Punch Me - Oneshot
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Sofrer pelos os abusos da sociedade é difícil, todos fazem com que te sintas inferior e um nada perante seus olhos e seu estatuto social.
Ser agredido pode por vezes ser mais difícil de suportar do que nós imaginamos. Não só fisicamente mas tambem psicologicamente, ataques frequetes e cada vez mais agressivas.
Palavras baixas, palavras que atingiam o seu ponto mais fraco, palavras que te dizimam a um nada, palavras que te faziam rever cada entre-linha do seu passado e do seu futuro, palavras que ficam marcadas em sua cabeça e que nunca vais ser capaz de delatar da tua vida mesmo que sigas em frente e nunca mais venhas a ver quem um dia te pisou.
Dias se viraram semanas, semanas viram meses e meses viram anos, e nada do que um dia acreditas-te volta, nada do que tu sonhaste um dia pode futuramente ser realizado e nada do que tu querias faz sentido.
Ser ridicularizada, ser esculachada pelos os colegas da turma, ser motivo de chacota, ser motivo de olhares de pena e para outros ser motivo de altas gargalhadas que faziam questão de dar na minha cara quanto tu mais querias ser forte para ser superior aquilo que eles te faziam passar.
Sentir o medo te dominar para onde passas, sentir que por onde passava havia alguém que podia te fazer passar por um momento ridículo. Só eras idoletrado se chegasses á escola com roupas de marca, só eras respeitado se fosses rico e só eras notado se usasses aquelas roupas ridiculamente brilhantes e curtas.
Essa não era o tipo de pessoa que eu custumava ser. E nunca gostei desse tipo de roupas estremamente estravagantes, sempre fui de usar roupas mais tapadas, eu adoro o meu corpo mas nunca o usei para mostrar o que não devia para ganhar qualquer coisa ou posto social numa escola onde mais cedo ou mais tarde irás abandonar e depois? Para que nós servirá o posto de mais popular da escola no dia á dia depois da escola? Não nós servirá de nada. Será uma parte da nossa adolescencia que no futuro nao passará de uma mera recordação.
Vocês devem estar a pensar que eu sou uma daquelas rebeldes que é contra tudo o que é popular ou rico da minha escola não é? Mas não ... Sou apenas uma adolescente , sofredora de ataques constantes dos meus colegas da escola, sou apenas uma adolecente que tenta passar a fase do colegial sem grandes traumas. Quase impossível como é obvio ...
Chorar já não valia a pena, implorar para que parassem não adiantava de nada simplesmente piorava toda a situação, me esconder passava a ser uma missão quase impossível porque eles sempre acabavam por me encontrar.
Abri os braços e deixei a leve gruna da manha se misturasse com as minhas lágrimas que já corriam em meu rosto livremente e sem pudores mesmo que de nada elas adiantassem para o que eu estava prestes a fazer. Elas simplesmente limpavam minhas feridas que sangravam cada vez mais a cada dia que passava.
Olhei para baixo mas nada vi já que os meus olhos estavam nublados pelas lágrimas e meu peito doia pela dor que á anos guardava em meu peito.
Estava libertando ela tarde demais. Poderia ter evitado todo isso mas ... onde estava a coragem para colocar um basta em tudo isso?
A escola era o único sitio alto de onde se podia ver toda a minha cidade. Onde vivi desde sempre e onde foi criada pelos os meus pais.
Meus pais … A dor da primeira ferida ainda ardia sempre que eu falava ou pensava neles. Quando eu olhava para o passado e me lembrava daqueles que me deixaram assim que completei meus 15 anos de idade.
Foi quando todo começou a descambar na minha vida.
“Um fardo que os seus pais se livraram tarde de mais.” – As palavras da minha avó assim que foi entregue a ela. Velha maldita … Foi a primeira a me maltratar.
Olhei mais uma vez para a cidade que agora acordava aos poucos para mais um dia. As pessoas se preparavam para retomar do ponto em que ficaram no dia anterios. Como se nada mais acontecesse á volta deles. Cada um em seu mundo. Cada um por cada um.
Olhei em volta para decorar pela a ultima vez cada canto daquela cidade que me viu crescer, ser feliz por um tempo, que me viu sofrer a cada dia que passava e que agora iria me ver morrer.
