Psicose

2 Capitulo 2


Notas iniciais
Para engatar de vez aqui está a continuação, boa leitura!

Dias atuais

–Você não pode estar falando sério, como assim prefere a terceira temporada de walking dead a quarta? –Reyna perguntou incrédula a seu irmão gêmeo, Nick.

–Pois estou, a terceira tem mais ação e o melhor vilão da série trucidando todo mundo, essa quarta é novelão, metade dos episódios é só falação— Nick respondeu.

–Tenho a obrigação de informar que sua opinião está equivocada, depois que trocaram o produtor a série só vem melhorando, os enredos são mais coesos e os diálogos muito superiores as temporadas anteriores, se tira só pelo final...

–Pelo amor de deus! Parem de falar sobre series e filmes, minha cabeça vai explodir se ouvir mais uma vez a palavra temporada, estamos de férias, num parque de diversões incrível em frente à praia e até agora a única coisa que fizemos foi permanecer sentados nesse banco duro com cheiro de gordura da banca de batata frita—Aria ralhou irritada, jogou o cabelo para trás como sempre faz quando está incomodada com algo e ficou encarando o mar a nossa frente— Vamos fazer alguma coisa, andar por ai, descobrir se chegaram pessoas novas na cidade, comprar algodão doce, não importa o que, mas desde que seja fora daqui— Ela continuou, mais calma, fitando a orla do mar.

–Se está tão chateada faremos como quiser, não é como se Walking dead fosse uma serie empolgante como o HQ, falar nela é perda de tempo...

–Seria—Reyna o cortou— Mas o HQ nunca que é melhor que a série...

–Para mim já basta. —Aria chiou, vou atrás do Nate, faz quase uma hora que ele saiu para comprar os ingressos da montanha- russa e ainda não voltou, talvez assim não fique boiando na conversa...

–Espere Aria, vamos parar com isso, não é mesmo Reyna? —Ele lhe olhou pedindo reforço e a irmã fez que sim. — Viu? Vamos procurar o Nate agora, todos juntos— Ele frisou o juntos.

Nick levantou e Aria sorrindo deu a mão ao namorado, a amiga chamou Reyna para andar ao lado deles mas a mesma negou e disse que podiam ir na frente.

Hoje se completa cinco anos desde o dia que fora atacada na floresta temperada. Muita coisa havia acontecido desde aquele dia, ela já tinha dezessete anos e estava indo para o último ano do colégio... Reyna olhou para o irmão e melhor amiga a sua frente, andando de mão dadas, rindo de alguma coisa boba e se permitiu ficar feliz por eles, no início não aceitou muito bem a excêntrica relação, estava certa de que nunca mais iria falar com Aria novamente, porem seus pensamentos mudaram...

Há cinco anos um estranho a salvou da morte, ele fez o impossível para traze-la de volta e a protegeu quando a mesma desmaiou exausta em seus braços, a carregou para longe da horrível floresta e a trouxe em segurança para casa. Aria permaneceu inconsciente até quando ele a deitou no balanço de madeira em frente à sua casa, pois quando percebeu que estava se afastando ela segurou seu pulso e pediu que esperasse, sua voz estava tão fragmentada que e a menina se surpreendeu.

–Desculpe, não pretendia acorda-la, tocarei a campainha para que sua família cuide dos ferimentos e logo estará tudo bem, irei embora e você não precisara se preocupar com mais nada.

–Não... Não vá ainda, tenho tantas pergun... tantas... — Ela se forçava a continuar falando mas não conseguia.

Ele chegou mais perto e tocou seus lábios com as mãos.

–Não fale, deve poupar energia—Não se preocupe com nada agora, infelizmente não posso ficar, sua família não está pronta para mim...

Ele passou sua mão pela face ainda suja de sangue de Reyna gentilmente, beijando-lhe a testa. Reyna tinha a impressão de estar corando e ficou com raiva, nem sabia quem ele era para confiar tanto.

–-Quem é você? Porque é tão bom e cuidadoso comigo, porque minha família não poderia vê-lo? Nem mesmo sei seu nome...

Ele desviou o olhar dela e fitou as mordidas que a sombra tinha feito em seu pescoço, parecia um pouco perturbado.

–Façamos assim Reyna, eu prometo voltar para responder suas perguntas e você em troca promete nunca mais fazer nada imprudente.

