Psycho

1 Madness in Hell


Notas iniciais
Gente, juro que tentei fazer algo de terror (li até Stephen King), mas saiu esse suspense leve. Mas prometo que vou tentar melhorar pro próximo Halloween, e farei um terror mesmo :) MAIS UMA COISA ANTES DE LEREM: ELES NÃO TEM PODERES (AU). Boa Leitura!!!

"O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado". — William Shakespeare

Marinette mordeu o lábio inferior e fitou Alya.

— Eu não posso amiga. Sinto muito.

— Ah, qual é? Não me diga que está com vergonha ir à festa. — a morena colocou as mãos na cintura e encarou a amiga.

— Não estou. Apenas... prometi pra minha mãe que ajudaria nos doces especiais que a padaria faz pro Halloween. — sorriu nervosa.

— Tem certeza que não quer ir? O Adrien vai.

— O Adrien não vai. — Nino se aproximou entrando na conversa — Falei com ele mas o velho dele não deixou.

— Bem, então vamos ser só eu e você. — Alya respondeu ao namorado.

— Se divirtam por mim. — Marinette sorriu e seguiu para sua casa. Hoje a noite seria longa, já que era Halloween, o feriado favorito dos criminosos.

***

— Olá, my lady. — Ladybug ficou de pé e virou-se para o parceiro.

— Está um pouco atrasado, chaton.

— Sei disso. É que aconteceram alguns imprevistos e tudo mais. — coçou a nuca enquanto a heroína o fitava. — Então podemos come... — o loiro parou de falar do nada e Ladybug franziu a testa.

— O que houve?

— O que é aquilo? — o garoto andou mais para frente e a azulada se virou para acompanhá-lo. — É um zumbi?

— Ou quem sabe alguém fantasiado de zumbi? Já que é Halloween. — ela riu de leve.

— Porque uma pessoa andaria tão devagar assim? E provavelmente também não andaria em uma rua não movimentada na noite de Halloween. — a garota fez careta. — Acho melhor irmos verificar.

— Como quiser. — os dois desceram do prédio e caminharam até o suposto zumbi. Quando chegaram atrás dele, Ladybug colocou a mão no seu ombro e quando ele se virou, soltou um grunhido que a assustou a joanina. — Mas o que... — ele avançou na direção dela mexendo os braços de maneira desgovernada e Chat Noir não pensou duas vezes em bater nele com seu bastão. — Chat!

— O que foi? — ele deu de ombros e o zumbi levantou novamente. Ele arranhou o braço de Ladybug, então felino deu uma pancada mais forte, o que fez com que a cabeça dele saísse rolando.

— Meu. Deus. — Ladybug levou as mãos até a boca e tomou um susto assim que a cabeça soltou outro grunhido. Chat Noir jogou a mesma longe com o bastão e depois encarou sua parceira ofegante.

— Eu disse que era um zumbi.

Depois do ocorrido, Ladybug e Chat Noir estavam no topo de um prédio, comendo hambúrgueres e vendo as crianças pedirem doces nas casas.

— Como isso é possível? — na cabeça da joaninha não existiam coisas sobrenaturais como os filmes mostravam. Essa coisas de magia e poderes era surreal demais.

— O quê? O zumbi ou aquele garoto fantasiado de Freddy Krueger conseguir abrir o bombom? — ela revirou os olhos.

— Zumbi.

— Ah! Bem, eu não sei. Mas dizem que coisas estranhas acontecem na noite de Halloween.

— Não podemos agir normalmente depois disso. — Marinette passou a mão pelo ferimento deixado pelo zumbi, onde tinha um rasgo no seu uniforme.

— Tem razão. Ih, olha ali você e eu. — Chat riu e apontou para duas crianças fantasiadas da mais famosa dupla de heróis de Paris, andando de mãos dadas enquanto pediam doces.

— Que fofos! — Ladybug não pode deixar de sorrir.

— Bem que a gente podiam andar de mãos dadas também. — ela arqueou a sobrancelha — Pra deixar a fantasia deles mais real, ué. — Ladybug balançou a cabeça em negação e ficou de pé.

