Puppet
3 Capitulo 2 - Cat Poison
Notas iniciais
Puppet – Capítulo 2 – Cat Poison
A garota deitada, na cama, encarava o teto, onde se via vários desenhos, que pelo desgaste, não se percebia que eram folhas, num estilo decorativo, como se houvesse hera na parede.
Aquilo talvez importasse a loira, ás vezes, se pegava pensando como devia ser a pintura no seu quarto antes de todo o ressecamento e o efeito do tempo na mesma. Imaginava uma parede repleta de cores, como um arco-íris, e um teto reluzente de sonhos, como se nem mesmo as plantas, pudessem prender a emoção de se encontrar perdida no amontoado de esperanças naquele cômodo.
Que por acaso agora, só portava dúvidas, dor e incompreensão.
Se levantou, após ouvir o estrondoso barulho de seu despertador, desligando-o, e se dirigindo ao banheiro para sua higiene matinal, para então descer pro café.
Sua mãe lhe esperava com o mesmo sorriso no rosto, um bule com café na mão e olhos esperançosos. A mesma sorriu com a visão.
Andou em sua direção, mas não se movia.
Gritou, mas som não saia.
A hera, que antes prendiam a tristeza, agora prendiam os pés da menina, a proibindo de chegar perto da mãe.
Quando viu, um farol reluzia em direção a sua mãe, e vinha dela,nada podia fazer, apenas assistir a repetitiva cena, a qual lhe atormentava desde os 11 anos.
Agora a sua mãe se encontrava inconsciente no chão da casa, juntamente com todo o café derramado, e as heras que levaram a esperança da garota.
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Se levantou suando frio, com olhos preocupados que se dirigiam á todos os lados do cômodo, dando a visibilidade total do lugar.
Apenas uma manhã comum, na vida de Lucy Heartfilia.
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Corria pela rua de sua casa, desesperada pra chegar a tempo de pegar o último ônibus em direção ao fim da cidade pra sua Faculdade.
Lucy Heartfilia, com 19 anos, estava no segundo ano de Psicologia, ou seja, estudar feito uma condenada, principalmente agora, que estava perto de suas provas finais.
Quando estava chegando perto do automóvel, o mesmo começou a andar, o que deu certo desespero na loira, que começou a correr pra alcança-lo, mas o viu parando mais a frente, e uma mão se estendendo e uma voz gritando:
–Não vai subir? – berrava a voz desconhecida
A loira agarrou a mão e subiu no veículo se deparando com um rosado, sorrindo em sua direção.
–Obrigada- e assim, Lucy finalmente percebeu a pessoa a sua frente.
O mesmo era bonito, isso era notável, o que fazia muitas mulheres no ônibus o devorarem com os olhos.
Cabelos róseos bagunçados, um sorriso caloroso – que bambeava as pernas até mesmo da mulher mais forte e brutal do exército- vestia roupas comuns, uma blusa pólo com um casaco um pouco amarrotado por cima, calças jeans, e pregado na blusa, o broche da Faculdade Fairy Tail.
Conhecia essas características.
Natsu Dragneel, portador de grande reputação em meio as meninas, as usava como lenços de papel, pode parecer legal ficar com um cara bonito feito o garoto, porém, se você passar da fase de colega, você só poderá pular pra de “usável”, era raro ter amigas, a única conhecida era Erza Scarlet, que pelo visto, havia sido criada com ele.
Mas agora não era hora pra pensar no histórico de “pegas” do garoto, devia somente agradecer e cortar os laços com esse tipo de pessoa, afinal, isso era uma das dicas que sua mãe vivia falando pra ela.
–Obrigada, Natsu.
O rosado reagiu normalmente, mesmo sabendo que uma completa estranha sabia seu nome.
–O prazer foi meu... – esperou a outra completar com seu nome.
–Lucy...
–Luce!- disse e sorriu, aquela seria uma longa ida ao colégio.
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Chegando ao colégio, colocou a bolsa no armário, tirou a apostila de lá, e ao longe, via uma pequena azulada correndo em sua direção, esbarrando em pessoas, com grandes óculos pendentes na ponta do nariz. E mesmo naquela distância, podia ouvir os resmungos da mesma.
