Psychosocial
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Recompensando o romantismo eca de ontem... Teremos ação hoje *-*
Espero que gostem.
xx
Capítulo 9
– De quem é isso Corey Todd Taylor? — perguntei assim que o vi adentrando a própria casa. Em minhas mãos uma calcinha preta estava pendurada. Corey a olhou assustado, colocando as chaves em cima da mesa, se aproximando de mim logo após.
– Eu não sei.
– Ah, não sabe? Tinha uma calcinha em cima do seu sofá de mil dólares, e você não sabe?
– Não, Emily, eu não sei! Eu não dormi com ninguém além de você nesses ultimos meses. Você sabe disso, Divisio! — exclamou me fazendo segurar o riso, vendo seu desespero aparente.
– Então terei que colocá-la no lugar. — falei com um sorriso pervertido, atravessando a primeira perna pelo buraco da mesma.
– Ela é sua!?
– Passou no teste...
Ele se parmaneceu imóvel, com a incredulidade ainda mais aparente. Gargalhadas já saiam descontroladas por minha garganta.
– Pode tirar ela de novo! — ele mandou, rindo logo após. Fingindo ser boa menina, deslizei lentamente a roupa íntima pelas minhas pernas, enquanto ele desesperadamente tirava suas roupas, às vezes tropeçando nas mesmas.De repente escutamos em estrondo vindo dos fundos e paramos o que estávamos fazendo, assustados.
– O que foi isso? — perguntou segurando as calças já aos joelhos.
– Não sei, mas acho melhor vestir as roupas de novo. — respondi, recolocando minha calcinha e indo até a cozinha pegar algum objeto cortante. Corey correu até a o andar de cima, e não demorou muito pra voltar com...
– Taco de baseball, Corey? Jura? — ele arqueou as sobrancelhas, chacoalhando a cabeça numa pergunta muda do que havia de errado. Neguei em reprovação, me assustando com o barulho da porta de vidro sendo quebrada, na frente dessa vez. Nos aproximamos da sala com cautela, vendo dois homens encapuzados procurarem pelos habitantes da casa. E antes que percebessem que estávamos a metros de distancia, escondi a faca no cós da minha calcinha.
– Isso é sexy.
– Cala a boca Corey, e pega alguma coisa que preste pra matar esses otários! — ele assentiu e foi até a cozinha pegar uma faca igual a que eu tinha posse. Sem deixar que a minha voz saísse, contei até três e pulamos em cima dos encapuzados. O mesmo me deu uma cotovelada nas costelas, a fim de se livrar de mim. E conseguiu. A dor insuportável me fez perder as forças que cai no chão, segurando a barriga. O mesmo tirou a arma de seu bolso e a apontou para minha cabeça. Ótimo. Escutei um desparo e fechei os olhos, esperando a bala estourar meu crânio, mas ao invés disso escutei os gritos do Corey. Me assustei, mas eu não podia perder a oportunidade. Aproveitando a distração do homem que me fazia refém, peguei a faca escondida debaixo do meu vestido e enfiei em suas costas, repetindo o movimento mais de dez vezes com todas as forças que eu tinha. Vendo-o cair no chão, corri até o outro lado da sala, onde Corey segurava seu braço que sangrava muito. O segundo homem encapuzado a arma pra mim ao me ver aproximar, e apesar de Corey estar ferido, conseguiu dar uma cotovelada no braço do homem, que o fez soltar a arma no chão conseqüentemente pela dor. Peguei-a rapidamente, vendo que Corey o mobilizava com dificuldade. Mirei para sua cabeça e antes que eu apertasse o gatilho, escutei Corey gritar:
– Não atira! Quero sabe quem mandou esses desgraçados até aqui. Quem te mandou!? — perguntou alterado, escutando apenas uma respiração ofegante sair através daquele capuz preto. Larguei a arma no sofá e corri até o desconhecido para tirar o que cobria sua face.
– Morgan, Cameron e o Thompson! Por favor, não me mate! — Corey arregalou os olhos, engolindo um seco. Ele estava se sentindo traído. Os amigos de seu avô, seus confidentes dentro da empresa haviam mandado o matar.
