Punching In A Dream
5 Strong Hand
Notas iniciais
Theo ainda estava lendo o livro, quando Alex chegou na mansão Mills. Jones havia visto toda a história de sua família e como e porque personagens de contos de fadas estavam no mundo real. Tudo pois sua avó — se não fosse mais humilhante do que ser descente de Branca de Neve — destruiu com o final feliz da Rainha Má. Quando ele percebeu que o nome — na verdade, o sobrenome — dessa rainha em Storybrooke era Mills, assim como o de Alex. Ele pulou a parte mais para o futuro onde viu que o garoto que o salvara era mesmo filho de Regina com... Robin Hood? Talvez Theo não deveria pular a parte da família de Alex como fez.
Na verdade, fazia sentido agora como ele tinha acabado com aqueles macacos, ontem a noite. Ele conseguia fazer mágica por ser descendente da Rainha Má que aprendeu o dom da magia das trevas com um tal de Rump — Theo já esquecera de como era o nome dele — que tinha desavenças com o seu pai, sendo que foi com ele que sua mão esquerda fora...
A cabeça de Theo começava a rodear de tantas informações conectadas ao mesmo tempo. Do mesmo jeito, Jones fechou o livro quando Alex fechava a porta da frente.
– Theo eu trouxe alguém para nos fazer companhia por enquanto, espero que não se importe — anunciou Alex, quando Jones estava se levantando do sofá da sala e indo perseguir a voz de Mills.
– Não tem problema não, Alex — respondeu Theo. — Aliás a casa não é sua?
Theo andou até a cozinha, onde estava Alex com uma garota que usava roupas parecido como de uma gótica, além dela sorri para ele de um modo bem esquisito. Jones franziu as sobrancelhas, enquanto Mills estava ocupado demais colocando um pouco de água no copo.
– Vanessa Gold
, Theodore Jones — disse Alex. — Theodore Jones, Vanessa Gold
. E agora todos se conhecem, certo?
– Certo — repetiram os jovens restantes.
– Ótimo — disse Alex, bebendo um pouco da água. — Então... Theo, como foi o seu dia?
– Calmo — Theo respondeu de um modo bem estranho, com medo da resposta dele fosse óbvia demais. — E você?
– Uma merda, ter que lidar com a população da cidade aos dezoito anos? Não é muito saudável. O estresse é muito grande, principalmente quando você tenta não xingá-los cada vez que uma suposição é levantada e eles começam a reclamar sem parar — afirmou Alex. — Mas não temos nenhuma notícia deles ainda, sabe, do grupo de resgate. Andou lendo o livro?
– É eu andei lendo aquele livro — disse Theo. — É praticamente uma epopeia sem parar de várias vidas, o que faz com que pesquisar sobre todo mundo seja cansativo, mas... Contos de fadas! Apesar de várias coisas acontecerem de um jeito diferente do que as versões clássicas que normalmente conhecemos. Mas foquei mais na minha família.
– Bom que soube como pesquisar sobre um passado que poderia não ter existido se eu não o tivesse o salvado e ouvido a verdade — a voz a alegre de Alex se materializou na cozinha, enquanto ele sentava na bancada, onde estava apoiado antes.
– E descobri como você fazia bem parte da minha família — completou Jones.
– Ah... Já descobriu o que queria te contar antes de encontrarmos os cavaleiros? — Indagou Alex, surpreendemente, feliz.
– Vocês encontraram mais cavaleiros negros? — Perguntou Vanessa.
– Mas protegi o carro, Vanessa — testemunhou Mills. — Nem deram um arranhão sequer.
– Você avisou que ainda tinha mais deles na fronteira da cidade para o restante do conselho? — Indagou Gold
.
– Bem havia um monte deles, mas com a barreira na cidade, eles poderiam ter ficado de fora, as fadas já explicaram antes de eu chegar lá no conselho — respondeu Alex. — Agora, voltando para o foco inicial, o que você acha Theo? Pode ser bem complicado a história deles, mas se você leu, eu aposto que sim, não tem problema.
– Eu meio que pulei a história de como você foi... Concebido?
