Pulsação

9 Ei Torvald!


Notas iniciais
AOOOOOW ME DESCULPEM PELA DEMORA!
Então, a vida tava foda e a inspiração para continuar também. Fiquei até as 6:20 da manhã escrevendo este capítulo e pretendia ter colocado o capítulo logo cedo, mas fiquei procurando por músicas para esse capítulo. Achei só duas músicas e tem pedaços que lerão sem música é só repetir a música e ir curtindo, rs. Esse capítulo foi por um lado muito fácil e por outro muito difícil, no final eu explico.
Espero que vocês gostem muito desse capítulo assim como eu.
Capítulo ainda maior do que o último.

Estou aqui torcendo para que gostem.

Massive Attack - Paradise Circus Zeds Dead Remix - http://www.youtube.com/watch?v=u8C-ZTQJIkU
Kings of Leon - Sex on Fire - http://www.youtube.com/watch?v=RF0HhrwIwp0

(Sex on Fire) Helga acordou assustada, tinha dormido sentada num banco da delegacia ao lado de Torvald. Meia dúzia de pessoas do colégio estava ali também, todos os garotos problema. Helga queria muito perguntar para T. o que ele tinha feito, se tinha feito alguma coisa, mas na delegacia não poderia. Helga sentiu um tremor percorrer o corpo quando imaginou Big Bob atendendo a uma ligação dizendo que ela estava na delegacia, mas eles não tinham nada para incriminá-la.

–Eu quero ir embora – Helga falou firme

–Não pode – respondeu um policial alto, esguio de cabelos grisalhos.

–Vocês não tem nada contra mim – os outros garotos começaram a cochichar e se mexer em seus bancos

–Recebemos uma denuncia anônima de tráfico durante a festinha de vocês – imediatamente os garotos se calaram

–E o que eu tenho com isso? – Helga continuou retrucando

–Enquanto não soubermos quem foi, todos continuarão aqui

–Vocês não podem fazer isso e mesmo se pudessem todos da festa deveriam estar aqui! – Helga bufava

–Apenas os que fugiram da festa e de nós estão aqui. Os que apresentam comportamento de culpa.

–Você não pode me manter aqui só porque eu tive comportamento de culpa!

–E o que você vai fazer? Quer que eu ligue pro papai? Até onde sei o seu pai não é muito tolerante com pessoas que quebram regras.

–O que você sabe do meu pai? Você não o conhece! – Helga gritou e sentiu uma pontada apertando o coração, será que ele estava preocupado com ela?

–Na verdade conheço. Trabalhei para o Big Bob anos atrás, ele não gostaria de receber uma ligação minha. Se eu estivesse no seu lugar, me manteria calada.

A garota passou as mãos pelos cabelos nervosamente, o vestido estava todo amassado, a maquiagem borrada, os pés estavam doloridos e sujos por ter andado sem os saltos. O corpo doía como um reflexo do nervosismo que estava passando ali, tudo o que precisava era ir pra casa e descansar. Torvald passou o braço por cima de seus ombros e ela se encostou novamente nele, um sentimento do culpa e medo a perseguiam. O que ele faria se descobrisse do beijo que Helga e Arnold compartilharam? Ele tinha outras garotas, não tinha? Ela não era exclusividade dele, assim como ele não era dela e assim eram felizes, não eram?


Helga, Torvald e todos os garotos foram liberados pouco depois do amanhecer por falta de provas, tinham ficado na delegacia por quase 3 horas. De repente Helga percebeu que não queria ir pra casa, não queria enfrentar Big Bob, se é que ele percebera a sua ausência.

–Torvald, podemos ir a algum lugar? – Helga perguntou com a voz arrastada

–Onde Helga? – ele perguntou prontamente

–Não sei, acho que depois do susto que você me deu, não quero ficar sozinha – Era difícil para Helga admitir.

–O susto que eu te dei? Helga que ideia foi essa sua de ir atrás de mim? – O tom de voz que ele usava era firme

–Eu fiquei preocupada com você seu imbecil! — Ela falou mais alto e socou de brincadeira o ombro dele

–Ah, agora sim é a minha Helga – Torvald falou rindo.