Corey com toda a força que tinha deu um soco inacreditavelmente forte no rosto do homem, que caiu desmaiado.
– Meu deus Corey! Vem, vou te levar a um hospital.
– Não precisa, pegou de raspão. Vou ficar bem. — respondeu, tirando a camisa com a manga ensopada de sangue. Sangue demais para um ferimento artificial. — Você está bem?
Apesar de ainda estar sentindo a barriga doer, assenti para ele. O arrastei até a cozinha, onde o mesmo se sentou no balcão esperando por meus cuidados. Peguei um kit de primeiros socorros, e virei quase o vidro inteiro de soro num monte de gases. Passei pelo seu braço, o escutando gemer de dor imediatamente.
– Deixa eu te levar até um hospital, Corey.
– Não. Tenho que dar um jeito nesse cara.
– Se quiser eu dou pra você, mas vá até um hospital. Isso parece feio.
– O corte está profundo, só isso. E eu não vou matá-lo... O levarei comigo amanhã até a casa daqueles cretinos.
Preferi não discutir na tentativa inútil de convencê-lo a matar aquele homem logo, afinal ele sabia o que estava fazendo. Analisei o ferimento, e o corte realmente estava profundo.Alguns pontos tinham que ser dados ali, e como Corey não estava disposto a ir num lugar adequado para isso acontecer, eu mesma teria que o fazer. Joguei os gases empapados de sangue dentro da pia, e procurei por uma agulha pelo lugar.
Sem muito sucesso ali, corri até o quartinho do lado de fora à procura de algo parecido pelo menos. Depois de ter revirado o lugar inteiro, voltei vendo Corey virar uma garrafa de uísque goela abaixo. Com um pedaço de anzol e uma agulha relativamente grande e grossa, comecei o processo de satura em seu braço. Seus olhos estavam fechados, apertados de dor. Eu tentava ser o mais delicada possível, mas as minhas mãos era pequenas e estavam soadas, fazendo com que a agulha escorrega-se delas na tentativa de furar sua pele grossa.
Quando finalmente terminei, peguei a garrafa de uísque da sua mão, e virei o restante do líquido no local para desinfetar. Seu grito estridente logo ao lado fez com que eu me assustasse ao seu lado.
O homem ainda se encontrava desacordado, enquanto o outro se afogava na própria poça de sangue. Escutei o interfone ser tocado, e então limpei a garganta, pronta pra atender.
– Senhor Taylor?
– É a namorada dele. Quem deseja?
– Oi. Desculpa incomodar, mas eu e meu marido escutamos som de tiro e achamos que veio daí. Está tudo bem?
– Ora! Nos desculpem! Veio daqui mesmo... Uns sobrinhos do Corey vieram passar uns dias aqui e não param de jogar esse jogos violentos, com o volume no máximo!
– Essas crianças de hoje em dia...
– Pois é. Desculpem-nos mesmo. Já os mandei abaixar.
– Tudo bem. Só ficamos preocupados. Desculpem-nos também por ter incomodado uma hora dessas...
– Sem problemas.
Desliguei o telefone e vi que o rapaz desacordado tentava se levantar com dificuldade do chão. Antes mesmo que eu fosse gritar por ele, Corey apareceu com o taco de baseball e o acertou na cabeça, o fazendo desmaiar mais uma vez.
– Corey, ele vai morrer desse jeito. — revirei os olhos.
– Me ajuda prender ele em algum lugar... Depois arrumamos essa bagunça.
Assenti e o ajudei a carregar o homem pelos ombros. O carregamos até o quarto que pertencia aos empregados, e o trancamos lá dentro. Como precaução, Corey soltou seus cães de guarda para fazer ronda ao redor do cômodo.
– Ótimo! Minha porta toda quebrada, meu chão todo manchado. Ótimo mesmo! — Corey reclamou estressado, enquanto puxava o homem morto por uma perna com uma de suas mãos.
– Pega ele no colo, Corey. Vai sujar todo o resto da casa e eu não vou limpar.- avisei e ele revirando os olhos, apoiou o homem em seu ombro — do lado oposto do braço machucado. Em um tempo significativo consegui terminar de arrumar a sala. Organizei os móveis fora do lugar, assim como os cacos de vidros foram recolhidos. Corey ligou para a segurança, alegando que bandidos haviam invadido sua casa enquanto havia saído para jantar. O dano na porta seria inteiramente pago pela empresa de segurança, e Corey pode agradecer por pelo menos aquilo.
