P.s.: Sorry

6 Uma Chamada de Emergência


Notas iniciais
Meu povo, o cap tá pronto. Kissu. Espero que gostem.

P.S: Sorry

Por Myréa Tayhlor

Uma Chamada de Emergência (Cindy)

-Está atrasada Srtª Fury. – cuspiu minha professora assim que entrei em minha sala de aula um minuto depois que o sinal tocou, tudo porque o maldito elevador estava quebrado e eu tive de ir pelas escadas.

-Sinto muito, Miss Bernard. O elevado estava quebrado e tive de...

-Suas desculpas esfarrapadas não me interessam, Srtª Fury. Todos tivemos de vir pelas escadas, e veja só que interessante: Estamos todos dentro da sala de aula no exato momento em que devemos estar! –Miss Bernard fingiu uma cara de espanto, o resto dos alunos que me encaravam riam com as mãos nos lábios tentando parecerem discretos. Um dia, eu juro por tudo na minha vida, um dia eu ainda ia dar um tiro na cabeça de cada um daqueles idiotas e verificar se o que eles tinham recheando seus crânios eram mesmo cérebros ou alguma outra coisa além do nada.

-Sim, eu sei. Sinto muito Miss Bernard. –eu abaixei meus olhos tentando realmente parecer arrependida ou qualquer coisa do gênero, desde que tirasse a velha caquética do meu pé...

-Tudo bem Srtª Fury. Desta vez –ela me apontou o dedo esquelético como se eu fossem uma criança rebelde e indisciplinada e ela a adulta desrespeitada e piedosa –mais só desta vez, vou deixar passar, e isso apenas porque a senhorita tem sido uma das três melhores de minha aula, e eu estou recebendo muito elogios. –ela sorriu um sorriso malicioso e deu de ombros –Eu adoro elogios.

-Aposto que sim. Posso me sentar agora?

-Não ouvi agradecimentos...

Revirei meus olhos, puxei uma das muitas mexas de meu cabelo solto para trás da orelha e dei de ombros:

-Obrigada.

-Está melhor. –Miss Bernard me olhou de cima de seus óculos de lentes meia-lua e fez cara de desentendida –Srtª Fury...

-Sim?

-Poderia me dizer porque ainda não sentou seu lindo rabinho de cadela mimada em alguma dessas cadeiras? –e ela falava tudo isso, nesse linguajar, mesmo sabendo das câmeras de segurança na sala de aula, com tanta tranquilidade que chegava a ser engraçado, bem, pra mim aquilo era engraçado.

Abraçada a meus livros fui até o meu lugarzinho de sempre, o mais afastado, o mais escuro, frio, e longe das pessoas que havia naquela sala e também o mais perto da janela fechada, vetada por cortinas pesadas e escuras, com pequenas frestas para deixar um pouco de luz entrar. A sala de dissecação era, por assim dizer, o meu lugar favorito na faculdade, infelizmente não era minha aula favorita, mais tinha algo que me cativava, talvez fosse o ar condicionado constantemente ligado para manter uma temperatura ambiente na sala para dissecarmos corpos de pessoas mortas trazidas fresquinhas do necrotério para nós como se fossem pães quentinhos saindo do forno, ou a tensão mórbida que vivia ali –tensão com a qual eu já estava habituada, era dessa mesma forma nas salas de cirurgias no hospital no qual eu trabalhava de domingo a quinta e duas vezes por semana nas sextas-feiras como enfermeira auxiliar -.

Miss Bernard começou sua aula da forma de sempre: Chata, monótona, fatigante, completamente sem novidades além do fato de que, os corpos que iriamos dissecar eram da jurisdição do FBI, e que nós devíamos achar alguma vitima cuja a causa da morte , algum tipo de contusão. Se eu fiquei animada com aquilo?

Na verdade, não fiquei nem um pouco animada.

Claro, era uma chance de mostrar meu potencial para o FBI e tudo mais, só que não era esse tipo de coisa que eu queria pra minha carreira medica, realmente devia ser muito legal, ajudar a solucionar casos importantes e tudo o mais, mais meu sonho sempre foi ser uma grande cirurgiã em hospitais normais, nada espetacular e glorioso, só ajudar as pessoas que mais precisariam e não teriam atenção por causa de coisas que os outros acham maiores.

Fala serio, eu sou tão desumana assim?!

A aula se arrastou mais do que eu pensei que seria realmente possível. Fui a primeira –e tenho a obrigação arrogante de dizer que a única- a terminar a autopsia do corpo e encontrar a causa da morte de meu paciente: Fratura no lobo frontal e na coluna, causando hemorragia interna graças a uma provável queda de uma escada de cerca de 17 mil degraus.

-Nota dez para Catarine Elizabetth Fury. –cantarolou Miss Bernard percorrendo os olhos em meu relatório, entregou-o para o oficial parado na porta e voltou a sorrir pra mim.

-Algum problema?

-Não mesmo senhorita Fury. Esta cada dia melhor, só queria que suas atitudes fossem como suas notas. Pode voltar para seu lugar agora. -Miss Bernard acenou que eu fosse e eu fui. Dois minutos o horario de aula acabou, peguei minhas coisas, enfiei tudo de novo na bolsa, peguei meus livros e sai, devagar, exausta, entediada, tudo menos empolgada com alguma coisa.

