Pura Confusão - Cobrina

2 Dia Normal? Não, o pior de todos Parte 2/2


Notas iniciais
Oiie!! Então, aqui está mais um capítulo pra vocês. Eu já tenho vários que eu já tinha postado antes, mas eu não vou postar todos de uma vez; e sim aos poucos, para que eu saiba se os leitores da "antiga versão" estão conseguindo achar a história. Todos os capítulos terão no mínimo mil palavras, mas eu não sei quantos capítulos a fic vai ter. Lembrando, mais uma vez, que a fic é Cobrina. No Spirit a história é a mesma, mas é Perina. (http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-malhacao-pura-confusao-3047299) é só copiar e colar ;) E obrigada a pessoa bonita kah112, que favoritou a história (de novo). Aproveitem o capítulo!!!

PEDRO

Eu estava um pouco transtornado desde a “conversa” com a Jade. Ela parecia saber de tudo e um pouco mais. Ele podia ver que Karina tinha ficado desconfiada. Será que ela suspeitava de alguma coisa? Será que a Jade contaria para ela? Eu esperava que a resposta para ambas as perguntas fosse “não”, mas eu não tinha tanta certeza disso. Fui pra aula, mas não consegui prestar atenção em nenhuma palavra do que os professores estavam dizendo; eu só pensava se quando voltasse para casa a minha Esquentadinha ainda estaria me amando. Na verdade, ela nunca falou com palavras muito exatas sobre isso, mas não precisava, porque eu sabia que ela me amava mesmo não obtendo resposta em nenhuma das vezes que falei que amava ela; eu não esperava uma resposta, mas queria que ela soubesse. Acabei pensando tanto que nem ouvi o sinal tocar. Finalmente! Eu estava livre e, o melhor, eu estava de férias e podia ficar com a K.

Apesar de ter sido o último dia de aula, fomos liberados mais cedo para que os professores tenham tempo de fechar os boletins dos coitados (incluindo eu) que fizeram recuperação. Por isso, quando eu cheguei em casa o sol ainda estava no céu, era um sol de “fim de meio de quase fim de tarde”; era difícil explicar. Depois que eu larguei aquela mochila e tirei aquele uniforme que eu não usaria por um bom tempo, eu fui até a casa da Karina. Principalmente pra ver se ela ainda queria olhar na minha cara. Para o meu azar não havia ninguém em casa, então eu fui tentar na academia. Ela estava lá, e estava saindo do vestiário, mas a academia ainda estava cheia.

JADE (6 HORAS ANTES)

Eu acabei de descobrir que a minha mãe vai viajar com o Ed e vai me deixar sozinha. Eu finalmente vou poder mostrar para aquela “sapa-hétero” que eu não sou a boba que ela está pensando. Estava esperando por isso já fazia algum tempo, desde que eu ouvi uma conversa dia Bianca e do João. Fui até a Ribalta, a minha mãe e o Ed já tinham entrado no avião, então eles não dariam aula naquele dia. Falei com o Nando (aquele ogro), disse que queria usar o auditório da Ribalta para passar um filme para os alunos no horário em que seria a aula da minha mãe e do Ed. Ele concordou e eu paguei R$25,00 para aquele nerd do João me ajudar a montar todas as tranqueiras que precisava para passar o filme. Agora é só esperar algumas horas. Estava andando no corredor quando vi o casal se pegando e aproveitei para dar uma provocada e mostrar para o Pedro que eu estava mais pra frente do que ele pensava.

KARINA

Assim que vi o Pê eu saí correndo para dar um abraço nele. Eu estava com saudade. Todos os alunos já tinham saído dos vestiários quando a Jade apareceu na escada e gritou: “Gente, daqui a 5 minutos eu quero TODOS vocês no auditório da Ribalta, vai ter um evento especial.”

Todo mundo pareceu se animar, mas eu não queria ir. Falei para o Pedro que não estava com vontade de ir, mas ele insistiu e acabou me convencendo. Eu fui. Não havia cadeiras, mas estava todo mundo em pé por enquanto. No teto havia um projetor e na frente do palco, uma grande tela branca para o projetor projetar nela (O pensamento foi tão óbvio e estranho que eu quase ri sozinha e do nada). De repente as luzes se apagaram, dava para ver que ela passaria o filme. O Pê aproveitou para me abraçar por trás. Então o filme começou e descobrimos que não era um filme era mais uma edição do SinceriJade. No momento em que descobrimos isso todo mundo riu, mas daí a Jade do filme começou a falar.

JF: E então eu tenho dois vídeos muito interessantes para vocês.

DESCRIÇÃO (1º VÍDEO) ON

O meu pai estava conversando com a Bete na frente de casa.

Gael: Não, eu não sei. Nunca quis fazer o teste de DNA.

Bete: Mas o senhor tem que saber. Sem querer ofender, mas a Karina pode ser filha do Lobão, a gente não sabe direito com quem a Ana se meteu naqueles tempos.

