Pura magia

14 A poção do amor.


Minerva correu para a sala da diretoria. Precisava consultar-se com o quadro de Dumbledore. Era nessas horas que ela sentia sua vocação fraquejar.

"Alvo, acorde! Temo que estejamos com um problema sério aqui na escola"

A figura na parede abriu um dos olhos. "O que que há? Estamos sendo atacados outra vez?"

"Não, nada disso. Acontece que estou desconfiada que uma de nossas melhores alunas está envolvida com um de nossos mais importantes professores. Isso é grave"

O bruxo pareceu refletir por um momento antes de dizer. "Ele a está obrigando a alguma coisa?"

"Não... Creio que não".

"Ora Minerva! Então deixe Severus e Hermione em paz!"

Os olhos da professora saltaram da órbita diante do comentário. "Como... como você sabe que...que..."

"Este velho bruxo aqui não está tão senil quanto você imagina. Eu percebo as coisas"

"Claro, Alvo. Você sempre foi mais perspicaz que eu. Mas ainda assim, é contra as regras dessa escola o envolvimento entre aluna e professor".

Quando a jovem senhora olhou de volta para a parede em busca de mais respostas, se deparou com o mago já dormindo profundamente. Ela teria que decidir sozinha o que fazer.

....

Mais tarde naquele dia, Snape compareceu a sala da diretora como ela havia pedido.

"Boa noite Minerva. O que quer?"

"Boa noite Severus. Sente-se. O assunto que me fez trazê-lo aqui é importante".

"Seja direta"

"Pois bem. Você está ciente das regras dessa escola... e uma delas é a que proíbe relações amorosas entre aluna e professor. Hermione é uma garota com um futuro brilhante pela frente, e eu não gostaria de vê-ka disperdiçar isso por motivo algum".

"Como pode pensar que eu faria tal coisa com a Senhorita Granger?!?!" — ele levantou de um salto, parecendo completamente indignado com aquela acusação — "E ainda mais com aquela grifinoriazinha insuportável!!"

"Páre de fingir. Não está funcionando..."

O professor esmoreceu e deixou-se cair na cadeira novamente. Suspirou.

"Diga. Diga pra mim que isso não é parte de um plano malévolo ou que você, de uma hora pra outra, resolveu perder sua moral"

"Nunca. Eu jamais machucaria Hermi...a Senhorita Granger... Entretanto, eu não posso explicar como isso aconteceu... Simplesmente, aconteceu. Não planejei me envolver com ela".

"Ela...gosta de você?", a professora perguntou pausadamente.

Por um instante, ela achou ter visto o carrancudo mestre de poções sorri.

"Imagino que sim. Eu espero que sim".

"Pois bem Severus... Eu entendo o amor e a paixão... mas regras são regras. Terei que proibir as visitas de Hermione às masmorras para a conclusão dos trabalhos... E conto com seu bom senso para manter-se afastado dela durante o tempo que lecionar para a menina nesta escola".

"Minerva, não faça isso! O projeto é importante para ela..."

"Sinto muito, mas já tomei minha decisão. Vá e informe a Senhorita Granger de minha decisão na primeira hora durante sua aula.

...

Hermione acordou animada para a primeira aula de poções do dia. Ela estranhou quando entrou na sala e procurou o olhar do professor em vão. Ele a evitava a tal ponto que nem ao menos se incomodou de verificar a poção dela durante o teste.

“Senhorita Granger, espere um pouco”, ele ordenou ao final da aula.

Ele tentava fazê-la entender o ponto de vista da diretora, mas para Hermione aquilo era difícil demais de suportar.

“Não! Não! Ela não pode fazer isso!!”

“Hermione, ela pode. E eu tenho que concordar com ela, por mais que me doa dizer isso, nós ultrapassamos o permitido. Eu jamais poderia ter me envolvido com uma aluna”

“Então eu saio da escola! Eu largo tudo pra ficar com você, Severus”

“Nunca mais diga isso! Ouviu? Você tem um futuro brilhante e ninguém pode tirar isso de você!”

A menina chorava agora, agarrada nas vestes do professor, tentando fazê-lo entender o tamanho de seu amor.

“Você sabe qual a poção que eu estava estudando com esse projeto?”

“Qual?”

“Amortentia – a poção do amor”

“Por que ela?”

“Porque eu queria encontrar um jeito de fazer você me amar”. Ela agora já não segurava as lágrimas. Chorava copiosamente no peito dele. Snape levou as mãos até as costas dela e a segurou em seu abraço.

“Você não precisou de uma poção pra conseguir isso”

Ele a sentiu rir contra seu peito.

Ela ouvia o coração dele bater mais forte.

“E o que faremos agora?”

(...)