— A deles ou a sua? — o gato riu — Precisamos verificar se mais coisas estranhas não estão acontecendo. — os dois saíram correndo pelos prédios na parte mais sombria de Paris e logo avistaram Jackady, mais um dos akumas de Hawk Moth, correndo após furtar uma casa. — Não é nada incomum, mas vamos lá. — a dupla parou em frente o vilão que os encarou e arregalou os olhos.

— Eu não vou cair nessa.

— Do que você está falando? — Chat o fitou confuso.

— Já encontrei umas dez garotas fantasiadas de Ladybug e uns dez garotos de Chat Noir. Não vão me colocar medo. — o felino riu.

— Pode acreditar que somos os verdadeiros. — os dois partiram para cima de Jackady e logo conseguiram o prender. Porém quando olharam para os lados, viram algo totalmente incomum.

— Isso são...

— Mais zumbis vindo em nossa direção? Acho que sim. — Jackady aproveitou a chance para escapar, deixando Ladybug e Chat Noir serem cercados pelas criaturas macabras.

— De onde eles vieram?

Marinette enxergava os zumbis como pessoas com a pele rugosa, acabada. Eles andavam lentamente, mas atacavam rápido se estivessem perto demais e o ferimento no seu braço era a prova disso.

O cheiro que eles exalavam, Adrien podia descrever como "aroma de morte". O grunhido das criaturas era estranho e perturbador. O medo já se espalhava pelos corpos da dupla, que não sabiam de maneira alguma o quanto eles eram perigosos.

— O que vamos fazer? — o garoto pegou seu bastão e ficou preparado.

— Não sei.

— Improvisar então?

— No momento é o que temos. — a azulada deu de ombros. Antes que fizesse algo, uma das criaturas atacou Ladybug. Chat a jogou longe com o bastão, mas depois outros zumbis o seguraram. A heroína socou a cara de um e sentiu uma dor forte no pulso, em seguida outros vieram por cima dela e a derrubaram.

— Ei, me soltem! — Adrien tentava sair, mas os zumbis eram incrivelmente fortes e o ergueram para cima, logo fazendo o mesmo com Marinette.

— Pra onde estão nos levando? Me coloquem no chão! — a garota se debatia enquanto sentia o pavor percorrer seu corpo. Marinette odiava perder o controle da situação, isso a deixava nervosa e com uma estranha vontade de vomitar. Sua respiração ficava acelerada e sua mente girava. Parecia que ao longe ouvia os gritos de irritação de Chat Noir, enquanto ambos eram engolidos pela escuridão noturna carregados por criaturas medonhas.

Os zumbis jogaram Marinette e Adrien em uma sala escura, fechando a porta em seguida. O som da batida fez com que a azulada abrisse os olhos e acordasse em um quarto branco. A mesma passou a mão na testa suada.

— Ufa! Era só um pesadelo.

***

Ladybug e Chat Noir conversavam no topo de um prédio enquanto observavam as crianças batendo na porta das casas e pedindo doces.

— Tive um sonho esquisito. — a garota começou — Na verdade tá mais pra pesadelo.- ela abraçou seus joelhos quando a brisa leve envolveu seus corpos como um véu frio.

— Sabe que eu também. Eram sobre zumbis me sequestrando. — ele disse.

— O meu também. — os dois se encararam desconfiados.

— Como... — um grito interrompeu a fala de Chat. Os dos vigilantes ficaram de pé e viram várias crianças correndo de algo. Eles rapidamente desceram do prédio e no fim da rua, que antes estava iluminada e movimentada e agora estava escura e deserta, viram um criatura horrenda com olhos avermelhados.

— O que é isso? — a criatura rosnou fazendo com que os dois recuassem um passo.

O olhar de Ladybug desceu e parou em um corpo mutilado ao lado do que podiam facilmente chamar de monstro. A dupla não poderia o descrever nem se quisesse.

— O que vamos fazer? — ela disse baixo, porém antes que Chat Noir respondesse, a criatura avançou na direção deles. Os dois estavam literalmente paralisados, sem saber o que fazer. No entanto, para a surpresa deles, o monstro passou por eles e saiu correndo.

