fará um relatório que me entregará semanalmente, todas as sextas. Ao final de tudo, poderá ser capaz de executar sua porção e ter concluído sua tese”.
“Muito obrigada, professor! Tenho certeza que serei dispensada e não destruirei suas expectativas”.
“Eu- não- tenho- nenhuma-. Ele disse entre dentes. Ela agradeceu mais uma vez e saiu para o café. O veria outra vez àquele mesmo dia na aula de Poções, mas desta vez tinha motivos de sobra para sorrir.
(...)
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