P.s.: Sorry

2 Frangos, Lembranças e Frangos!


Notas iniciais
Cap novo, espero que gostem, desculpem a demora. Beijos, Jenifer, o cap é só do Onew, então é dedicado a você querida!

P.S.: Sorry

Por Myréa Tayhlor.

*Frangos, Lembranças e Frangos! (Onew)

O mais esgraçado de tudo, foi que Key não surtou completamente, na verdade ele aparentou estar bem calmo, logo que viu Ino o susto era visivel em seu rosto mais rapidamente ele se leventou com um sorriso muito bem ensaiado e cumprimentou-a de forma amigavel e aparentemente verdadeira, não foi nada do que eu esperei para um momento assim. Mais até ai, tudo bem, já estava acostumado com esse tipo de decepção -não que eu estivesse querendo que os dois se pegassem nos tapas como na ultima vez -nada nunca sai como esperado, se você pensa demais as coisas acabam por fluirem de forma diferente tanto pra bom quanto pra ruim.

Nem preciso dizer, ou talvez até precise mesmo, que assim que Ino surgiu do além atrás de Key, eu, Taemin, JongHyun e Minho soltamos mais pragas em cima da Terra do que qualquer outra pessoa no mundo, é claro que Ino sendo Ino, estava deslumbrante como sempre: Os cabelos loiros com luzes brancas lhe caiam sobre o rosto e cachos bem deliniados pendiam de um coque desarrumado na nuca, a franja cortada em degrade estava solta e Ino a havia pintado de preto, sua pele clara estava meio avermelhada, Ino usava óculos de grau repousados na ponta do nariz deixando a mostra os olhos castanhos contornados de preto bem forte, os labios rosados tinham gloss, Ino era bastante alta, na verdade ela era uns quatro centimetros mais alta do que Minho -sério, era assustador ficar ao lado de qualquer um dos dois, e quem mais sofria com isso era JongHyun, que de nós cinco era o mais baixinho.- e então vestia um longo vestido com estampas de cores vibrantes que machucavam minha vista sem piedade.

-E vocês, -Ino berrou olhando para nós outros -não vão me comprimentar, não é?

Taemin se encolheu na cadeira rejeitando a ideia de se aproximar mais de Ino, Minho abaixou a cabeça e JongHyun foi o primeiro a deixar bem claro que não queria conversa nenhuma com aquela menina.

-Tudo bem, eu nunca esperei perdão de vocês três, mais, e você Lee? Também se tornou rancoroso esses ultimos anos ou vai me dar um abraço como nos velhos tempos...?

-É claro, Ino! -eu disse entre um suspiro pesado ao levantar-me, mais antes de poder chegar até Ino senti alguém puxar-me pela mão, olhei para trás e vi Taemin segurando minha mão com a expressão de dor mais profunda que eu já tinha visto em toda a minha vida naquele rostinho angelical.

-Onew, -ele sussurrou com os olhos grandes — você tem que fazer alguma coisa... Ela não pode ficar mais perto da gente mais tempo do que já ficou. JongHyun está piti-pitaco para chutá-la fora daqui e se ele for mesmo fazer isso, não vai ser eu quem vai se opor. -ele deu um leve sorriso e continuou — Tire-a daqui agora mesmo. -então me soltou e virou seu rosto para falar com Minho.

Bem, como eu vou explicar isso pra você...

Ino HajiGahuan é, bem, ela é nossa conhecida de velhos e tenebrosos tempos, como a conhecemos não é a questão, mais como passamos a odiá-la de forma mortal é que vem a ser importante, e isso você talvez entenda agora:

{FLASHBACK}

-Onew, preciso muito falar com você, agora, por favor. — Ino estava com ar de magoada e mesmo assim não deixava de estar linda. Larguei o pote de Frango frito que tinha em mão e me pus ao seu lado mais rapido do que imaginei ser possivel, Ino sorriu e guiou-me até o jardim de sua casa, era um lugar extremamente bem cuidado e sereno, tinha uma cobertuura de folhas de palmeiras e bambu, oppa Clow — o pai de Ino- é quem tinha feito.