– Não tem problema, garoto — disse Alex, descontraidamente. — Não precisa saber a história de todos em um único dia. Tem milhares de pessoas nessa cidade e todas elas com suas peripécias, não quer dizer que precisa saber de exatamente tudo, enquanto você tenta reconstruir sua própria visão do que está ao seu redor. Mas, um spoiler, sua mãe quase fudeu com a segunda chance da minha. Até o seu pai tinha avisado para não trazer...
– Alex — repreendeu Vanessa, aos risos. — Vamos dar uma colher de chá para o cara, não é?
– Por quê não? — Respondeu Alex, fazendo caras e bocas para Theo, mas o mais jovem tinhas as linhas do lábio bem exprimidas e quase formando um largo sorriso.
– Vanessa, que horas são, por mera e grandiosa gentileza?
– Ah... — murmurou ela, por achar a frase de Alex bem antiquada e fora da personalidade do loiro. — Seis horas — respondeu, olhando para o relógio de pulso.
Alex saiu da bancada e foi em direção as escadas e Vanessa o seguiu com Theo a sua cola. Chegando no quarto do garoto, Mills estava vendo várias revistas da GQ, passando de página e página com uma expressão de descontamento. Eles percebiam que o loiro estava tentando procurar alguma coisa. Vanessa e Theo se entreolharam, mas a garota o retribuiu com um sorriso bem discreto.
Depois de ver dois exemplares, quando pegou no terceiro, mal precisou nem passar da metade da revista para que Alex conseguisse se contentar.
– Theo se importa de sair da soleira da minha porta e vir até aqui? — Perguntou Alex.
– Ah, bem... — respondeu Theo, dando alguns passos até Mills.
Theo não sabia direito o motivo de Alex estar tão animado no conteúdo daquela revista.
– Agora, o que me diz desse conjunto de roupas aqui? — Perguntou Alex, mostrando o anúncio para Theo.
Na foto, havia um modelo usando um sobre tudo negro bem bonito, para dizer o mínimo, de verniz e casimira em uma página; e em outra, um mais jovial do que outro, usava uma camisa de manga longa com uma estampa em uma mistura de cinza e preto e branco, talvez, como pixels reunidos, além de jeans negro que parecia ficar bem colado no corpo.
– Tudo bem, mas o quê isso tem haver? — Perguntou Theo.
– Perfeito! — Exclamou Alex. — Era tudo isso que tinha que ouvir da sua boca.
Ao estalar dos dedos da mão esquerda de Mills, uma nuvem roxa começava a envolver o corpo de Theo em questões de segundos e quando Jones havia se livrado daquele fumaça, ele estava vestido as roupas do anuncio. Mas somente ajustadas perfeitamente no tamanho do seu corpo.
– Por quê...
– Alegre-se garoto, nós vamos sair para comer algo hoje! — Disse Alex, jogando o revista em sua cama e indo em direção a Vanessa. — Agora é sua hora, Gold
!
+++
Os três adolescentes estavam andando pelas ruas de Storybrooke como fashionistas ricos e fanáticos. Essa era impressão de Theo enquanto eles estavam prestes a entrar no Granny's. Eram quase oito horas, ou seja, demoraram quase duas horas para poderem se arrumar, pois Alex era bem exigente até no penteado. O cabelo de Jones estava todo bem escovado, duro por causa do gel fixador brilhante e estava fazendo uma onda para a esquerda.
Vanessa estava vestindo um conjunto Prada que Alex havia demorado um tempão para achar. Havia uma blusa branca de manga comprida feita de lã e cardigã sobre um casaco negro e curto feito de couro, além de uma saia preta que era feita do mesmo couro do que o casaco que chegava até no meio das pernas. Para acompanhar havia uma bolsa grande e branca que não estava tão cheia assim, por levar somente as coisas mais essenciais. O sapato amarelo florido de cano grosso ajudava a conceber aquele barulho que quebrava o silêncio da rua não muito movimentada.
Alex também usava Prada. O suéter branco de linhas enegrecidas estava se fundido com o seu corpo. A gola subia sua garganta, o que pareceu não o incomodar. Estava usando calça e sapato social como fosse alguém de muita importância e bem atarefado. O cabelos estava cheio daquele gel brilhante e estava um tanto bagunçado, em relação ao de Theo. Fios de cabelo estavam ou para baixo quase colando em sua testa ou estavam para cima como flechas loiras para o ar.