— Ainda estamos vivos? — o felino abriu um dos olhos e depois abriu o outro. — Talvez sim mas ainda acho que estou no céu.

— Porquê?

— Porque tem um anjo bem na minha frente. — a azulada revirou os olhos.

— Como consegue fazer piada numa hora dessas? — ela engoliu em seco. — Precisamos ir atrás dele antes que mais alguém se machuque.

— Tem certeza que quer is atrás daquilo?

— Não. — seus olhos pousaram no corpo mutilado jogado no chão. O braço estava jogado ao lado da perna, o rosto amassado no chão e a poça imensa de sangue ao redor. Era impossível saber quem era — Mas precisamos fazer isso, vamos logo. — Ladybug e Chat Noir correram na mesma direção a qual o monstro se deslocou.

— Ele está indo pro parque . Acho que é proibido entrar aí durante à noite. — ironizou.

— Mas ele está indo pra floresta. — os dois pararam na entrada e se entreolharam.

— Não acho que seja uma boa ideia entrar nessa floresta escura e sombria na noite de Halloween. — a azulada respirou fundo. Ela estava assustada. Um monstro como aquele não era comum na cidade. Na verdade não era de fato comum em nenhum lugar.

— Somos os heróis de Paris, precisamos fazer isso. — ela deu alguns passos para frente mas o loiro permaneceu parado — Vem comigo ou não? — Chat Noir suspirou.

— Fazer o quê... — resmungou e seguiu a joaninha.

— Por acaso você não tem uma lanterna aí? — Ladybug não conseguia ver quase nada a medida que adentravam a floresta.

— My lady, eu tenho equipamento de visão noturna. — o felino segurou a mão dela que levou um susto com o toque — Calma, sou eu.

— O que está fazendo?

— Te ajudando. — Marinette sentiu algo no seu pé e deu um pulo. — Foi só uma planta. — o coração da azulada estava acelerado e a cada vez que adentravam na escuridão profunda da floresta, sons macabros iam se apropriando de seus ouvidos enquanto a garota respirava fundo tentando provar a si mesma que era só coisa da sua cabeça.

Se tinha algo que Ladybug odiava, era não ter o controle da situação. O que era exatamente o que estava acontecendo agora. Não que ela não confiasse em Chat Noir, mas o medo estava tomando conta do ser corpo, o que a fazia não conseguir raciocinar direito.

Marinette tropeçou em algo e caiu de cara no chão. Chat Noir agarrou o braço dela para ajudá-la, porém algo segurou o pé dele e o puxou.

— Chat?

— O que é isso? ME SOLTA! — Ladybug levantou desesperada e segurou na mão do parceiro que era puxado com mais força. As únicas coisas escutadas naquele silêncio macabro, eram os gritos amedrontados dos dois.

Marinette segurou o braço do loiro que com um puxão mais forte foi arrastado de vez. A garota tentou correr na direção onde os gritos de Chat vinham porém como não enxergava nada, tropeçou novamente, ficando por fim sozinha na escuridão hedionda.

— Chat? — chamou baixinho deixando as lágrimas escorrerem de seus olhos. Foi tateando até achar uma árvore, escorou-se nela e ficou de pé com a respiração ofegante e o coração acelerado. — Por favor, que você esteja bem. — desejou que nada de ruim tivesse acontecido com o parceiro.

A azulada não sabia o que faria, já que não enxergava nada. Então decidiu ficar parada por um instante, para pensar. No entanto um líquido esquisito que desceu do tronco da árvore fez com que ela mudasse de ideia. A garota pulou para frente dando um grito abafado e colocou a mão na árvore, fazendo com que o líquido cobrisse sua mão. Logo depois levou a mesma até uma distância próxima do rosto e cheirou.

— Isso é... Sangue? — o pavor tomou conta de si e Marinette começou a esfregar as mãos freneticamente na árvore ao lado e até em seu uniforme. Totalmente amedrontada correu para qualquer lugar finalmente achando uma fraca luz que vinha de um poste isolado no meio da floresta.

