Psicopata de Seattle

9 It's done. She is dead.


FinalmentechegouosábadododiadobailedemáscarasdaHighSchool.

— Garota, não se esqueça de lavar a louça e lavar todas as minhasroupas! — Tia Zíbia gritou.

Abby estava fazendo o café da manhã de sua tia enquanto a xingava mentalmente com palavras que não devem ser lidas e nem escritas aqui.

— Tá certo, tia. — Ela gritou de volta. — Quantas vezes você vai falar isso? — Ela resmungou bem baixinho.

— Disse alguma coisa?

— Nada, tia, nadinha...

— Pois bem, porque você não tem direito nenhum de reclamar. — Zíbia resmungou enquanto a sobrinha lhe servir ovos e torradas. — Tem sorte de eu ter deixado você ficar no quarto de hospedes e não no quartinho de baixo da escada.

Tia Zíbia estava ficando cada vez mais insuportável para Abby. E se tinha a uma coisa que abby não tinha muito, era paciência.

— Olha, tia, eu não sou obrigada a ouvir suas baboseiras todos os dias, beleza? — Abby respondeu perdendo a paciência e foi embora daquela casa, sem ao menos olhar a cara da tia.

— Argh, ninguém merece! Ela é tão chata e me trata como se eu fosse ninguém! — Abby resmungou enquanto andava pela rua sem rumo.

Ela passou pela frente de sua escola, a High School, e ela estava muito bem decorada.

Abby ficou admirada com aquilo tudo e até passou pela cabeça dela em ir para aquele baile, mas logo mudou de ideia quando lembrou de seu pai e de toda aquela história. Como poderia fazer isso com o seu pai? Ele merecia respeito!

**

Hey, gril, open the walls, play with your dolls, we'llbeaperfectfamily. — Abby cantarolava a música Dollhouse, da Melanie Martinez, enquanto estava sentado na cama do quarto de hospedes. — Ah, já são 17:49 horas, o baile começa às 18:30, mas isso não importa porque eu não vou mesmo. — Ela suspirou enquanto olhava para o relógio.

— Waters, venha aqui lavar os pratos, dobrar as roupas e arrumar a casa, porque eu vou sair! Eu acho bom que tudo esteja pronto quando eu voltar, menina! — Zíbia gritou para sua sobrinha.

Abby sentiu o sangue fervere foi ai que sua paciência sumiu de vez.

"Mate-a, Abby. Euseiquevocêconsegue!", as vozes à incentivaram.

— Saibam que eu vou ouvir vocês, mas só dessa vez porque eu não aguento mais ouvir a voz dessa mulher! — Abby saiu do quarto irritada e pegou uma adaga na cozinha e foi até a tia.

— Garota, largue isso agora! — A tia falou um pouco nervosa, mas querendo parecer séria. — O que vai fazer?

— Eu vou fazer uma coisa que já devia ter feito a muito tempo! Eu não aguento mais ter que ouvir essa sua voz reclamando o tempo todo ou dizendo o que eu devo fazer! Você não é minha mãe! — A garota gritou furiosa e matou a sua tia.

Estava feito. A sensação que ela sentia era como se tivesse tirado um peso de sua coluna, mas ainda continuava com um grande peso na consciência.

Ver o corpo morto de sua tia a fez ficar um pouco nervosa e tensa.

— Ai meu Deus! — Foi tudo o que ela conseguiu dizer. — Matei minha tia! Ai meu Deus, matei minha tia! — Ela disse rindo com um ar maluco.

"Vocêfezacoisacerta, querida. Agora, porquenãovaiparaaquelafesta?", as vozes disseram.

— Mas e meu pai? — Ela perguntou um pouco duvidosa.

"Eleiriaentender, querida, então, setroca, elimpeessesanguedevocê"

Assim ela fez. Foi até seu quarto, limpou e colocou um vestido todo preto armado que tinha a saia até o joelho, uma meia calça preta rasgada e um all-star preto. Deixou o cabelo solto com uma parte caindo no olho. Estava pronta.

"Estáótima, querida", as vozes a elogiaram.

— Obrigada. — Ela agradeceu se olhando no espelho com um ar sinistro.

Ela desceu as escadas e colocou o corpo de sua tia no armário debaixo da escada, tirou a adaga que estava cravada no corpo morto e colocou dentro do discreto bolso que tinha na saia de seu vestido.

— Droga! Ela melou meu vestido com sangue! — Ela resmungou enquanto examinava o vestido.

"Vamos, querida, nãoqueroquevocêseatraseparaafesta"

Tudo bem, vamos embora! — Ela disse. — Vou sentir saudade, titia. — Ela zombou vendo o corpo da tia e começou a rir como uma pessoa maluca.

Fechou a porta e foi embora daquela casa. É, aquela ia ser uma longa noite...