Alex entrou primeiro, depois Theo seguido de Vanessa. O ambiente não estava muito iluminado como o de costume, talvez seja por causa da noite escura que estava no lado de fora e que poderiam ser vistas através das janelas de vidro. O grupo se sentou sem chamar muita atenção na mesa lateral, perto da entrada da pousada. De um lado, Vanessa e Theo e do outro, Alex.
Ruby havia se aproximado deles entregando os cardápios, mas quando ela viu o rosto de Theo, ela imediatamente olhou para Alex como estivesse o reprovando.
– Então pessoas? — Perguntou ela. — O que vão querer?
– Três famosas lasanhas da Granny, Ruby — disse Alex. — E três milk shakes.
– Quais sabores? — Perguntou Ruby novamente.
– Morango, baunilha e... Quer o quê, Theo? — Perguntou Mills.
– Quais sabores tem? — Perguntou Jones diretamente para Ruby.
– Morango, baunilha, chocolate, coco, pêssego, uva...
– Vou querer o de uva, por favor — respondeu Theo. — Ruby.
– Tudo bem, Theo. Uva, morango e baunilha vindo daqui a pouco — informou Ruby antes de se retirar.
Vanessa olhava para Alex como se dissesse: você ainda nem contou para cidade que trouxe o Theo?! Mas Mills tinha outros planos.
– Uva? É meio que raro alguém pedir um milk shake baseado em fruta aqui — comentou Alex.
– Morango é uma fruta, Alex — disse Vanessa, com um sorriso diabólico de vingança em seu rosto.
Theo se conteve, assim como Vanessa, para não rir na cara de Alex.
– Alex, eu tive uma dúvida enquanto eu lia o livro — disse Theo. — Quando cheguei na parte onde a minha mãe teve que se exilar desse mundo, dizia que era por causa de uma maldição que ela carregava e podeira destruir a cidade; e saindo desse mundo o encantamento iria parar de uma vez por todas. Mas só tem um único problema: o livro não explica o que era essas maldição ou quem a enfeitiçou a... Emma. Nossa eu tinha que me acostumar com esse nome. Enfim, é como quem escreveu o livro queria esconder alguma informação ou algo do gênero.
Nesse momento, Ruby havia trazido os milk shakes e disse que as lasanhas já estavam no forno. Theo bebericou o seu de uva e realmente era bom tanto quanto o de baunilha já que parecia ser uma mistura entre os dois.
– É bom? — Perguntou Alex. Theo o retribuiu com uma cara fechada e Mills não havia entendido direito, mas Vanessa sussurrou algo que parecia como: não perca a porra do foco! O garoto... sua ajuda! E depois Alex se voltou para Theo. — Desculpa, mas então. O livro é magicamente escrito por alguém, nós o chamamos de o autor. Podíamos até perguntar para ele...
– E então vamos depois da comida — disse Theo, quase empolgante.
– O problema é que ele não está na cidade, Theo — avisou Vanessa. — Há muito tempo.
– Tipo uns... Sei lá, dezesseis anos? — Indagou Alex.
– Oh... Foi mal, eu nem sabia — desculpou Jones.
– Não tem nenhum problema, Theo — disse Vanessa, sugando o seu milk shake pelo canudo vermelho como sangue.
O celular de Vanessa começou a tocar de dentro da bolsa e então a garota pegou do acessório e foi atender a ligação próximo da entrada do banheiro.
– Mas é sério, o esse suco com sorvete que você chama de milk shake de uva é bom? — Perguntou Alex.
– Prove — disse Theo, empurrando o copo para Alex que bebeu um pouco de seu conteúdo e parecia que tinha gostado do que tinha provado.
– É bom, mas nunca e ninguém irá tirar o milk shake de morango do meu coração — concluiu Alex.
Vanessa voltou para a mesa com a cara chateada, e aqueles dois perceberam isso e se entreolharam.
– Então, eu... Vou... Ao banheiro — disse Theo, saindo da mesa, com certa indiferenciação.
Quando Theo entrou no banheiro e Vanessa sentou novamente na mesa, Alex coçou a parte de trás da cabeça e tentou encontrar as palavras certas para conseguir perguntar para Gold
.
– Quem era? — Ele perguntou.