Ouvi o motor dos carros dos alunos e professores a entrar no estacionamento da escola para mais um dia de aulas. Todos ali eram culpados pelo o meu acto de desespero, todos ali eram culpados por anos de medos, sofrimentos e choros.
Eu não estava ali para chamar a atenção de ninguém, so queria que vissem o que leva uma pessoa que sofre com julgamentos, injurias, ataques, surras e principalmente a falta de compreensão com o ser Humano a fazer depois de anos em desespero.
Ouvi um grito masculino vindo do estacionamento e o meu nome foi chamado em desespero, fechei meus olhos e meus braços que estavam caídos ao lado do meu corpo foram abertos e os gritos duplicaram ou quem sabe triplicaram.
O vento soprou com toda a intensidade quando eu dei um passo para a frente até ao limite da larga borda onde eu estava em pé pronta para me jogar dali. O vento parecia que queria que eu não fizesse o que eu tinha em mente, como se me manda-se pra trás para que não acabasse com a minha vida daquela forma.
A chuva e o vento acariciavam o meu rosto como se quisesse que eu me acalma-se, como se fossem meus companheiros naquele momento complicado e desesperado que eu estava a passar. Engoli em seco como se toma-se a coragem necessária para me jogar dali .. me entregar á morte que era certa!
Quando eu ia me jogar um toque quente e forte em minha mao me impediu de continuar o caminho da paz que a morte iria me dar. A paz que eu estava necessitando naquele momento.
- O que você esta fazendo Isabella? – Me virei brevemente em direção da voz e vi um Edward desesperado ali em pé me segurando. Tirei minha mão da sua e me virei de novo para a frente. Ele era um dos meus grandes motivos para eu fazer o que eu tava prestes a fazer. Eu que um dia amei ele … Mais que a mim mesma. — Sai daí Isabella por favor! – Ele gritou e olhei para baixo vendo pessoas sussurrando entre si e outras com os olhos colados em mim esperando meu próximo passo. Aposto que todos estavam desejando minha morte. E outros concentreza desejando que o brinquedo diario não se matasse para a escola nao perder a graça.
- Sai você daqui me deixe em paz de uma vez por todas! – Gritei para ele e quando eu ia a saltar ele me segurou de novo e meu corpo todo desejou que nada daquilo estivesse acontecendo e que nunca tivesse conhecido ele.
- Isabella o que você pensa que vai fazer? Desce daí pelo amor de Deus! – Ele parecia desesperado da maneira que ele falava. Não liguei e continuei a fintar o chão a alguns metros de mim. Toda a escola e alguns que moravam por perto estavam ali assistindo ao mais recente show dramático da cidade. – Isabella você vai acabar morrendo se você se jogar daí. – Soltei minha mão da dele com força me desequilibrando um pouco e todo o mundo gritou pelo susto da minha quase queda.
- Essa é a minha intenção Cullen. – Falei num tom normal para que somente ele ouvisse.
Mais uma vez respirei fundo ganhando coragem para acabar logo com todo o meu sofrimento e dei mais um passo em frente mas a mão quente e grande Edward me impediu de novo de seguir meu plano.
- Você só pode estar de brincadeira Isabella! Você não pode fazer uma loucura dessas. Está acabando com sua vida! Olha a altura desse negócio quando chegar lá embaixo vai se quebrar toda! – Ele gritou e meus olhos precorram mais uma vez o estacionamento agora cheio.
Respirei fundo e soltei meu braço para poder me mexer e me virei de costas para o estacionamento e de frente pra ele. Ele chorava … Ele chorava? Porque?
- A culpa é sua Cullen! Sua e de seus amigos que pensam que eu sou um saco de pancada! Eu vivo e tenho sentimentos, tenho uma alma que aclama por paz que vocês não me dão desde que meus pais desapareceram na merda desse mundo! Dentro de mim um coração bate e que esta profundamente maguado e que está sangrando cada vez mais a cada dia que passa! Eu tenho uma coisa que você faz questão de matar a cada palavra e a cada humilhação. DIGNIDADE! – Gritei para todos ali ouvirem. Eu estava me libertando a cada frase … me libertando a cada grito, a cada palavra… anos de sofrimento sendo libertados numa só frase. Estava ali a minha chance de gritar para o mundo todo o sofrimento que eles me fizeram passar. – Eu fui humilhada por anos seguidos, implorando para que parassem, pedindo e por vezes implorando e vocês riam .. enquanto eu me desabafa no choro estendida no chão por conta de uma brincadeira. – Gritei pra ele … que chorava suas lagrimas misturadas com a chuva iguais ás minhas. A sua atitude estava me confundindo.
