Notas iniciais
Eu mudei minha escrita, foi pouca coisa, mas é bem visivel

Pucca estava entediada, aquele trem só tinha idosos e uma criancinha de talvez, 10 anos.

Estava segurando o papel com o endereço da casa de sua mãe.

A mãe que nunca conheceu.

Quando era mais nova Pucca tinha curiosidade para conhecer sua mãe, mas, com o tempo colocou em sua mente de que não seria necessário, já que nunca havia a visto, sua mãe provavelmente não queria vê-la.

Seu pai tinha morrido devido um acidente que sofreu enquanto viajava de volta para China. Pucca tinha 3 anos e meio quando isso aconteceu

Ela não se lembra de muito, só consegue lembrar que o cabelo e o tom de pele são os mesmos. Seu nome é Yun Rong.

Pucca queria mesmo saber da história de seus pais. Porque eles a deixaram na China com seus Tios? Porque ela, seu pai e sua mãe não viveram uma vida de Paz e Amor, Juntos, como uma família normal...?

Amor. Aquela Palavra a fazia automaticamente lembra-se de Garu.

Por mais difícil que fosse, estava tentando acreditar no que dizia a si mesma:

“Ele não te ama, nunca te amou, esqueça-o, não vale a pena continuar com esse amor platônico...”.

Pucca fazia isso para ser menos doloroso, porque ela sabia que no fundo, Garu sentia algo a mais por ela, só não queria admitir. Talvez por vergonha, Ninjas não podem sentir. Ninjas não podem amar.

Condutor: — Ultima parada, repito, Ultima Parada.

A vila de Sooga ficava perto de uma ilha (Província) que se localiza no litoral mais próximo do Japão. Para chegar lá, a mãe de Pucca comprou um barco com um motorista (Capitão...?) que a levaria para sua casa. (Pucca saberá disso mais tarde)

Fazendo os cálculos, Pucca teria mais 12 horas, cansativa e chatas horas de viagem.

“Será que tudo isso vale a pena? E se minha mãe não for como eu estou pensando? Acabei de deixar minha família para conhecer alguém, que, teoricamente nunca ligou pra mim...”

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Ching estava voltando para casa, seu pai já tinha entendido a situação da Filha e não tinha posto-a de castigo.

Andando calmamente pela pracinha da Vila, lembrou-se de Abyo, e que teria que explicar tudo a ele, mas, Pucca havia pedido sigilo sobre a viagem. Ela estaria enrascada.

E a situação Piorou quando viu que Abyo estava a poucos metros a sua frente, e acompanhado de Garu. Justamente a última pessoa que poderia saber do paradeiro de Pucca no momento.

“Porque esses garotos só aparecem na hora errada meu Pai?”

Os olhos de Ching se arregalaram quando viu que os dois estavam se aproximando estavam conversando sobre algo que lhes agradava. Foi então que Ching teve a ideia de se esconder atrás de um arbusto que havia perto dela.

Os dois passaram sem perceber a sua presença. Ching se livrou, mas somente por aquele momento, uma hora todos iriam descobrir...

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Abyo estava conversando com Garu sobre algo relacionado a lutas. Os dois pareciam estar gostando do assunto. Mas durante um período Abyo para de falar com o amigo porque se lembrou de que Ching tinha dito que lhe explicaria o porque de estar tão agitada a alguns dias atrás. Ele tinha ficado preocupado, Nunca havia visto Ching nervosa (Agitada) Daquele jeito.

Abyo: — Preciso falar com a Ching...

Garu: — Por quê?

Abyo tinha acabado de perceber que tinha pensado um ”pouco” alto, que nem percebeu que o que ele pensou acabou falando também. Sua mente deveria estar cheia demais.

Abyo: — Ah bem,... É que há uns dias atrás, eu a vi correndo feito uma doida, tanto que acabou até trombando comigo...

Garu: — Hum, mas o que isso tem a ver com o nosso assunto?

Abyo: — Nada... Eu só acabei falando porque pensei alto demais...

Garu: — Ok É, hoje você anda meio estranho, eu já vou indo, o mestre Soo provavelmente vai inventar mais uma daquelas “missões Perigosas”. Vê se esvazia essa cabeça.

Abyo: — Ok até mais cara.

Garu se afastou do amigo, enquanto Abyo ficou olhando para uma lojinha de artigos em geral. Parando para perceber, ele estava na Pracinha da Vila. Como não havia percebido aonde estava? Realmente, sua mente estava muito cheia.

“Às vezes, me acho um completo retardado... Não sei mais nem aonde eu vou”

Abyo se virou ficando de costas para a lojinha, e observando a pracinha, encontrou uma pessoa que já queria ter visto faz tempo. Ching.