– Minha mãe — respondeu Vanessa bebendo o milk shake como estivesse tragando em cigarro. — Ela perguntou onde eu estava e se ia voltar para casa. Ela deve ter ficado chateada quando disse que não. E boas novas, Neal convenceu meu pai a deixá-lo a idade que ele tinha quando morreu. Bae perguntou sobre ele e a Emma. Então seria melhor que você evitasse o Theo com os dois, talvez com a volta da Swan, ela pode falar para ele qual é a situação e o colocar a par disso.
– Ótimo plano — exclamou Alex. — E agora devemos contar para ele?
– Claro, não como você ainda não conta as coisas direito para as pessoas — replicou Gold
.
– Seria melhor você fazer isso, então — disparou Mills.
– Mas Theo já te conhece mas tempo e ainda você salvou a vida do garoto, então suas palavras tem mais peso do que as minhas — explicou Vanessa, rapidamente.
Theo havia voltado do banheiro e sentado ao lado de Vanessa e ele via que Alex queria tentar falar alguma coisa.
– Então, Theo você leu a parte do exílio da Emma, não foi? — Perguntou Alex.
– Sim; vocês encontraram alguma informação sobre a maldição? — Rebateu Theo.
– Não é bem sobre isso — alegou Alex, enquanto Vanessa dava tapinhas de consolação no ombro esquerdo de Theo. — Mas é uma outra coisa. Você sabe o motivo de eu ter ido a Portland naquele dia? — Jones meneou a cabeça com um não.
– Bem, depois de uns treze anos, algumas pessoas decidiram que era melhor tentar encaixar uma brecha nesse exílio.
– Indo até onde que ela esteja e voltar com ela a esse mundo? — Indagou Theo, quase gritando.
O volume da voz era tão alta que Alex teve colocar na mão na boca de Jones para poder mostrar para ele que seria melhor diminuir o tom de voz dele.
– E meu pai estava junto com eles? — Perguntou Jones, agora meio preocupado.
– Sim — respondeu Mills.
– E seus pais também estavam com esse grupo?
– Sim.
– Meus avós também?
– Claro.
– E o... O Henry?
– Como não?!
– O que aconteceu com eles? — Perguntou Theo num tom mórbido.
– A pergunta não é o que aconteceu, mas sim, o que pode acontecer com eles — disse Alex.
– Como assim, Alex?
– Não sabemos ao certo, mas depois que eles atravessaram portais para outros mundos para procurar por Emma, coisas estranhas começaram a aparecer nesse mundo — explicou Vanessa e quando Theo ouviu a parte de coisas estranhas não pode parar de pensar naqueles macacos voadores.
– Tipo coisas do passado voltando ao presente pode ser algo bem preocupante quando alguém teve que enfrentar uma multidão de inimigos durante vários anos, meu caro — completou Alex. — E todos nós, e exclusivamente eles, podem estar bem fudidos quanto porcos indo em direção a um abatedouro. Mas eu tenho um plano, porém, tenho uma coisa que você precisa fazer antes que possamos pôr em prática. Pode ser algo muito cansativo, levá-lo até os seus limites que ainda nem chegou, ou melhor, conhecer seus limites. E uma coisa é certa, eu e Vanessa iremos te ajudar, caso você queira participar. Mas quem estou enganando? Você, Theodore Jones, se culparia em não tentar salvar seus pais de perigos que podem voltar ainda mais mortíferos do que nunca. É como mandar seus pais se fuderam no inferno e acho que você que seus pais ficassem juntos, já que somente agora descobriu que sua mãe biológica está literalmente, e hipoteticamente, viva. E quem não gosta de um deficiente, como seu pai, ficar com alguém tão sexy quanto ele... Quero dizer, com alguém que o ame de coração? Mas daí seus pais serem considerados sexys? Os meus parecem que saírem de um pornô sadomasoquista. Os seus gostam do estilo papai e mamãe, enquanto os meus ficam nas mais diversas e perigosas posições até o sol raiar.
A última parte poderia ser considerada engraçada, mas Ruby estava na mesa para entregar as lasanhas e começou a ouvir a comparação de sensualidade feita por Alex Mills. E o mesmo estava tão concentrado nas personas de Theo e Vanessa que nem notou a garçonete até que ela repousou a lasanha na sua frente. A voz do loiro havia se calado pela vergonha que sentia por ela ter ouvido algo que ele somente iria contar para seus amigos — Jones estava mais para conhecido, mas dá tudo no mesmo.