Exaustos, subimos para o quarto. Corey se jogou na cama, e eu tirei o vestido para colocar algo mais confortável para dormir.
– O que isso em sua barriga? — perguntou. Encarei-a para ver o que tinha de errado, e uma mancha roxa se formara bem ao lado de minha costela direita. Hematoma causado pelo soco, até havia me esquecido. — Ele te bateu, Emily!? — se alterou vindo rapidamente até mim. Passou a mão pela mancha destacável em minha pele, analisando meu corpo para ver se demais hematomas havia ali.
– Não foi nada. Nem está doendo.
– Não foi nada?! Olha só que horrivel sua barriga.
– Caralho, Corey!
Ele voltou emburrado para cama, se deitando novamente.Coloquei qualquer roupa para dormir e me deitei ao seu lado, sentindo seu olhar se virar pra mim.
– Quero dormir. — avisei, já adivinhando o que ele faria depois de alguns segundos.
– Eu sei sua idiota. Eu não quero te comer agora, tomei um tiro no braço!
– E eu um soco na barriga.
– Se ele tivesse vivo, eu o mataria.
– Eu sei disso, agora cala a boca e apaga a luz.
°°°
A mansão dos Morgan já estava com os melhores diretores reunidos pela manhã. Corey havia convocado uma reunião e todos já estavam roendo as unhas impacientes, desconfiando do pior depois da tentativa inútil de matá-lo. O rapaz que mantemos preso na noite passada, estava com fitas nos pés e nos pulsos deitado no banco de trás do carro com sua própria arma apontada pra cabeça.
- Deixe ele ai. Vamos lá. — escutei Corey falar com o maxilar tenso. Saímos do carro e andamos pelo corredor espesso já conhecido.
- Corey, o que devemos a honra dessa reunião?
- Sabe... Quando eu era pequeno meu avô me dizia que nunca devemos confiar nas pessoas. Que tínhamos somente amigos ao redor, amigos com quem contar, não confiar.
- Desculpa, mas não estamos entendendo. — o tal Cameron se manifestou, soltando o bolo de fumaça do seu charuto.
- Nada demais. Só estava me lembrando disso. — falou indiferente, se sentando à mesa. — Tenho um convidado especial para vocês. Emily, querida, você pode fazer as honras?
Assenti e fui rapidamente até o carro. Cortei a fita que prendia sua perna e apontei a arma engatilhada para suas costas. O percurso fora assim, até chegarmos a sala de jantar do proprietário da casa. Todos presentes arregalaram os olhos ao ver o assassino ali, amordaçado e com as mãos presas.
- O que ele está fazendo aqui? — o bigodudo perguntou, hesitando com passos pra trás.
- Ah, vocês já se conhecem?
- Corey...
- Corey!? Meu avô deu os melhores empregos pra vocês seus canalhas! — gritou, se levantando e jogando tudo que via pela frente. — Essa merda de casa, essa merda de mesa, essa porra de cigarro que você está fumando agora! Foi ele quem te deu! Mandam me matar? Porque, pensaram que iriam ficar no meu lugar?
- Você ainda é muito ingênuo para esses assuntos, Corey! É um mimado que só quer saber de colecionar carros! Essa empresa merece melhores donos.
- E você seria um deles? Emily, dê a arma pra ele. — pediu apontando para o rapaz preso em minha frente.
- Como assim?
- Dê a arma pra ele! — dei a arma para o mesmo, que a segurou com as mãos trêmulas. — Você vai matar um por um, está me escutando? E se você não o fizer, comerá terra. Te dou cinco minutos. — Corey ordenou, me puxando pelos braços para o lado de fora. Após temos escutado três disparos voltamos para a sala vendo os velhos caídos mortos ao chão manchado de sangue.
- Você quer morrer? — perguntou para o assassino encomendado, o vendo negar com a cabeça, apavorado. — Ótimo. Então fique ai até a polícia chegar, e acho bom estar com a arma na mão.
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