Provocation
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Olha eu aqui com mais uma one do OTP supremo, porque sim. :3
Eu vi essa fanart e enlouqueci. Então escrevi isso aqui e surtei enquanto escrevia. Espero que vocês também possam surtar comigo. O/
Como eu disse nas notas, Luffy pode estar um tanto OCC, mas isso vai depender do seu ponto de vista, já que aqui ele já está bem crescidinho e sabido das coisas. fjkhgsdjkfgdsjkg'
Boa leitura! ;)
O dia começava ensolarado na costa de uma das ilhas do Novo Mundo. Os raios do astro rei surgiam tímidos pelo céu azulado e atravessavam as leves cortinas de seda branca, que balançavam ritmadas com a brisa matutina, penduradas na janela do quarto feminino do Sunny.
Três anos.
Três anos haviam se passado desde que o bando mais baderneiro e encrenqueiro dos mares havia se tornado também o mais livre ― e assustador aos olhos daqueles que não o conheciam pessoalmente. Três anos que o atual Rei dos Piratas tinha a linhagem mais bagunçada que conhecera na vida: um pirata, filho de um revolucionário, neto de um marinheiro.
Três anos que Mokey D. Luffy alcançara seus sonhos mais impossíveis.
Oito anos pelos quais ela suportava as pessoas mais estranhas do mundo.
Um ano desde que finalmente resolvera admitir. O idiota dono do chapéu de palha mexia consigo de forma muito mais complicada que antes ela pensava mexer.
Nami acabava de ser desperta pela luz amarelada e encarava o teto amadeirado do cômodo, lutando contra o dever de levantar e se arrumar para mais um dia, provavelmente agitado, com seus companheiros. Seu corpo clamava por mais algumas horas na cama, já que na maior parte da noite não pregara os olhos, perdida nas dezenas de pensamentos que vinham lhe perturbar o sono. Olhou a cama ao lado, à procura da amiga e encontrou o móvel vazio.
Sorriu irônica.
Por que a morena estaria ali se o ninho da gávea provavelmente era muito mais interessante, não é mesmo?
Suspirou.
Às vezes queria que seu capitão, em plenos 25 anos de idade, fosse menos inocente, assim como o idiota bêbado do bando. Isso tornaria as coisas muito mais fáceis para ela.
No entanto, a alaranjada precisava decidir: ou tomava posse do que era seu de uma vez por todas ou deixava que outras fizessem isso em seu lugar. Depois da noite quase em claro, a ruiva decidira que escolheria pela primeira. E aquele dia seria primordial para que assim fosse. A questão era: será que ele deixaria alguém tomar essa posse? Sinceramente, ele era um verdadeiro tapado e não dava a mínima para qualquer coisa que estivesse relacionado a mulheres num sentido romântico. Já havia renegado até mesmo a imperatriz pirata, por quem todos os homens se desmanchavam, fora as outras que haviam tentando qualquer coisa por esse lado com o moreno, principalmente após esse ganhar o merecido título.
Todas ignoradas com sucesso.
Por acaso seria diferente com ela?
Estava quase desistindo de seus planos quando se lembrou da cena do dia anterior. A garçonete do bar em que estavam à noite conseguiu engajar-se numa conversa bastante animada com seu capitão. E era absolutamente visível que se ele abrisse qualquer brecha que ela interpretasse como uma ou caso Nami não tivesse chamado todos para voltarem ao navio minutos depois da garota ter iniciado o “bate-papo”, Luffy provavelmente não estaria dormindo junto dos outros rapazes, no quarto ao lado do seu.
“Aquela oferecida.”
Levantou-se em um pulo, determinada e confiante.
O medo de ser rejeitada ou ignorada não parecia mais tão grande em comparação com a vontade de assassinar aquela garçonete que perpassou seus sentimentos na noite anterior.
Ah! Ela iria mostrar a todas as infelizes que se atreveram a se jogar pra cima do seu companheiro quem era que mandava naquela joça.
(...)
― Bom dia. – cumprimentou assim que adentrou à cozinha, aonde seus amigos já se encontravam.
― Bom dia, Nami-swaaan! – respondeu o loiro ao ouvir a voz de sua amada dama. ― Preparei um bolo de laranja especialmente para você, mellorine! – bajulou enquanto levava a bandeja com o doce até à mesa.
― Obrigada, Sanji-kun. – sorriu agradecida. O que fez o outro saltar os olhos em formato de coração.
― Oe, Sanji! Eu também quero um pedaço! – o capitão prontamente se pronunciou, já esticando seu braço direito até o bolo. A empolgação, no entanto, foi cortada pelo chute certeiro do cozinheiro em seu rosto.