Seus olhos verdes estavam negros de culpa e pelo sofrimento. Mas o que ele estava fazendo?
Edward deixou sua mochila cair no chão e logo de seguida seus joelhos sederam e ele estava ajoelhado á minha frente e sua cabeça levantada para me olhar. O silencio reinava ali e no estacionamento que consertaza ouviam os meus gritos de libertação. O barrulho da chuva era o único que perturbava o silencio tenso que estava ali.
- Isabella… — Ele começou com a voz um pouco embregada pelo o choro e meus olhos ficaram novamente cheios de lágrimas sufucadas e dolorosas. – Eu te imploro não faça isso por favor! – Suas lágrimas vertiam juntamente com as minhas que caiam novamente pelo meu rosto. Aquele ali ajoelhado era o Edward que eu amei no começo … aquele era o menino que me fez sorrir quando me mudei … era ele denovo. Sorri levemente ao me lembrar do menino de cabelos estranhos com uma falha entre os dentes que se apresentou vermelho de vergonha … mas depois tudo mudou, num dia melhor amigo e no outro me humilhou para participar na equipe de equipe de futebol americano da escola. Meu sorriso se fechou e ele me olhava chorando.
- Você ta implorando? – Sussurei e ele acenou com a cabeça positivamente. Neguei com a cabeça e me virei pra frente de novo para o estacionamento lotado de “espectadores” que esperavam pelo meu próximo passo. – E os anos que eu implorei pra você me deixar? E as vezes que eu chorava pedindo piedade para não me fazerem mal? Eu cansei de viver assim, cansei das partidas idiotas, cansei das piadinhas infames. SOU HUMANA CARAMBA! – Gritei para ele. Fechei os olhos e depois de respirar fundo os abri de novo. Eu precisava de colocar um fim em tudo aquilo. – Não se humilhe Cullen … se ergua e continue .. foi isso que você sempre fez! – Olhei por cima do ombro e ele caminhava na minha direcção. – Eu não sou uma pessoa rancorosa só não cometa o mesmo erro duas vezes .. ! – E me joguei do lugar onde estava mas uma mão me segurou quando ouvi um grito uni sonoro vindo de todos que me observavam dali de baixo.
- Não vou deixar você morrer Isabella… não agora que eu ia tentar me redimir de tudo o que eu te fiz so para entrar numa equipe de futebol que só me afastou de você. – Minhas unhas se cravaram em sua pele e sua força diminiu por causa da dor. Eu precisava que ele me deixa-se em paz de uma vez por todas. Queria paz. Eu não podia acreditar em suas palavras mais uma vez. Não depois de tudo o que se passou.
- Me deixe cair Cullen.. Eu não quero viver mais só me deixa cair de uma vez por todas.. – Fechei meus olhos deixando as lagrimas caírem. Estava sendo cada vez mais complicado para mim tudo o que eu estava ... cansada.
- Nunca … nunca mais deixo você cair como á anos atras. — E ele me puxou reunindo toda a sua força e logo que eu estava a salvo ele me abraçou apertado enquando eu chorava em seus braços pelo cansaço de todo aquilo.
- Eu tô cansada de sofrer Edward ... — Eu chorava em seus braços enquanto ouvia uma salva de palmas no andar de baixo depois que Edward me salvou de mim própria.
- Eu juro Isabella … nunca mais você vai sofrer com maltratos ou humilhações eu protego você. – Ele sussurrou em meu ouvido enquanto seu choro se juntava ao meu e todo o meu corpo começava a tremer pela força da adrenalina que ainda estava em meu organismo.
- Don´t punch Me! – Sussurei sem forças por causa do meu choro desesperado e angustiado de á minutos atrás.
- Never! – Senti seus lábios em meu rosto e depois de leve em meus lábios como uma leve caricia e todo o meu espirito ficou leve me levando para um lugar desconhecido mas doce.
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