-O que você quer Ininho? -só eu a chamava dessa forma, ela não ligava, mais ia outro chamá-la assim e as portas do inferno se abriam.

-Não o aguento mais... e eu não sei o que fazer, Key se mostrou bastante agressivo essa ultima semana. -ela falava isso tudo num tom de voz estranho, meio forçado. sua cabeça estava baixa e ela encarava os próprios pés.

Olhei-a assustado. O que ela queria dizer? Eu não entendia.

-Ino o que é que você está querendo me diizer? -eu perguntei pousando minha mão em seu ombro.

-Estou com medo, Lee. Medo de verdade.

-Medo do que?

-Medo de tudo, principalmente dele.

-Você está com medo do Key...? -eu estava chutando, mais se fosse aquilo mesmo, ai sim eu ia ficar confuso. Ino e Key eram o casal mais perfeito e amado da face da Terra, estavam sempre fazendo carinho e elogios manhosos um no outro, nunca brigaram na nossa frente, e quando brigavam nunca deixavam transparecer, e o mais importante, naquele relacionamento era milhões de vezes mais fácil Key apanhar de Ino do que ela dele, meu amigo era muito passivo e não faria mal nem a um frago — (*-*) adooorooo frangos, ops, desculpem, não resisto a frangos nem quando é pra dar meros exemplos-

-Sim Lee, eu tenho medo do Key. Muito medo, estou desesperada.

Pronto, foi ai que meu cérebro derreteu e eu fiquei completamente mais abobalhado do que o habitual.

-Hein?

-Cruzes Lee! Você não é assim tão tapado, se toca, mais que merda! — Ino me deu um impurrão no ombro e saiu em direção a cerejeira de sua mãe, eu a segui, agora queria explicações. Ino encostou-se no tronco, prendeu seu cabelo e me olhou seria.

-Ino você vai ter que explicar isso direito. -eu disse sentando-me aos seus pés perto da árvore.

-Oh santa ignorância, a cada dia você fica mais burro... -ela disse sem se importar se eu tinha ou não gostado do comentario, Ino se ajoelhou a minha frente, pousou suas mãos em meus joelhos e chegou seu rosto perto demais do meu.

-Olhe bem pra mim Lee, e preste atenção, se continuar moscando vou lhe dar um soco e estraga esse seu rostinho lindo.- ela apontava o dedo magrelo em minha direção, OPAA! MEU ROSTO NÃO! SOU BONITO DEMAIS PRA SER ESMURRADO ASSIM, SEM MOTIVO, então é claro que lhe obedeci.

-Está ouvindo?

-Claro!

-Bom garoto, agora, vamos ao que interessa: Estou com medo de Key. –sua voz voltou aquele tom forçado e seu rosto não demonstrava medo de verdade, agora que eu lhe via bem o rosto ao falar desta situação, podia ver culpa e não medo em sua face.

-Por quê?

-Oras, ele andou falando coisas horríveis comigo esses dias e...

-Desculpe Ino, mais eu não acredito que Key possa...

-Cale a boca e me escute, não mandei você falar porra nenhuma. Fique quieto. –Ino apontou o dedo magrelo em minha direção e eu me lembrei que ela podia e não tinha medo de me dar um soco. Ai meu rostinho lindo!

-Voltando. –ela disse fechando os olhos. –eu e ele conversávamos na semana passada e eu tentei abordar um assunto que há muito tempo quero lhe falar.

-E o que seria esse assunto?

-O termino de nosso relacionamento. –ela disse num tom tão calmo, que foi quase que assustador. Ela namorava um dos caras mais cobiçados da Ásia, que a amava loucamente, e logo diz que quer terminar e nem parece triste... Eu simplesmente não entendo as mulheres.