–Babaca – Helga retrucou em meio a um sorriso – Tenho que ir pra casa, Big Bob vai me matar

–Preciso buscar minha moto na Rhonda

–E procurar seu celular... – Helga falou baixo

–Também

Helga quis perguntar a ele sobre a foto no celular, mas se conteve. A garota foi andando lentamente para casa, sentindo o estômago ainda um pouco embrulhado, a cabeça doendo com o cansaço e os olhos lacrimejando com o sol forte batendo em seu rosto. Ela estava maltrapilha, andava um pouco descalça e um pouco de salto, por que o s pés doíam com o salto e a calçada machucava os pés.

Big Bob que estivera cochilando na poltrona da sala acordou num pulo quando ouviu a porta da entrada se fechando atrás de Helga e correu para confrontá-la.

–Você sabe que horas são Helga? – Perguntou com a voz baixa e assustadoramente calma

–Que horas são Bob? – Helga perguntou e largou os saltos que caíram no chão com um baque

- São 7 horas da manhã Helga!

–O que você quer que eu diga Bob? – Ela continuava hostil, mas o tom calmo de seu pai a deixava preocupada.

–Quero que me diga onde esteve. Olhe para você Helga! Descabelada, fedida, suja! – Helga sentiu o corpo estremecer e lágrimas querendo escorrer por seu rosto. – Me responda sinceramente pelo menos uma vez na sua vida. – A voz dele permanecia firme, porém não tão fria.

–Fui numa festa Bob, não estava jogada nas ruas como deveria. Se dependesse de você e da Miriam eu estaria jogada por aí, Bob. Estava numa festa com meus amigos do colégio, estou suja porque não tinha dinheiro para um taxi e vim andando.

–Jogada num canto? Não seja tão ingrata Helga, você tem um teto sobre sua cabeça e um muito bom por sinal. Você tem roupas boas, veja o que está vestindo.

–Essas roupas não são minhas, Bob.

–Mesmo assim Helga, você não está largada, eu e sua mãe nos importamos muito com você.

–E onde está ela agora? Jogada no sofá com uma vodka nas mãos! – Helga apontou em direção ao sofá – Isso não é mãe, Bob!

–Helga... – ele começou

–Não! Não comece com essas historinhas, ela vai morrer deste jeito e parece que você não se importa! – Helga não conseguiu impedir que duas lágrimas saíssem

–Mas é óbvio que me importo Helga! Nós não temos dinheiro para o tratamento Helga, não temos! – Ele falou pausadamente

–O grande Big Bob está falido?! – Ela perguntou sarcástica

–Não estou falido, mas os negócios não vão bem, não o suficiente para ajudar sua mãe – Bob parecia finalmente sentir alguma coisa e era triste de ver, Helga sentiu o coração apertar ao ver seu pai triste, genuinamente triste.

–Eu... Eu posso trabalhar Bob, posso ajudar! – Ela falou com cautela

–Não Helga, você precisa estudar para conseguir uma bolsa em uma faculdade e melhorar de vida. Eu e sua mãe vamos nos virar.

–Pai ... – Ela sussurrou e ele não ouviu. – Bob! – Ela chamou tristemente já chorando

–Vá para o seu quarto Helga – Ele falou manso. – E a propósito, você está de castigo!

Ela pensou em retrucar, mas desistiu e foi para o quarto. O coração batia rápido e estava apertado. Respirou fundo algumas vezes e foi para o banho. Era muito no que se pensar. A noite ao lado de Arnold onde se sentiu feliz e completa, a madrugada na delegacia com Torvald onde sabia que deveria estar e ao mesmo tempo estava aterrorizada. E agora pela manhã com o pai demonstrado sentimentos e ela descobrindo que a mãe não podia se tratar...

Depois do banho demorado Helga tentou dormir para descansar, mas não conseguiu, sua cabeça estava a mil e ela ainda pensava em seu plano. O que ela precisava agora era de uma amiga, talvez Phoebe pudesse escuta-la, talvez não. Ela, no fim, só tinha a Torvald.

