Psychosocial

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Hello people not = shit.
Sorry pela demora!
Tive tentativas frustradas de postar na segunda feira, mas eu não sei o que tava acontecendo que minha net caia... E isso nem é o pior. O cap tava quase inteiro digitado.
Quase me esmurrei DD:
Bom enfim... Tenho novidades!
Terminei de escrever psychosocial semana passada *o*
então... eu tenho uma proposta pra vocês. :P
Quem me der um Sid Wilson, eu solto quantos capítulos são okay?! kkkk u.u
Enfim... A partir desse, as coisas começam a mudar. hmmmm -q
CHEGA DE FALAR MENINA E POSTA LOGO!
opa opa, to indo.
Espero que gostem
xx

Capítulo 11

O cheiro do orvalho da manhã se misturava com o perfume que eu tinha acabado de espirrar sobre minha pele. A sacada me dava à perfeita vista da cidade, bem lá no fundo. O sol ainda era fraco no horizonte — preguiçoso — criando coragem para nascer. O celular de Corey já tocava sobre a cabeceira da cama, mas ele não acordaria para atender, e aquilo definitivamente não era de meu interesse. Tomentos como este num fim de semana de folga me deixava impaciente.

Tínhamos viajado até sua casa de campo, em Iowa City. Confessara dias antes que precisava de uma folga. Depois do "assassinato" dos seus melhores diretores, as coisas tinham se tornado mais cansativas. Como por exemplo, horas extras dentro do escritório. Agora apenas ele admistrava sua empresa, coisa que sabia fazer perfeitamente sozinho. Não teria que agüentar mais seus empregados se elevarem mais do que deviam; Não precisaria engolir tamanha ignorância tentando dizer o quê deveria fazer o tempo inteiro.

- Eu terei que matar a pessoa que te ver assim na sacada. Terrivelmente sexy enquanto fuma seus intermináveis cigarros de calcinha e sutiã. — escutei sua voz um pouco mais rouca que o normal. Joguei o cigarro longe para caminhar até ele, sorrindo deitado sobre a cama. Coloquei minhas pernas de cada lado do seu corpo, sentindo suas mãos imediatamente passarem precisas por minhas coxas, nádegas, até finalmente pararem em minha cintura.

- Você poderia, pelo menos, tentar parar de fumar pela manhã. Eu amo seu gosto, mas ele se torna horrível depois disso. — estendi meus braços até o criado-mudo onde apanhei outro cigarro e o isqueiro. O acendi ainda sobre ele, vendo seu olhar incrédulo sobre mim. Joguei o isqueiro em algum lugar dali, tragando precisamente o rolo de papel entre meus lábios. Aproximei-me de seu rosto, e soltei a fumaça sobre ele. Suas mãos apertaram fortes os meus braços, me jogando vagarosamente ao lado em seguida. Tirando o tabaco de minha boca, o jogou longe. Agora ele estava sobre mim, segurando forte meus braços para cima.

- Você Emily Divisio... Você é terrível.- foi a única coisa que conseguiu falar.

Seus lábios não viram melhor caminho do que meu pescoço. Senti sua língua o lamber até a ponta de meu queixo. Fechei meus olhos para sentir a corrente elétrica que seus toques me davam. Minhas mãos percorriam precisas sobre suas costas nuas, deliciosas. Senti seus dedos sobre minha intimidade; Os passou por ali freneticamente, me fazendo ofegar abafado entre seus lábios. Depois de alguns segundos, um sorriso torto sugiu em sua face, parando com a brincadeira. O olhei repreensiva, esperando que ele terminasse o que tinha começado.

- Isso é seu castigo.- falou enquando descia da cama e ia até o banheiro, onde — desta vez — fechou a porta atrás de si.Sentindo uma raiva borbulhar em meu sangue, apenas continuei deitada ali, esperando que aquele torpor todo passa-se.

Brincadeiras como aquela eram comuns entre nós. Estava tudo em jogo, aquele jogo de sedução que tínhamos criados apenas para dois. Ambos sabíamos que éramos fracos para aquilo, tínhamos recaídas violentas quando se tratava de nossos corpos. Mas não reconhecíamos isso apenas desse modo. Não estávamos preocupados em quem resistiria mais tempo. Sabíamos que no final do dia estaríamos na cama, começando tudo de novo. Era assim que funcionávamos. Só a atração nos mantinha juntos, e tínhamos que lidar com ela muito bem.

°°°

Estávamos jantando num restaurando fino no centro. Corey parecia aéreo demais e aquilo me rendeu uma boa sessão de pensamentos atormentadores durante a refeição. Eu sabia que ele não gostava, mas interrompi minha sobremesa para ir até o lado de fora fumar. Seu olhar repreensivo queimou sobre minhas costas a cada passo que eu me distanciava da mesa.