Depois de colocar a lasanha de Theo e Vanessa, a única coisa que Ruby disse antes de sair da mesa foi:
– Theo, Vanessa... Lasanha e Milk shake por conta da casa. Aliás querem mais Milk Shake? — Os dois fizeram sim com a cabeça. — Alex, a gorgeta subiu para 50% a mais, ordens especiais e diretas da Granny.
– Isso foi tão... — começou Vanessa, comendo um pouco da lasanha.
– Awkward! — Completou Theo. — Mas enfim, antes que a Ruby volte com os nossos Milk Shakes, o que queria me contar e eu adoraria participar desse plano, como você deixou bem explícito, até demais.
– Nós precisamos saber se consegue ter o dom da magia — disse Alex.
+++
Theo tinha certeza que havia quebrado mais de dez galhos que estavam no chão daquela imensa floresta.
– Vanessa, tem certeza que é daqui mais alguns quilômetros? — Perguntou Theo, sentindo-se cansado.
– Tenho sim — respondeu ela. — O Alex pode ser meio maluco, mas sempre confie na palavra dele, isso é certo!
Eles estavam andando pela mata durantes vários minutos. Alex não se lembrava direito do lugar para conseguir transportar direito para lá, mas se lembrava da trilha que levava até lá. Além de estar cansado de andar, Theo não sabia como estava conseguindo arranhar a calça jeans que também arranhava um pouco sua perna, não o bastante para começar a sangrar.
Não demorou mais do que dois minutos para chegaram na campina onde Alex tinha prometido levar Theo depois do Granny's. Era bem aberta e ampla, além de ser rodeada por árvores.
– Lembra-me, por que tem que ser no meio da floresta? — Perguntou Theo deitado no chão.
– Não... Chamar... Atenção! Sei que poderia te poupado de uma caminhada no meio de uma floresta mal iluminada, mas se quer praticar magia e num lugar onde terá menos pessoas o possível, a floresta de noite é nossa melhor opção — explicou Alex, ainda animado. — Vanessa que horas são?
– Quase dez horas — respondeu ela.
– O quanto mais cedo melhor — comentou Alex, enquanto Theo pigarreava com certo resquício de uma sensação de inconfortável no corpo e mente dele. — Anda, Jones, o mundo não vai se salvar por si só.
Theo levantou no chão com a cara emburrada, mas era para um bem maior do que ele. Alex sorriu com os lábios mais abertos do que o normal e se inclinou para Jones, com um certo ar cético e profissional.
– Agora como se descobre a magia que está dentro de você? — Indagou ele. — Você precisa sentir e acreditar que você a possui. Por acaso, caso o sangue que você carrega é bombardeado, dentro de suas hemácias e outras substâncias que fazem um sangue humano um sangue, por magia que somente ser precisa ser manifestada. Mas como? Você, Killi-- Quero dizer, Theodore Jones, pergunta. Sentimentos. Ação e reação. A mágica que está dentro de você pode reagir quando você pode ficar em alguma situação de risco, somente se deixe levar pelo pensamento em que pode fazer uma coisa para parar qualquer coisa que fizerem contra você. Acredite. Sinta. Libere. Solte. Tenta valer a pena, okay?
– Eu pareço muito com ele, Alex? — Perguntou Theo timidamente.
– Menos pelos olhos, mas você parece uma miniatura do Killian, garoto — respondeu Alex, se distanciando dele com passos longos. — Está pronto para conseguir se revelar, Theo?
– Por quê não?!
–Então vamos lá, e por favor, Vanessa, se você afastasse um pouquinho do Theo, eu agradeceria — avisou Alex.
Vanessa envolutou uma fumaça roxa que a fez desaparecer onde ela estava anteriormente e agora estava sentada em um galho grosso, o bastante para segurá-la, numa árvore entre Alex e Theo.
Mills dava mais daqueles sorrisos que estava começando a ter um tom bem agouro na sua forma. Os olhos castanhos foram envolvidos em um vermelho quase que escarlate, o rosto estava começando a ficar pálido como de um vampiro. Linhas de arranhões bem profundas começavam a aparecer em seu rosto, todas elas partindo dos olhos.