Gael: Você tá certa, a Karina pode sim ser filha daquele bandido, mas eu não vou fazer o exame de DNA.

Bete tentou protestar, mas Gael já tinha se decidido.

DESCRIÇÃO (1° VÍDEO) OFF

Eu congelei, não sabia como reagir; não conseguia me mexer. O Pedro me abraçou mais forte quando percebeu que haviam muitos rostos virados para mim para ver a minha reação. A Jade deu pause no vídeo só para deixar a coisa desenrolar da pior maneira possível. A Bianca chegou e me abraçou também, mas eu nem me mexi. Pude ver que o Duca estava preocupado pela maneira como eu agiria e todos me olhavam com aquele olhar de pena, e aquilo me irritava tanto, mas eu não conseguia fazer nada, simplesmente ficar olhando para os lados e fixar novamente o meu olhar no telão. Os rostos se viraram para frente de novo quando a Jade deu play no vídeo. Ela parecia satisfeita pela sua vingança por eu ter... por eu ter feito o que? O que eu fiz pra ela? Ela estava com um sorriso no rosto e ninguém a estava espancando ou gritando com ela, infelizmente.

DESCRIÇÃO (2° VÍDEO) ON

A Bianca e o João estavam conversando.

João: Eu acho que o Pedro não deveria contar pra ela.

Bianca: Eu também achava isso, mas agora eu tenho minhas dúvidas.

João: Se a K descobrir que você pagou o Pedro pra namorar ela... bom, eu acho que é melhor ele fazer o testamento. E talvez você e eu e o Duca, por quê ela vai se sentir traída por todo mundo.

Bianca: Eu acho que não, talvez ela entenda.

João: Ah é? E se ela te perguntar o motivo? O que você vai responder? Que você queria o caminho livre com o Duca?

Bianca: É, acho que você tem razão, melhor não falar nada mesmo. Mas você sabe que um dia ela vai descobrir, né?

João: Eu sei, mas deixa em segredo por enquanto, e se... espera. Aquela ali não é a Jade filmando?

E o vídeo acabou.

DESCRIÇÃO (2° VÍDEO) OFF

Eu já estava conseguindo voltar a reagir. Meio sem perceber eu arranquei os braços do Pedro que ainda estavam me abraçando. Todos os rostos virados para mim de novo, dessa vez eu não tinha ninguém para me fazer me sentir segura. Tanta coisa passava pela minha cabeça. Tantas lembranças, tantas imagens, tantas vozes... e tantas promessas. Eu olhei para a Bianca, para o João; eles estavam de cabeça baixa. Então eu olhei para o Pedro, ele olhava para mim, parecia estar com medo da minha reação, mas ele logo desviou o olhar. Todos me olhavam observando cada movimento que eu fazia. Por fim, eu olhei para o Duca. Ele sabia. O tempo todo. Mas a Jade deu play no vídeo outra vez. Eu não desviei o olhar do Duca, mas escutei o vídeo com atenção.

DESCRIÇÃO (3° VÍDEO) ON

Jade: E aí, “Sapa-Hétero”? Gostou? Não? Que pena, por quê tem mais. Eu andei dando uma “pesquisada” (ela fez as aspas com as mãos”) e descobri que sua mamãezinha morreu no seu parto. Parabéns! Agora, além de nem ser filha do Mestre Gael, ter sido enganada pelo seu melhor amigo, pela sua irmã e pelo seu “namorado” (aspas com as mãos de novo), você também matou a sua mãe.

E o vídeo acabou.

DESCRIÇÃO (3° VÍDEO) OFF

Quando eu encarei o Duca foi difícil, pois eu achava que poderia contar com ele, mas pelo jeito não. Diferente do Pedro, da Bianca e do João, ele sustentou o olhar no meu e depois de um tempo eu não aguentei. As lágrimas brotaram nos meus olhos e depois que o vídeo finalmente acabou, estavam todos olhando para mim. Eu tentava respirar, mas eu não conseguia, eu tentava pensar, mas eu não conseguia, eu tentava descobrir o que eu estava sentindo, mas eu não sabia. Sem a minha permissão, as lágrimas começaram a cair no meu rosto. Foi então que percebi que o meu pai (?), ou melhor o Gael estava lá, a Dandara também, estavam todos lá. Eu não estava conseguindo respirar, estava ficando meio tonta. Uma voz me perguntou: “Karina, tá tudo bem? Você tá pálida.” Sim, eu estava pálida, pois eu estava reunindo todas as energias que eu tinha para correr, correr para longe dali; e era melhor ninguém chegar perto de mim.

Notas finais
Gostou? Comente, favorite e acompanhe a história. Se você não gostou... bom, então faça a mesma coisa e comente o que gostou e o que acha que precisa ser melhorado. Eu não sei se vou conseguir postar amanhã, ou até outra vez nessa semana, mas não deixe de acompanhar a fic, pois se eu não conseguir postar mais nessa semana, na próxima eu volto a postar mais frequentemente. Beijos e até o próximo capítulo!!!