― Eu não fiz o bolo pra você, seu idiota! É da Nami-san somente! – gritou, enfurecido, fazendo com que o moreno resmungasse duplamente em seu canto. Pela dor e pela negação de comida.
O que se sucedeu à cena, porém, surpreendeu até mesmo os que observavam a algazarra sem se meter no meio.
― Não tem problema, Sanji-kun. – disse anormalmente gentil. ― Eu divido com ele. – explicou, ainda no mesmo tom.
― Oe. Que bicho te mordeu, bruxa? Quem é você e o quê fez com o demônio do navio? – ironizou o espadachim do outro lado da mesa, fazendo uma veia saltar na testa da ruiva.
― O único demônio aqui é você, seu maldito! – gritou, deixando Zoro sob gargalhadas. ― E pare de rir! – berrou mais uma vez, só que o berro foi acompanhado de um pão francês certeiro no nariz do guerreiro.
― O que pensa que está fazendo?! Sua bruxa endemoniada?! – levantou-se irritado. ― Quer que eu te corte em duas?!
― Quem você pensa que é pra ameaçar a Nami-san desse jeito, seu espadachim de merda?!
― O que disse?!
― Isso mesmo que você ouviu! Que brigar?!
― Eu vou te fatiar junto da sua Nami-swan, Ero-cook! – ameaçou já avançando sobre o companheiro, iniciando mais uma de suas brigas.
Usopp e Chopper gritavam desesperados pelo possível fim do mundo, enquanto Franky tentava separar o espadachim e o cozinheiro. Luffy, por sua vez, acompanhava Robin e Brook nas risadas, enquanto Nami bufava furiosa pela situação.
“Ótimo. Seus planos começaram muito bem, Nami.”
(...)
Após a confusão na cozinha, Nami interviu na bagunça, fazendo com que todos se calassem e comessem quietos, para logo em seguida levantarem âncora e saírem da ilha na qual estavam atracados há dois dias. Naquele momento, o Sunny Go já se encontrava em alto mar, navegando pelas águas tranquilas. O sol não os abandonara e as mulheres do navio resolveram aproveitá-lo da forma como costumavam, se banhando com sua luz imponente.
Usopp pescava num canto da amurada junto de Luffy e Chopper, enquanto Zoro dormia encostado ao mastro e Franky e Brook conversavam banalidades.
Sua tentativa de iniciar o plano de sedução e conquista pela manhã fora completamente destruída, mas a ruiva ainda não havia desistido. Ela conseguiria alcançar seu objetivo e seria naquele dia. Definitivamente.
― Luffy! – chamou autoritária. O que fez com que o pirata imediatamente virasse seu rosto em direção à voz feminina, expressando preocupação e medo.
― O que eu fiz? – questionou, exasperado.
― Nada. Ainda. – sorriu prontamente, levantando o frasco que continha protetor solar. ― Passe em mim, por favor? – pediu fazendo uma careta pidona. Costume seu quando pretendia conseguir algo de alguém, principalmente se esse fosse do sexo masculino.
― Hem? Por que eu? Pede pra Robin. Ela tá aí sem fazer nada. – reclamou, não querendo largar sua vara de pescar pra ir fazer as vontades da companheira.
― Eu mandei você vir passar! – exclamou, estressada. ― E a Robin está lendo. – completou. ― Anda logo! Venha aqui! – ordenou, já perdendo a paciência, fazendo o rapaz se levantar da amurada resmungando coisas inaudíveis. ― E pare de reclamar! – a veia saltou em sua fronte.
― Nami-swan! Eu faço isso por você, minha deusa! – ofereceu-se na maior cara de pau, enquanto trazia uma pequena bandeja contendo dois copos de refresco para suas mellorines.
― Nem a pau! – exclamou, fazendo a circulação da veia se tornar mais forte.
― A Nami-san fica tão linda nervosa. – suspirou apaixonado, deixando a bandeja sobre a mesinha entre as cadeiras de praia e logo em seguida indo bajular a arqueóloga, que se divertia com a situação que a ruiva havia criado.
Depois de alguns instantes se arrastando para chegar ao castelo de popa, onde as garotas tomavam sol, Luffy pegou o frasco do produto e despejou um pouco em sua mão esquerda e se inclinou sobre a companheira de costas, apoiando-se com o joelho sobre a beirada da cadeira e retirando os cabelos alaranjados do local, para que assim começasse o serviço ordenado pela mulher.