-O que?! Por quê?!

-Porque Key é um pé no saco, e além do mais... –ela me olhava de uma forma diferente agora, meio que envergonhada e com mais paixão do que o habitual. –eu gosto de outra pessoa.

Eu engoli seco.

-Jura?

-Juro.

-E quem seria essa pessoa?

-Você Lee. –ela sorriu sem graça, meu coração parou.

Isso era um absurdo.

Ser trocado por mim?! Não mesmo, Key não ia gostar dessa historia, nem EU estava gostando dessa historia, estava muito mal contada.

-E-eu?

Ino revirou os olhos e percebi que ela segurava a língua para não me xingar de alguma coisa.

E foi isso, aquela tarde, Ino se declarou na maior cara de pau pra mim, e ainda me soltou uma bomba: Key a havia ameaçado.

Isso mesmo, é, eu também não acreditei muito nisso, naquela noite fui falar com meu amigo.

-Key, você tem um tempinho? –eu perguntei entrando em seu quarto e fechando a porta, se ele não tivesse tempo eu o faria ter.

-É claro. O que você quer?

-Precisamos conversar um pouco, tem algo me incomodando.

-Sim? E o que seria exatamente?

-Ino.

-Ino? –ele me olhou bem confuso, seu eu tivesse dito, “- Elefante azul de pintinhas amarelas” ele teria entendido rapidamente. –O que tem Ino?

-Vocês dois andaram discutindo nestas ultimas semanas?

Agora ele sorria a verdade acumulando-se na ponta da língua pra logo ser tacada na minha cara.

-Não. –ele deu de ombros. –Pelo menos, eu não discuti com ela.

-Então ela discutiu com você?

-Depende do ponto de vista.

Eu não precisei falar nada, no mesmo instante Key ergueu a manga de sua blusa e me mostrou um braço totalmente inchado, marcado de unhas, e circulo roxos amarelados.

Meus olhos praticamente saltaram das orbitas.

-Ela fez isso...? –como eu havia dito, era mais fácil ele apanhar dela, do que ela dele.

Ele piscou.

-Key, você devia ter me contado.

-E o que diabos você iria fazer? –ele riu. –Está tudo bem, Onew. Não precisa se preocupar, mais afinal de contas, o que você queria com toda essa conversa?

Tomando coragem, muita coragem, contei a Key tudo o que sabia, e não deu outra: Ele ficou desesperado.

-Mais... O que?! Isso é impossível, eu não posso acreditar... Co-como isso...

-Key lembre-se de respirar. –eu disse andando atrás dele.

-Onew. –ele segurou meus ombros de repente, com mais força do que eu imaginava que Key tinha. –você acredita em mim, quando digo que nunca a ameacei de nada?

-É claro que acredito! –eu disse, hoje eu estava correndo muitos riscos, de um lado uma queria quebrar meu nariz, do outro, Key tentava me espremer.

-Jura?

-Juro. –Key sorriu extremamente aliviado, agora vem a parte boa, na semana que se seguiu, todos nós, exceto por Taemin que não víamos já fazia alguns dias, tínhamos a mesma historia assustadora para contar.

-Você está de brincadeira comigo?! –Key disse com a cara de dor mais horrível que eu já presenciei ao olhar para Minho.

-Estou falando serio Kibum, foi o exatamente o que ela nos disse.

-Ai cristo, eu vou morrer. –Key enterrou o rosto nas almofadas do sofá do quarto de Minho e JongHyun.

-Mais então, qual é a dessa garota? –perguntou JongHyun, todos nós demos de ombro, não fazíamos ideia alguma do que Ino estava querendo com aquelas mentiras todas, mais uma coisa era certa: Ino já tinha um cantinho só dela na nossa lista negra.

De repente, a campainha da casa tocou, todos nós descemos as escadas até a sala, quem atendeu a porta foi Key.

