Puella Magi: Wish - Interativa

2 Capítulo I: Mahou Shounen and Witches


Notas iniciais
Eu queria deixar algo claro. Mesmo se não tiverem visto Mahou Shoujo Madoka Magica, podem se inscrever. Os conceitos são bem simples e ficaria feliz em ajudar nas fichas.

A primeira coisa que Kannazuki Hinata pensou quando acordou, foi que alguém havia entrado em seu quarto.

Não havia nada de errado com o quarto em si: cortinas vermelhas, chão de madeira liso e sem carpete, cama grande, com cobertores vermelhos com bolinhas brancas, a porta branca de seu banheiro, seu grande armário branco e sua penteadeira de madeira sem nenhuma cadeira por perto. Era apenas um pressentimento, um palpite, mas não haviam levado nada nem tocaram nela, então não haveria nenhuma prova.

Suspirando, ela saiu da cama, se arrastando até sua cadeira de rodas e foi em direção ao banheiro. Para ela, essa era a parte mais difícil do dia. Depois de conseguir tomar seu banho, ela seguiu até seu armário e sorriu ao que viu. Seu uniforme amarelo com mangas bufantes e saia xadrez estavam pendurados no lugar mais visível, a lembrando que hoje era seu primeiro dia em Mitakihara Middle School. Finalmente tinha quatorze anos e poderia deixar de estudar em casa.

— Hinata! — A porta se abriu e uma figura feminina adentrou o quarto. — Nós vamos nos atrasar.

A garota sorriu ao ver sua irmã mais velha, Kannazuki Ayano. Ela tinha longos cabelos alaranjados, mas a cor era mais puxada para mel do que o de Hinata, e olhos da mesma cor do cabelo. Ela usava um blazer cinza com saia xadrez, já que estava no segundo ano do colegial, afinal, tinha dezesseis anos. Suas pernas estavam cobertas por uma meia calça branca e sapatos de boneca. A garota mais velha entrou no quarto suspirando e começou a ajudar sua irmã a se vestir.

— Obrigada pela ajuda, Aya-nee. — Ela sorriu e a mais velha retribuiu, ajudando-a a colocar suas meias e sapatos depois que colocaram a saia e a blusa.

— Que nada. Se você não se sair bem na escola, sou que a tia Manami vai matar. — Ayano falou, pegando a escova e começando a pentear os cabelos laranja da mesma.

Isso fez Hinata ficar ainda mais determinada a se sair bem em seu primeiro dia. Sua tia queria que ela fizesse apenas o Colegial, mas Ayano interferiu, dizendo que antes ela precisava se acostumar a uma escola. Ou seja, conseguiu que a mesma atendesse a escola no último ano de Escola Média. A mais velha tinha razão, afinal, a mais nova não ia para a escola desde que tinha onze anos; mas Tomoe Manami odiava ser contrariada e acharia qualquer erro possível na performance de Hinata.

— Mas não se preocupe, tenho certeza que todos vão estar babando para falar com você. — Ela disse, ajeitando a fita vermelha com bolinhas brancas no cabelo da irmã mais nova. Faziam contraste com seu cabelo laranja e olhos violetas, mas ela gostava. — Está muito linda.

As duas desceram pela rampa que sua tia havia instalado na casa e foram em direção à cozinha. Tomoe Manami, irmã da mãe das duas que cuidava das mesmas desde o acidente quando Hinata tinha onze e Ayano treze, estava as esperando. Seus cabelos loiros eram enrolados e olhos amarelos passearam pelas mesmas antes de assentir, aprovando suas aparências. Colocou dois pratos com torradas, ovos e geléia na frente das mesmas antes de ir em direção da sala.

— Comam. Saímos em quinze minutos. — Com isso, ela pegou sua bolsa e foi para o sofá.

Ayano apertou suas mãos e Hinata se estremeceu. A mais velha odiava como a tia as tratava, tão diferente de sua doce mãe, Mamiko, que estava em como no hospital há três anos, sem esperança de acordar. Assim como seu pai. Hinata não conseguiu culpar Manami, afinal, a irmã mais velha era tudo que tinha e Ayano se parecia muito com a mesma. Não suportaria se Ayano estivesse em coma e a filha idêntica da mesma viesse morar com ela.