Enquanto as mãos grandes e surpreendentemente gentis de seu capitão passeavam pela parte posterior de seu corpo, a navegadora tentava seriamente se concentrar ― por mais difícil que fosse naquela situação ― em observar qualquer tipo de reação diferente vinda por parte dele. Suspirou frustrada quando viu que ele executava sua tarefa concentrado, mas sem esboçar qualquer outra coisa. Sorriu, entretanto, assim que o viu parar e encará-la receoso.
― É pra passar só nas costas, né? – perguntou, já que não queria ser espancado pela ruiva.
Nami encarou-o, ainda deitada.
― Bem... – começou, fingindo estar pensativa. ― Não pedi isso, mas eu não estou afim mesmo de sujar minhas mãos com protetor. Poderia me fazer esse favor? – sorriu da forma mais insinuante e sedutora possível, torcendo para que ele ao menos percebesse sua intenção.
O resultado, porém, foi Luffy a encarando ainda amedrontado com a sugestão, embora agora também confuso pela forma que ela falava consigo.
― Você está estranha, Nami. ‘Tá doente? – levou a parte posterior de sua mão até a testa da amiga, fazendo-a bufar em frustração.
― Apenas passa logo essa porcaria, Luffy! – ralhou afastando o membro dele de seu rosto bruscamente.
O pirata então obedeceu, dando de ombros e despejando mais uma quantia do cosmético em suas mãos, para logo em seguida começar a passá-lo nas coxas torneadas da ruiva, que voltara a observá-lo, tentando desesperadamente detectar qualquer coisa que viesse por parte do homem.
Luffy subia as pernas da navegadora, mas quando estava prestes a chegar à pele exposta pela parte inferior do biquíni sentiu seu corpo sair voando alguns metros.
― O que você pensa que está fazendo, seu desgraçado?! – a voz do cozinheiro do bando cortou o convés, furioso.
― Por que me bateu?! – o capitão devolveu.
― Você estava se aproveitando da Nami-san! Seu capitão idiota! – gritou ainda irritado. ― Não vou permitir que se aproveitem da Nami-san!
― Do que você ‘tá falando?! Eu só ‘tava fazendo o quê ela pediu! – exclamou exasperado. Obedecera a ordem da garota para não apanhar e agora havia apanhado do mesmo jeito.
― Já chega! – a voz autoritária berrou. – Calem a boca os dois! – ordenou mais uma vez, de pé, deixando claro que não permitiria que desobedecessem. ― Ótimo. – bufou, vendo que haviam silenciado, voltando a se sentar na cadeira.
Com isso Sanji voltou para a cozinha, xingando o capitão, enquanto Luffy permanecia aonde havia caído, emburrado.
― Posso ir? – direcionou-se irritado à ruiva.
― Some da minha frente!!! – mais uma vez gritou; o frasco de protetor solar voando em direção ao moreno, que saiu correndo para o local onde Chopper e Usopp permaneciam, deixando uma Nami furiosa e completamente frustrada para trás.
“Mas que diabos.”
(...)
Sinceramente, qual era a dificuldade mental daquele ser para compreender as intenções dela? Será que era tão difícil assim perceber que ela estava se oferecendo de todas as formas praquele imbecíl? Depois da fatídica e frustrante manhã, Nami estava se sentindo pior que a garçonete oferecida da ilha em que estavam antes e, ainda assim, Luffy não esboçara qualquer tipo de sinal de que havia entendido o recado.
Era por volta das três da tarde, desanimada e prestes a desistir de seu plano de sedução, a ruiva subia as escadas para o último andar do tombadilho, no qual suas laranjeiras foram plantadas.
Aquelas não haviam sido suas únicas tentativas de chamar a atenção do capitão. Tinham sido apenas as com piores resultados. Todas as outras que havia feito durante o dia até aquele momento resultaram em completa “tapalidade” do companheiro. Ele sequer demonstrou perceber o que ela pretendia em algum momento.
De duas havia uma: ou ele era mesmo inocente ao ponto de não compreender nada daquilo ou ela era péssima na arte da conquista e da sedução. A segunda era inadmissível, então ela continuava a culpar somente ao borrachudo por ser tão idiota.
A garota pretendia apenas aguar as laranjeiras, quando o destino lhe pareceu sorrir uma única vez naquele dia. Luffy cochilava sob a sombra de uma das árvores; não havia ninguém por perto, apenas os dois. E ali estava uma oportunidade perfeita.
Aproximou-se determinada. Iria aproveitar-se da bolada que levara de Robin enquanto jogavam vôlei poucos minutos antes.