H. – Hey

T. – Descansou?

H. – Não consigo.

T. – O que está fazendo?

H. – Pensando

T. – Em quê?

H. – Em você.

T. – Se isso for verdade, fico muito feliz

H. – Ta onde?

T. – Em casa

H. – Vamos ao casebre?

T. – Acho que ninguém vai pra lá hoje

H. – Vamos

T. – Vou te buscar

H. – Não buzine

T. – OK

Helga procurou por sua touca e jaqueta de couro e se arrumou. Abriu a janela do quarto e saiu pela escada de incêndio. Esperou no beco por menos de dez minutos.

–Essa é a Helga que eu conheço, saindo escondida e com roupas confortáveis.

–O vestido é confortável – Ela falou se aproximando dele

–Não parece. Você estava estranha, toda menininha.

Ela subiu na moto sem continuar o assunto. Ela não conseguia ficar longe de Torvald, mas quando estava perto não conseguia ser inteiramente sincera.

Chegaram ao casebre e Helga não sentiu vontade nem de fumar nem de beber, estava ainda atordoada. Ficou no sofá em silêncio observando Torvald pegar um copo, gelo e servir alguma bebida que ela não havia identificado. Ela queria continuar o plano e ao mesmo tempo estava apreensiva, mas Helga era de tomar atitudes não de recuar apreensiva. Essa era a fase dois: Tornar seu relacionamento com T. mais concreto e sério, ela sabia que apenas uma coisa faria com que ele se prendesse nela de uma vez por todas.

(Paradise Circus) Ela esperou pacientemente enquanto T. terminava a bebida e então o beijou, intensamente e ele retribuiu. Ele segurou-a pela cintura enquanto ela passava as mãos por seu peito e barriga, notando que ele havia malhado ultimamente. Helga se jogou para cima de T. e sentou-se em seu colo, beijando seu pescoço e a cada mordidinha que dava ele apertava sua cintura. Ela gostava de sentir as mãos fortes dele em seu corpo, gostava de sentir o corpo dele esquentando em baixo do corpo dela, gostava de ouvir seus suspiros a cada mordida de lábio. Logo Helga sentiu que ele estava excitado e ela não podia negar que também estava um pouco. Parou um dos intensos beijos para buscar ar e aproveitou para soltar-se das mãos de Torvald e levantar. Ele respirou fundo, tentou relaxar e jogou as mãos atrás do pescoço, era normal Helga ‘fugir’ quando as coisas começavam a esquentar. Helga foi até o frigobar, encheu um copo com gelo e Gin, tomou num gole só, caminhou lentamente em direção ao sofá, tirou a jaqueta e a touca a jogou no chão. Voltou para o colo de T. que abriu um largo sorriso. Ele retirou a própria jaqueta e arremessou longe.

*ATENÇÃO! A partir daqui haverá sexo explícito, se não quiser ler é só pular até o próximo asterisco, não influenciará no entendimento do capítulo. Depois não digam que não avisei.*

