Notas iniciais
Eu fiz uma pequena confusão na hora de postar o capítulo! Jesus, jesus, jesus! Postei o capítulo errado! Primeiro vem o capítulo "Fraca" depois vem o "H. e T."
Na pressa de postar fiz confusão. Gentes, desculpem!

Bom, aqui vai o capítulo mais drama até agora, rs.

Desculpa, desculpa.

Helga acordou com Sid falando alto, o sol se pondo pela janela, estava com a cabeça no colo de Torvald e ele estava afagando seu braço. Tentou levantar rapidamente, mas a cabeça pesou e precisou de uns segundos a mais para sintonizar.

-E então Arnold terminou de falar de sua escola. – Sid falava empolgado – Ele morou em diversos lugares com os pais, quase não conseguiu acompanhar os estudos. O lugar que ele passou mais tempo foi no Brasil onde conheceu sua namorada.

-Namorada? – Helga perguntou com a voz arrastada de sono – Quem seria namorada do cabeça de bigorna? – massageou as têmporas com as mãos.

-O nome dela é Joy. Uma menininha inglesa, pela foto se parece muito com o que Lila era, quando ainda era bonita.

-Grande coisa! – ela respondeu irritada – Quem quer saber do Arnoldo, Sid?! – se ajeitou no sofá, a expressão de irritação voltava a seu rosto.

-Nã-não Helga – Sid era sempre cauteloso – É que Rhonda vai dar uma festa e eu estava falando que todos deviam ir.

-E o que o Arnoldo tem com isso? – ela estava impaciente. Tinha desistido de massagear as têmporas.

-A festa é para comemorar que ele está de volta. Ela não se importa com ele, mas quer dar uma festa para mostrar alguma coisa nova na casa dela.

-Ela não suporta a ideia de outra pessoa sendo o foco das atenções, isso sim! – Helga levantou bruscamente do sofá. Sentiu uma forte pressão sobre o corpo e voltou a sentar.

-Você bebeu demais Helga – Torvald tentou puxá-la para mais perto

-Me larga! Não sou criança! – gritou e sentiu a cabeça latejando

-Helga, — Kate começou falando baixo – pelo menos uma vez na vida, deixe alguém cuidar de você. Sabemos que deve ser difícil de lidar com ele e – Helga a interrompeu

-Nunca precisei que cuidassem de mim. Não é agora que isso vai mudar. –Para a surpresa de todos, ela não estava gritando, estava séria.


(Radioactive)

Levantou rápido demais, teve que apoiar na parede e foi cambaleando para fora, tropeçando em Kate e Sid que estavam sentados no chão. Até agora não tinha reparado que Jake e Leo não estavam ali. Tudo parecia girar, Helga não deveria estar assim, não deveria ser tão fraca. Por um lado era bom que ainda estivesse sob os efeitos das bebidas, pois nem percebeu o tempo passar enquanto caminhava para casa. Chegando a porta de casa, pensou em destrancar a porta e então percebeu que tinha esquecido a bolsa no covil. De dentro de sua casa ela conseguia ouvir a televisão alta no canal de sempre e Bob gritando. Ela poderia tocar a campainha, mas não queria. Seu pai viria abrir a porta gritando e reclamando e quando olhasse para ela voltariam ao processo de incessantes dias de críticas. Sentou no meio fio e considerou voltar, mas estava cansada e com preguiça. Se ao menos o celular não estivesse na bolsa... Poderia ter ligado para Torvald.

Alguns minutos se passaram e Helga ouviu um barulho, risadas. Levantou a cabeça e lá estavam: Arnold e Gerald andando em sua direção. Da mesma maneira de anos atrás, estava tudo de volta em seu lugar, era tudo como antes.

-Hey Helga

-Porque a depressão Helga? – Gerald se intrometeu

-Não é da sua conta Geraldo! – respondeu brusca e levantou

-Estamos indo para minha casa. Estão organizando uma pequena reunião para comemorar que voltei, quer vir? – Arnold convidou despreocupado e ela estremeceu

-Porque eu iria, cabeça de bigorna? – estava se segurando para manter a pose. Ainda estava bêbada, a cabeça doía, tudo o que ela queria era se deitar.

