Provocación

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá.. desculpe qualquer erro, escrevo pelo celular e as vezes o corretor não ajuda. obs: o Aurélio é um pouco mais atrevido nessa fic. espero que gostem!

Depois que soubera que a mansão de Julieta estava sem jardineiro, Aurélio se propôs a fazer o serviço. Estava em São Paulo para fazer companhia a Julieta, porém era necessário distrair-se um pouco. Naquela manhã, o sol estava abençoado, e as flores pareciam mais vivas. Havia uma parte cheia de borboletas, e outra com algumas abelhas; ele preferiu ficar na parte mais tranquila.

Haviam galhos soltos por toda parte, também muitos espinhos e caules de rosas. Se perguntou se Julieta soubera que seu jardim estava em tamanho abandono. Teria muito trabalho, mas estava satisfeito, era ótimo se sentir útil, e aquele lindo jardim precisava de alguém que o cuidasse.

A noite Aurélio não teve a atenção que desejava de Julieta, a mesma estava abalada depois de uma conversa que tivera com Camilo, e logo fora deitar-se. Aurélio ficara por um tempo na companhia de Darcy, e quando o assunto se pôs escasso, ambos foram para seus quartos. No entanto, a insônia parecia querer a companhia de Aurélio, por mais que tentasse, não conseguira dormir. Rolou de um lado para o outro na cama, tentou de todas as formas acomodar seu corpo, mas aparentemente era impossível dormir naquela noite. Pensara em Julieta, não poderia invadir seu quarto, mesmo imaginando que está em seus braços o faria dormir com um anjo sem pecados, no entanto, a devia respeito. O respeito por Julieta sempre estaria acima de todas as suas vontades, pensou ele.

Tomara então uma decisão. Fora até a cozinha, e vira em um imenso relógio que se passavam das quatro da manhã. Suspirou. Nunca em sua vida havia perdido o sono de tal forma, pensou em ser um mau pressentimento, pensou em Ema, em seu pai.. Nele mesmo. Pediu aos céus que nada de mal acontecera, e serviu-se um pouco de café. Mercedes já estava de pé, a senhora contava que as quartas-feiras sempre levantava-se temprano, pois, chegara mais cedo nas feiras e conseguia os ingredientes em melhor qualidade. Aurélio riu da empolgação da senhora, a mesma fazia seu trabalho mesmo que pesado, com muito carinho.

— Irá sozinha? — Aurélio perguntou a Mercedes enquando bebericava seu café.

— Não, não senhor! — sorriu a simpática senhora.- Irei na companhia de meu marido, ele também trabalha para Dona Julieta. — Aurélio assentiu.

— Me interessa a forma como a senhora pronúncia o nome de Julieta.

— Ela nunca fora severa comigo, senhor, ao contrário, sempre teve paciência. — ele sorriu.

— É encantadora.. — Aurélio se atreveu a dizer.

— Sim.. De fato é. — afirmou. — Bom, deseja algo mais? Me perdoe por ter apenas um bolo, e um pouco de pão.. Mas está muito cedo, e...

— Não se preocupe.. Eu estou satisfeito com meu saboroso café.. — a senhora assentiu aliviada, mas Aurélio viu seu semblante mudar, e logo percebera o motivo.

Julieta estava parada próxima ao portal da porta os olhando. Seu cabelo estava solto, e sua vestimenta não era nada apropriada para esta de passeios pela casa. Porém, ainda era madrugada, e Julieta costumava levantar-se aquela hora. Já não dormira como antes. Mercedes sabia, porém Aurélio parecia ter a distraído. A empregada logo se pôs na frente de sua senhora esperando algum de seus mandatos.

— Deseja algo, Dona Julieta?

— Não, Mercedes.. — sorriu fraco. — Pode ir, sei que está de saída.

— Tem certeza, senhora? Eu posso..

— Sim, Mercedes, sim. Ademais não estarei sozinha. — sorriu para Aurélio. Mercedes se deu por vencida e saira.


Julieta sentou-se ao lado de Aurélio, e serviu-se um pouco de café. Ele estava inebriado com sua beleza, sempre soube que ela era dona de uma beleza única, porém naquele momento, mesmo estando com marcas de uma noite mal dormida, ela parecia radiante. Ela era dona dele, e de suas emoções. Julieta percebeu seu olhar incessante, e sorriu. Quando o viu a li conversando com Mercedes, perguntou-se o que havia acontecido para ele estava de pé tão pronto. Pensou que o mesmo poderia esta com sintomas de algum mal, ou até mesmo com algum problema grave, porém quando viu seu sorriso recíproco ao de Mercedes, acalmou-se.

Ela experimentou um pouco de seu café, e o olhou com mais atenção. Nunca havia imaginado que algum dia pensaria tanto em alguém, ou que desejaria tanto ter alguém em que pudesse confiar e amar. No entanto, parecia que, a pessoa que nunca pensara em ter, estava ali exatamente em sua frente, sorrindo com os olhos, pronto para ela.