- Uma moça linda por aqui, coisa rara.- escutei uma voz desconhecida ao meu lado. Um rapaz alto e de cabelos escuros acendia seu cigarro ao mesmo tempo que eu. Não fiz questão de encará-lo por muito tempo, já julgando que seria um daqueles sujeitos fúteis. — Emily Divisio, não é? — mas tive que o fazer ao escutar meu nome.

- Desculpa, te conheço?

- É claro que não, mas pode conhecer. Sou Travis Simmons. — estendeu sua mão. As olhei quase que desprezando, mas decidi ser educada.

- Como me conhece, senhor Simmons?

- Ora! Por favor, não me chame de senhor se não terei que me afogar em algum lugar! — continuou rindo, me fazendo esperar por mais explicações. — Me desculpe, acho que exagerei no vinho. Bom... Eu leio seus livros, Emily.

- Senhorita Divisio, por favor. Eu não te conheço. — arqueei minhas sobrancelhas para o rapaz que ainda ria baixo. Claro que com toda a sorte que eu tinha, um leitor bêbado conseguiria me reconhecer. Voltei a atenção para meu cigarro, ignorando a presença de mais alguém ao meu lado.

- Posso lhe chamar para tomar um vinho comigo? Adoraria te conhecer melhor... Você parece ser uma mulher muito interessante!

- Não, obrigada. Estou acompanhada. — apontei para Corey, que já se encontrava com a cadeira virada, observando meu díalogo com o homem desconhecido. Uma de suas mãos estava elevada em sua têmpora, apoiando a cabeça.

- Ele não vai ficar desapontado se você me der pelo menos dez minutos de atenção. — ele agarrou meus braços, me puxando para o bar do restaurante cheio.

- Me solta seu babaca! Eu já disse que estou acompanhada.

Senti uma segunda mão me puxar pra si. Corey cerrava seus olhos ao rapaz à frente, centralizando seu nervoso num punho fechado. Estava tentando decifrar como ele havia conseguido chegar tão rápido até mim.

- Você não a escutou? Ela está acompanhada.

O rapaz rapidamente soltou as mãos dos meus braços, e colocou-se para rir dessa vez. Vendo que Corey não conteria sua raiva por muito tempo, desfiz seu punho fechado, entrelaçando nossas mãos.

- Acompanhada por quem? — fez-se de desentendido e começou a procurar por alguém pelo ambiente. — Não vejo ninguém ao lado dela.

- Escuta... Não quero perder minha noite e muito menos meu tempo com gente como você. Então, evite demais fadigas nesse lugar de classe mais alta que a sua, e deixe minha namorada em paz, assim como todos os outros.

- E quem manda aqui, é você por acaso?

- Eu avisei.

Sentindo a mesma raiva que Corey, soltei minha mão da dele, permitindo que ele partisse pra cima do ser repugnante a minha frente. Corey muito mais forte, acertou um soco bem servido no meio da face do homem, que cambaleou pra trás segurando o nariz que já começara sangrar. Demos de ombros para demais olhares pesados sobre nós, e caminhamos até o carro, partindo daquele lugar, comigo sentindo-o apertar forte minha mão contra a sua.

- Te deixo sozinho por pouco tempo, e veja o que acontece... Esses idiotas já aparecem! — comentou rindo, enquanto deixava uma mão ao volante e a outra passeava impaciente por seu maxilar tenso.

- Se acalma, Corey. — escutei um riso sair involuntário de suas cordas vocais ao me ouvir pedindo. Ele ria atoa quando estava nervoso, era um modo que via de cessar toda a raiva que sentia.

- Okay. — ele soltou um suspiro pesado, apertando o volante. — Estou me segurando para não voltar lá e o matar.

- Você não precisa de tudo isso, Corey. É só um bêbado.

- É, mas ele tocou em você!

- Corey para de bancar o ciumento. A gente nem se gosta!

Ele freou o carro bruscamente, fazendo meu corpo perder a inércia. Suas mãos seguraram firme o volante, como se ele pudesse sair a qualquer momento de tanta força que ele aplicava.

- Emily... Você é minha, só minha!

- O quê? Eu não sou sua propriedade, Corey.

- Você é minha mulher.

- Eu não sou sua mullher!

- VOCÊ É MINHA! — ele gritou, me fazendo pular de susto no banco ao lado. Suas mãos bateram forte no vidro de seu carro, o fazendo se contorcer de dor logo após. Ele estava descontrolado, e eu tinha que fazer alguma coisa para que aquele ódio sumisse de sua pulsação. Pela primeira vez depois de anos, pude me sentir vulnerável... E com medo.

Coloquei minhas mãos sobre as suas, as analisando. Um roxo começara se formar em seu dedo mindinho. Seu olhar era vázio. Eu não queria ter feito tudo voltar à estaca zero. Delicadamente virei seu rosto para eu analisar, e como um choque, aqueles olhos azuis repousaram indiferentes sobre mim.