Quando ela se aproximou, Lucy ouviu um pouco mais nítidamente o assunto falado por Levy.
–Você realmente está assim pelo idiota dos piercings? – reclamou rindo, pelo fato de já estarem na metade do caminho pra sala.
Sua amiga, Levy Mcgarden, levanta seu olhar pra loira, a mesma cursava psicologia com Lucy, e se conheciam desde o primeiro ano do fundamental.
–Você não sabe o quanto é irritante! Todo dia é uma garota nova! – reclamava a mesma de seu vizinho, Gajeel Redfox, estudante de engenharia mecânica, que pelo visto, não gostava nem um pouco de dormir.
A loira apenas riu da situação da amiga, enquanto abria a porta da sala, se preparando pra não dormir em mais um cansativo dia de universitária.
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Eu estava no meio da aula, encarando a janela, pensando no repetitivo pesadelo.
Sempre a mesma coisa, o mesmo sonho, a mesma dor, a mesma reação.
Algo acontecia em mim, sem dúvida, e eu queria aquilo bem longe de mim, logo.
Uma coisa me chamou atenção fora da sala, no meio do campus, o rosado se encontrava parado, observando uma menina, de frente pra ele, longos cabelos ruivos, olhos avermelhados e seios fartos.
Acontceu alguma coisa que me despertou curiosidade, mas não consegui ver a reação do Dragneel, já que ele estava de costas, mas a garota saiu correndo, provavelmente chorando.
Encarei ele por um tempo, até ele virar, e começar a caçar algo com o olhar, até o mesmo parar em mim, ele riu, piscou e saiu desfilando.
Era realmente um longo dia.
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Caminhei até minha cama, já sem as calças e me joguei na mesma.
Uma coisa chegou, fazendo cócegas no um pé, olhei pra baixo, e me deparei com uma bola azul felpuda.
Era um gato, provavelmente, mas de onde ele tinha vindo?
Peguei ele no meu colo e segurei o chaveiro que estava pendurado num lenço que pendia no pescoço do mesmo.
“Happy – Raça: Munchkin
Se encontrar, por favor ligar para o número 090-XXXX-##3X”
Ok... Iria ligar, pelo dono dele, afinal se Plue sumisse eu ficaria inconsolável.
Peguei meu celular e disquei.
“Alô?” – disse uma voz infantil do outro lado da linha.
–Ah, oi... hm... É que eu achei um gato, e na coleira dele, tinha esse número... – tentei explicar, mas com um gato miando “Aye” no meu pé, não era muito simples.
“Ahh, você achou o Happy! Graças a Deus! Vou chamar o dono dele, é meu irmão, um minuto!”– disse a voz se afastando do telefone e gritando algo como “Maninho! Telefone pra você!”.
Aguardei na linha uns segundos, até chegar alguém no outro lado da linha.
“Alô? Você achou o Happy?”- disse, parecia um pouco desesperado.
–Sim! Ele me seguiu... – disse um pouco sem graça.
“Será que você pode me encontrar no centro em meia hora? Pra devolver o gato?”
–Claro! Na praça? –Era um estranho? Era. Era perigoso? Era! Mas era um gatinho voltando pra casa, valia a pena se arriscar!
“Vejo você lá!”- e desligou.
Enquanto isso, eu ia pra o chuveiro, me arrumar pra entregar um gato fujão pra um dono descuidado.
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Estava sentada num banco da praça, com Happy no colo, fazendo carinho em sua cabeça, quando noto uma sombra se aproximando.
–Olha se não é a Luce, a Srta. ”Não acordo cedo e quase perco o ônibus.” – sorriu o rosado de hoje de manhã pra mim. – Parece que a vida quer nos juntar não é?
–Olá Natsu, o que faz aqui? – ignorei totalmente seu comentário, e respondi com uma cara fechada.
–Essa bola de pelos, azul, na sua barriga, pertence á mim.
–-----------END CHAPTER TWO------------
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