— O que faz aqui tão cedo? — ela perguntou.

— A noite não foi minha melhor amiga.. Então me restou vir para o lugar mais agradável desta casa. — sorriu. Julieta o olhou com o semblante confuso.

— A cozinha? — ele assentiu.

— Onde há paz, um aroma especial de café, e por coincidência, onde creio que por acaso nos encontramos, já que não a vi todo o dia ontem.

— Me desculpe. — ela segurou sua mão por cima da mesa. — As coisas com Camilo parecem cada vez mais se complicarem.. — disse com ar de tristeza. — Temo perde-lo para sempre.

— Isso não irá acontecer.. Vocês se amam.

— Não pareço mais padecer de seu amor.. Sou uma estranha.

— Não repita isso, Julieta. — a repreendeu. — Uma mãe jamais será uma estranha para um filho, mesmo que ambos estejam em conflito. — ela sorriu agradecendo seu apoio.

— Com todos meus erros, defeitos e palavras mal ditas... você ainda continua ao meu lado.- Aurélio segurou com mais firmeza sua mão.

— Não vi duzera em você, Julieta. Não vi erros. Não vi palavras mal ditas. Vi uma mulher inteligente. — explicou. — Devo admitir que, me apaixonei primeiro por sua inteligência, e logo, pela mulher doce, sensível que estava escondida por trás dessa vestimenta obscura.

— Esta apaixonado por mim? — ela perguntou em um sussurro. Ele já havia deixado claro seus sentimentos, mas Julieta não soubera explicar a sensação de ouvir alguém sentindo algo por ela que não fosse odio, ou raiva.

— Por cada detalhe teu. — sorriu, e se atreveu tocar nos fios soltos que cobriam parte do rosto dela. — E agora mais por ver o quanto angelical ficas com o cabelo solto.

— Aurélio.. — ela olhou para sua boca, mas logo tratou de distanciar certos pensamentos. — Você deveria voltar para cama, e tentar descansar.. Quanto café você tomou? O mesmo deve ter o tirado o sono.

— Há outras coisas que me tiram o sono, Julieta.. — ele enfiou seus dedos dentre o cabelo dela, ambos roçaram por sua nuca, e ela imediatamente fechara os olhos. Aurélio olhou para seu colo quase amostra, e respirou fundo. — Há muita coisa... — fechou os olhos.

Tocou seus lábios aos dela lentamente, sentiu seu aroma de café fresco, e seu corpo arrepiou-se. Juntos abriram os olhos. Os dele brilhavam como a água mais cristalina que pudera ter no mundo. Os dela escureceram-se como uma terrível noite de tempestade. Opostos, mas inebriantes.. Havia uma sintonia inexplicável, havia o medo da escuridão, porém o dia parecia trazer a água cristalina para suas vidas. E Julieta e Aurélio, ambos, queriam banhar-se nessa água.

— Ah, meu Deus.. — ela murmurou entre os lábios dele. Seu corpo pedia por algo que ela sabia o que era, seus lábios vibravam, suas mãos suavam por sua ansiedade..

Aurélio a beijou da maneira mais calma que conseguira controlar seu corpo. Ouvira a respiração ofegante dela, ouvira seu murmuro. Não havia clareza em seus pensamentos, só pensava em beijá-la, beijá-la.. até que seus pulmões implorassem por ar. A pele de Julieta era banhada por uma maciez inexplicável, os lábios sutils como pétalas, aromáticos, e afrodisíacos. Todo seu corpo era. Atreveu-se a segurar em sua cintura e a puxá-la contra seu corpo; era extremamente esguia, havia uma curva em sua cintura que ele imaginou bem onde terminaria. Seus seios estreitaram-se contra seu peito, e ele soubera que teria que parar.

Abandonou os lábios dela, e sem abrir os olhos escondeu-se sobre a curva do pescoço de Julieta. Sua barba acariciou sua pele pálida, enquanto ela recuperava sua respiração, seu consciente, sua realidade. Julieta se afastou dele o suficiente para tocá-lo no rosto. Não sabia o que estava acontecendo consigo, mas algo a dizia que finalmente estava amando alguém de verdade em sua vida.

Um som distante os despertou de vez. Julieta precisava se recompor. E Aurélio ainda teria um jardim todo que cuidar.. Ele levantou-se, e a beijou na bochecha, e se fora.. Ainda martelava em sua cabeça como tivera tanto controle para cessa seu beijo, então lembrou-se que, havia dado tempo a ela, e a respeitava, e sempre que a luxúria tentasse o domar, ele lembraria disso, bom, até que ela finalmente o desse liberdade.

Notas finais
haverá uma continuação, claro se vocês quiserem!! Hahaha Obrigada por ler!