- Eu sou sua, Corey. Só sua. — falei, esperando as mudanças de seu olhar, mas me desesperei ao ver que ele apenas se tornara frio.

- Você está com medo de mim, Emily.

Engoli um seco, tirando minhas mãos rapidamente de sua pele. Meus olhos não conseguiam esconder o quão amedrontados estavam. Eu estava me sentindo ameaçada, e amaldiçoada por não conseguir fazer o que eu sempre tive tanta cautela e cuidado: Esconder-me.

- Não se sinta assim... Você sabe que eu nunca faria nada pra você, Emily. — ele bufou. — A gente já se envolveu demais, não acha?

- Do que você está falando, Corey?

- Eu estou falando que sou completamente apaixonado por você, Emily! Ainda não percebeu?

Aquilo me atingiu como um soco na cara. Era como se cada parte de meu corpo estivesse rejeitando suas palavras. Eu não queria receber aquele sentimento que eu não podia dar. Ainda mais quando se tratava de Corey. Eu sabia que tínhamos nos envolvido mais do que devíamos, mas ambos também sabíamos que envolver sentimentos não fazia parte. Ainda mais quando eu — definitivamente — não o tinha.

- Corey, eu...

- Casa comigo, Emily?

- O quê!?

- Quer se casar comigo, Emily? Foi pra isso que eu te trouxe até aqui.

- Corey, não é uma coisa que possa se decidir de uma hora pra outra! Você tem noção do que um casamento significa?

- Como se você se importasse com isso!

- Corey, eu não te amo.

- Eu sei disso, Emily.

- Então porque quer se casar comigo mesmo assim?

- Porque não é mais um jogo pra mim, Emily. Não é só o seu corpo que eu quero... Não é só me deitar na cama com você todas as noites. Eu nunca quis alguém, mais do que estou querendo você. A única coisa que eu realmente amei, era odiar...

- Corey isso saiu do controle. Vou passar a noite em algum hotel pra você poder pensar melhor, okay?

- Eu não tenho mais no que pensar, Emily! Não está saindo como planejado, eu sei, mas eu nunca estive tão decido em minha vida.

- Pense melhor, Corey. Amanhã a gente conversa.

Sai do carro, o deixando imóvel, apenas acompanhando os meus passos com o olhar perplexo. Meus pés andavam apressados pelas ruas, e meus cigarros não seriam o suficiente para passar a noite; A que eu com certeza passaria em claro.

°°°

O sol já estava nascendo fraco entre as montanhas. A brisa gélida entrava pela janela aberta da sala de estar em que eu me encontrava deitada no sofá, encarando o teto. Os cigarros tinham acabado, e o gosto da nicotina em minha boca só me deixava com mais vontade consumi-los mais uma vez. Meu celular se mantinha quieto, por minha surpresa. Corey não havia me ligado na noite anterior. Minha cabeça latejava, e minha garganta havia se fechado, como se um bolo de pêlo estivesse entre ela, me impedindo de respirar direito. Eu sempre odiei flores — elas me causavam alergia — e por minha má sorte a casa estava cheia delas. Olhei o relógio pendurado na parede, eram nove e quinze da manhã. Eu não sabia como encará-lo, mas eu precisava o fazer.

Subi as escadas lentamente, tentando não fazer com que meu salto fizesse aquele barulho irritante. Havia preparado algumas palavras para dizer, mas a cada degrau que me elevava até o andar de cima, elas pareciam sumir de minha mente.

A porta do cômodo estava entreaberta. Fui até lá, me deparando com um quarto vazio e impecavelmente arrumado. Minha mala — também arrumada — se encontrava em cima da cama. Um pedaço de papel havia sido repousado sobre a mesma.

O dinheiro do taxi está dentro da sua bolsa.

Arrumei sua mala para facilitar sua ida. Quando chegar, suas coisas que ficaram em casa, já estarão de volta.

Corey.

Nada do que eu temia. Ele com certeza iria embora depois da minha negação ao seu pedido de casamento. Mas a pior parte de tudo naquele momento era: eu não tinha um cigarro.

- Senhorita? — escutei uma das empregadas me chamar. Despertei-me de meus devaneios e virei-me pra ver o que era.

- Sim?

- O taxi que o senhor Taylor contratou já está a esperando.

- Okay.

A mulher apenas assentiu, saindo e me deixando sozinha mais uma vez ali. Olhei em volta, procurando por algo que houvesse sido deixado por Corey, mas o local se encontrava limpo. Apenas com o móveis originais o ocupando. Desci as escadas rapidamente, já escutando a buzina do motorista impaciente. A mala fora colocada no banco de trás, junto a mim. E então escutei o motor ranger.

Notas finais
Supresa? kk .-.