Ps:Te Odeio

14 Estamos em um jogo


Notas iniciais
Boa Leitura... Comentem

Meu celular despertou me acordando. Levanto e vou até o quarto. Acho que a Maria ainda esta dormindo. Encosto o ouvido na porta, para vez se escuto algo. Mas não escuto nada. Então abro a porta, assim que abro a porta, vejo a Maria encolhida do lado da porta e o palhaço caído no chão. Aproximo-me dela e abaixo perto dela.

–-Maria?—a chamo

E ela acorda no susto

–-O que? – ele diz se sentando assustada – Você é louco? – ela diz batendo no meu braço

–- Ah, Maria foi só um sustinho. – digo ainda abaixado

Ela me fuzila com os olhos e bufa de ódio. Ela está realmente e aparentemente com muita raiva de mim. Nem deu pra ver, quando ela partiu pra cima de mim e me arranhou, um pouco acima da sobrancelha, apenas senti o ardor do arranhão. Logo ela começou a me socar

Seguro em seu pulso

Ele para de me bater e levanta

–-Que ódio! – ela grita passando as mãos pelo rosto.

Levanto-me e coloco a mão sobre o machucado e vejo que está sangrando e sangrando muito.

Que unha é essa?

–- Eu não te agredi quando você me jogou água. – digo tentando fazer o machucado parar de sangrar

–- Sem comparação né João? – digo fazendo gesto com as mãos – Eu tenho Coulrofobia e você sabe disso. Eu poderia ter morrido.

–- Vaso ruim não quebra. – digo – E eu não fiz nada mais, que me vingar de você. – digo indo em direção ao meu guarda roupa

–-Ah, claro. Esqueci-me que estamos em um jogo, não é? -- ela diz cruzando os braços

–-Exatamente. – digo pegando um meu terno

–-Então, eu vou começar a jogar. – ela diz indo em direção a porta

–-Pensei que já tinha começado. – digo antes de entrar no banheiro

–-Ah, você acha mesmo que se eu estivesse jogando jogaria apenas água em você? -- ela diz – Que ingenuidade a sua – ela diz e bate a porta do quarto

Será que eu devo me preocupar

Estou entrando no banheiro, quando ela volta me dando um susto.

–-E tira esse palhaço escroto e ridículo daqui. – ela diz e bate a porta novamente

Encaro o palhaço. É realmente ele dá medo.

POV MARIA

Meu sangue ainda está fervendo de raiva. Minha vontade é arranhar o João com as minhas unhas, ou mata-lo direto. Ai que ódio. Vou para a cozinha procurar algo para tomar café. Sinto uma pequena dor, nos pulsos e esfrego, então percebo que meu pulso está roxo. Deve ter sido na hora em que estava batendo nele e ele segurou meu pulso. Idiota, agora vou ficar com o pulso roxo, sabe lá até que dia.

Arrumo a mesa para eu tomar café, e começo minha degustação. Quando o João sai do quarto doto arrumado, e com um ban-daid no arranhão que fiz nele. Ele olha para o relógio de pulso, e se direciona a mesa.

–- Não está atrasado? – pergunto

–-Não, dá tempo de tomar café. – ele diz pegando um copo e colocando suco

–-Não, te convidei para tomar café comigo. – digo dando um gole no meu suco

–- A casa é minha esqueceu. – ele diz pegando uma maça – Mas não se preocupe que eu já estou de saída.

–-Ótimo, assim eu não tenho indigestão. – digo mordendo um pedaço de torrada.

Ele dá um sorriso irônico e sai. Termino de tomar café e vou me arrumar para trabalhar.

No caminho do trabalho, penso em todas as coisas possíveis e impossíveis, que posso fazer com o João. Mas nenhuma é tão forte quanto a que ele fez comigo. Então preciso planejar mais. Não vou me importar se ficar horas pensando em dar o troco, ele tem que sentir o que eu senti, ou até mais.

Chego ao trabalho e de longe avisto uma pequena fila de rapazes para o teste. Ai cacete! Esqueci que ainda não escolhi o ator para o filme. Deus por que tem que ser um ator novo? Qual é eu sou a diretora por aqui. Quem decide as coisas sou eu. Então quem teve a maldita ideia de colocar um ator novo nesse filme? Ah, foi minha mesmo. As vezes eu não sei o que se passa na minha cabeça.

Sento na minha cadeira que tanto amo, e chamo o primeiro ator para o teste. O rapaz é um cara alto, forte, realmente com a aparência que preciso. Peço para ele falar o texto decorado, e ele praticamente recita um poema, as palavras saem tão perfeitas da boca dele, que por um momento penso estar em uma decisão de relacionamento. Eliza se aproxima de mim e diz em meu ouvido:

–-Da onde que esse cara surgiu? – ela pergunta também pasma com o rapaz

–-Não sei. – digo sorrindo e olhando para ele, que ainda falava o texto. – Ok. Obrigada querido. – digo o interrompendo

–-Não gostou? – ele pergunta

Nossa! Que voz

–-Não, muito pelo ao contrario. Você é perfeito para o papel. – digo – Qual o seu nome?

–-Edgar. – ele diz

–- Edgar, então você deixa seu contato. Qualquer coisa nos te ligamos, e eu espero muito que isso aconteça – digo sendo simpática.

–-Claro. Obrigado, pela chance. – ele diz

Assenti. E logo ele sai. Chamo outro para o teste e quando vejo a criatura.

Senhor me perdoa.

Não consigo controlar o riso. A pessoa vem para o teste com uniforme de vôlei, e o pior que é feminino. E a pessoa ainda é mais magra que um palito.

–-Meu querido. Você está completamente equivocado. – digo tentando me acalmar – Obrigada, pela presença

–-Não vai nem me ouvir? – ele diz

Sinto dó do coitado.

–-Ok. – digo – Uma chance. Quando quiser...

Ele diz o texto perfeitamente, sem errar ou trocar as palavras.

–-Nossa! Estou impressionada, você decorou o texto inteiro. – digo

Elisa se aproxima novamente. E me diz que tem um personagem que ele se encaixaria perfeitamente. Então resolvo colocar o carinha no filme.

Depois de muitos testes estava exausta. Resolvi dar o papel, para Edgar. O filme já estava muito atrasado. Termino tudo por aqui, arrumo minhas coisas e volto para casa.

O que iria fazer com o João? Não saiba ainda. Ele nunca teve fobia de nada. A única coisa que ele sempre, odiou é que mexesse, nas coisas dele, ou o fizesse passar vergonha. Isso me dá uma grande ideia.

Notas finais
O que será que ela vai aprontar?? Comentem