Se ele estava estranho, ela conseguiu estar mais ainda. Ela andava na pontinha dos pés, como se precisasse não fazer barulho e se esconder.

Abyo: — Ei Ching

Naquele momento, Ching se assustou, e fez com que Won, sua galinha de estimação que fica em cima de sua cabeça, se assustasse também, e ela botou 3 ovos empilhados em cima da cabeça de Ching.

Depois de uns poucos minutos, Ching se virou lentamente para ficar de frente para Abyo.

Ching: — O-oi Abyo

Abyo: — Hã..., porque esta nervosa?

Ching: — Nervosa? Eu? Imagina, eu não estou nervosa, você esta nervoso? Porque eu não estou, estou perfeitamente Bem.

Abyo a olhou desconfiado Ching sorria forçado, tremia as mãos e tinha um olhar parado e piscava a todo o momento. Mas decidiu ignorar, se ela disse que estava bem, ela estaria.

Abyo: — Então Ching... Conseguiu descobrir do que se tratava aquele assunto de uns dias atrás?

Foi aí que Ching ficou mais nervosa, Não podia falar sobre a viagem de Pucca, mas, também não queria mentir para Abyo. Ela olhou para os dois lados e para trás e disse:

Ching: — A-abyo, eu... Bem, m-me siga

Ching havia pegado na mão de Abyo, que corou levemente.

Abyo: — Pra aonde você esta me levando Ching?

Ching: — Pra um lugar onde não tenha muita gente.

Ching o levou para um cantinho escuro da Pracinha, onde, supostamente, não tinha ninguém passando.

Ching: — O-olha eu nem podia estar-te f-falando isso, mas , antes tem que me prometer que... Não vai contar nada ao Garu

Abyo agra tinha ficado confuso. O que Garu tinha a ver com aquilo? Ele o contava quase tudo, e não tinha comentado nada de serio ultimamente.

Abyo: — Tudo bem, eu não vou contar nada, agora se acalme e fale.

Ching se calou, e lentamente disse com calma:

Ching: — A Pucca vai morar no Japão por 3 anos com a mãe

Abyo: — Como é? Ela saia assim sem contar nada? Tudo bem que ela não nos deve satisfações, mas explica isso Ching.

E assim, durante 20 Minutos, Ching explicou toda a situação desde o inicio.

Abyo: — Putz, eu não acredito, eu nem sabia que a Pucca tinha mãe, achei que os Pais dela já estavam mortos, mas o que eu ainda não entendi foi o sigilo que ela pediu, essas coisas não costumam se esconder por muito tempo.

Ching: — Eu também não entendi muito bem...

E Do nada ouviram passos rápidos, e Ching e Abyo viraram o rosto para ver se tinha alguém por perto.

Ching: — Vamos seguir esses passos, se esse alguém for quem eu estou pensando tiver escutado toda a nossa conversa...

Abyo: — Esta pensando na mesma pessoa que eu?

–Garu * Disseram em *Uníssono*

Então Os dois estavam correndo a procura da pessoa que talvez, fosse Garu...

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Garu não estava entendendo nada. Depois de ouvir a conversa de Ching e Abyo, se sentia traído por seus amigos. Seus sentimentos estavam mais confusos do que sempre foram.

Enquanto ele corria despistando seus amigos com sua velocidade, chorava e seu coração batia forte, naquele momento só conseguia pensar em Pucca.

“O que está acontecendo comigo? Eu não sou assim, Porque eu só estou conseguindo pensar na Pucca? O que é isso que eu estou sentindo? Doí tanto...”

Garu sempre teve duvida do que sentia ela garota que até pouco tempo, corria trás dele. Por isso sempre evitou o contato com a mais nova, ela sempre fez seu coração bater mais rápido e ficar envergonhado com os carinhos da menina, e para piorar sempre fora um garoto tímido.

Bem no fundo, Garu sabe que ama Pucca, mas por ser um ninja, ele prefere se isolar de seus sentimentos.

“ É pedir tanto, saber o porque de eu ter ficado tão surpreso com aquilo?”

Depois de correr um pouco, e finalmente ter despistado seus amigos completamente, tinha parado para se esconder e se acalmar... E pensar um pouco.

“Eu nunca fui bom com essa história de Sentimentos, desde pequeno, Pucca faz meu coração Acelerar do Nada”

Garu começou a Chorar mais um Pouco. Agora que tinha descoberto que Pucca tinha ido...ele se sentiu sozinho.

Ele tinha que admitir. Ele ama a Pucca, Talvez assim, o sofrimento dele diminua. Ou não.

Notas finais
espero que tenham gostado ^-^ Comentem!!