A refeição foi dominada pela conversa da Kannazuki mais velha, falando sobre as regras da escola, o que fazer nos intervalos e na hora do almoço. A mais nova estava assentindo sem prestar atenção, ainda pensando na sensação de mais cedo, de que alguém tinha entrado em seu quarto. Logo, as duas terminaram e se dirigiram ao carro, onde Manami já as esperava. A viagem do carro, que foi sim, silenciosa. Deixaram Ayano primeiro, que sorrira para a mais nova e lhe dera um beijo na testa, dizendo que tudo ficaria bem.

— Aqui estamos. — Manami falou. As duas estavam paradas na frente de sua sala designada. A primeira aula era uma eletiva que a tia havia escolhido para a mesma e ela nem sabia qual era. — Sua aula de arquitetura, aproveite.

Hinata encolheu os ombros, nem gostava de arquitetura, mas já não podia trocar de eletiva. Com isso, abriu a porta, só para perceber que o professor que, por sinal, era muito jovem. Ele não parecia ser japonês, mas mais coreano. Era alto, com mechas coloridas no cabelo e olhos escuros. O que mais a chamara atenção era o anel com uma pedra vermelho-vinho que ele usava na mão direita, que tinha certeza que já vira em outro lugar...

— Você deve ser a aluna nova, Kannazuki Hinata. — Ele sorriu e gesticulou para que ela fosse para sua carteira. — Eu sou o professor-aluno que está dando essa aula básica: Lee Hyun Woo.

O resto da aula foi incrivelmente tenso para Hinata. O tempo todo, ela sentia que Lee-sensei estava a observando, seus olhos escuros passeando por ela. Com isso, a aula de algo que já nem gostava tornou-se insuportável. Acima de tudo, ninguém de sua sala parecia estar com a mínima vontade de falar com ela e apenas murmuravam rumores sobre o motivo de estar em cadeira de rodas. Estava com vontade de chorar, mas sabia que ainda não poderia desistir.

O dia só foi ficando pior do que isso. Ela não fez nada na educação física, leu alguns kanjis errados na aula de japonês, errou contas de matemática na lousa e não sentou com ninguém no almoço. O pior de tudo é que podia sentir alguém a observando o dia inteiro, os olhos analisando sua face e seu corpo como se fosse um livro. Estava a ponto de denunciar essa suspeita para alguém, mas não tinha prova alguma. No final, seu dia acabou com a mesma sentada em sua cadeira, esperando por sua tia e irmã virem lhe buscar depois do último período de aula.

— Kannazuki? — Lee-sensei estava a seu lado, observando-a com seus olhos profundos. — Que bom que está aqui, eu preciso falar com você.

— Ah, Lee-sensei, agora eu não posso. Estou esperando minha tia e minha irmã. — Sorriu, tentando ser o mais simpática possível.

— Me chame de Hyun . — Ele também sorriu, mas seu sorriso era mais predatório. — E eu não disse que você tinha a opção.

Seu sangue gelou. Sempre teve medo que algo assim acontecesse com ela, afinal, sua tia, sua irmã e até seus pais haviam avisado-a sobre isso. Por isso, Hinata pegou o spray de pimenta que tinha na bolsa e jogou no olhou do rapaz. Não seu uso ou intenção original, mas o bastante para ela conseguir rolar sua cadeira para longe. Nem sabia onde estava indo, nunca esteve nessa parte da cidade e seus braços já doíam quando rolou sua cadeira francamente em direção de um beco onde poderia se esconder.

— O que eu faço? — Se perguntou, a adrenalina acabando e lágrimas de pânico caindo de seus olhos. — Eu vou acabar morrendo...

Sim, você vai.

— Eu deveria desistir...

Sim, deveria...

— Eu vou morrer...

Sim, vai morrer aqui.

Com essas palavras, Hinata finalmente percebeu o lugar onde estava. O lugar onde estava tinha um céu roxo escuro com nuvens nebulosas guarda-roupas e cômodas gigantes e quebradas enfeitavam o lugar, roupas de criança jogadas pelo chão cinza feito de algo que ela nem tinha certeza do que era. Chaves gigantes pareciam sair do chão como se fossem arvores, suas pontas irregulares e afiadas. Assim que ela fez um som de horror, as chaves saíram do chão, olhos arregalados de bonecas se formando nelas e braços distorcidos feitos de tecido negro saindo de seu “corpo”.