-Me pareceu uma ideia melhor do que ficar aqui – apontou para onde ela estivera

-Eu não vou ficar aqui a noite toda, estou só esperando uma coisa – ela começara a ficar nervosa

-Vamos logo Arnold! – Gerald apressava

-Você que sabe Helga. Vamos Gerald. – Os meninos começam a se distanciar quando Helga ouve o barulho da moto de T. Lá vinha ele glorioso trazendo a bolsa de Helga. Parou a moto quase em cima dos garotos e por um breve momento Helga entrou em conflito interno. Como agiria? Poderia tentar mostrar a Arnold que ela tinha ficado melhor sem ele, talvez isso desse algum resultado. Ela só não sabia qual e nem o motivo de estar tentando.

-Hey, T. – Ela falou melosa e se aproximou da moto.

-Hey – respondeu meio apreensivo e estendeu a mão com a bolsa de Helga – Você a esqueceu

-Oh! – ela disse delicada

Pegou a bolsa, deu uma boa olhada nos meninos que estavam assistindo a tudo, ficou colada na moto de Torvald e lhe deu um demorado selinho. Outra novidade! Helga jamais fora o tipo de garota de selinhos. Torvald continuou a culpar a bebida, jamais se acostumaria a receber este tipo de tratamento de Helga. Quando ela soltou dele, todos a olhavam surpresos. Essa jamais seria Helga G. Pataki. Ela soltou uma risadinha e focou seus pensamentos na vez em que tentara agir como Laila.

-Já estava com saudades, babe – Helga repetiu uma frase da irmã e viu Gerald virar para Arnold com o olhar confuso e dizer “baby?”.

-Então até mais Helga – Arnold voltou a andar – Nos vemos na festa de Rhonda?

-Se ele quiser ir, — ela apontou para Torvald – nós vamos.

-Certo – Arnold acenou com a cabeça

-Certo – Helga repetiu e eles foram embora. Alguns segundos se passaram até que os meninos estivessem longe o suficiente então T. disse

-Helga, por favor, não faça isso. Não fique me bajulando e fazendo de conta que gosta de mim na frente de Arnold. Não se aproveite do fato de que eu gosto de você. – ela ficou em choque. Ele nunca tinha sido tão direto com ela. Nem dito na sua cara que gostava dela. – Ok?

-Eu... – ela procurou as palavras certas – Eu gosto de você.

-Não como eu gosto de você – ele falou mais baixo e seus olhos pareciam brilhar

-Olga? – Big Bog estava na porta olhando para os dois. Helga não tinha nem escutado a porta se abrir.

-Ótimo – Helga sussurrou

-Hora de ir, até amanhã, Olga – Ele brincou e ele foi embora.

-Não manche o nome dos Pataki andando com esses motoboys Olga!

-É HELGA! – gritou andando em sua direção. Parou ao seu lado, olhou-o nos olhos – é, Helga. – falou mais baixo. – Big Bob seu idiota. – Passou por ele entrando em casa.

-Não fale assim comigo! – bateu a porta da casa – vá já para seu quarto!

-Já estou indo, Big Bob! – respondeu histérica enquanto subia as escadas

-E tome um banho, você está fedendo Helga.

Helga? Na hora de chamá-la de porca ele lembrava que não era Olga. Maldito.


Após trocar as roupas Helga desceu as escadas à procura de janta e tudo o que encontrou foram algumas fatias de pizza. Ela pegou a caixa de pizza e levou para o quarto. Após comer as fatias frias de pizza resolveu mandar uma mensagem para Torvald.


H. — que história foi essa de gostar de mim?

Ele não respondeu. Ela esperou e esperou, mas nada de resposta.

H. — O que está fazendo?

H. — Está ocupado?

H. — Fale comigo!

H. — Maldito.

Notas finais
Novamente, me desculpem pela confusão. O que acharam desse capítulo?

No fim vocês se deram bem e ganharam dois capítulos seguidos!

comentem, comentem!