Assim que se aproximou e sentou-se ao lado do moreno, esse despertou de seu cochilo pela movimentação, mas logo que viu quem era apenas voltou a fechar os olhos, querendo dormir mais um pouco. Nami rolou seus orbes com a atitude, querendo espancá-lo com toda a sua força, mas preferiu ater-se ao seu objetivo inicial.
― Luffy... – chamou, quase manhosa.
― Hum... – demonstrou que ouvia.
― Acho que você tinha razão. Talvez eu esteja doente. – declarou, fazendo o capitão abrir os olhos para encará-la.
― Vá até o Chopper. Ele vai cuidar de você. – sorriu de sua forma característica.
― Mas eu não queria incomodá-lo com isso ainda. E se não estiver doente? Vou preocupá-lo à toa. – justificou, já abaixando a alça direita de sua camiseta. ― Olha e me diz o quê acha dessa mancha. – pediu expondo seu ombro e parte da área superior de seu seio.
Tinha que confessar, ela se sentia a mulher mais suja do planeta Terra, mas já estava apelando ao desespero. Se ele percebeu ou teve alguma reação ao ato, porém, não demonstrou em momento algum.
Muito pelo contrário.
Luffy aproximou-se do corpo da companheira, concentrando-se na área epitelial que ela apontava, atendendo ao pedido e, pegando-a de surpresa, pressionou o local avermelhado com o dedo indicador.
Ele realmente não tivera reação alguma fora da normalidade. Ela, entretanto, corou até a alma, retirando a mão masculina dali em um ato automático, fazendo-o ficar confuso.
“Oras, Nami. Foi você que provocou isso. Por que diabos está com vergonha?!”
― Dói? – questionou o outro, agora preocupando-se.
― N-não. – gaguejou, ainda recuperando-se da surpresa. ― Foi só um reflexo. – sorriu, sem graça.
― Nami. Você está vermelha. – constatou aproximando os rostos, piorando a situação da mulher. ― Caramba! Isso pode ser sério! – alarmou-se o capitão, tomando a amiga pelas mãos e descendo as escadas aos gritos, chamando pela rena médica.
Nami, por sua vez, deixou-se ser levada até a enfermaria, suspirando pesadamente.
“Desisto.”
(...)
A noite pairava estrelada sobre o navio ancorado em meio ao oceano tranquilo. Já era por volta das 23 horas quando Nami se dirigia para seu quarto. O desânimo, a frustração e o cansaço tomavam conta de seu corpo e seus sentimentos. Depois de tantas tentativas falhas, até ela tinha que admitir que era a hora de desistir.
Talvez ele apenas não se interessasse por ela. Talvez ele realmente preferisse que outra mulher tomasse sua posse.
E foi com esse pensamento que a ruiva adentrara seu quarto e fechara a porta, decidida a desistir de seus sentimentos e de seus desejos pelo idiota de borracha que era intitulado como Rei dos Piratas.
A garota despiu sua regata com intuito de se preparar para um banho, expondo a parte superior de seu biquíni usual e estava prestes a dar um passo em direção ao banheiro, quando finalmente percebeu que não estava sozinha no cômodo. Rapidamente virou-se na direção na qual sentia a presença intrusa, constatando assim a invasão.
Seu capitão estava ali.
Encostado à parede, de braços cruzados e sorrindo de uma forma que ela nunca vira antes.
Não podia acreditar, mas algo que ela ansiou durante todo o dia ver em suas expressões masculinas pairava nos olhos e nos lábios do moreno: malícia. Assim como podia jurar que aquele sorriso tinha um ar zombeteiro demais pro gosto dela.
― L-Luffy. – gaguejou, sem saber o que pensar ou sentir com relação à surpresa. ― O que faz aqui?
― Achou mesmo que eu não perceberia suas tentativas o dia todo? – começou, ainda sorrindo, pondo-se ereto. Ele estava obviamente se divertindo.
― D-do que está f-falando? – continuou a questionar, receosa pela aproximação contínua do pirata.
Sua resposta, entretanto, fora o seu próprio grito, que se não fosse pela mão robusta do homem tapando-lhe a boca, teria sido ouvido no navio inteiro. Suas costas estavam prensadas contra a parede amadeira pelo corpo forte do moreno, junto de seu braço esquerdo, enquanto seu membro superior direito permanecia erguido e seguro pela mão esquerda de Luffy.
Nami tinha a certeza absoluta de que estaria no chão caso não fosse tal situação, porque o sussurro rouco que o capitão lançara contra seu ouvido esquerdo fizera seu ser desfalecer por inteiro.
― Quem não sabe brincar com fogo, acaba se queimando, Nami.