Theo que acompanhou todos os estágios da transformação de Alex, ficou um tanto apavorado quando viu o resultado final. Mills parecia que estava sendo possuído com um algum demônio maior. Suas palavras pareciam que morriam quando chegavam na sua garganta. Quando Jones se virou para Vanessa, ele podia jurar que ela estava sussurrando algo parecido como: somente uma encenação.
Alex não havia feito nada, mas estava prestes a fazer algo, quando o reflexo do rosto apavorado de Theo refletiu em seus olhos totalmente escarlate. Mills ergueu a mão direita e as chamas logo apareceram, tomando toda superfície e toda a carne e ossos da estrutura. Quando repousou a mão no chão, o fogo se espalhou não demorando para concluir com um círculo em brasas que prendia ele e Theo.
Jones suava frio, além de começar a suar de verdade com aquele fogo ao seu redor. A camisa estava começando a ficar empapada de suor, principalmente nas costas. Theo cruzou os braços e os deixou posicionados para frente de seu corpo. Seus pés estavam tentando ser mais firmes do que poderiam ficar.
Alex tirou uma árvores do lugar — a que Vanessa não estava — e a jogou na direção de Theo. Como ela estava de fora do círculo de fogo, Mills fez com que o fogo — que certamente iria se propagar somente em um parte da árvore — fosse distribuído igualmente por toda sua extensão.
Theo sentiu os pés afundarem no solo, enquanto a árvore em chamas vinha na sua direção, queimando tudo em que tocava. Quando sentiu que a madeira voadora estava chegando cada vez mais perto de sua pele, uma força começava a deixar seu sangue cada vez mais quente, que subia das pernas até os braços. Tudo acontecera tão rápido, um vento seco e quente começava a rodear entre seus pés e subia junto com essa força — se não fazia parte dela- e fez com que Jones empurrasse os braços para frente, mesmo com um risco de serem queimados.
Portanto, tudo ficou escuro para Theo.
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A primeira coisa que ouviu antes de abrir os olhos era Alex, o mesmo de sempre e não aquele invocado que teve de enfrentar, cantarolar Strong Hand do Chvrches com uma certa alegria de sempre. Abrindo os olhos, parecia nevar pequenos pedaços de terra, deixando o grupo bem sujo, o que era ruim — pois ainda estavam usando as mesmas roupas chiques.
Estava deitado no colo de Vanessa que enrolava seu cabelo ainda um pouco duro por causa do gel que começava a perder o efeito. O cabelo dela estava com a sujeira que caia do nos fios ruivos alaranjados dela, como fossem caspa.
E Alex não parava de cantar a música, somente começou tudo de novo, ainda mais veloz pela animação de ver Theo acordado. Ainda era noite, então Jones não se preocupou muito por ter apagado por bastante tempo.
– O que aconteceu? — Perguntou Theo.
– Bem, você pode fazer magia — respondeu Vanessa.
– Vanessa, por quê está nevando sujeira de terra na nossa direção?
– Veja o que você fez, Theo — disse ela, inclinando a cabeça de Theo para cima onde ele poderia ver um pedaço de terra flutuando — com uma certa distância deles — acima de suas cabeças e depois e esse mesmo pedaço começou a cair lentamente no chão. Alex havia saído da frente de Jones onde ele pode ver uma cratera.
Quando aquele pedaço preencheu a cratera, Theo conseguiu ter forças para se levantar e Alex terminou de cantar a música freneticamente.
– Então, eu fiz isso? — Indagou Theo.
– É isso aí, cara — disse Alex, colocando o braço direito sobre Theo. — Agora precisamos controlar esses poderes e treinar mais um pouco. Já que a magia parece ser tão natural quanto a cor do seu cabelo, não vai ter nenhum problema de tempo para aprender boa parte do que existe.
– Fiquei apagado por quantas horas? — Perguntou Jones.
– O que você fez desencadeou uma corrente de vento muito forte o que fez você voar e bater a cabeça no chão — explicou Vanessa. — Uns vinte minutos que você ficou apagado.
– Então o que você acha de continuar seu treinamento e salvar seus progenitores? — Perguntou Alex.
– Por mim, tudo bem — disse Theo.
– Eu acho que ele vai ficar confortável em lugar melhor — disse Vanessa, invocando uma fumaça roxa que fizerem eles desaparecerem da floresta.
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