Pura Confusão - Cobrina

25 A gente não tem nada


Notas iniciais
Oiie! Tudo bem com vocês? Então, eu planejava postar esse capítulo ontem, mas eu não estava em casa, daí não teve como. Gostaria de informar a vocês os nossos números: 130 comentários, 101 acompanhamentos, 2 recomendações (JHSFHALIUFHLB), 25,901 visualizações e 45 favoritos. Muito obrigada por isso, eu fico imensamente feliz em saber que estão gostando, pois escrever é muito importante pra mim. Aliás, sei que já está meio óbvio, mas: eu voltei a postar. Pra quem não sabe, eu tinha desistido de atualizar essa fanfic por falta de tempo, criatividade e tudo o resto. Só que eu sentia muita falta de fazer isso e, principalmente, de ler os comentários e as recomendações de vocês. Obrigada a quem me aceitou de volta, porque, vamos falar a verdade, eu não seria nada sem vocês ♥ ♥ ♥ Espero que gostem!

COBRA

Não ficamos muito tempo naquilo. E não fomos muito além de beijos. Eu estava sem camisa e ela apenas de roupas íntimas quando ouvimos alguém entrar no QG. Só aí me lembrei de que não tinha fechado a porta. De início achei que fosse o Gael e aqueles eram os meus últimos segundos de vida.

— Merda. Se veste, K.

Ela me olhou assustada, provavelmente pensando a mesma coisa que eu, e começou a catar suas roupas do chão. Em dois segundos eu estava de camiseta indo ver quem tinha acabado de entrar. Não era o Gael. Era a Jade.

A bailarina estava encostada na parede, como quem estava esperando alguma coisa. Assim que me viu, ela abriu um sorriso.

— E aí, Vagabundo?

No dia anterior, tinha cometido o erro de ficar com ela novamente. Não sei bem o que deu em mim. Ela apareceu, pediu desculpas por toda aquela coisa do vídeo e aconteceu. Só percebi como aquilo estava errado quando a Karina apareceu.

Ela estava mal, não era difícil ver isso. Quando perguntei o que aconteceu descobri que ela era, realmente, filha do Lobão. Droga, ela precisava de mim e me vê fazendo aquilo. Tentei mandar Jade embora, mas, para a minha surpresa, a K não deixou e foi embora. Fiquei tão mal depois daquilo que o clima acabou e, poucos minutos depois, ela mesma decidiu ir para casa.

O arrependimento se misturou com a raiva, e passei o tempo que não estava atendendo ninguém para socar o saco de pancadas. Lá por 19h30 dei o QG como fechado e tranquei a porta. Tirei a camisa e pude “me acalmar” sem interrupções. Só que não.

Já tinha passado pelo menos uns 40 minutos quando ouvi alguém batendo na porta. Abandonei o que estava fazendo pronto para gritar com a pessoa, mas desisti quando vi quem era.

Ela estava chorando, com uma marca vermelha no rosto. Não precisei perguntar para saber o que tinha acontecido, de qualquer forma, perguntei. Deixei ela entrar, apesar de estar um pouco surpreso. Não esperava que ela viesse falar comigo tão cedo, não depois do que ela viu. Felizmente, ela não perguntou nada sobre aquilo.

Passamos horas lutando e, depois que ela finalmente cansou, acabamos dormindo juntos. Juntos só na mesma cama. Eu demorei um pouco para cair no sono. Fiquei observando ela por alguns momentos. Ela é linda. Os fios loiros estavam bagunçados e um pouco molhados devido ao recente banho. A marca em seu rosto ainda era bem evidente, mas ela parecia tranquila. Só parecia.

A garota dormiu até 14h00 no dia seguinte e foi para a Khan. Que ótima ideia! Estava mexendo em um dos computadores quando recebi uma mensagem do Luiz.

“Tua loirinha tá aqui falando com o Lobão. Parece sério. O Mestre quer saber como que tá o negócio das paradas aí. Tem muito ainda?”

Quase tinha esquecido disso com tudo o que estava acontecendo. Há algumas emanas o Lobão tinha me dado mais uma função: vender drogas. Eu tentei recusar, realmente não estava afim de fazer isso, mas não dá pra discutir com ele. Fui dar uma olhada e, bem na hora, o Gael entrou.

Congelei por um momento. O rosto dele foi de calmo para completamente vermelho em poucos segundos. Eu sabia exatamente o que ele estava pensando. E não houve nem tempo para explicar.

Ele me puxou pela camiseta para fora da loja e deu início aos gritos e ao mais novo barraco do Catete. Fui dando passos para trás, até que estávamos no meio da praça com um monte de gente olhando. Ninguém parecia entender o que estava acontecendo. Melhor assim, se alguém resolvesse chamar a polícia eu estava ferrado.

— Você dormiu com a minha filha, desgraçado! — ele gritou de repente, antes de me acertar um soco na cara.