–Voltar quando? —Ela perguntou.

–Antes mesmo que perceba minha ausência.

Reyna tentou se levantar e ele prontamente a ajudou, o movimento causou tontura mas permaneceu sentada, olhou uma última vez para o homem a sua frente, seus olhos continuavam mudando de cor de acordo com a luz mas a maior parte do seu rosto, cabelo e roupas – que consistiam em uma camiseta azul escura, casaco preto e calça jeans também escura—estava coberto com o sangue da sombra, ele parecia confiável demais para um estranho, Reyna temia que o estranho estivesse a manipulando assim como o monstro... Desistiu da ideia, ele salvou sua vida, não faria algo assim, certo?

–Vou confiar em você—disse por fim—esperarei sua visita eh...

–Dimitri, meu nome é Dimitri.

–Certo, Dimitri, obrigado novamente por me salvar...

–Não precisa me agradecer—ele a interrompeu, algumas criaturas são uma vergonha para a vida, sinto muito que tenha passado por isto Reyna, ainda mais tão nova.

–Eu também—ela fechou os olhos para espantar a tontura insistente e segurou no

Braço de Dimitri para se sustentar.

–Vou chamar seus pais, não esqueça de nossa promessa.

Ele acariciou sua cabeça e se afastou lentamente, tocou a campainha e foi embora, mesclando-se na densa floresta, Reyna teve a impressão que ele ainda a observava de longe.

Quando sua mãe abriu a porta e viu o estado em que sua filha estava foi tomada pelo maior dos horrores assim como seu pai que chamou a ambulância imediatamente e também a polícia, desmaiou assim que sua mãe a abraçou.

Reyna ficou desacordada por três dias e quando finalmente despertou estava no hospital, o médico havia dito que ela perdeu sangue suficiente para deixa-la anêmica e pior quase a matar e que tivera muita sorte pois era a única da família com sangue O+ e se não fosse sua amiga, Aria, ter doado ela estaria em grandes problemas. Quando ouviu o que o médico disse ela não acreditou, Aria doara sangue para ela? Logo Aria que odiava sentir dor e odiava agulhas sangue e hospital? De repente Reyna queria muito abraçar a amiga e pedir desculpas por seu egoísmo, se Nick escolhesse ela ficaria mais que satisfeita.

Os dias que se seguiram foram os piores, a todo momento pessoas iam falar com ela, a polícia fazia as mesmas perguntas incansavelmente e sempre franziam a testa quando dizia a eles que o homem assustador havia sugado seu sangue para ficar mais novo e bonito novamente e que foi salva por um homem também muito bonito, a coisa piorava quando ela dizia que morreu e que voltou a vida com o sangue do Dimitri. Diziam que estava em estado de choque e que precisava se lembrar do que realmente aconteceu, percebeu que ninguém acreditaria naquela história, e finalmente desistiu...

Reyna havia acabado de acordar quando finalmente deixaram Aria lhe ver, estava pronta para pedir desculpas por ter sido má, mas assim que entrou, Aria correu e jogou seus braços em volta dela, soluçando.

–Desculpe Reyna, fui tão cruel com você, pensei...—ela soluçou novamente—pensei que iria morrer, estava cheia de tubos e os médicos todos em cima... Desculpe, prometo deixar o Nick em paz...

–Tudo bem Aria—ela estava surpresa demais e apertou a amiga forte—não me importo mais que fiquem juntos, nossa amizade ainda é a mesma e sempre será, a proposito obrigada pelo sangue, eu sei que não gosta de agulhas.

Aria se afastou e a olhou meio assustada, meio tímida, os olhos azuis cintilando, ela fungou e limpou as lagrimas.

–Não precisa agradecer, eu faria novamente se precisasse e tem mais todos me acham um tipo de super heroína agora então...

Reyna sorriu depois Aria e então o quarto foi preenchido por risadas e logo elas voltaram a ser tão próximas como sempre.

Dimitri não a visitou no hospital, nem na semana seguinte, ou mês seguinte, já havia perdido as esperanças e a confiança também, finalmente havia percebido que ele soubera o seu nome mesmo sem ela ter dito e isso foi o suficiente para assusta-la. Todavia ele apareceu... No outro ano no mesmo dia em que havia sido atacada pela sombra.