-Bom dia. –disse Key.

-Bom dia, você é Kim Kibum? –perguntou um homem alto, de pele escura que mais parecia um guarda-roupa de tão grande e musculoso, a partir daquele dia decidi frequentar regularmente uma academia.

-Sim, algum problema?

-Preciso que venha comigo.

-O que acontece, policial?

-O senhor está sendo preso por agredir uma mulher, senhor Kibum. –quando percebemos que Key estava sendo preso todos nós entramos em desespero, e até já da pra imaginar certo?

Só um detalhe, lembra-se quando eu mencionei que os dois já haviam se pegado nos tapas? Bem, isso, só pra deixar claro, aconteceu no período em que Key estava preso. Ino foi inventar de visita-lo e acabou que ela lhe deu dois tapas e um chute –é a garota era terrível-, Key já estava com um ódio mortal dela, então, bem, os dois se chutaram, deram socos, tapas, puxaram cabelos e etc. uma briga com tudo o que se tinha direito, e como tudo era monitorado por câmeras foi gravado que Ino agrediu Key, e esse episodio foi tratado como agressão mutua não pego nada, graças a Deus.

{FLASHBACK}

Pois bem, Key passou seis semanas preso, Ino ficou tão famosa que era difícil não vê-la, ela estava em todos os lugares, jornais, programas de TV, revistas, rádios, TU-DO!

Nossa maior dificuldade foi provar que Key era inocente, afinal, Ino tinha marcas horríveis por todas as partes visíveis de seu corpo, nem preciso dizer que isso afetou o grupo de forma terrível, logo, na ultima semana do processo tivemos de passar por um processo sinistro com aquele aparelhinho policial mundialmente conhecido como Detector de Mentiras, finalmente, nós conseguimos alguma coisa boa, muito boa mesmo. Ino era uma péssima mentirosa, e nós... Bem, não precisávamos nem fingir certo? Certo.

De qualquer modo, Ino já tinha tudo o que queria: Fama e Reconhecimento. Independente de ter tido sua mentira lavada divulgada para o publico, Ino não era do tipo que precisava de amigos, ela mesma dizia: “Graças ao pai, não vim ao mundo para fazer amigos, apenas para conseguir o que quero”. E foi isso, a partir daí se tonou preferível para nós ver o diabo a ver Ino e ironicamente, acabávamos de encontra-la.

Há-há.

Adoro piadas. Céus, nós íamos morrer...

-Estava morrendo de saudades sua sabia disso Lee...? –Ino perguntou ao me esmagar entre seus braços, eu tentei sorrir. –Você sentiu minha falta?

Ela fazia isso de proposito, ela sabia que nenhum de nós estava gostando daquilo, mais ela não podia resistir, era praticamente parte da vida dela atormentar-nos, ela amava nos ver mal, A-MA-VA!

Ino sorriu recebendo meu silencio, a proposito, o silencio de todos nós.

-Vocês são tão rancorosos... –ela fez biquinho escondendo o sorriso que brincava em seus lábios, então se sentou na cadeira ao lado da onde Key tinha se sentado, nós permanecemos exatamente onde estávamos parados, pensando...

Eu pensava em como acabar com aquilo e Key provavelmente pensava em como esconderia o corpo de Ino logo depois de trucida-lo.

-Então, é... Ino! É você! –eu disse lentamente tentando parecer calmo.

-Sim, sou eu Lee. –ela revirou os olhos.

-Sim, infelizmente é você... –disse JongHyun em um falso sussurro no ouvido de Taemin, o.k., eu ia fingir que ele não queria que ela ouvisse aquilo...

Ela o ignorou completamente.

-E a pergunta que não quer calar –ela disse encarando Minho –é o que faço aqui? Não é?