— O que? Não... — Ela murmurou, olhos violeta se arregalando ao ver as Chaves se aproximando dela. — Por favor, não... Isso é um pesadelo! Sim, um pesadelo! Logo eu vou acordar e... E... — Deixou um soluço escapar, sentindo o tecido preto puxar seus braços. Provavelmente já tinham pego suas pernas, também.

Mas, tão rápido como veio, foi embora.

— Você corre rápido, pirralha. — Lee Hyun Woo falou, segurando uma pedra vermelho-vinho oval com um suporte de metal prateado. — Ou melhor, tem braços muito fortes. Mas, bem, você só se mete em encrenca, não é?

O quanto mais perto ele chegava, mais os monstros se afastavam.

— Mas, não se preocupe, eu vou te ajudar. — Com isso, ele jogou a pedra para cima e ela o envolveu em um brilho.

“Seqüência de Transformação”

Chokiwa danbeone neukkyeo neol hanibe chijeuchoreom jibeonaheulteda

Hyun Woo aparece, sorrindo, em um lugar com um pano de fundo vermelho e em fogo. Ele toca em seu peito e sua camisa social é engolida por chama vermelhas, que, enquanto é consumida, vai virando uma regata vermelha e brilhante, como se fosse metálica. Ele faz um gesto em que joga os ombros para frente, aparecendo um sobretudo de couro sobre eles.

chijeuchoreom jibeonaheulteda

Hyagi matgo saekkal eumihago wainboda

Ele pisa no chão e labaredas engolem seus pés e sobem até sua cintura, fazendo com que uma calça de couro preta e botas do mesmo material aparecessem. O rapaz entrelaça os dedos das mãos e nelas aparecem luvas de couro sem dedo. Quando ele abre as mãos há um pendente em forma de labaredas vermelho-vinho em suas mãos, preso a uma corrente prateada em seu pescoço, junto com outras correntes.

wahage jabameogeulteda

“Fim da seqüência de transformação”

Ah keureonde baltobe himi bbajyeo ibmatkkaji ey

Vendo Hyun Woo com uma roupa completamente diferente em sua frente, a garota se estremeceu, mas ele apenas sorriu. Tirando uma das correntes de seu pescoço. A corrente se estendeu e pegou três das chaves, as amassando até que elas explodissem em roupas de criança. Hinata pulou quando uma meia caiu em seu colo.

— Suas reações são engraçadas, mas não tenho tempo para brincar. — O rapaz falou, tirando mais uma corrente do pescoço.

Eobseojyeo hokshi naega apeungolka byeongirado geollingeoni

Com isso, ele fez a corrente crescer o bastante para pegar metade das chaves que estavam lá e balançou. As chaves foram caindo e explodindo em roupas de bebê e a paisagem infernal se extinguiu, dando espaço ao beco onde estavam antes.

— Eu acho que falei mal antes. — O rapaz falou, ainda com a roupa chocante. — Não sou eu que quero falar com você, é ele.

Ele apontou para o lado, onde estava uma pequena criatura branca, com orelhas de gato e coelho, patas pequenas e um sorriso estranho no rosto. Seus olhos vermelhos era familiares: eram aqueles que passaram o dia a observando.

— Olá, Kannazuki Hinata, eu sou Kyubey. — Sua voz era infantil, doce. — E quero que se torne uma Mahou Shoujo e lute Bruxas, assim como Hyun Woo.

A garota não agüentou, ela desmaiou.

Notas finais
O personagem foi feito pela leitora Batman. A música é o tema de Lee, Wolf de Exo. Foto do Lee: http://media.tumblr.com/82dc6421ffc6ccb9905e885edbd3861d/tumblr_inline_mnkhablrPd1qz4rgp.png Foto de Ayano: http://images4.wikia.nocookie.net/__cb20130209005839/sao/es/images/thumb/7/77/Asuna_Yuuki.png/640px-Asuna_Yuuki.png (sim, é Yuuki Asuna) Kyubey:http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20140630022053/legendsofthemultiuniverse/images/9/95/Kyubey.jpg