Eu estava saindo da biblioteca, quando meu bip do trabalho tocou, segurei-o entre os dedos com força:

"É uma verdadeira emergência. Precisamos de você aqui. Mostre pra o que você serve e venha logo."

Não foi preciso mais do que isso pra me convencer a sair correndo pela faculdade, derrubando tudo e todos na minha frente. O hospital em que eu trabalhava não era muito longe, estava tarde e pegar um taxi naquele horario seria um porre, então fui correndo.

Isso mesmo o que você está lendo. Eu fui correndo até o hospital para atender a uma chamada de emergência quando faltava cerca de duas horas e meia para o meu turno.

-Jude, eu recebi uma chamada de emergência. O que houve? -eu perguntei ofegante a Jude, o rapaz, alto magricela, loiro de olhos preto e sardas no rosto que estava dormindo no balcão e levou um tremendo susto quando eu cheguei de repente.

-Háá, é, ammm. -ele pigarreou, gaguejou e então finalmente me olhou nos olhos e respondeu min ha pergunta, de forma rapida e objetiva, sem tomar muito do meu tempo, entregou-me meu crachá, meu jaleco, e me empurrou pelo correndo enquanto falava:

-Os bombeiros acabaram de chegar aqui com um rapaz com quimaduras de terceiro graus nas pernas, turista, 19 ou 20 anos, identificado como Kim Kibum, ele está na emergencia e a equipe quer que você cuide dele. Vá.

Atravesse as portas da emergencia um pouco torpe. Kim Kibum...?

De onde eu conhecia esse nome? Tinha certeza que já o tinha ouvido em algum lugar...

-Enfermeira Fury! -gruitou Dr. Howard Cuper ao me avistar parada no corredor. -O que está fazendo ai parada?! Venha logo!

Corri até Howard, ele me pegou pelos ombros com suas mãos grandes e asperas e me guiou até o quarto onde estava nosso paciente recém trazido do fogo.

-Dr. Cuper...

-Sim...

-Eu sou apenas uma enfermeira auxiliar. Vou cuidar deste paciente sozinha? -eu perguntei quando apramos em frente a porta do quarto, Howard me olhou calmo e sorriu um sorriso cheio de confiança, confiança em mim!

-É a sua chance Cindy. A situação dele não está tão ruim, vc só precisa fazer o procedimento padrão, e cuidar das queimaduras. Se você precisar de alguma ajuda você pode chamar qualquer um, afinal agora, você é a nossa mais nova enfermeira chefe. -arregalei meus olhos -Parabéns. -Howard se foi pelo correrdor deixando-me ali, sozinha, estupefata com a novidade de que tinha ganhado uma promoção, uau, foi tudo o que eu consegui pensar. Empurrei a porta e lá estava ele, deitada na cama, já vestido com a camisola hospitalar, totalmente inerte no que quer que fosse que estava em sua mente, não lhe cobriram o corpo com lençois, e estava deitado com as costas pra cima, eu observei seu rosto. era tão familiar: Oval, com bochechas saltadas e infantis, labios pequenos e delicados, sua pele estava suja e avermelhada. Percorri meus olhos por seu corpo, estava tudo normal com exeção daquela camada preta de sujeira e o cheiro de quimado, mais assim que olhei suas pernas meu estomago se dobrou, e desdobrou, meus olhos se encheiram de lágrimas, era horrivel de se ver, realmente horrivel.

A carne estava exposta na maior parte do comprimento da perna, cheguei mais perto e vi a faixa que envolvia sua cabeça.

-Deus. Isso deve ter doida a beça, não é mesmo? -eu murmurei me ajoelhando ao lado de sua cama e encarando suas palpebras fechadas.

-Anjo... Você por aqui...

Eu sinto muita vegonha em dizer, mais, é, eu levei um tremendo susto quando aquele homem moveu seus labios e falou comigo, cai de cara, literalmente.

Anjo... Ele me chamou de anjo...

Kim Kibum... Anjo...

KEY!!!

A garoto que esbarrou comigo e me ajudou com meus livros e ficou me chamndo de Anjo. O garoto realmente bonito que ficou me chamndo de anjo.

-Key... Eu tinha dito pra vc se machucar na sexta-feira. -eu sorri levantando-me do chão, observando Key, com os olhos meio aberto meio fechado quase sorri pra mim e dizer com uma voz fraquinha:

-Eu não consegui esperar. Sinto muito.

Sorri, ele era tão fofo.

-Tudo bem. Agora, eu vou cuidar de você rapazinho.

Key sorriu e voltou a fechar os olhos.

Ele me chamava de anjo, mais quem parecia um era ele dormindo daquela forma, eu tinha de cuidar muito bem dele. Por algum motivo a mim não revelado, eu sentia a terna obrigação de cuidar dele. Era o que eu precisava, era o que eu deveria fazer, e faria.

Notas finais
kkk. espero não estar decepcionando vcs. Obrigado por lerem. por favor comentem, assim vcs me matam. Kissu.