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O dia estava bonito, bem ensolarado e cheio de pessoas sorrindo, a praia ao fundo rugia timidamente e os brinquedos do parque preenchiam estrategicamente a área, conhecida como Baia Halfwolf, o ponto de encontro de cerca de noventa por cento da cidade, e também único lugar minimamente decente para curtir nas férias.

–Reyna, porque está tão atrás? Venha mais para perto- Nick chamou.

Nick continuava quase o mesmo de cinco anos atrás, mesmos cabelos loiros e olhos verdes, magreza incurável e pele de quem não pega sol e fica apenas sob as luzes do vídeo- game a única exceção era a voz, agora era mais grossa, a altura que era quase o dobro, as feições mais amadurecidas no rosto, e o tom de loiro do cabelo, que escurecera para um tom de ouro velho, fora isso o sorriso de criança e o jeitão de bobão era a de sempre. Aria já havia mudado um pouco mais, ficara mais alta e com curvas, o cabelo crescera bastante e agora chegava ao quadril mas permanecia negro como sempre, os olhos conseguiram ficar anda mais azuis e misteriosos e a pele de leite continuava a tornando uma branca de neve “live action”.

–Estou indo, não queria atrapalhar o encontro de vocês— Reyna sorriu.

–Por favor, você está sempre conosco, desde de que nascemos somos um trio, as vezes penso que nos três estamos juntos, se irritasse já teria informado a tempos—Aria falou.

–Credo Aria, que coisa estranha de se falar—disse.

–Concordo—Nick fez careta.

Aria sorriu e levou os dois pelo braço.

–Ali está o Nate, como suspeitava, fazendo outra coisa que comprar nossos ingressos. —Aria murmurou entre dentes.

–Até parece que ele iria fazer alguma coisa só porque algum de nós pediu, não faz nem quando é por interesse próprio—Nick disse enquanto comprava um cachorro quente na banca de comida ao lado.

Reyna revirou os olhos, Nate estava jogando tiro ao alvo com uma arma de chumbinho, já havia ganhado tantas vezes que tinha formado um montinho de prêmios ao seu lado.

–Deixe-o ali, estará mais à vontade assim—Reyna murmurou, puxando Nick pelo cotovelo, pronta para ir em direção a roda gigante.

–Espera Reyna, dei o dinheiro do ingresso para ele, tenho que pegar de volta—Aria choramingou.

Nick começou a rir com a boca cheia de cachorro quente, quase engasgando e cuspindo comida.

–Credo! —Ambas as garotas disseram.

–Ele nunca vai te devolver, já deve ter gastado em fichas—Nick disse com a boca ainda cheia.

–Por Deus Nicolas, mastigue a comida. Se quer saber ele me devolvera sim, ou terá que se ver comigo.

Dessa vez ambos irmãos riram, Aria podia ser irritadiça mas sem chances de ameaçar alguém.

–Vocês são uns imprestáveis mesmo, pois verão só.

Ela saiu furiosa, pisando com força no chão e puxando Reyna e Nick juntos. Quando chegou perto dele o cutucou.

–Pensei que iria comprar nossos ingressos para a montanha russa Nate, o que está fazendo aqui?

–O que parece? —ele devolveu

–Que você está se divertindo as custas do meu dinheiro, dá para olhar para mim.

–Espere, estou quase ganhando esta rodada—Ele falou enquanto mirava no ultimo patinho de borracha e finalmente atirava.

–Parabéns— o vender falou—qual vai querer dessa vez?

Ele olhou a prateleira e pediu uma pelúcia em formato de boca.

–Em sua homenagem Aria—E entregou o brinquedo.

–Não me provoque Prince—Ela jogou a pelúcia nele—Passa logo a grana e então iremos embora.

Ele apontou para a enorme pilha de prêmios e disse:

–Está ai, bom proveito.

A garota abriu a boca e olhou chocada para Nate.

–Você gastou quarenta paus em um jogo, ficou maluco? Aquilo era para mim, Reyna e Nick, idiota!

Ele deu de ombros

–Nunca prometi retorno, mas para que não diga nada negativo sobre mim, aqui está —ele tirou três bilhetes do bolso e entregou a Aria— Divirtam-se.

–-Você não vira conosco? —Aria perguntou.

–Você me quer com vocês? – Ele provocou, sorrindo.

Aria revirou os olhos e deu um tapa na cabeça dele.