-Amm –eu tentei disfarçar sentando-me no braço da cadeira onde Taemin estava, mais Ino me olhava com uma sobrancelha arqueada, ela queria jogo limpo? Tudo bem, eu podia fazer aquilo.

-É. O que diabos você faz aqui? Como conseguiu acesso a esta sala? Eu tinha ouvido rumores de sua morte que eu esperava serem verdadeiros, você acaba de me decepcionar... –Disse Key exasperado fuzilando a nuca de Ino com os olhos, ela limitou-se a dar de ombros e nem olhou para trás.

-Bem, muitas perguntas... –ela abaixou a cabeça e então sorriu dizendo: -Eu voltei pra Seoul por saudades daqui, o Brasil é extremamente exótico mais eu odeio o calor e lá parece uma sauna! –ela passou a mão na testa embaixo da franja –De qualquer forma, vocês deviam investir mais na segurança do grupo, ameaças e algumas notas de 100 realmente fazem efeitos sabiam disso? –ela sorriu sínica.

É triste dizer, mais naquele dia quatro pessoas perderam seus empregos.

-E quanto a esses rumores, Key, querido... Você já ouviu falar que não se pode matar um fantasma? Eu sou eterna meu amor. Se você quiser posso compensá-lo mais tarde hein? O que acha? –ela piscou e lhe mandou um beijinho, Taemin parecia que ia vomitar ali mesmo, coitadinho.

-Compense agora. Deixe-me mata-la, pode ser?

Ino deu uma risada gostosa.

-Não mesmo fofo.

-Então quero que você arda no fogo ardente do inferno, que vá pra longe de mim e que pegue alguma doença em qualquer puteiro por ai e morra lentamente. O que vier primeiro. –Key virou-se e saiu da sala, antes que ele desaparecesse no fim do corredor Ino gritou em reposta:

-Kibum...! O que acontece se eu não quiser fazer tudo isso?! –Key virou o corredor, mais logo fez presente no batente da porta seu pequeno rostinho em vermelho brasa, ele gritou de volta:

-Vá tomar no seu rabo da mesma forma! Morra capeta! –então se foi, era melhor que fosse mesmo.

Ino apenas ria.

-Bem, bem. Tenho de ir. –ela disse levantando-se ao olhar o relógio na parede.

Todos nós relaxamos finalmente e começamos a sorrir.

-Adeus garotos lindos da minha vida. Até outra oportunidade. –ela acenou e se foi, Taemin levantou-se e encarando o lugar onde Ino desaparecera fez um gesto obsceno com o dedo e disse:

-Agora faço das palavras de Key, minhas palavras: MORRA CAPETA!

Todos nós rimos muito, Taemin ficava extremamente engraçadinho quando ficava bravo, e era uma pessoal tão doce, fofa e passiva que quando falava ou fazia uma coisa daquela chegava a ser bonitinho de se ver.

Key voltou meia hora depois.

-O capeta já foi? O que vocês fizeram pra ela ir embora? Algum tipo de exorcismo ou só chutaram o rabo dela pra fora daqui? –ele perguntou ao se sentar novamente com um copo de 500ml de café com creme e um pote cheio de coxas de frango fritas com molho rose.

Eu não conseguia tirar os olhos daquele pote. Parecia estar com um ótimo gosto.

Key pegou uma grande e gorda coxa com muito molho, minha boca virou uma piscina, deu uma mordida e fez uma careta, olhou para mim devolvendo a coxa ao pote, e sorriu:

-Pegue chiken maníaco. Precisa mais disso do que eu. –ele estendeu o pote eu não pensei duas vezes antes de agarrá-lo e devora-lo com muita vontade. Os meninos me olhavam de olhos arregalados enquanto comia

-O que foi? –eu perguntei com a boca estufada de frango.

Todos se acabaram de rir, eu não resisti e ri também, apesar de quase me entalar algumas vezes, não consegui não rir.

Notas finais
Imploro que comentem :):
Até o próximo, obrigada por lerem.