Notas iniciais
Não apareceu nenhum leitor...apenas 21 observadores haha...mesmo assim irei postar o segundo. Quem sabe alguém toma coragem e comenta *-* Só postarei a fanfic toda se houver comentários. Ela já está toda pronta e possui 5 capítulos! Bjos!

'Tentar não te amar, só me faz te amar ainda mais.''
Trying not to love you — Nickelback.


Lágrimas insistentes escorriam do rosto de Hermione, enquanto paisagens borradas passavam por sua visão, na janela daquele táxi. Não adiantava secar seu rosto, pois ele voltava a ficar encharcado quase instantaneamente. Será possível que Ronald sempre estaria no topo da lista de coisas que mais a fazem chorar? Ela gostava tanto dele. Não. Ela o amava. E agora pensava se tudo isso não era um erro. E se o isolamento do ruivo fora apenas uma desculpa pois não possuia coragem o suficiente para dizer que não queria nada com ela? E se todos os sinais foram mal interpretados? E se a atitude que ela tomara o assustou? E se eles foram destinados a não ficarem juntos? Se sentia tão boba!
Não acreditava em destino traçado e essas coisas. Bem, se não fosse bruxa, provavelmente não acreditaria nem em magia. Sempre fora muito lógica, realista e pé no chão, mas em relação a um certo Weasley...as coisas não eram exatamente assim. Ficar longe dele, machucava. Quase fisicamente. Mal-entendidos, discussões, complicações, raiva, dor, lágrimas, sorrisos, sensações gostosas...e tudo se repetia e se repetia novamente. Escondeu o rosto entre as mãos, suspirando cansada, se perguntando se aquele ciclo seria inquebrável. Por que a solução para essas coisas não se encontrava nos livros?
Podia se imaginar facilmente, recorrendo a biblioteca mais próxima na sessão de ''Problemas sentimentais aparentemente irremediáveis'' e enchendo os braços com uns quatro ou cinco livros. Ou quem sabe um volume único de 700 páginas. Mas não era fácil assim. Puxa, ela estava crescendo, sempre fora tão madura para sua idade e muito mais agora, depois da batalha. Quando pararia de formular teorias e imaginar um futuro junto com Ronald? Nem tão cedo. Pensou, e ela acertara a resposta.
– Aqui, senhorita?
A voz do motorista, com um inglês carregado de sotaque, a despertou de seus devaneios.
– Sim. Obrigada.
Desceu do carro em direção ao Hotel onde ficaria, sabe-se lá quanto tempo.
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– Eu vou atrás dela. Rony repetia, em uma das poucas conversas com Harry, depois de sair do quarto. Quase dois meses haviam se passado, e o início de Julho trazia tudo — inclusive um calor fora do normal — exceto notícias de Hermione. Ele evitara de conversar com o amigo, pois não queria mais sermões como o da irmã, pois, pior do que ouvir calunias sobre si mesmo, é ouvir a verdade.
– Cara, tenho certeza de que se ela não escreveu, nem telefonou, tem um ótimo motivo pra isso.
– Potter, você, como praticamente irmão dela, devia me apoiar!
– Olha Roniquinho, a gente até entende. E sim, estamos preocupados. Porém, sabemos que notícias ruins chegam rápido e a Mione sabe se cuidar.
Gina disse, enquanto lixava as unhas, como se tudo que Rony havia dito não tivesse importância. Isso o deixou indignado.
– Vocês não acreditam que eu vou atrás dela, não é? Questionou emburrado.
– Primeiro: Mione não falou onde ficaria, nem pra que lugar da Austrália iria. Acho que aproveitou essa viagem pra se distanciar um pouco de tudo e colocar as coisas no lugar...e eu, particularmente acho melhor fazer isso no continente Oceânico do que num quarto cheirando a mofo.
Harry disse com um falso ar de inocência e Rony cruzou os braços se remexendo no sofá.
– Mas...mas e se ela....
Na verdade, ele queria perguntar se existia uma possibilidade de Hermione conhecer um australiano boa pinta, com quem viesse a ter relações íntimas e beijos tão quentes como a própria Austrália. Balançou a cabeça em uma tentativa frustrada de afastar o pensamento intragável.
– Ela não vai te trocar, maninho...relaxa.
Rony sobressaltou-se no lugar e olhou perplexo para a irmã.
– Não, não leio pensamentos, mas eu conheço a cara de um Weasley com ciúme...experiência própria. — Disse Gina, e logo após lançou um olhar com visíveis mensagens subliminares para Harry. O moreno pigarreou, um pouco receoso.
– Se isso faz você se sentir melhor...vou tentar ligar para o novo celular dela outra vez, tudo bem?
– Por favor. O ruivo soltou a respiração que parecia estar presa durante muito tempo e se levantou apressado, acompanhando Harry até a cozinha, onde um telefone trouxa pousava sobre uma mesinha.
Caixa postal outra vez. Harry chegou a pensar em fingir conversar com a amiga, só para deixar o amigo mais tranquilo. Mas se sentiria mal fazendo aquilo. Desligou o telefone e maneou a cabeça.
– Podemos mandar um patrono, não? Como não pensamos nisso antes?
Questionou Rony quase em desespero.
– Ela nos proibiu. Disse que poderia estar em qualquer lugar quando o recebesse e com certeza isso chamaria a atenção dos trouxas.
Voltaram a sala e Rony se jogou no sofá, com um semblante terrível. Enquanto isso, Jorge descia as escadas para ir a loja. A duas semanas atrás, saira do confinamento e resolveu pelo menos tentar, retomar sua vida. Mas seus ombros se tornaram caídos, sua fala, baixa e desanimada, e em sua face, uma expressão vazia fora tatuada. Era difícil retornar As Gemialidades Weasleys, sem o sócio, irmão e amigo de sempre, a alegria parecia não se achar digna de permanecer ali. A conversa entre Gina, Harry e Rony cessou como uma respiração contida. Jorge atravessou a sala sem dizer nada, mas parou no vão da porta. Virou-se.
– Não se preocupe Ron, tenho certeza que ela está bem.
E se foi. Os três se entreolharam boquiabertos. Rony se surpreendeu, acreditando nas palavras do irmão. Mas por que então ela sumiu desse jeito? Ele entendia é claro, se ela se comunicasse com todos menos com ele...mas não se comunicara com ninguém. E se Hermione se fora pra sempre, o que ele iria fazer com todo esse sentimento? E se ele nunca mais tivesse a chance de dizer tudo que queria? O peso do arrependimento e do remorso, se chocaram contra seus ombros.
Precisava da sua garota. Logo. Ou então, partiria sem rumo a procurando em todos os cantos de todos os continentes necessários.