–Você que está dirigindo, idiota, como vamos voltar para casa sem você? – cuspiu.

–Chega disso, ninguém merece escutar brigas vinte e quatro horas por dia por parte dos dois—Reyna protestou.

Nate suspirou e tirou as chaves do bolso, as jogou para Reyna.

–Cuidado com ele, se quebrar alguma coisa vai ter que pagar—Ele disse para ela, os olhos cinza cheios de aviso.

–Você irá me deixar dirigir seu carro? –Ela o olhava incrédula—Só porque quer ficar sozinho?

Ele deu de ombros.

–Sou um adepto da misantropia—respondeu.

Reyna revirou os olhos, as vezes Nate era o perfeito cretino.

–Deveria vir conosco, somos uma família agora—Reyna arriscou.

Ele sorriu enquanto comprava mais uma ficha de jogo e se preparava para atirar.

–Me diz uma coisa, se eu pedisse para você permanecer comigo o dia inteiro, indo nos lugares que eu costumo ir e conversando sobre assuntos de meu interesse, você ficaria?

Reyna franziu a testa, e tímida, olhou para baixo, incapaz de encara-lo novamente, Nate era seu primo e novo residente da sua casa, queria fazer o possível para que ele se sentisse confortável mas passar um dia inteiro com o mesmo, seria uma dose de desconforto que ela não precisava.

–Exatamente—ele por fim disse— dessa forma quando você pede para ficar andando por ai com esses dois—apontou com a cabeça para Aria e Nick que haviam se afastado depois que Nate deu a chave para ela, os dois estavam sentados esperando, Aria com a expressão de stress e Nick com a boca cheia de comida—é algo que não posso aceitar.

–Mas como pretende voltar para casa?

–Eu tenho os meus meios, não se preocupe.

–Está certo, se quer mesmo permanecer só nos vemos depois então, apenas não faça nada idiota.

–Espere, leve isso aqui – Ele entregou a ela o montinho de brinquedos que havia ganhado.

Aria arregalou os olhos quando ele rapidamente despejou os brinquedos em seus braços.

–Você realmente ganhou tanto assim?

–Não, a maioria foi no roubo mesmo.

–Cretino, se está mesmo bem vou embora, não chegue muito tarde em casa mamãe fica preocupada.

Ele fez que sim enquanto se concentrava em atirar em patos e ela foi na direção do casal.

–-Faremos o que a partir de agora? –Nick perguntou, ajudando a colocar os brinquedos na mesa.

–-Nada, estou sem dinheiro por culpa daquele primo cretino de vocês—Aria graniu.

–-Eu falei para irmos nós mesmo comprar os bilhetes, mas você estava “cansada” demais—Reyna respondeu calmamente.

–-Eu tenho dinheiro suficiente para mim e outra pessoa, não precisa de toda essa raiva Aria, Nate não tem culpa de ser um Cretino, ele já passou por muita coisa—Nick comentou.

–-Eu sei, mas isso não é desculpa... Quer saber esqueçam, vamos usar os bilhetes que ele comprou e sentir um pouco de adrenalina nas veias, estamos parecendo um trio de velhos, aliais estão dizendo que essa nova montanha russa tem picos e curvas que simulam uma queda livre ou desvio dos trilhos, deve ser assustador.

–-Parece bom, e tem poucas pessoas na fila—Reyna falou—Aria coloque esses bichinhos na sua bolsa.

Ela pegou os brinquedos com ressentimento colocando-os a base de socos na bolsa carteira, verde jade, jogou a cabeça para trás e se enrolou no braço de Nick. Enquanto andavam Reyna olhou para trás para checar uma última vez se Nate estava bem, continuava parado atirando, esse talvez fosse a sua versão de estar bem, tudo era confuso quando se tratava de Nate.

