Ps:Te Odeio
19 Festa chata
Notas iniciais
Respiro fundo, passo a mão no cabelo e termino de descer a escada. Não demora, para Guido vir na minha direção.
—-Guido, você é um cretino. – digo assim que ele se aproxima – Eu vi muito bem o que você fez. – digo o repreendendo
Ele da de ombros
—-Belo amigo você. – digo cruzando os braços
Nem percebo quando Medeline se aproxima
—-Oi gente. – ela diz nos cumprimentando
—-Oi gnomo. – diz Guido
—- Por que demorou tanto? – pergunto
—-Ah, porque... –
Guido a interrompe
—- Você perdeu o beijo da Maria e do João. – ele diz colocando a mão no ombro dela
—-Que? Beijo? – ela diz me encarando com um leve sorriso no rosto
—-Não foi um beijo de verdade. – digo
—-Mas pareceu. – diz Guido – Tinha que ver a química que eles têm.
—-Own! Serio? – diz Medeline
—- Seriíssimo. Eu super shippo. – diz Guido
—- Não tem nada pra shippar aqui. – digo passando a mão na testa
—-Claro que tem. – diz Medeline
—-Qual você acha que fica mais bonito? – ele pergunta pra Medeline – JoMar ou MarJo?
—- Acho que MarJo, ficou mais fofinho. – diz Medeline
Estou seria encarando os dois
—-Ai. Também achei. – diz Guido – MarJo. – ele diz me encarando com um sorriso no rosto
—- Se eu pudesse eu matava vocês. – digo revirando os olhos
Jogo os cabelos para trás e respiro fundo.
Estamos conversando eu Medeline e Guido, em frente à escada. A festa está uma chatice. Não tem uma musica boa. As esposas dos publicitários que trabalham na empresa do meu pai. Olham-me de cima a baixo. Sem falar na moça que está sentada no sofá, tomando uma taça de champpaing que não para de me olhar.
—-Que foi Maria? – pergunta Guido
—- Aquela mulher ali. – digo tentando disfarçar que estou falando dela – Não para de ficar me encarando.
—-É eu reparei que ela não tira o olho daqui. – diz Medeline
—-Qual deve ser o problema dela? – pergunto já ficando um pouco incomodada
—-Talvez seja você o problema. – diz Guido
—-Eu? – digo – Por que eu?
—-Ué não é você que ela está encarando? Então. –ele diz
Continuamos conversando quando um homem moreno e de altura media se aproxima.
—-Com licença... – ele diz assim que se aproxima
—-Toda. – diz Guido
Sorrio abaixando a cabeça
Esse Guido não tem jeito
—- Maria, não é mesmo? – ele diz sorrindo pra mim
Afirmo apenas com a cabeça
—-Prazer, sou Juliano. – ele diz estendendo a mão para mim
Estendo minha mão para cumprimentá-lo, mas ele pega a mesma e beija o dorso.
—- Então você que está à frente das empresas do meu pai por enquanto? – digo puxando minha mão novamente para mim
Não gosto muito que fiquem beijando minha mão. Guido e Medeline saíram sem que eu ao menos percebesse.
—-Por enquanto por quê? – ele pergunta
—-Sim. Porque quem irá dirigir as empresas de meu pai, será João. – digo
—- Ah, claro. Como poderia me esquecer. – ele diz com um sorriso falso no rosto -- Esse casamento para João, será um tanto que conveniente.
—-Por que diz isso? – pergunto colocando uma mecha de cabelo para trás
—- Ah, esquece. Eu falo demais. – ele diz
—-Agora que começou...
—-Bom. A notícia desse casamento pegou todos de surpresa. Todos sempre achamos que João... – ele faz uma pausa
—-Que João... – digo fazendo gestos para ele prosseguir
—-Que João gostasse da minha secretaria Daniele. – ele diz – Mas pelo visto não. Ou talvez ele esteja casando, apenas pelo fato de você ser a filha do chefe. – ele continua – Desculpe, não deveria estar falando essas coisas.
Ele realmente acredita que está me ferindo em algo? Ora, que o João está casando comigo para ficar com as empresas do meu pai, eu sei. Alias. Eu também estou casando para herdar sua herança. Mas o que eu não sabia era que o João tinha uma queda pela secretaria.
—-Quem é Daniele? – pergunto passando um dos dedos sobre o queixo
—-É aquela ruiva ali. Sentada no sofá. – ele diz
É a mesma que estava me encarando. Ah, agora eu sei qual o problema dela comigo. Ela gosta do João. Se não fosse colocar tudo em risco eu até a diria para ficar com ele. Mas não.
—-Ah, ta... – digo
—-Olha não quero que pense querendo te colocar contra seu noivo longe de mim. Mas só achei estranho o anuncio do casamento. – ele diz – E também se me permite. Acho você linda demais, para um cara como o João. Acho que você merecia coisa melhor.
Ah, fala serio. Jura que você está me cantando? Que cara de pau.
