Psycho Lovers
1 Hospital Psiquiatrico Clockwork
Notas iniciais
SAMMY P.O.V
A luz que vinha da janela de ferro iluminava o quarto com uma tonalidade amarelada. O chão branco e frio refletia a luz que batia em meus olhos e me obrigavam a acordar antes do sinal tocar.
Eu me levanto e bato duas vezes na parede do meu quarto, como resposta, meu vizinho bate tres vezes.
Uma forma de comunicação desesnvolvida por nós dois para sabermos se aconteceu alguma merda naquele sanatorio, e a resposta dele foi tranquila.
Acalmei minha mente, eu odiava ter que criar uma relação com aquele cara, mas era algo necessario para a minha sobrevivencia naquele lugar.
Dou uma volta pelo quarto, para saber se tinha algo que estava diferente de ontem, felizmente o papel que escondi na dobra da porta ainda estava lá, isso significa que ninguem entrou no meu quarto de noite.
Uma cama de solteiro simples e com lençois brancos ocupava o canto do quarto pequeno juntamente com uma escrivaninha que eu deixava um livro que eu peguei na biblioteca do hospicio, um livro sobre um garoto que queimava coisas.
— Piromaniacos são pessoas legais, eles queimam outras pessoas, Sammy aprova isso. — Falei comigo mesmo.
Eles nunca falam o por que de estarmos aqui, mas uma coisa eu sei.
Se alguem entra em Clockwork é por que fez muita merda. Infelizmente eu não lembro muito do meu passado, então não sei o que fiz de ruim para estar nesse inferno.
TRIIIIIIIIIIIIIII-
O sinal tocou, e quase que instataneamente os caras de jaleco branco entraram na sala. Já fazia 5 meses que eu conhecia eles, sempre de cara amarrada, nunca diziam seus nomes, então fiz questão de criar nomes para eles.
— Hey, Jackson, não há necessidade de tranquilizantes hoje, não é? — Falei levantando as mãos para o céu.
O rapaz de cabelos negros e uma cicatriz na bochecha ficou calado, apenas se aproximou de mim e puxou uma agulha do jaleco.
— Hey, eu sei que fiz mal ontem, mas vamos deixar as diferenças para trás, estamos todos de branco. — Sorri.
A agulha entrou rapido em meu braço e tão rapido como, eu adormeci.
LEY P.O.V
Fui acordada com um susto e rapazes de jaleco me carregando para o refeitorio, tudo isso por causa de um café da manhã.
No caminho eu vi uma menininha sorrindo para mim, ela levou o dedo aos labios e fez sinal de silêncio. A psiquiatra disse que eram ilusões, que não havia nenhuma garotinha aqui, que os unicos mais jovens era eu e um garoto problematico do outro bloco.
Era triste uma beldade como eu de 15 anos estar presa em um lugar como esse, todo azul e branco.
— Obrigado senhora. — Pego meu café da manhã e sento numa mesa vazia.
Enquanto como devagar meu café, observo os outros loucos que ali estavam.
Havia um cara babando na comida, provavelmente tinha tomado um remedio dos fortes. Ainda bem que só preciso de remedio quando as alucinações estão fortes demais.
BOOM-
A porta se abre com uma batida forte, de lá dois caras de jaleco carregam um um jovem que parecia estar drogado.
— Eu odeio todos esses vermes, são todos odiados... odeio você, você, você, odeio você tambem, vixi... você eu odeio demais. — Ele gritava e apontava para os outros loucos que se afastavam dele.
Eu conhecia ele só por fofoca, os outros loucos jamais chegavam perto dele, ele era como um louco em quarentena e perigoso o suficiente para precisar de dois caras de jaleco para segurar ele.
Seus cabelos negros estavam longos e seus ohos negros estavam sem brilho e distantes, talvez por causa da droga que deram a ele. Ele se aproxima da moça da cantina, coitada ela é uma novata, assim como eu, estamos aqui a apenas 1 semana.
— Sua humana imunda, sua existencia polui o ambiente. Faça logo sua missão para morrer e servir para algo, dê-me logo o meu café. — Ele arranca o café da maõ da garota que estava assustada.
— Senhor... Não aja assim. — Ela tenta repreende-lo.
— Quem você pesna que é para dirigir sua palavra a mim? parece que lixo começou a falar e quer se achar gente, repugnante, ja matei por menos que isso.
Esse era Sammy, o garoto que matou os pais e os irmão e foi encontrado banhado em sangue sorrindo.
Comparado a ele, eu, Lesley, apenas tenho alguns problemas com alucinações e voes na minha cabeça, ele é perigoso.
NUNCA VOU ME ENVOLVER COM ESSE CARA.
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