Ele havia chegado em sua casa a quatro anos, um ano depois da quase morte dela, era noite e ela recorda-se de estar assistindo Os simpsons com Nick quando seu pai tocou a campainha nervosamente e sua mãe correu para atender, ele estava ensopado pela chuva e abraçava um garoto pelos ombros. Seus pais conversaram silenciosamente e ela viu a mãe levar as mãos a boca chocada, imediatamente a mulher puxou os dois para dentro, entregou um papel, guardado dentro de um livro de receita, para o marido, que guardou no bolso do casaco, afagou rapidamente a cabeça do garoto e saiu novamente. Reyna deslizou pela sala e se escorou na parede timidamente, observando o que estava acontecendo. O garoto estava machucado, o corpo sujo de sangue. A mãe de Reyna, Lizzie, era enfermeira e logo começou a tratar do menino mas ele parecia não estar ciente disso, não parecia estar ciente de qualquer coisa, seus olhos... Reyna estremeceu só de lembrar, estavam tão vazios... Encaravam a parede, perdidos, sua mãe falava suavemente com ela que parecia não escutar, tentou senta-lo mas o menino permaneceu em pé. Ela limpou seus machucados mais graves e enquanto o fazia seu telefone tocou... O que quer que tenha sido a deixou tão assustada que fez com que derrubasse o pacote com as agulhas de sutura. Quando desligou as pegou do chão e chamou os filhos.

–-Vou precisar sair, seu pai precisa de ajuda na delegacia, quero que tomem conta de Nate ele é o primo de vocês e está passando por um momento difícil, acabou de sofrer um acidente que levou seus pais e os irmãos, está em estado de choque... Por favor apenas cuidem dele e protejam a casa, Nick preste atenção no telefone podemos telefonar e Reyna prepare um banho para Nate, voltarei logo—A mãe falou com uma urgência oculta que ela jamais tivera ouvido, a expressão séria e os olhos verdes ansiosos também não eram bom sinal.

Nick assentiu para a mãe e prometeu que iria cuidar da casa e finalmente ela foi embora. Aria foi até o primo, ele tinha cabelos castanhos tão escuros que pareciam mergulhados em carvão e olhos cinza, nublados, era magro e pequeno para a idade e já naquela época tinha uma expressão de seriedade que a inquietava. Podia imaginar a dor dele, quase senti-la só de estar perto, era como se emanasse ondas palpáveis pela cozinha...

–Oi... Me chamo Reyna.... –Ele a ignorou – vou preparar o seu banho, é logo aqui no andar de cima.

Ele permaneceu quieto e Reyna olhou para o irmão que segurava o telefone, preocupado em desempenhar sua única função corretamente, Nick fez sinal para que ela prosseguisse.

–Posso toca-lo? Vou te ajudar a subir as escadas...

Ela falou, esperou que respondesse e por fim colocou o braço sobre os ombros dele, tinha medo que o primo caísse. Ficou feliz por ele começar a andar e então o guiou até o segundo andar, ambos andaram em silencio, cambaleando atrapalhadamente pelas escadas e depois pelo corredor, o banheiro nunca pareceu tão longe... Entraram no cômodo e ela o soltou com cuidado.

–Você ficara bem agora Nate, cuidaremos de você, acredito que o pior já passou... – Ela o confortou.

Reyna ligou a agua quente e virou novamente para ele enquanto esperava encher, o primo havia escorregado pela parede e sentado no chão gélido do banheiro. Reyna foi até ele e se sentou de joelhos a sua frente.

–-Vou te ajudar a tirar esse casaco está todo sujo de.... Vou ajudar—Por fim disse.

Ele continuava calado e a menina prosseguiu, quando o tirou arregalou os olhos, sua mãe não deve ter chegado a tratar essa região ainda, seu pescoço e torso estavam ensopados de sangue, como se alguém tivesse despejado uma garrafa inteira daqueles vinhos de 6 litros nele. Reyna sentiu as mãos tremerem e os olhos se encherem de lagrimas quando viu seu pescoço naquele estado, o cheiro de ferrugem se infiltrando... Tinha a impressão de que se fechasse os olhos estaria novamente na floresta... com a sombra. Tateou o pescoço dele delicadamente em busca de mordidas e suspirou aliviada quando não encontrou, ninguém o havia mordido e sugado seu sangue, ele estava bem...

–Acho que já está bom de agua, vou pegar umas toalhas para que você se seque, meu irmão tem algumas roupas que cabem em você, manterá seu corpo aquecido, vou fechar a porta para que fique à vontade—Reyna tinha impressão de estar falando demais—chamarei meu irmão para que não fique sozinho, volto logo.

Antes de sair de perto do primo estático deu uma última olhada e percebeu que fosse o que acontecesse deveria cuidar dele, por que se não o fizesse, aquele garoto atormentado iria se desfazer a sua frente...

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! hahs cometem aqui, e continuem lendo bjss de quartzo hahhs