—-E essa coisa melhor, seria você? – digo cruzando os braços
Ele da um sorriso de lado.
É ele até que é sim mais bonito que o João.
Retribuo o sorriso
—-Quero que saiba de uma coisa. – digo me aproximando – Eu não gosto de certo tipo de liberdade, nem de intrigas. Então se você não quer perder o seu cargo, acho melhor sair da minha frente. – digo
Afasto-me novamente e descruzo os braços
—- Desculpe. Acho que você ficou com uma imagem errada de mim. – ele diz tentando se desculpar
Ah, qual é? O cara vem cheio de intrigas, chamando o João de interesseiro e depois o próprio me joga uma cantada?
—- Eu não te entendi errado. Você veio sim, com a intenção de me colocar uma intriga contra João. – digo – O cheiro do seu exala por toda sala. – continuo – Agora, por favor, se você quer continuar com um pouco da sua dignidade. Deixa-me sozinha, por favor. – digo
Ele assentiu com a cabeça e saiu
Respiro fundo fechando os olhos e quando abro, João está na minha frente.
—-Ah, que isso João? – digo sem esconder o leve susto que tomei – O que você quer?
—- O que ele queria? – ele pergunta apontando para Juliano
—-Ah, ele veio me jogar intrigas contra você. – digo – Como se fosse necessário.
João continua olhando para Juliano, balançando a cabeça negativamente.
—- Um canalha mesmo. – ele diz ainda olhando para Juliano
—-Qual o problema dele? – pergunto ignorando os coraçãozinhos de Medeline e Guido
—- Ele não gosta de mim. Alias nem todos da empresa gostam. – ele diz
—- Hum. Não sabia que tinha concorrência, pra ver quem é seu maior inimigo. – brinco, mas ele continua serio – É serio mesmo o que você está falando? É porque de verdade achei que o mudo inteiro te venerasse e só eu te odiasse
—- Você não é exclusiva. – ele diz me encarando – Eles não gostam de mim, por seu pai me considerar como um filho. E agora me odeiam mais ainda, por está noivo de você.
—-Só por isso?
—-Maria você não faz ideia do que é trabalhar em uma empresa. Até seus amigos podem te trair por conta de um cargo maior. – ele diz – É um querendo ser melhor que o outro. E no momento, todos queriam estar no meu lugar. – ele diz – Ser bajulado pelo chefe e ainda casar com a filha dele.
—- Ah, entendi. Como meu pai te considera como um filho. E você ainda vai casar comigo. Eles te odeiam porque você consequentemente será o novo chefe deles.
—-Exatamente. – ele diz
—-Nossa! – digo – Ah, ele também veio aqui, para me falar que você gosta da secretaria dele. Daniele.
—- O que? – ele pergunta nervoso – Ele te disse isso?
—-É e pelo visto não estava mentindo. – digo rindo da reação dele – Você gosta dela sim. E ela de você.
—-O que? Por que diz isso?
—-Ué, porque ela está quase me fuzilando. – brinco – Mas se vocês se gostam, porque você não noivou com ela? É um idiota mesmo
—-Ué se você não ver problema, eu digo para seu pai que esse noivado foi uma farsa e que na verdade eu gosto da Daniele. – ele diz
—- Isso. Resolveria todos os meus problemas. – digo – Você casa com a Daniele e eu com o Juliano.
—- Que? Com o Juliano? – ele pergunta me encarando
—-É... Tenho certeza que ele aceitaria. – digo olhando para Juliano
—-Mas o Juliano me odeia.
—- E eu também. – digo sorrindo
—-Não. – ele diz cruzando os braços e balançando a cabeça negativamente
—- Não o que? – pergunto
—- Melhor deixar tudo como está. Até porque não quero magoar seu pai. – ele diz
Dou de ombros
—-Me deixa voltar para onde eu estava. – ele diz
—-Você não vai dar nem um “oi” pra Daniele? – pergunto
—-Ah, Maria. – ele diz saindo
Sorrio balançando a cabeça negativamente
A festa continua uma chatice. Não aquento mais ficar aqui. Não tem uma diversãozinha. Seria muito legal se eu...
—-Guido? – o chamo
—-Oi. – ele diz me olhando
—-Você está com aquele negocio que tomei na balada outro dia? – pergunto baixo para apenas ele escutar
—-Êxtase? – ele pergunta
—-Isso mesmo. – digo sorrindo
—-Pra que você quer isso garota? – ele pergunta com um ar de reprovação
—- Está ou não está? – pergunto novamente
—-To, mas... – ele diz e eu o interrompo
—- Então me dá dois. – estendo a mão e ele coloca dois remedinhos nela
Fecho a mão segurando os remédios e pego uma taça de champpaing.
—- O que você vai fazer Maria? – ele pergunta com um tom preocupado
Coloco os estases no champpaing e balanço para dissolver.
—-Vou deixar a festa mais animada. – digo olhando através da taça para João.
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