Ps I Love You
6 Juliana Fletcher
Notas iniciais
Sua mãe e seu pai sorriam.
- Filho, esta é Juliana Fletcher, ela é quem vai ficar conosco durante esse ano letivo.
Juliana Fletcher
Seb se trocou rapidamente, escovou os dentes e tentou dar um jeito no cabelo.
O mais rápido que pode, foi a pé a casa de Chuck, não muito longe da sua.
A casa de Chuck não era nenhum palácio, muito pelo contrario, embora fosse muito bonita, pintada em cinza claro por fora, era também pequena. Achava que, financeiramente, a família do amigo até poderia se mudar para uma casa maior, ou aumentar aquela, mas Pat, que tinha um maior contato com Chuck por organizar junto a ele os ensaios da banda dos meninos, costumava dizer que eles não queriam mudar a casa devido ao fato de ela ter pertencido a uma avó de Chuck. A maior reforma que eles haviam chegado a fazer, era pintar a casa inteira novamente e reformar os cômodos mais necessitados.
- E ai, Seb? – cumprimentou o amigo, deixando-o entrar. – Tudo certo?
- A medida do possível... – disse sentando-se no sofá. Chuck sentou-se no dá frente.
- Ainda emburrado por causa da tal brasileira?
- É, ela chega hoje.
- Como você disse que ela chama mesmo?
- Chuck, eu não disse... Até porque, eu não sei o nome dela.
- Hum... Mesmo assim, eu acho que você ta sendo meio fresco, mas você que sabe.
- Que seja... Mudando de assunto, você melhorou? Lembro que ontem teve uma crise de ânsia de vomito antes da aula... Ta tratando a virose?
- Ah, não foi a virose, foi por causa daquela coisa nojenta que a An... – ele dizia displicente, parando subitamente ao perceber o que estava falando e para quem. – Digo, aquela coisa nojenta da aula de ciência.
- É, foi nojento, mas a sua crise foi duas horas antes...
- Bem, eu...
- Seb, querido, sua mãe me avisou que você vinha. – disse a Sra. Comeau, dando-lhe um abraço. – Desculpe a demora, aqui está o que sua mãe pediu. – disse entregando-lhe uma sacola.
- Bom, eu acho que já vou indo. — disse se levantando.
- Não quer ficar mais um pouco? — perguntou a mulher.
- Ah, não, obrigado Sra. Comeau, eu já vou, minha mãe precisa disso pra ontem – disse com um falso sorriso.
- Bom, então vou voltar para a cozinha, tenho que preparar o almoço também... Chuck, vá com o Seb até a porta. Tchau, querido.
- Tchau e obrigado.
A mulher apenas sorriu, antes de seguir para a cozinha.
- Seb... – chamou Chuck, quando este já fechava o portão da casa do amigo.
- Sim?
- Você não precisa gostar dessa menina, mas não faça nada do que possa se arrepender.
- Pode deixar. – disse antes de voltar para casa.
O rapaz não teve a mínima pressa a voltar para casa e, por causa disso, ao chegar lá a única coisa que encontrou foi um bilhete do pai.
Ele basicamente dizia que haviam ido buscar a menina no aeroporto e que era, segundo sua mãe, para deixar as coisas que a Sra. Comeau tivesse enviado, na dispensa, para que depois ela terminasse o bolo.
O mais rápido que pode, Seb subiu para seu quarto, esperando que pudesse sair antes que os pais chegassem. Pegou a carteira, o celular e os meteu no bolso, apressadamente.
Seb desceu as escadas correndo, com esperança de sair dali sem ser visto, mas parou de chofre, quando chegou ao térreo.
Sua mãe e seu pai sorriam.
- Filho, esta é Juliana Fletcher, ela é quem vai ficar conosco durante esse ano letivo.
Uma menina de cabelos castanhos e olhos igualmente castanhos, surgiu de trás de sua mãe.
Ela vestia uma camiseta larga do Blink-182, apesar de ter um manequim P. Seus cabelos eram lisos na raiz e caiam em lindos cachos nas pontas. A calça jeans justa deixava à mostra as curvas das pernas bem torneadas.
- Oi, Seb! – ela disse sorrindo.
- Oi. Mãe, to saindo com a Annie. Tchau – disse seco, saindo rapidamente dali.
- Sebastien. – chamou seu pai, eu um disfarçado tom severo.
O garoto retornou a sala.
- Sim?
- Leve as malas da Srta. Fletcher para o quarto dela – pediu sua mãe simpaticamente, tentando amenizar o clima pesado.
- Magina! – exclamou a menina, toda envergonhada, pegando sua mala.
Ao pegar a alça da mala, as mãos dos dois jovens se tocaram acidentalmente. Seb empalideceu quase que instantaneamente, mas não sequer moveu-se.
Por um rápido momento, que aos dois pareceu intermináveis minutos, eles apenas se encararam, os músculos de ambos paralisados.
Ao “cair da ficha”, ambos afastaram as mãos rapidamente, vermelhos como pimentões.
- Er... Pode deixar que eu levo. – disse Juliana, deixando, pela primeira vez, notar-se o seu inglês fluente, totalmente livre de qualquer sotaque carioca que ela pudesse ter.
- Eu... Eu levo. – disse Seb, com uma expressão atordoada, pegando a mala e subindo ao quarto que seria dela.
O Sr. Lefebvre estranhou muito a cena, e com uma cara confusa, foi ajudar o filho. A esposa, por sua fez, abriu um largo e misterioso sorriso, guiando a menina pela casa.
- Filho, está tudo bem? – perguntou o Sr. Lefebvre, deixando as malas em um canto do quarto e saindo de lá com Seb, para depois fechar a porta.
- Tudo... Será que agora eu posso sair com a Annie? – perguntou, voltando ao tom ríspido.
- Seb, você bem que podia obedecer a sua mãe, não? – disse o homem, já no térreo junto ao filho.
- Pode ir. – manifestou-se sua mãe, vindo da cozinha junto a Juliana. – Mas, se não vai almoçar conosco, quero você aqui para o jantar.
- Okay, okay... – bufou. – Que horas?
- As oito.
- Ah mãe, eu...
- Oito horas, nem um minuto a mais, nem um a menos.
- Está bem... Tchau.
- Tchau. – responderam os outros três.
A Sra. Lefebvre, que tinha uma expressão dura ao ver o filho ir embora, sorriu ao se voltar para a menina.
- Bom, querida... Oh, desculpe, não se importa de chamá-la de querida, né?
- De maneira alguma. – Juliana respondeu com um sorriso doce no rosto.
- Então, querida, eu vou terminar o almoço, enquanto isso se sinta a vontade para organizar suas coisas no seu quarto da maneira que bem entender. Depois, na hora do almoço, podemos conversar mais. Estou, inclusive, muito curiosa para saber como anda o Brasil.
- Certo, licença e, bem, obrigada por tudo. – Ju concordou, subindo para seu quarto.
Ao ver a garota desaparecer no topo da escada, a Sra. Lefebvre soltou um suspiro cansado, porem satisfeito.
- Se o seu filho ousar trata-la mal, eu corto a gracinha dele com seu carro. – avisou a mulher.
- Miriam, acalme-se. – pediu seu esposo, envolvendo-a em um abraço. – Tenho certeza que o Seb vai se adaptar.
- Assim espero. – ela desabafou, dando um beijo rápido no marido e depois o levando consigo a cozinha.
Notas finais
Essa já é uma fanfic velha minha, mas que eu gosto muito.
Espero que gostem, aguardo comentários para a próxima atualização!
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