Dessa vez era ele quem beijava o pescoço dela, segurando firme em sua cintura e fazendo movimentos circulares com o corpo dela sobre o dele. Helga com as pernas abertas sobre ele sentia as intimidades roçando uma na outra e não podia controlar a excitação. Ela tirou a camiseta dele, deixou do lado e beijou diversas vezes seu peito e barriga, deixando leves arranhões nas costas. Ele a empurrou para trás forçando-a a ficar em pé, abriu o botão e o zíper da calça abaixou-a lentamente, Helga o ajudou e voltou para cima dele. Ela tirou a própria camiseta, ficando de sutiã e calcinha no colo de T. Seu coração palpitava e seu corpo desejava mais, ela rebolou lentamente no colo dele, sentindo seu membro cada vez mais rijo. Ela deixou uma marca de chupão em seu pescoço, ele deixou uma em seu seio depois que arremessou o sutiã para longe. Enquanto ele chupava seu seio, ela gemia em seu ouvido, puxando o cabelo dele. Torvald não aguentando mais em tesão deitou Helga no sofá em cima de todas as roupas e ficou nu, pegou uma camisinha na carteira e Helga ajudou-o a coloca-la. Ficou nervosa, as mãos tremiam um pouco, era estranho tocar em sua intimidade. Ele beijou-a desde o queixo até a linha da calcinha, enquanto tirava sua calcinha preta beijava sua intimidade, passou a língua vagarosamente e Helga não conseguiu controlar e arqueou as costas, ele penetrou a língua nela e ela gemia alto, arqueando mais e mais as costas, puxando-lhe os cabelos com força. Ele subiu o rosto e olhou fixamente nos olhos dela enquanto encaixava seu membro nela e a penetrava, ela gritou, um misto de dor e prazer tomou conta dela. Ele estocava devagar para ela se acostumar com a sensação, ela puxou o corpo dele para mais perto como se pedisse mais e foi o que recebeu. Ela mordeu o lábio para segurar um gemido alto quando ele aumentou a força e intensidade das estocadas, não deu certo. Ela gemia no ouvido dele e ele do nela, ela cravando suas unhas com força nas costas dele e ele olhando maravilhado para ela. Ela passava as mãos pelas costas dele e cabelo, arranhando e puxando, gemendo e arqueando as costas, sentia o corpo dele suando com o corpo dela, sentia os corpos sincronizando, os gemidos sincronizando. Numa última e forte estocada ele gemeu forte e vagarosamente, soltou o corpo sobre o dela, ela sentia os batimentos acelerados do coração dele, ou seria do coração dela? Com a respiração acelerada e pesada ele retirou seu membro de dentro dela e puxou-a para o chão junto com ele.


*ATENÇÃO! A partir daqui os menores de 18 podem continuar a leitura.*


Ele estava deitado no chão de barriga para cima, ela estava agarrada de lado nele, com a cabeça sobre seu peito, sentindo a respiração pesada. Ela não conseguiu evitar um sorriso, tinha sido muito melhor do que o imaginado. Ele percebeu o sorriso dela e soltou uma risada leve. Assim que a respiração dos dois tranquilizou Torvald foi atrás de um cigarro e após acendê-lo voltou a posição que estavam.

–Agora sei por que você estava pensando em mim, estava planejando isto, não estava? – Ele perguntou suavemente

–Estava – ela respondeu corando

–Ótimo, – ele respondeu satisfeito — fico feliz que tenha decidido isso racionalmente e não apenas por impulso. Fico realmente feliz que você tenha decidido que eu sou a pessoa certa. – Ele beijou carinhosamente a testa dela e ela sentiu-se culpada, não tinha sido exatamente esse o pensamento dela quando tomou a decisão.

–Quantas foram?

–O que? – Ele perguntou confuso

–Quantas foram antes de mim? – ela perguntou sem ter coragem de olhar para ele

–Isso realmente importa?

–Não, acho que não. – Ela respondeu com a voz fraca

–Eu nem tinha visto os carros, nem tinha como correr – Helga ouviu a voz de Sid vindo da porta

–Vocês sabem de Torvald e Helga? – Ouviu a voz de Kate e levantou rapidamente atrás de roupas. A primeira coisa que achou foi a camiseta de T. e a vestiu, assim que começou a vestir a calcinha a porta se abriu e Kate e Sid a encaravam de longe. Ela terminou rapidamente de colocar a calcinha e a calça Jeans enquanto Leo e Jake entravam no casebre também. Torvald já tinha vestido a cueca e a calça também. – Entendi porque não nos avisaram que estavam vivos – Kate falou cheia de graça

–Caras, deixem algum aviso na porta! – Jake falou tentando soar engraçado.

Helga corada correu para buscar seu sutiã e resto de roupas e deixá-las num canto. Ela e Torvald ficaram sentados abraçados no sofá enquanto ouviam o resto do grupo relatando como a festa tinha sido.

Notas finais
Bom, e ae? Ficou bom, não?
A cena de sexo provavelmente ficou ruim, já que não tenho experiências em escrever esse tipo de cena. Por tanto foi muito difícil.
O resto do capítulo demorou pra se montar na minha cabeça mas fluiu rapidamente. É isso, comentem!