Fiquei desnorteado por um segundo e logo senti um pouco de sangue escorrer pelo lado esquerdo meu rosto. Quando olhei de novo haviam dois garotos segurando ele.

— Cobra? Você tá bem, cara? — ouvi a voz do Thawick e assenti.

— Não é verdade. Nada disso é verdade. — menti.

— Não precisa mais mentir, garoto. A Karina me contou ontem.

Que? Essa menina enlouqueceu. Tá querendo me matar, só pode.

Eu estava prestes a dizer mais alguma coisa, mas uma pessoa ficou no meio de nós. Era a Karina. E ela parecia furiosa. Nem precisou dizer nada, somente o olhar dela acabou com tudo. As pessoas se dispersaram e eu nunca a vi tão brava com o pai.

Ela insistiu em “cuidar de mim”, como ela mesma definiu. Não sei bem em que ponto aconteceu, nem o que me levou a fazer aquilo. Mas, de repente, ela estava tirando minha camiseta e eu a dela.

E agora a Jade estava lá, por algum motivo desconhecido, enquanto a Karina estava seminua há poucos metros dela.

— O que você quer, Jade?

Fiz questão de ser grosso, pra ver se ela baixava a bola. Não funcionou.

— Eu quero retomar o que a gente tava fazendo ontem.

A “dama” se aproximou e foi me empurrando, com as duas mãos no meu peito. Eu já sabia que isso ia dar terrivelmente errado. Quando minhas costas bateram na parede ela me beijou. Eu não retribuí, sabia que a K estava logo ali do lado nos olhando. Quando percebeu que alguma coisa estava errada, ela se afastou. Nós dois olhamos para o lado ao mesmo tempo.

Ela estava lá. Parada, olhando a cena como se fosse a pior coisa do mundo.

KARINA

A primeira coisa que veio a minha cabeça foram os dois no dia anterior. Parecia que eu tinha acabado de levar um soco, bem no coração. Acho que ela era a escolha dele, afinal. Ela sempre foi melhor, mais bonita, mais delicada. Ela é uma dama, como ele mesmo chama. Eu não devia ter ficado daquele jeito, nós não tínhamos nada. Mas foi horrível do mesmo jeito.

Os dois olharam pra mim ao mesmo tempo. A Jade finalmente percebeu o que estava acontecendo.

— Desculpa, eu atrapalhei a conversa de vocês? — ela perguntou, colocando os braços ao redor do pescoço do Cobra.

— Karina, não é…

Não deixei ele terminar. Deixei os dois, peguei meu celular que estava em cima do balcão e saí. Já estava de noite, a praça quase vazia, mas, estranhamente, a academia ainda estava aberta.

— K, espera aí.

Senti ele puxando meu braço eme virando para ele.

— Me solta, Cobra. — pedi, tentando escapar. Não adiantou de nada.

— O que foi isso? Por que você tá brava?

— Porra, cara. Você ainda pergunta? A gente tava lá, fazendo sei lá o que e, de repente, você tá beijando ela. Eu sou muito burra. Eu devia saber que você ia escolher ela. A Dama é melhor, né? — ele estava completamente sem reação, então continuei. — O que foi aquilo algumas semanas atrás? Você falou tudo aquilo pra ela, mas olha vocês dois aí. Depois de tudo o que ela fez...é sério isso?

— Ela pediu desculpa…

— Pediu desculpa pra você. Mas mesmo assim, ela é a responsável pelo pior dia da minha vida. Você tava lá, viu como eu tava. Você ainda vê, toda hora, porque sempre acontece alguma coisa.

Eu já estava chorando e nem percebi. Eu odeio chorar na frente dos outros.

— K...a gente não tem nada.

Só aí que eu percebi que estava agindo como se ele tivesse acabado de me trair. O que não deixava de ser verdade. Só que ele estava certo, a gente não tinha nada. A gente não era nada. Me acalmei e ele soltou o meu braço.

— É verdade. A gente não tem nada. E nem nunca vai ter. Então é melhor parar.

— Como assim?

— Chega, Cobra. Nós dois sabemos que isso tá errado e que não vai pra lugar nenhum. Eu não quero me machucar mais ainda. É melhor a gente se afastar.

Eu estava seguindo o meu instinto, fazendo o que sempre fazia: afastando a pessoa quando alguma coisa dá errado.

— Não precisa disso...você não precisa fazer isso, não comigo.

— Preciso. Especialmente com você.

— Por que?!

— Porque eu tô começando a gostar de você. E isso não pode acontecer.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem, por favor. A opinião de vocês é o que mais me importa. Queria agradecer aqui as seguintes pessoinhas bonitas que favoritaram a história: Isis Rocha, Bruna (linda, divosa, inspiração da vida, te adoro), Daniella Mesquita e FamilyFather (scrr