O arrepio perpassou por todo o seu corpo, deixando-a inerte e completamente a mercê da respiração quente e úmida sobre sua nuca. Quando ela achava que não poderia se surpreender mais, sentiu seu corpo entrar em êxtase com o roçar da pele do moreno sobre a mesma área.
― Se seu objetivo era fazer eu me render aos meus desejos sobre você, nunca conseguiu tanto êxito em uma missão na sua vida. – completou alguns instantes depois, deixando uma leve mordida sob o lóbulo auricular da ruiva, enquanto sua mão direita escorregava até a cintura fina feminina.
O gemido involuntário que então deixara sua garganta aparentemente havia desperto algo ainda maior dentro do usuário da Gomu Gomu no Mi, pois sentira seu corpo ser pressionado de forma ainda mais feroz e luxuriosa.
Céus. Quem era aquele? Onde estava o Luffy idiotamente tapado que a frustrara no decorrer do dia?
O capitão pirata, por sua vez, continuava passeando com seus lábios pela pele cheirosa e sedosa da navegadora, esquecendo-se completamente de seu objetivo inicial ali: provocá-la como ela mesma fizera com ele o dia todo. Bem, ninguém podia culpá-lo. A ruiva era a única culpada de tê-lo tentado de tal forma.
― L-Luffy... – tentou chamar, para repreendê-lo. Estavam no quarto em que ela compartilhava com Robin, não queria ser pega no flagra. O som que saíra de sua boca, entretanto, incitou de forma muito diferente o outro. ― Luffy, a Robin pode chegar a qualquer momento. – tentou mais uma vez, fazendo-o encará-la divertido.
― Nós sabemos muito bem onde ela está. E não acho que irá querer descer tão cedo. – sorriu irônico.
― Quem é você? E o quê fez com meu capitão? – perguntou, pasma, causando a risada do companheiro.
― Eu posso ser um idiota, como vive me chamando, mas tenho plena consciência da perversão alheia. Inclusive a sua. – brincou, deixando-a completamente corada.
― Então... você percebeu todas as minhas tentativas?
― Todas. – sorriu.
A reação da navegadora, no entanto, foi bem diferente da satisfação que deveria sentir.
― E você me ignorou?! Estava me fazendo de idiota, seu desgraçado?! – ralhou pulando em cima do borrachudo, tentando o enforcar com suas próprias forças.
― Oe, Oe! ‘Pera aí, Nami! Você vai me matar asfixiado! – exclamou, tentando se livrar do golpe. A agitação acabou fazendo-o cair de costas em cima da cama, com Nami sobre si, cumprindo sua tentativa de assassinato.
― Essa é a intenção!
― Você tentou me seduzir o dia inteiro pra depois me assassinar?! – questionou, já quase sem ar.
Mais alguns segundos se passaram com a navegadora estrangulando o usuário, quando esse finalmente conseguira contornar a situação, em todos os sentidos, jogando a ruiva contra a cama, passando a segurar os braços finos sobre o colchão.
Sorriu lateralmente.
― Viúvas Negras são realmente perigosas. – ironizou, fazendo algumas veias saltarem na testa feminina.
― Escute aqui, seu maldito! Eu vou acabar com você! – ameaçou, irritada, enquanto se debatia sob o capitão.
― Pare de gritar, Nami. Os outros irão acordar. E não queremos isso. – sorriu mais uma vez.
A ruiva o fulminou com o olhar, criando todas as possibilidades de assassinato que pudesse existir em seu cérebro contra aquele borrachudo desgraçado.
― Ora, seu...! – o próximo xingamento, porém, ficou somente em seus pensamentos, porque sua voz foi calada pelos lábios do moreno contra os seus.
Sua mente enevoou, deixando apenas borrões espalhados pelos neurônios.
E daí que havia sido feita de boba? E daí que ela nunca conhecera aquele lado que pareceu despertar no Monkey com o decorrer dos anos? E daí?
Os assassinatos planejados?
Misturaram-se todos às manchas de névoa densa dentro de sua cabeça.
A raiva?
Desapareceu em meio ao êxtase e outros sentimentos que nunca surgira dentro de si e que, até aquele momento, eram inadministráveis.
Os gritos?
Tornaram-se gemidos inaudíveis aos outros tripulantes do Thousand Sunny Go, mas que preencheram o cômodo por boa parte da noite.
... Rá! Ela disse que iria tomar posse do que era seu. Não disse?
Notas finais
E então? Digam-me o que acharam, porque confesso que foi uma das fanfics que mais gostei de escrever. jkfgdsjgfdsjk'
Até mais! ^^
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