Psychosocial
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Pra quem leu o capítulo anterior incompleto, corre lá pra ver o que aconteceu, ok? .____.
- Ganhei mais dois leitores fantasmas. Caramba. :/
Bom... Enfim. Façam uma boa leitura. :B
Capítulo 10
- Senhor Taylor, por favor. — escutei uma voz desconhecida ao interfone. — É a polícia.
Por um momento achei que meus batimentos cardíacos haviam tido uma crise, pois a minha visão havia se apagado por breves segundos. Corey que estava próximo ficou intacto, engolindo um seco.
- Manda o Andy abrir o portão pra ele. — falou por fim.
Depois de longos minutos aflitos, escutamos batidas na porta. Corey lançou-me um olhar significativo antes de abri-la então. Tanto as minhas, quanto as pernas dele pareciam que iam vacilar a qualquer momento, e absolutamente por causa disso, e por ver o xerife acompanhado de seu assistente entrar na sala, que preferi me sentar e me preparar para o que poderia vir a seguir. Tínhamos feito tudo com muito cuidado, até mesmo o assassinato dos velhos mais cedo. Apesar de Corey ter preferido não sujar suas próprias mãos — o que particularmente havia me surpreendido bastante — tínhamos toda a certeza de que aquele rapaz não iria colocar em risco sua própria vida. Conhecia tipos daqueles... No fundo eram tão indefesos quanto às vítimas que tinham que matar em troca de dinheiro. Eram fracassados, uns belos de uns fracassados que não tinham mais nenhum modo de sobrevivência, ao não ser topar qualquer bico que lhe aparecessem — independente do que fosse, no entanto.
- Corey Todd Taylor? — o xerife perguntou.
- Sim, senhor. Podem se sentar. — Corey apontou para o velho seu estofado, mas o homem apenas ignorou e continuou:
- Vim te trazer uma notícia. — pigarreou estendendo um envelope para Corey, que o pegou rapidamente de sua mão. — Hoje mais cedo encontramos mortos os gerentes de sua companhia, senhor Taylor. Joseph Morgan, James Cameron e Phil Thompson. Eles foram assassinados a tiros.
- O quê!? — Corey fingiu incredulidade ao escutar.
- É...Foi hoje pela manhã, por volta das sete. os empregados ainda não tinham chegado para seu expediente, então ninguém sabe como aconteceu.
- Mas e o assassino?
- É aí que chegamos a parte curiosa de tudo. Por favor, senhor Taylor, abra o envelope.
Corey ainda cauteloso resolveu fazer o que o velho pedia, puxando de dentro algumas folhas de papel sulfite com impressões feitas. Corey as analisou com cuidado, dedicando toda a sua atenção — que com certeza devia estar com um ponto afetado, devido o medo do pior. Eu ainda sentada ali, estava me controlando ao máximo para não ir simplesmente arrancando as folhas de suas mãos.
- Você conhece este homem?
- Absolutamente não, senhor. Quem é?
- Guilhermino Rodriguez.Um clandestino mexicano. Des Moines não costuma ter esses tipos de feitores, mas de uns tempos pra cá andamos tendo muitas denúncias de habitantes como estes por aqui. Bom, deixando essas informações de lado, vou ao que realmente te interessa, filho. Ele não se refugiou após o crime. O encontramos com a arma na mão, aliás.
Segurei o máximo o riso que queria soar por ali, mas imediatamente me censurei ao ver a atenção do segundo policial se virar pra mim.
- Queremos saber se a empresa estava tendo rixas com outras, ou até mesmo se os responsáveis por ela estavam tendo problemas pessoais...
- Me desculpe, senhor, mas eu não entendi direito. Aonde quer chegar?
- Corey, seu avô construiu a maior rede de empresa automobilística de Des Moines, e você como novo dono... Bom, sabemos que algumas coisas devem ter mudado. Não o acusando, não leve para esse lado. Mas só queríamos saber se estavam se envolvendo com coisas erradas... Ajudaria muito para solucionar o caso de seus falecidos gerentes, e creio que amigos também. — falou por fim, e sem o menor pudor.
- Com todo o respeito, senhor xerife. Mas já que tem plena sabedoria que sou, atualmente, o dono da maior rede de empresas de Des Moines, deve saber também que tenho dinheiro o suficiente para andar com os meus negócios honestamente. As empresas Taylor estão funcionando perfeitamente no mercado desde 1989.
- Me desculpe, senhor Taylor, pela insinuação. Nós só não entendemos o motivo do assassinato...
- Já procuraram interrogar a própria família dos falecidos? — perguntei em intrometendo, e arracando a atenção de todos. — Talvez os próprios tenham problemas pessoais, quais devem ser distintos da sabedoria de todos, inclusive do próprio patrão. — continuei, vendo Corey sorrir discretamente.
- Nós também sabemos disso, senhorita... ?
-Divisio, Emily Divisio.
- Senhorita Divisio. Por enquanto só interrogamos o assassino. Na verdade tivemos uma tentativa frustrada de realizar o mesmo. O homem se recusa a mencionar uma palavra.
- Então creio que devam tentar com outras pessoas também. — Corey voltou a falar.
- Tudo bem. Por enquanto é só. Queremos alertá-lo para que tome cuidado... Como o caso ainda não foi resolvido, e o motivo ainda não é conhecido, creio que deva tomar conta de sua segurança, senhor Taylor.
- Tudo bem, xerife Gordon. Tomarei minhas providencias. — concordou assentindo, enquanto acompanhava os homens até a saída.
- Ah só que me faltava ser tachado de clandestino também! — zombou, revirando os olhos e se jogando no sofá. — Você me salvou de uma. Eles ainda iam insistir bastante naquele assunto...
- Mas são burros demais para fazer isso direito. Estava na cara que ainda estavam despreparados para uma investigação. Nem interrogar o assassino eles fizeram ainda.
- Bom, eu posso dizer a eles que o mexicano tinha um comparsa, e que eles haviam invadido minha casa na noite anterior a mando dos infelizes dos meus ex-companheiros financeiros... Posso dizer também que a minha namorada é uma psicopata e que o matou... Que teve que costurar o meu braço em seguida porque eu levei um tiro do el chavo. Ai depois de uma boa dose de uísque, conto que me arrependi de não ter estourado a cabeça de todos eles com as minhas próprias mãos. Solucionaria o problema deles, não?
- Claro... E se você gostar de pimentas, podemos até nos refugiar no México, o que acha?
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