Olhou para si mesma e viu as manchas vermelhas, comprovando que o líquido era realmente sangue. Entretanto, não queria de forma alguma saber de onde veio.

— Chat, eu preciso de você! — mais lágrimas saíram de seus olhos e logo o poste começou a falhar até se apagar. — NÃO! — balançou o mesmo no momento de desespero e com medo de ficar sozinha novamente na escuridão horrenda da floresta. Obviamente seu temor se concretizou e a azulada foi obrigada a sair andando sem rumo e sem enxergar os caminhos os quais percorria, com medo da criatura medonha que perseguia com seu parceiro e que ainda podia estar a solta.

O silêncio apavorante tomou conta dos seus arredores. Marinette então, pode ouvir som de passos, o que a deixou em alerta para qualquer coisa ruim que pudesse se aproximar.

— Chat? É você? — nada foi dito como resposta. Apenas mais passos lentos. O que a deixava muito mais tensa do que estava. — Q-Quem é você? — sua voz saiu trêmula e cheia de pavor, porém os passos apenas foram se aproximando. Marinette correu para o lado oposto, no entanto do nada algo agarra sua mão e a puxa para baixo com força, fazendo a mesma cair no chão. — Por favor, não me mate! — fechou os olhos esperando algo acontecer, mas nada podia ser ouvido a não ser o som de uma risada macabra muito conhecida por ela: Hawk Moth.

De repente, com ela ainda no chão algo como se fossem tentáculos segurou seus braços e depois suas pernas, por fim tapando sua boca. Marinette se remexia apavorada tentando gritar, porém era como se a própria terra estivesse a engolindo. Sua voz não podia ser ouvida. E por fim a azulada sentia-se como se estivesse caindo em um poço sem fundo, até que um clarão e um estrondo fez com que a mesma abrisse os olhos e acordasse.

— Hora do remédio, Ladybug. — o homem chegou ao lado dela rindo e segurou a mandíbula da garota com força. Marinette então se remexia incomodada. — Seja uma boa menina. Adrien, ou melhor, seu parceiro Chat Noir já tomou o dele também. — a força, a garota engoliu os comprimidos.

— Como vai o tratamento? — um homem de uniforme e jaleco tão branco quanto o quarto, adentrou o mesmo fazendo com que a azulada se remexesse mais incomoda ainda.

— Acho que ela regrediu, Dr. Agreste, assim como seu filho. Os dois ficam balbuciando coisas sobre salvar Paris de um tal de Hawk Moth.

— Certo, obrigado. Agora deixe-nos sozinhos, Simon. — o homem saiu deixando apenas Gabriel e Marinette no quarto. — Todos dizem que você é louca e que talvez não exista cura para sua insanidade. Mas eu e você sabemos que não é bem assim, não é mesmo Ladybug? Acontece que seus piores pesadelos realmente se concretizaram aqui. — algumas lágrimas escorreram pelos olhos da garota.

— Monstro. — sussurrou com medo.

— Ah, que isso! Não pense que eu não tenho coração. Eu tenho sim e ele está guardado num vidro em cima da minha escrivaninha. Ao lado do vidro que eu reservei para o seu. — Gabriel riu e deu as costas para a mesma enquanto saía do quarto. — Ah! Quase ia me esquecendo. — parou ainda virado de costas — Tenha um ótimo Halloween! — sorriu de canto e por fim bateu a porta deixando Marinette sozinha na imensidão branca sem vida do buraco o qual havia sido jogada, também mais conhecido como hospício.

"Todos os monstros são humanos". — American Horror Story

Notas finais
Por favor me digam que entenderam a mensagem de que essa coisa de "Ladybug e Chat Noir" era tudo da cabeça deles, e Hawk Moth era quem maltratava eles no hospício. Sabe aquela coisa de a história nunca aconteceu e os personagens principais são loucos e tudo se passou na cabeça deles baseado na realidade? Então é basicamente isso. Tomara que tenham entendido! Enfim, espero que tenham gostado ao menos um pouco. Feliz Halloween!!! Kittykisses xx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!