Pump It

2 Yeah, That's the Speed


Notas iniciais
Quando a "parte da música" chegar, deixe a música Pump It - The Black Eyed Peas de fundo em looping, acredite, vai ficar muito mais emocionante ;)

Era dia de entrega de trabalho e eu tava muito estressado, mais do que o normal. Consegui tirar uma boa nota com a ajuda de um nerd que, na verdade, fez tudo sozinho só pela chance de conversar com uma garota bonitinha da turma que eu podia desenrolar pra ele. Não sei se rolou e nem queria saber, só sei que mais um semestre estava salvo.

Saí assim que o sinal bateu. Nem falei com meus amigos, não aguentava mais estar lá. A faculdade ficava no centro da cidade, a área era movimentada nos dias de semana, mas era meio deserta aos sábados e domingos; o dia de entrega de trabalhos sempre é sábado, ou seja, a gente ia cedo pra lá só pra apresentar o trabalho e ir embora, não demorava mais de duas horas. Uma bosta, mesmo.

Bom, eu tava tranquilamente ouvindo minhas playlists nas ruas do centro de Copa City quando de repente eu ouço umas batidas mais altas que minhas músicas e tiro o fone. Eu tava do lado do maior prédio comercial de Copa City. O prédio era alto e era muito grande, o estacionamento também era insano de enorme. Eu tava na rua dos fundos, que ficava atrás do estacionamento; era muito estreita, só cabia uma pessoa.

De repente ouvi um tiro vindo de dentro do estacionamento e não esperei pra sair correndo o mais rápido que pude. Só que do nada saiu uma nuvem de fumaça da porta dos fundos do estacionamento que bloqueou minha visão da pequena rua. Já tava ficando assustado, dei meia volta e fui correndo de onde eu vim. Tava quase chegando do outro lado quando um cara surgiu de uma outra porta com uma arma na mão!

– Ei, muleque foge não! – Ele apontou a arma pra mim quando eu tava quase me virando. Mais um pouco e porra, eu teria morrido! – Bora, vem cá, carajo! – Eu fui até ele com as mãos pra cima, não tava mesmo afim de morrer. – Tu vem comigo. Segura essa porra. – Ele me deu um saco preto pesado e me puxou pela gola da camisa. – Agora corre! – A gente começou a correr em direção à estrada; ele tinha saído de dentro do estacionamento e tava com uma arma na mão. Meu deus, ele tentou matar alguém lá dentro? Ele matou?

A gente chegou na calçada, o bandido olhou pros lados, procurando alguma coisa. – Porra, cadê ela?! – Parei pra olhar pra ele. Ele tinha uma cara de estrangeiro, parecia mexicano. Tinha uma barba e bigode de gente mexicana e o sotaque também era de gente mexicana. Só faltava o sombrero que tava feito.

– Ei, vocês! Mão pra cima! – Dois policiais estavam chegando perto e o mexicano atirou no chão!

– Parados! No se muevan senão eu atiro no garoto! – Agora ele tinha apontado a arma pra minha cabeça. Os policiais hesitaram em agir. – Isso, ahora, larguem as armas no chão. – Eles estavam se olhando com dúvida. – AHORA! – Eles jogaram-nas no chão, mas um deles pegou o rádio!

– Reforços no Edifício Central, é uma emergê... – BANG, o mexicano atirou na perna dele. O outro policial se abaixou pra proteger o colega caído. O mexicano tava se preparando pra atirar no policial que sobrou quando uma buzina tocou perto dali.

Do nada surgiu uma picape tunadassa absurdamente linda saindo do estacionamento com fúria! A picape era toda vermelha com labaredas em tons de laranja, tinha umas partezinhas douradas e uma logo de macaco dourado na frente. Era muito, muito linda. E a motorista era mais linda ainda.

– Procurando alguém? – Ela fez uma entrada muito triunfal, meu deus.

– Carajo, tu demorou muito, vai se fuder! Pera... Cadê a Serpente?! – O mexicano gritava com a motorista enquanto tava me empurrando pro banco de trás do carro, ainda apontando a arma pra mim. A motorista era muito gostosa, era loira com mechas vermelhas, tinha os olhos castanhos mais claros que eu já vi e se vestia tipo uma adolescente rebelde com piercings, e era exatamente esse o meu tipo de mulher.

– Ele tá chegando, tava pegando mais do outro carro, quem é esse garoto? – Ela olhou pra mim pelo retrovisor e só aí percebi que eu tava com cara de assustado.

– Estaba passando pela rua e peguei o muleque; vai atrapalhar la policia, vai por mim. Se tentar se soltar, te mato em um segundo, ouviu? – Ele tava me amarrando com uma corrente. – Lá vem ele.

Olhei pela janela e a fumaça ainda tava lá, só que tinha outra pessoa saindo dali. O cara vinha correndo com uma mochila gigante nas costas e dois fuzis na mão. Ele era o estereótipo de um líder de gangue, negro, óculos escuros, cabelo preto com tranças longas, jaqueta preta, cordões e pulseiras. E ele tava muito feliz, vocês não estão entendendo, ele tava quase rindo.

– Cheguei, porra! Acelera isso e vamo embora daqui hahahahaaa! – Ele entrou rapidamente no banco da frente, tacou a mochila em mim e ligou o rádio no volume máximo. Tava tocando Pump It e eles gritaram junto com o pessoal da banda o grito de guerra da introdução antes de correr de vez.

– Ha, haa, HAAAAAAA! – BUM, a picape explodiu de velocidade, tava me sentindo num carro de corrida! Meu deus isso foi muito foda! Mas a alegria meio que acabou quando ouvimos a sirene da polícia. Olhei pelo retrovisor e tinha dois carros da polícia atrás de nós e eu comecei a ficar preocupado. Senti os tiros deles, meu deus, eu sou inocente e eles poderiam me matar!

– Para não, Tanisha, eu e Juan cuidamos desses cuzões, vamo nessa caralhoooo! – O chefão puxou o fuzil, abriu a janela e começou a atirar nos policiais. Juan, o mexicano, tirou um estofamento do banco em que ele tava e nele tinha um guidão de metralhadora escondido! Caraca os caras são profissionais mesmo! E a música não parava, caraca isso tava muito bom.

Mano, eu tô num carro que eu não conheço, com gente que eu não conheço, fugindo de gente que eu não conheço por causa de alguma coisa que eu não faço a menor ideia do que é! Tá tendo tiro, música alta, correria absurda e isso tudo ao mesmo tempo! E o mais estranho...

É que eu tô curtindo muito!

Notas finais
Obrigado por lerem mais um capítulo! Se gostou, não se esqueça de divulgar, tamo junto, pessoal :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.