Eu sinto meus olhos vermelhos

Eu sinto necessidade da morte em minhas mãos

O sangue jorrando de pescoços que eu mesmo matei

Nada em vão

Divertido pensar

No quanto gritaram

Me entorpecendo de prazer

Seus cortes aflorando de suas peles

Minha adaga ainda jaz em seu peito

Oh, que alegria

Assistir a tudo isso sem me dar conta

Que o real prazer é sair por aí saciando o que chamo de sede

Sincronia perfeita e mortal

Olhos vermelhos de pura maldade

Que ódio eu sinto

Por que o mundo tem que ser tão sujo?

Nenhum detetive poderá me segurar

Esse ódio aquece e alimenta meu coração imundo

Banho-me na felicidade de corpos mortos

Psicopatia insana...

Vendo a dor com prazer saindo de suas bocas

Embebedando a alma com a luxúria das vidas tiradas

Notas finais
Parte do detetive pensando no L.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!