Notas iniciais
Reescrita by: Pool Sama, based in true facts.

Pedro: Conheci-o pela Internet, mora num bairro distante e é super legal e atencioso comigo. Sempre gostei de conversar com ele. Falamos sobre diversas coisas sem restrições. Conversas sempre foram comuns aos dois, nossos gostos são parecidos. Ele é mais velho do que eu. Nesses últimos dias, ele veio falar-me que estava triste. O “ficante” dele não confia mais na sua palavra. E a relação dos dois estava conturbada. Peguei o ônibus e fui ao encontro dele.

Guilherme: Estou mal por ter me desentendido com Yago. Eu gosto muito dele, só que ele não sabe quem eu sou e o jeito explosivo dele só nos retrai. Vou chamar meus amigos para conversar, preciso desabafar.

Saí de casa umas quatro horas da tarde e peguei o ônibus, friozinho na barriga comum por estar indo numa aventura e pegando um ônibus que nunca havia pegado. “Espero gostar dele, pensei” “Será que ele é feio?” “Será que vai rolar alguma coisa?” Inúmeras perguntas no percurso de ida. Fiquei atento à paisagem em busca de um hospital, ponto de referência da onde eu deveria saltar. Passei por muitos bairros; acompanhado por passageiros quietos e com um deles somente eu falava, uma senhora que saltou antes de mim, me falando o nome de cada bairro pelo qual o ônibus passou, isto é, até ela saltar. Após isso eu tive de descobrir por mim mesmo. Saltei e esperei um garoto e uma garota juntos andando ao me encontro. Pensei que duas pessoas que passaram por mim eram eles, mas me enganei. Os vi, finalmente, andando em minha direção e fiquei meio sem ação, mas o frio na barriga tinha diminuído. Comprei uma lata de Redbull e eles uma garrafa de Contini. Bebi minha lata rapidamente depois de oferecê-los e fomos andando até uma pracinha para sentarmos e conversamos melhor. Falamos sobre muitas coisas.

Ao ver um garoto em branco e com um boné verde comentei com Isadora que era aquele garoto, o moreno que é tão simpático e gentil que conheci pela internet. Fomos falar com ele e propus comprarmos bebida. Fomos ao super mercado no outro lado da esquina e ele ficou nos olhando para escolher bebida; ai, então, soube que ele não é de beber, porém por fim pedimos para ele escolher entre cachaça e vinho. Ele escolheu cachaça. Fomos andando para a pracinha que tem perto de casa. Comecei a desabafar sobre Yago com eles. Os dois prestavam atenção em tudo o que eu dizia e opinavam no final. Eu simplesmente adoro isso: poder conversar com eles e ter diversas opiniões para criar o mais próximo de um veredito.

Conversei com eles um bom tempo até que vi mensagens da minha melhor amiga no celular e as mostrei para os dois. Então eles perceberam que eu estava afim do Guilherme. Continuei a conversa e com o passar do tempo, eu dava cada vez mais trela para ele. Tudo isso fizemos eu e Gui bebendo cachaça.

Fomos para a pracinha perto de minha casa para conversar e falamos sobre muitas coisas: os gatos atrás da gente, a vida do Pe, os namorados gays e negros (nenhum preconceito) da Isa (risadas) e minha vida amorosa. Eu babava quando ele botava a boca na garrafa. Muito gostoso aquele moreno.

Infelizmente Isa teve que ir embora, queria muito ter passado mais tempo com ela, adorei-a. Adoro a perna do Gui, é tão peluda (risadas). Ele é tão fofo comigo, até mesmo por rede social, sempre tenta me descontrair (nem sei por que contraio), eu gostei dele.

-Adorei ter te conhecido.

Depois de deixarmos a Isa no ponto, voltamos para a pracinha para conversar. Falamos sobre garotos, gostos, pessoas, e tudo que importava até:

-Você quer me beijar?

Ele me perguntou isso?

-Quero, sempre quis.

-E você?

-Eu quero te beijar.

-Então por que não me beijou ainda?

-Espera só esse pessoal passar.

Estávamos sentados num canteiro de árvore, naquela parte de cimento que dói a bunda. Ele se virou para mim e me tomou num beijo e eu tentei não ficar alterado. Foi ótima a sensação. Não soube beijar de primeira, ele até me deu uns conselhos e eu fiquei SUPER envergonhado. Não sei se corei, mas me senti muito diferente depois do primeiro beijo.

Não vi muita reação positiva por ele, então ele se levantou alegando que a bunda doía e começamos a caminhar, ele insistindo em comprar algo para eu comer (como ele é fofo). O beijei de novo e saímos.

-Não quero nada, Pedro, mesmo assim, obrigado.

Nossas línguas se entrelaçaram no segundo beijo, foi mágico. Ele me falara para usar mais os lábios em vez de ser afobado com a língua (risadas)

Andamos mais um pouco e ele tentou me beijar virei o rosto, porque não queria beijá-lo de boné. Ele o percebeu, ficou na ponta dos pés (ai que FOFO!) e me beijou novamente. O terceiro beijo. Comprei uma bala halls preta e dei a primeira para ele:

-Você vai roubar meu namorado.

-Não se eu for ele.

Levei-o ao ponto de ônibus, uns guris chegaram e começaram a batucar cantando uma merda de funk, mas eu estava muito avoado pensando em Yago. Ele o percebeu e comentou comigo. Não liguei muito e ao perder o terceiro ônibus levantei-me mesmo estando cansado, mesmo assim o silêncio nos beirava.

Fomos para o ponto errado, quase peguei ônibus para o Méier. Se não tivesse perguntado para um senhor numa rua, eu estaria em casa muito mais tarde do que cheguei. Fomos para a Estação. Esperei alguns ônibus e ele fez sinal para eu ir. Tínhamos nos abraçados antes.

Fiz sinal para o ônibus e ele se foi rapidamente. Serei inesquecível para ele. Gostei muito desse guri espero encontrá-lo novamente. Fazer mais coisas (risada maliciosa). Adoro.

PS: I think I’m falling for you.



Notas finais
Reviews? Please eu amo eles *------*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!