Notas iniciais
Hey! Minhas outras leitoras ainda não apareceram. D:
- triste, triste, triste.
Esse capítulo é um dos principais de todo enredo, espero do fundo do coração que vocês gostem.
xx

Capítulo 4

Já era tarde e eu ainda estava sentada ali, fingindo estar preocupada com o sumiço de Max e Timmy junto aos demais.

- Acho melhor chamarmos a polícia. Eles devem ter se perdido na mata ou algo do tipo. — Dorian se aproximou já sacando seu celular do bolso.

- Eu acho melhor esperarmos até amanhã. Nem faz 24 horas que eles sumiram. Os policiais nem vão querer vir. — me manifestei, fazendo-os me olharem apreensivos. Eu tinha que manter minha preocupação em relação os desaparecidos como a dos outros, mas minha maior e verdadeira preocupação iria se tornar quando resolvessem chamar a polícia.

- Ela tem razão. — afirmou Corey sentado com os cotovelos apoiados aos joelhos. — Podemos sair à procura deles também, amanhã quando estiver claro.

- Tudo bem. — Dorian concordou, abraçando uma Carly calada e pensativa ao seu lado.

Agora eu teria que dar jeito neles o mais rápido possível. Se chamassem a polícia, ou se resolvessem vasculhar a mata, não iria sair nada como planejado. Sem mais o que fazer, o casal se dirigiu para sua cabana, assim como os dois rapazes seguiram exemplo, me deixando a sós com Corey. O mesmo se mantinha pensativo e ao mesmo tempo nenhuma emoção específica podia ser detectada em sua feição. Aquilo me atingia feito bala. Eu não gostava da idéia de não saber o que ele estava pensando. Eu tinha que saber o que se passava pela cabeça de minhas vítimas a todo instante; eu tinha que me conectar totalmente a elas, as suas maneiras de pensar e de agir. E Corey me impedia de fazer tudo isso. Ele tinha uma barreira em volta de si, um muro. A única janela presente era seus olhos, mas ao mesmo tempo era tão difícil decifrá-los.

- Não faz nenhuma idéia da onde eles possam estar? — escutei sua voz quebrar o silêncio. Meu olhar que já estava sobre si, só se intensificou o fazendo sorrir de lado. — Esquece. Acho melhor trancar a porta para dormir. Não se sabe o quê foi que sumiu com os dois. — alertou se levantando e jogando a garrafa vazia longe. — Boa noite, Emily. — desejou vindo até mim e me dando um beijo na bochecha.

°°°

Era madrugada e eu ainda rolava inquieta na cama. Estava atenta a qualquer barulho que vinha de fora. Eu precisava saber o que fazer para tomar atitude. Se eu esperasse até amanhã, talvez algo drástico acontecesse. Eu tinha que me livrar de Carly e Dorian, para que depois ficasse mais fácil sobrar apenas eu e Corey. Com ele iria ser mais fácil do que com qualquer um, ele me queria. Seus olhos não transbordavam e muito menos demonstravam seus desejos, mas atos como um beijo de boa noite já era o suficiente para que eu soubesse.

Escutei um barulho vindo da cabana ao lado, a de Dorian e Carly. Levantei-me rapidamente, indo até a janela para ver quem dos dois era. Dorian andava lentamente até a cozinha. Aquilo era uma oportunidade e eu não ia perdê-la, por mais que fosse arriscado.

Coloquei um casaco por cima da minha camisola preta e calcei rapidamente meus chinelos. Silenciosamente fui até o local onde o rapaz estaria. Olhando atentamente para os lado, vi que tudo estava silencioso e deserto, e agradeci por aquilo. Adentrei o local o vendo à frente da geladeira, bebendo água. Tropecei no pé de uma cadeira e me amaldiçoei eternamente pelo estrondo alto que ecoou no lugar.

- Emi, que susto! — exclamou colocando a garrafa de volta ao lugar que havia tirado.

- Desculpa, Dorian.

Forcei um sorriso, analisando a pia na minha frente. O faqueiro era a única coisa exposta sobre ela. Vi que ele estava distraído — procurando alguma coisa pra comer provavelmente — dentro do armário. Saquei uma faca dali, me aproximando cautelosamente dele. Quando me viu com o objeto em minhas mãos, arregalou os olhos, assustado.

- O que está fazendo, Emi? — perguntou ainda me encarando.

- Relaxa, só dói na hora.

Agilmente enfiei a faca em seu peito, atingindo seu coração. Aquilo me pouparia tempo. Nenhum grito foi ecoado, apenas sua respiração já agonizante saia entre sua boca aberta, esboçada em um ato de dor. O rapaz rapidamente caiu ao chão, com pouco tempo de vida.

Escutei palmas vindas da porta, e minha corrente sanguínea congelou quando vi Corey escostado no batende, parado ali, apenas observando a cena maléfica.

- Então temos uma assassina aqui...- ele riu fraco, me deixando ainda mais nervosa. Ele estava rindo, rindo ao ver seu amigo morto diante de sua assassina, eu. — Eu sabia que tinha algo de diferente em você. — segurei a faca com mais força em minhas mãos, e me aproximei dele. Agora não havia mais nada que eu pudesse fazer, eu tinha que matá-lo.

- Quem você acha que eu vou matar agora? — perguntei com a voz ameaçadora, a qual não o atingiu. Ele caminhou até mim tranqüilamente, sem nenhum medo. Eu sabia que algo ruim aquilo significava. Ele não tinha medo de mim, e aquilo fazia com que eu me sentisse vulnerável.

- Sua amiga. — respondeu ao pé do meu ouvido.

- Você é como eu. — falei por fim, tirando minhas conclusões. Não havia explicação mais plausível do que aquela diante de toda situação. Ele também era um assassino, um psicopata. Como eu não havia percebido antes? Seu jeito, seus olhares tão vazios, sem sentimentos. Distúrbios de personalidade não visíveis, porém tão sutis e perceptíveis aos olhos de quem conhece.

- Agora eu posso te ajudar acabar com isso. — ele ainda falava em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. Suas mãos passavam pelos meus braços, me deixando totalmente emerge aos seus feitos. Eu não costumava ser fraca ao pecado da carne.

Sorri para o mesmo, selando nossos lábios. Ele segurou minhas mãos e me guiou para fora. Iriamos matar Carly. Eu paralisada, nem conseguia respirar direito ao seu lado. Eu ainda estava em choque, tentando entender se aquilo realmente estava acontecendo comigo. Eu sempre fui à assassina, mas agora eu era a vitíma. Sem saídas, eu estava com ele, acompanhando seus passos.

Quando voltei minha atenção para o que estava fazendo, já estávamos na porta da cabana de Carly, onde a mesma dormia pesadamente. Olhei para o homem ao meu lado que já me observava.

- É a sua vez. — falei sorrindo e lhe entregando a faca. Seus olhos brilharam e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. Corey adentrou o quarto silenciosamente , porém se aproximou rapidamente da cama. Sem dar tempo para que a mulher acorda-se, ele enfiou a faca em sua barriga, repetindo os movimentos várias vezes seguida, violentamente. O lençol branco donde ela estava deitada — já morta — se encontrava ensopado de sangue. Seu rosto e camisa estavam pintados por respingos de sangue. Corey passou a mão na testa, limpando as pequenas gotículas do líquido vermelho que continha ali também. Ele jogou a faca a escanteio, vindo até mim com o olhar tenso. Ele era bom e tinha experiência. Talvez até mais que eu, e aquilo era ameaçador.

Notas finais
e ai?
hmmmmmm e agora hein?
próximo capítulo assim que tiver reviews.