Notas iniciais
Desde a primeira vez que escutei essa música me apaixonei por ela, eu sabia mais ou menos a letra quando eu a ouvi no Bootcamp 2 do X Factor, a versão é bem pequena, mas muito boa, então continuei escutando a versão completa cantada também por uma competidora de X Factor, aí decidi escutar a versão original, uma melhor que a outra!
Espero que gostem e boa leitura.
Escutem a música, pra vocês verem como ela é linda!:
http://www.kboing.com.br/foster-the-people/1-1085187/

PLAY ►►►►►►


Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia estavam em Cabridge, na casa dos tios Robert Arnaldo Scrubb e Alberta Pevensie Scrubb, esperando para se juntar aos pais nos Estados Unidos.



Eles não teriam mais aventuras em Nárnia, pois Edmundo e Lúcia já cresceram, mas Eustáquio ainda teria o privilegio de ir mais uma vez.


Cabridge era uma cidade muito pacata e sem graça ao sul de Londres, quase uma cidade de interior, sem nenhum lugar de diversão e não tinha ninguém que os Pevensie conhecessem além da família Scrubb.


Ao menos tinham um quintal amplo, com o gramado fresco, e o ar limpo, onde era o lugar preferido deles, mas já estavam cansados de inventar brincadeiras, queriam algo diferente!



Eles estavam em cima de uma árvore de cerejeira plantada por tia Alberta, mas sem nenhum fruto. Estavam entediados e completamente sem assunto, o vento estava frio e confortável. Lúcia olhou para o céu e deduziu:



– Vai chover!



– Não me diga! – disse Eustáquio sarcasticamente.



– Isso aqui é uma chatice! – desdenhou Edmundo.



– Se ao menos tivesse alguma coisa pra gente brincar! – disse Susana.



– O senhorzinho Scrubb aí só tem baratas de borracha – insultou Pedro enfadonho, mas Eustáquio pareceu nem ter ouvido.



– Você não tem alguma coisa interessante no seu baú de brinquedos? – perguntou Lúcia.



– Uma arma seria bem útil, mesmo que as balas fossem suas baratas de borracha Eustáquio – disse Pedro, e ele e Edmundo começaram uma discussão sobre armas.



– Ei! Uma vez eu encontrei algumas armas que não pareciam de verdade, numa caixa no guarda-roupa dos meus pais, – disse Eustáquio.


– Será que ainda estão lá? – perguntou Pedro animado.


– Papai está em casa, e ele ficou furioso quando eu as toquei pela primeira vez, mas elas são de mentira – disse Eustáquio.



– E o tio Robert está aí não está? – perguntou Susana, pois as vezes era incerto saber da presença do tio, ele chegava e não falava nenhuma palavra, apenas lia o jornal.



– E que diferença faz? – resmungou Edmundo.



– Meu pai é muito rude quando quer Edmundo – disse Eustáquio e Edmundo revirou os olhos.



– Bom, então temos que bolar um plano para ir até o quarto dos seus pais, e vai ser você Eustáquio! – disse Pedro.



– O plano é o seguinte, você vai vestir as botas do seu pai pra não fazer barulho, vai entrar de fininho no quarto dos seus pais, e toma cuidado pra que o tio Robert não te veja, pega a caixa com as armas e o mais rápido e silenciosamente possível você vem para o quintal – disse Pedro.



Eustáquio vestiu as botas de Cowboy do pai, ele é engenheiro agrônomo de uma cidade a 500 quilômetros ao sul de Londres, ele nasceu e cresceu no interior.



Robert estava lendo seu jornal na sala, e mesmo assim estava de olho em todos os cantos da casa, Eustáquio estava com medo e por hora se escondeu na cozinha.



Nem um dos Pevensie acreditaria, mas tio Alberto era bem ágil com as mãos, só Eustáquio sabia, e ele temia uma bronca do pai.



Depois de um tempo Eustáquio achou que seu pai estava dormindo, mas ainda via a fumaça do cigarro que ela fumava, ele decidiu arriscar dando passos tão leves como plumas de ganso, as palmilhas das botas ajudavam muito. Eustáquio ia pondo o pé direito no quarto dos pais sentiu a mão pesada do seu pai no seu ombro.



– O que você está indo fazer aí filho? – perguntou Alberto. Eustáquio achou esquisito, ele mal escutava o pai falar e aquela voz lhe parecia extremamente familiar era a voz de... Aslam!



Ao ter esse pensamento Eustáquio assustou-se e olhou para o rosto do pai, ele estava sorridente.



– Eu não imaginaria que você fosse o primeiro a descobrir – disse Aslam.



– Eu não acredito! Esse tempo todo você era o meu... – disse Eustáquio ofegante.



– Eu e seu pai nos conhecemos a um tempo, quando você nasceu ele morreu, ele estava tão preocupado com você e sua mãe que me pediu pra vigiá-los de perto, já se perguntou porque não tem irmãos? Sua mãe sabe a verdade, e agora você também – disse Alberto, ou Aslam. – Mas não conte aos seus primos, deixe que eles descubram por si mesmos, pegue o que estava procurando e se divirta.



Eustáquio não cabia em si de tão feliz, aquilo ainda era confuso, mas ele estava feliz, não tão feliz por não ter conhecido o seu verdadeiro pai, mas pelo menos Aslam estava ali, para protegê-lo sempre, e ele também soube que aquelas botas eram presentes de Arnaldo para Eustáquio.



As armas estavam lá, elas tinham uns cinquenta centímetros, segundo Aslam, Robert usava como treinamento no exercito, e as munições eram tinta.



Eustáquio ligou para Jill, e logo se formaram os times. Pedro e Edmundo estavam radiantes com as armas de paintball.



Os times foram: Eustáquio e Jill, Edmundo e Lúcia, e Pedro e Susana.



Eles arrumaram de absolutamente tudo para formarem a arena, tijolos, entulho, areia, galhos, arbustos, e cada um tinha a sua base.



Os tiros de tinta doíam bastante, Pedro foi xingado por Edmundo de apelão, pois era muito bom.



Lúcia andou se arrastando até a base de Pedro e Susana, tomando a arma das mãos de Pedro, mas Jill conseguiu pegar a arma de Susana e Pedro de Edmundo e Lúcia, Susana e Pedro recuperaram a arma deles e mais a de Eustáquio e Jill.



Lúcia, Edmundo, Jill e Eustáquio se uniram para tirar as armas de Pedro e Susana, num empurra, empurra e atira, atira, Edmundo e Lúcia acabaram vencendo.



Eles brincaram daquilo a tarde toda, e quando terminaram no outro dia estava cheios de hematomas pelo corpo todo, mas valia apena, e eles perceberam que poderiam ter dias e tardes tão mágicas e divertidas quanto em Nárnia.



E quando a guerra acabou, e os Pevensie foram para os Estados Unidos, deixaram muito saudade na casa dos Scrubb e quase se negaram a ir quando descobriram que tio Arnaldo era na verdade Aslam, não poderia ser um verão melhor, e eles prometeram durante todos os verões passarem em Cabridge para visitar o primo.


Notas finais
Ficou bom?
Gostou?
Merece um review?
Escutou a música?
Gostou?
E á alguns leitores de "Relíquias Perdidas", pergunto se abandonaram a fic, faz muitos capítulos que alguns de vocês nem dão sinal de vida, a fic tá chata? tá ruim? ou um porre?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!